segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Track & Field Run Series Florianópolis

Arroz de festa. Eis uma expressão que pode definir bem minha participação em corridas. Semana passada, fui em uma com quase 100. Ontem, fui corri a Track & Field, que contou com mais de 1000 participantes. Esta sim pode ser chamada de CORRIDA, de fato. Baita evento. Largada em frente ao Shopping Iguatemi, estacionamento gratuito. Organização, apoio, água, frutas, nada a reclamar nessa parte. Só achei feia a tal da medalha. Que coisa mais sem graça. A do ano passado foi bem melhor. Vejam a foto aí em cima e comprovem a falta de beleza nela.

Dessa vez, não vou me ater a descrever a corrida como um todo. Vai ser um resumo. Ou tentativa. A semana de chuva ficou pra trás e o domingo nos presenteou com um baita sol, ótimo tempo. Ideal para acordar cedo e correr. Nem o fato de eu ter ido a um casamento e ter dormido às 2 horas da manhã, totalizando incríveis 4 horas do sono, me prejudicou na corrida. Com a ajuda do meu primo Jules, que me puxou a prova toda, consegui fazer meu segundo melhor tempo nos 10 km. Queria fazer abaixo de 50, mas ainda não foi o dia. Completei a prova em 53m04s.

O tempo foi bem satisfatório e o resultado também. Na faixa etária, fiquei em 7º de 19. Esse fato foi o que mais me deixou feliz. Sei que nesses eventos com milhares de participantes vem gente que corre pouco ou nem treina direito. Mas foi muito significativo. Fosse uma daquelas provas que premiassem por categoria, ficaria a duas posições do troféu. Depois da maratona, o foco vai ser em abaixar esse tempo nos 10 km. A competição não é com os outros, é comigo mesmo. E eu geralmente perco. Tá errado. 55 corridas no total, 17 no ano (arroz de festa do começo do texto) e contando.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Treinando na chuva

Chega o 7 de setembro, feriado. Vem o pensamento de correr e fazer aquele super longo, visando a maratona. Aí a pessoa aqui esquece de desativar o despertador automático e acorda às 7 horas, como em todos os dias da semana que não são feriado. Foi ruim, mas acabou sendo bom. Saí pra correr e não estava chovendo, antes das 8 horas ainda.

Nem deu meia hora e a chuva começou. E não parou mais. Pensei em desistir e voltar pra casa, mas tinha que cumprir a meta que me comprometi a fazer: correr 3 horas. A chuva diminuiu. A chuva aumentou. Até parou. Ficou fraquinha. Enfim, fiquei todo molhado, mas foi o melhor dos treinos. Claro que tenho quase certeza que não sairia pra correr se tivesse chovendo.

Sair de casa logo cedo, com o tempo só nublado, foi o que melhor poderia ter acontecido. Pegar chuva no decorrer do treino é aceitável e é até bom. Começar com chuva é complicado. Durante as 3 horas, corri 27 km e descobri dores que nunca tive antes. Descobri também que correr 27 km e gastar mais de 2 mil calorias não significa emagrecer. Maratona vem aí. Se segura!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Corrida da Primavera

Julho foi um mês excelente de corridas. Foram 4 participações. Agosto parecia que ia ser melhor. Não foi. Vento, chuva e frio, além de poucas provas, contribuíram para um sedentarismo forçado e preguiçoso. Em agosto, só consegui participar do Mountain Do. Chega setembro e, se tudo der certo, vou correr 5 provas. A primeira da lista foi no último domingo, a Corrida da Primavera, organizada pela ACORSJ, na Beira Mar de Florianópolis.

O dia estava bonito, mas havia o vento. Na Beira Mar, esse vento ficou mais acentuado. O sol saiu e amenizou um pouco. Frio ninguém passou, eu acho. Como vinha de uma semana parado e apenas um treino de 10 km no sábado, queria correr tranquilamente, sem pensar em tempo, nem forçar muito. Mas vai dizer isso pro meu corpo e pras minhas pernas quando é dada a largada. É corrida, não é treino, me empolgo e saio como se o mundo fosse acabar.

A prova deveria ter 10 km, teve um pouco menos, coisa de aproximadamente 9.33 km, perto disso. No primeiro quilômetro, o idiota aqui correu a 4:51 min/km. Aí o pace foi subindo, como sempre acontece. Uma hora minhas pernas iam cobrar o começo um tanto explosivo. No 8º e 9º km, cheguei a 6:00 min/km. Normal. Quando vi que estava chegando, acelerei pra passar um dos três corredores que havia me passado depois dos 5 km. Foram pouco mais de 300 metros, mas nessa distância corri a 4:05 min/km.

Logo, alguma coisa eu preciso mudar. Meu começo é bom porque eu me empolgo com a largada e o final também pode ser bom, se eu tiver alguma energia pra acelerar e terminar o quanto antes. O tempo foi além do esperado. O cansaço pós-prova apareceu e coxas e panturrilhas ficaram um tanto prejudicadas. Nada de grave e anormal. Anormal sou eu não saber me controlar e sair correndo sem critério.

O mais supreendente foi o resultado: chamaram meu nome porque fiquei em terceiro lugar na categoria. Não tinha muita gente correndo, mas mesmo assim não esperava. Fiquei bem contente. Mais um troféu pra coleção. Agora são 9 inacreditáveis troféus. Vou sentir saudade da categoria 20-24 anos. Preciso treinar e melhorar mais o meu tempo. Os Loucos por Corridas estavam lá e, por óbvio que se possa imaginar, animaram a prova.

Se tenho alguma coisa pra reclamar, é do horário da largada. Atrasou meia hora, como é comum acontecer nessas provas, digamos, menores. Atrapalha um pouco. Fora isso, o trajeto foi interessante, já que é raro correr em direção ao Centrosul. Mais provas estão por vir. A próxima é a Track and Field. Depois tem mais e mais. Sabe o que eu vou fazer? Correr todas. Vai que sobra um troféu de novo. Comece a correr você também, seu sedentário!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Intempéries

O tempo em Floripa está uma porcaria. Pra cada 6 dias com chuva tem 1 com sol. Essa proporção não é a ideal. Me tornei, praticamente, um atleta de fim de semana. Durante a semana, as noites são de vento ou chuva. Sobram os sábados e domingos, quando sobram. No último sábado, dei sorte. Tempo nublado, sem vento, adequado para a prática do desporto da corrida. Saí de casa com o objetivo de correr o máximo possível.

Fui para um lado, voltei, fui pro outro, subi vários morros, desci vários outros e, no final de tudo, corri 18 km em pouco mais de 2 horas. O tempo foi até alto, mas não tava muito preocupado com essa parte. Queria erra correr bastante. Os morros do caminho também contribuiram para o tempo elevado. A pior parte foi ter esquecido de levar a minha garrafa de água. Nos últimos 2 km, estava com a boca seca, querendo qualquer gota mínima de água.

Esse treino foi bom para subir morros. No atual momento, não tenho mais pavor dos morros. Quando vejo algum, logo penso, como se fosse uma narração do Galvão Bueno, "pra cima deles!". E me largo no aclive. Prefiro subir do que descer. Meus joelhos reclamam mais na descida. O próximo treino será somente em terreno plano. Quero correr até definhar, o que deve dar, devido ao tempo parado, algo em torno de 10 km.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mountain Do Praia do Rosa

A loucura não tem fim. A correria também não. Sábado aconteceu o Mountain Do Praia do Rosa, minha primeira corrida de aventura (que é como chamam) sozinho, tipo eu comigo mesmo. Distância ínfima, só 18 km em dunas, trilhas, areia da praia, mar. Nada que não fosse esperado, mas que sempre consegue surpreender. Correr na praia no inverno não é a melhor das ideias. Se no dia da prova ainda tem muito vento, temos a combinação perfeita pra passar frio. Menos mal que tinha sol, o que amenizou um pouco o congelamento iminente dos ossos.

É lógico que o idiota aqui resolveu correr de regata. Pensou: "ah, daqui a pouco esquenta, não tem problema". Pior pensamento. O começo foi, de certa forma, tranquilo. Foram 2 km até chegar às dunas e ali que a coisa começou a tomar sua forma mais desagradável. Subir as dunas foi muito ruim. Descer é mais legal, apesar do medo de sair rolando. Nas dunas, perdi contato com alguns corredores. Para minha surpresa, encontrei todos em seguida. Havia uma subida, um caminho apenas, bem estreito. Formou-se uma grande fila pra subir, todos andando e esperando. Alguns minutos perdidos.

Aí tudo continuou como deveria, sofrendo nas trilhas e nas areias. As dunas acabaram, veio um pequeno trecho de estrada de chão, suficiente para eu ser ultrapassado por mais alguns corredores, e começou uma trilha bem inconveniente. Galhos e pedras no caminho, alguns tropeços. Tudo, digamos, tranquilo. Mais na frente, parou tudo novamente. Uma subida muito inclinada no meio do mato e todo mundo andando. Mais alguns minutos esperando. A parte boa é que consegui tomar água e descansar um pouco.

Teve tantas trilhas e praias e água gelada do mar que nem sei descrever. O que sei é que no meio do mato meu GPS teve alguns problemas. Eu sabia que estava marcando a distância a menor, mas mesmo assim foi assustador sair na praia e perceber que só tinha corrido metade do percurso. Parecia que eu tinha ficado uma eternidade naquelas trilhas, tipo uns 10 km. Pura ilusão. Nessas alturas, o tênis já tava todo sujo de lama e pouco me importei de correr na água da praia. Era uma forma de limpar um pouco o pisante.

O percurso que passava pela praia foi o pior, porque juntava a água fria do mar com um vento cortante. Quase não senti minhas mãos. Falando nisso, a água oferecida pela organização estava MUITO gelada. Esse ponto deve ser elogiado, mas, no frio de sábado, essa água quase congelou minhas mãos. Talvez seja um pouco de frescura de um sujeito que foi correr de regata. Mas tava frio. Pelo menos a sede foi saciada. Aí acaba a praia e tem uma escada com uns 20 degraus pra subir. Cadê força? Subi andando.

Em corridas de aventura, nunca dá pra pensar que o pior já passou. Sempre pode piorar. Mais uma trilhas e pedras e, de repente, uma subida ignorantemente enorme. Não acabava nunca. Que agonia. O GPS marcou 121 metros de altitude na distância de 1 km. Coisa de louco. Tudo que sobe tem que descer. E desceu. Que descida! Em grama. Não tinha mais fim. Meus joelhos nem aguentavam mais tanta descida. Perder o controle no declive é a pior coisa que pode acontecer. Fui todo atrapalhado, quase caindo.

Quase não acreditei quando acabei a última trilha. Teve o lado ruim. Ainda faltavam alguns quilômetros de estrada de chão. Dos males, o menos pior. O importante foi continuar até o fim. Meio correndo, meio andando, meio se arrastando. É, a conta dos meios não fecha um inteiro, mas acho que todos entenderam. 18 km e 2h16m55s depois, cheguei. Dolorido, sem pernas e sem joelhos. Tudo dentro do planejado. Bem contente e feliz. Ainda ganhei uma toalha e tinha muitas frutas e Gatorade. Organização da prova perfeita.

Me perguntaram qual foi a melhor parte da corrida. Eu sinceramente não sabia responder. Gostei de tudo. Beleza natural impressionante. Também me perguntaram qual foi a parte mais difícil. Também não consegui responder. Foi tudo difícil. Caí duas vezes, uma delas na lama, ganhei alguns arranhões, um espinho na minha mão, vários tropeços em galhos e pedras e um tênis muito sujo. Tudo que tem que acontecer com quem participa do Mountain Do. Só posso dizer uma coisa: tem oportunidade? Corra um Mountain Do. Não há hipótese de se arrepender.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

27ª Meia Maratona de Gaspar

É com certa vergonha pela demora que venho escrever sobre a meia maratona que participei há 11 dias. Demorei tanto pra escrever que não sei se vou lembrar de muita coisa. Nunca mais atraso tanto pra postar sobre uma corrida. A memória já é ruim. Vamos ver o que consigo fazer nas linhas abaixo.

Primeiro de tudo: Gaspar não é uma cidade perto de Florianópolis. Acordei às 4:30 da manhã, a fim de me preparar e esperar a carona. Carona essa dada pelo Eduardo, mais a companhia do Renato e da Marta, corredores e fotógrafa oficial dos Loucos por Corridas. Enfim, acordei bem cedo e o tempo estava daquele jeito invernal. Um pouco de vento, outro pouco de frio e mais um pouco de chuva fina. Perfeito pra dormir. Pra correr também.

Foi minha segunda meia maratona. Dessa vez, já sabia que poderia correr 21 km. Como ainda estava meio afetado fisicamente pelas três corridas seguidas nos fins de semana anteriores, decidi que correria só pela diversão, sem tentar bater meu recorde pessoal. Se acontecesse, tanto melhor, mas não era o objetivo. Como o tempo estava demonstrando, a corrida começou com chuva fina e intensa. No começo da corrida não era o melhor cenário, mas depois ajudou a não sentir calor.

Fui no meu ritmo normal devagar, mas fiquei impressionado com o tanto de gente que me passou. Isso aconteceu, além da minha lentidão, porque tinha uma prova de 6 km também, no mesmo percurso. Aí já viu. Pessoal adoidado correndo pra fazer 6 km em 24 minutos e coisa e tal. Passados os 6 km, as coisas começaram a se normalizar. Continua no pelotão de trás, mas não em último, o que já me servia.

Tentei me concentrar em só correr. Até que estava dando certo. O problema começou lá no 8º km. Algumas pessoas na rua aplaudindo e incentivando me fizeram aumentar o ritmo. É aquela coisa de tentar aparecer e mostrar que tá bem. Muito errado. Gastei muito energia no lugar desnecessário. Me aguentei até o 12º km, o último km com pace abaixo de 6:00 min/km. A partir dali, tudo acima de 6 minutos, exceto no km 18. Por algum motivo que desconheço, fiz abaixo.

Uma das piores coisas nas corridas de rua é a parte de voltar pelo mesmo caminho de onde veio. Pior ainda é ver que mais de 250 corredores já passaram voltando por você e tu ainda está a caminho do 13º, onde se faz a volta. Desanima um pouco. Aí eu chego no lugar que faz a volta e ainda faltam mais 8 km. Cadê o ânimo? Ficou pra trás, mas precisava achar rapidamente. Posso dizer que a volta, os últimos 8 km, foi uma longa espera pela chegada.

Demorou, demorou, demorou, mas cheguei. Firme e forte. Mentira. Meio firme, não muito forte e totalmente cansado. Minhas pernas já se manifestavam. A segunda meia maratona foi mais tranquila porque eu já sabia que ia conseguir, mas mesmo assim foi sofrida porque meu corpo ainda reclama pra fazer 21 km. Aspesctos que vão ser aperfeiçoados para futuras meias maratonas.

Fim de prova, medalha gigante e frutas. Como a prova teve sua largada e chegada no Bela Vista Country Club, havia vestiários para tomar banho. Aquilo foi realmente muito bom. Depois assistimos a premiação e almoçamos. Só faltava mais quase 2 horas de volta pra casa. Uma viagem que valeu a pena. Resultado da meia: 287º de 333 no geral. Bem razoável. Tardei, mas relatei os fatos. Não sei se foi tudo exatamente assim, mas é algo perto disso.

sábado, 6 de agosto de 2011

Pensamentos sucintos para o momento

Me peguei pensando instantes atrás. Já corri uma meia maratona. Atualmente, meu tempo de meia é em torno de 2 horas. Aí eu penso na maratona. Nas atuais condições, embora não tenha muita condição, meu tempo seria, no mínimo, o dobro. Coisa de 4 horas ou mais, bem mais, talvez. Nesse ponto que surge meu pensamento do dia. Se a corrida começar 8 horas, só vou ver a linha de chegada depois do meio-dia.

Quando pensei nisso, comecei a ficar um pouco preocupado. 4 horas correndo não é pouca coisa, imagino. Opinião totalmente baseada no achismo e na percepção de quem já completou duas meias maratonas. Agora pensa em mais de quatro horas e correndo além do meio-dia. Em um dia de sol, tudo vai ficar pior. Problemas futuros à parte, quero fazer uma maratona. Deve ser divertido correr sem parar, em teoria, 42 km.

Diversas dores pelo caminho, caminho muito longo, mas tudo isso deve compensar. Este ano é improvável, mas pra 2012 a meta é uma maratona. Até porque, se o mundo acabar, quero ter corrido ao menos uma maratona. A meta de 2011 era uma meia. Lesões sem sentido no joelho quase adiaram. Já foram duas meias. Nada mais resta a não ser treinar mais e mais. A maratona é logo ali.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

10 milhas Inplac

Mais um fim de semana de corrida, mais um domingo pra correr. Dessa vez, o desafio era um pouco maior. 16 km, de Antônio Carlos até Biguaçu. Concentração na Inplac e ida de ônibus até o local da largada. Problemas em cima da hora mudaram o lugar da largada. Largamos no meio do mato. Não faço ideia de onde estava. Sabia que estava perdido e que dali teria que correr até Biguaçu. Outros problemas organizacionais atrasaram a largada em 1 hora. Já ia largar em um horário ruim, 10 horas, e ficou pior largando às 11 horas. Nada conspirou a favor da prova, mas iria piorar.

Tinha conhecimento de que havia morros e mais morros durante todo o percurso. Uns mais inclinados, outros nem tanto. Mas todos morros, com suas dificuldades inerentes. Comecei muito forte, dentro do meu padrão de ritmo, para uma prova de 16 km e com muitas subidas. O resultado isso foi um desempenho desastroso a partir do 9º km. O que eu falei que ia piorar na prova vem agora: houve apenas dois pontos de distribuição de água, no km 4 e no km 12. Pra uma prova às 11 horas e com trajeto difícil, foi INSUFICIENTE, pra dizer o mínimo.

Quando cheguei no km 8 e vi que não tinha nenhuma água, meu ânimo, meu psicológico e meu físico se juntaram e decidiram que ia ser muito complicado seguir no ritmo que eu estava. Aguentei até o km 9, mas depois a queda foi inevitável. Quando a água aparece no km 12, não adiantava mais. Eu já estava morto e praticamente sem forças. Fui me arrastando até o final. Do km 13 até o final, o ritmo caiu bem mais. Enfim, era uma pessoa que fingia correr, esperando ansiosamente por ver a chegada, e sendo ultrapassado por todo mundo.

Posso dizer, sem dúvidas, que essa prova foi uma das mais difíceis que corri. Percurso difícil e longo, atraso pra largar e falta de água. Consegui deixar a prova mais complicada descendo os primeiros morros muito rápido. Senti um leve incômodo no joelho, que me fez diminuir o ritmo inclusive nas partes plana. Além desse pequeno incômodo, tive todas as dores normais de quem corre 16 km, subindo e descendo morro. Queria tanto terminar a prova que parei de correr quando vi os cones. Ainda tinha mais 100 metros até o interior do ginásio. Essa parte fiz andando. Não aguentava mais. Fingi que corri antes de completar só pra sair bem na foto.

Apesar da organização problemática, a prova serviu pra aprender a correr em situações adversas. Era melhor que não houvesse tantos problemas, mas esses mesmos problemas vão ser úteis para futuras corridas que participarei. Espero que a organização melhore no próximo ano também. Por fim, a melhor parte. Sem querer, inacreditavelmente, ganhei um troféu nessa corrida. Na pior corrida, um troféu. Fui 5º colocado na minha categoria (20-24 anos). Fiquei surpreso e bem contente. Melhor ainda foi ver que tinha 6 corredores. Ou seja, ganhei de um, fato raro. O troféu amenizou um pouco o desempenho mediano na corrida. Tempo ruim, resultado bom.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

2ª Volta à Lagoa da Conceição Power Fit

Voltei à Lagoa da Conceição para correr. Em 2009 havia sido a primeira e última vez até então. Voltei pela segunda vez para a segunda volta à Lagoa. Já imaginava como seria o percurso, mas tinha o objetivo de, pelo menos, fazer um tempo abaixo de 2009, o que, convenhamos, era um objetivo facilmente alcançável. Em 2009, eu era nível tartaturga manca subindo a ladeira. Obviamente, fiz um tempo bem menor. Nota comemorativa antes de continuar o texto: essa foi a 50ª corrida rústica que participei.

Continuando. O tal do tempo estava bem adequado para correr. Pouco vento, exceto na área perto da água, no começo do percurso, algum sol e nenhuma chuva. O tempo em termos de minutos disse antes que foi satisfatório. Podia ter sido melhor. A largada é aquela empolgação de sempre. Começo a correr como se não houvesse amanhã, inebriado por aquela atmosfera antes da corrida iniciar. Vou bem até a metade da corrida geralmente. Nessa corrida, que tem algumas subidas e um morro totalmente inibidor, o ritmo caiu mais cedo.

O motivo? A subida começou pelo 4,5 km. Aí não tinha mais volta e ainda faltava meia volta na Lagoa. Esse trocadilho de "volta" com a "Volta" à Lagoa é muito sem graça, mas não resisto. Enfim, a pequena subida se tornou no morro mais temido. Subiu, subiu e subiu. O fôlego ficou perdido no início do morro, mas digo com muita satisfação que corri o tempo todo. Quase morri, mas não andei no morro amaldiçoado.

Na minha memória de peixe, não lembrava que esse era O morro e não tinha mais nada tão ameaçador até o final. Pensava que ainda viria um outro pra me quebrar de vez. E não veio nada. Esse fato atrapalhou um pouco meu desempenho na parte final. O que mais atrapalhou foi o cansaço da subida do morro. Desci, mas não era mais a mesma coisa. O ritmo ficou nos 6:00 min/km. Tentava abaixar, mas o constante sobe e desce da rua não era a coisa mais motivadora do mundo.

No último quilômetro quis ficar bem comigo mesmo e me esforcei um pouco, por mínimo que fosse. Fiz o pace abaixo dos 6 min/km e me senti menos mal. Correr em volta da Lagoa proporciona ter do seu lado uma vista sensacional. Confesso que pouco me concentrei nela, visto que estava preocupado com o morro que estava por vir. Além disso, a parte boa foi que, apesar de diminuir o ritmo, corri os 10 km e não me senti morto. Estava até bem demais pros meus padrões. Só consigo pensar que os treinos serviram pra alguma coisa. Olha o percurso percorrido na foto aí embaixo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Corrida Pela Paz 2011

Demorei, mas apareci. Tenho que comentar das corridas que aconteceram nas últimas semanas. Como dito anteriormente, a Corrida Pela Paz foi adiada devido à chuva. Pois bem, duas semanas depois o evento aconteceu. Dia bonito, de sol, com centenas de pessoas dispostas a participar do evento. A maioria correndo, alguns andando pela Beira Mar. O importante estar presente, se movimentando. Pegando gosto pela coisa.

Eu tinha apenas um objetivo. Embora meu ritmo de treino tenha aumentado e houvesse a recomendação para eu não correr muito forte, não pensava em outra coisa que não fosse abaixar meu tempo nos 10 km. Precisava fazer isso. Era quase uma obrigação. Botei na minha cabeça que ia ser na Corrida Pela Paz que eu faria um tempo melhor. Não aguentava mais ficar com o tempo de setembro do ano passado.

A largada e o começo da prova vieram me mostrar que sim, era possível melhorar o tempo. As primeiras parcias foram satisfatórias. Comecei rápido, como sempre faço e não deveria. Fiz os primeiros 3 km em 15 minutos. O ritmo começou a cair a partir do 4º km. Dali em diante, embora mais devagar, consegui manter uma média, em torno de 5:30 min/km. Digamos que tenha encontrado um ritmo.

Terminada a corrida, melhorei o tempo em mais de 2 minutos e tenho um novo recorde nos 10 km, como se pode ver nesse post que fiz só pra mostrar minha (demorada) evolução nessa distância. Espero que esse tempo dure pouco. Quero ainda este ano correr em 50 minutos ou menos. Meu novo objetivo é abaixar o tempo, já que as distâncias até 21 km eu sei que consigo correr sem muitas dificuldades.
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