segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Subindo os degraus

A primeira etapa da Corrida Vertical vai ser realizada em Florianópolis. Uma corrida diferente no calendário. Só subir degraus, no melhor tempo possível. Como quase não gosto de participar de corridas e nunca fiz uma dessas, me inscrevi sem pensar muito. Feita a inscrição, subi os degraus do meu prédio, três vezes, pra ver o que me esperava, e o resultado não foi muito animador. Na última semana, fiz treinamentos mais específicos para essa prova.

Com os treinamentos, sinto que o próximo teste no prédio pode ser melhor. Farei mais três subidas pra ver o que acontece. Imagino que seja uma prova que vai me cansar bastante, mas que vai demorar cinco minutos ou menos. Se correr (caminhar também vale) tudo bem na prova, a recuperação não deve ser demorada. Por ser diferente, vou participar. Aquela brincadeira de criança de subir degraus correndo virou esporte. Depois eu conto como foi.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Night Run Costão do Santinho

Primeira corrida do ano. Parecia que fazia muito tempo que não tinha uma corrida. Na verdade, foram só 3 semanas sem provas. Desde a São Silvestre, só treinos e mais treinos. E melhorando os tempos. E sentindo de novo a dor na fíbula ou ali por perto. Chegou o dia (noite) da Night Run Costão do Santinho. A corrida aconteceu no Costão do Santinho, como fica meio explícito. Provas de 5 e 10 km, trajeto todo na areia, à noite. Fatores que fizeram essa prova ser um pouco diferente das outras, mas muito agradável.
 
Sábado foi um dia quente, eu estava sem vontade nenhuma de sair de casa pra correr. A maior preguiça do mundo. Ainda comi sorvete antes da corrida. Pra completar, a dor na perna só tinha piorado desde quinta-feira. Achei que ia correr com muitas dores. Alonguei até mais do que faço normalmente, pra tentar diminuir. Não adiantou muito. Mesmo assim, decidi que não ia me importar com as dores durante a corrida. Azar da perna, meu também, se começasse a doer. Eu ia correr pra tentar fazer algo perto do meu recorde.

A largada foi dada e ainda havia um pouco de luz natural. Depois de alguns minutos, já era noite e ficou bem complicado de ver onde se pisava. Pelo menos eu sabia que era areia. Menos mal que não encontrei nenhum buraco. As tochas que estavam pelo percurso deixaram o trajeto bonito e tal, mas iluminação mesmo não existia. Era, de fato, uma corrida noturna. E foi muito legal. As condições não pareciam as melhores para fazer um bom tempo. Areia fofa em alguns lugares, tudo escuro, tempo abafado. Só parecia.

Sei lá se foram os treinos ou qualquer outra coisa, mas comecei em um ritmo bom, mesmo sendo na areia. Me surpreendi e senti que as dores foram diminuindo no decorrer da corrida. Fiz os 5 km em 25:08, recorde pessoal na distância. Aliás, bati meus recordes nos 5, 6, 7, 9 e 10 km nessa prova. Por enquanto, o melhor desempenho da minha vida nos 10 km. Ainda vai melhorar. Uma pena que o percurso não teve os 10 km anunciado. No entanto, pelo pace, de 5:07 min/km, bati meu recorde pessoal.

Durante toda a corrida, corri junto com o Robson, da TreineBem. Ele me ajudou bastante em manter o ritmo em alguns momentos da prova. A parte física está boa e as dores vem e vão. O maior problema é a parte psicológica. Por alguma razão inexplicável, diminuo o ritmo no meio da prova, sendo que ainda tenho fôlego e pernas pra continuar. No fim, dei um sprint e fiz pace entre 3:40 e 4:00. Nem consegui olhar pro relógio da chegada e quase esqueci de parar o meu GPS, mas mostra que ainda tinha alguma energia sobrando.

As dores praticamente sumiram durante e depois da corrida. Talvez correndo eu sinta menos dor. Talvez. Deve ter alguma explicação, que eu não sei qual é. Se as dores diminuirem, os treinos podem ser mais intensos. Sinto que tá quase na hora de fazer 10 km abaixo de 50 minutos. Quero esse tempo até a prova da Track & Field, dia 29/04. Os treinos seguem, as dores também. Vamos convivendo assim. Por enquanto, me deixem comemorar meu novo recorde pessoal nos 10 km. Na areia, na praia, à noite. Foi bom demais.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

As 32 de 2011

Caso alguém tenha se perguntado, em algum momento (não aconteceu, eu sei), quais foram as 32 provas que participei em 2011, listarei todas. Lembrando que fiquei parado em fevereiro por causa da lesão no joelho e em março foi a volta gradual aos treinos. A partir de junho, a coisa deslanchou.

06/02/2011 - 14ª Corrida dos Carteiros
20/03/2011 - Meia Maratona de Florianópolis (prova de 5 km)
27/03/2011 - Corrida Rústica Cidade de São José
10/04/2011 - 2ª Corrida Unimed 40 anos
23/04/2011 - Mountain Do Costão do Santinho (octeto masculino)
07/05/2011 - Corrida Rústica Polícia Militar 176 anos
15/05/2011 - Meia Maratona de Balneário Camboriú (prova de 5 km)
22/05/2011 - Corrida Pedra Branca
05/06/2011 - Circuito das Praias - Campeche
19/06/2011 - Meia Maratona de Floripa
10/07/2011 - Corrida Pela Paz - NO Drogas
17/07/2011 - 2ª Volta à Lagoa da Conceição Power Fit
24/07/2011 - 10 Milhas Inplac 37 anos
31/07/2011 - 27ª Meia Maratona de Gaspar
20/08/2011 - Mountain Do Praia do Rosa
04/09/2011 - Corrida da Primavera
11/09/2011 - Track & Field Run Series Florianópolis
25/09/2011 - 2ª Corrida Rústica Beira Mar de São José
02/10/2011 - Maratona de Santa Catarina
08/10/2011 - Corrida Coruja Jurerê Internacional
15/10/2011 - Mountain Do Lagoa da Conceição (dupla masculino)
22/10/2011 - 18ª Mini Maratona Santos Dumont
30/10/2011 - 4ª Meia Maratona Cidade de Pomerode
05/11/2011 - 1ª Volta do Balneário
06/11/2011 - Corrida Rústica 50 anos PRF
13/11/2011 - 1ª Corrida Rústica Vento Sul (A.A.E.I.V.S.)
20/11/2011 - 5ª Corrida Pela Vida
27/11/2011 - 5ª Meia Maratona de Blumenau
03/12/2011 - 3ª Corrida Rústica Vale das Graças Angelina
04/12/2011 - Corrida e Caminhada Pela Paz no Trânsito (21 km)
18/12/2011 - 8ª Corrida do Natal Abraão
31/12/2011 - 87ª São Silvestre

Em 2012, menos provas, tempos melhores. Esse é objetivo. Tenho quase certeza que vou melhorar os tempos. A mesma certeza não se aplica às provas. Vou tentar diminuir, mas não garanto. Começou 2012. Só não pode parar de correr. Lá vou eu.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

87ª São Silvestre

Fui. vi e corri. São Silvestre tá na conta. Minha primeira São Silvestre, que sempre tive vontade de correr. Era um dos meus objetivos como corredor amador. Fiz meia maratona e maratona. Faltava a São Silvestre. Menor em distância, mas do mesmo tamanho em significado. A viagem em si e os dias em São Paulo foram bons demais. A São Silvestre foi a cereja do bolo, embora eu não goste de cereja. Fechou o ano da maneira mais perfeita possível. De alma lavada. E que lavada. Nunca corri com tanta chuva. Quem tá na chuva é pra se molhar. Assim fiz. Sem reclamar. Só diversão.

Cheguei na Avenida Paulista às 15:30 e procurei, junto com o Fernando, um lugar pra ficar o mais perto possível da largada. Lá ficamos, um pouco sentados, maior parte do tempo em pé, até ser dada a largada. No momento da largada, começou a chover. Nunca tinha corrido com tanta gente, seja correndo ou do lado de fora, participando, incentivando e gritando coisas que não conseguia entender. A largada é meio tumultuada, mas nada que eu não esperasse. Aliás, achei que ia ser bem pior do que foi. Devido à posição razoável na largada, demorei só 3 minutos pra passar pelo tapete do chip.

Comecei a corrida em um ritmo forte pros meus padrões. Não achei que ia conseguir correr assim logo no começo. Até o 7º km, consegui um ritmo muito bom. No 8º e 9º km, cansei. No 10º km, voltei ao normal, caindo novamente no 11º km. Chegou o km 12 e 13 e aí o pace subiu muito. Era a tal da subida de Brigadeiro. Sempre ouvi falar da dificuldade dela. Só correndo (ou tentando) pra sentir como é difícil. Nunca odiei tanto um Brigadeiro. Aquilo não para de subir. Menos mal que tinha a descida depois que chegava na Avenida Paulista.

Aproveitei a descida da Brigadeiro pra recuperar o tempo perdido. Não me preocupei com a descida ou com a chuva, que voltou a cair forte. Me larguei e fui do jeito que dava, desviando das pessoas, daquelas tartaruas do chão, de tudo. O único objetivo era correr o mais rápido possível. Desculpa, joelho, desculpa, pernas, mas teve que ser assim. Não me preocupei com o futuro. Só quis descer. Dois dias depois, ainda sinto um pouco de dor nas pernas e panturrilhas. Culpa da subida e descida, mas tudo dentro do previsto.

Fechei a prova com 1:24:23. Tempo excelente, levando em conta as subidas e o grande número de participantes. Não corri sozinho em nenhum momento. Foi muito massa. Nunca corri o percurso antigo, mas gostei muito do atual. Não senti dificuldades, além da Brigadeiro, nem corri travado. Foi bem tranquilo. Em cada subida ou descida, via aquele mar de gente na minha frente. Milhares de pessoas. Sensacional. Gostei muita da São Silvestre. Não tenho do que reclamar. Deixo isso pros corredores mais experientes e profissionais. No meu amadorismo, tudo funcionou bem.

A medalha foi uma das mais bonitas que já recebi. A imensa chuva do final atrapalhou um pouco. Não durante, mas depois da corrida. Muita lama, frio, tudo molhado. Se não chovesse, ou chovesse menos, o Ibirapuera seria um lugar ideal para receber os concluintes. Dizem que São Paulo é a terra da garoa. Foi tanta chuva que nem sei se dava pra organização fazer alguma coisa a respeito. Nada que diminua minha satisfação em participar da prova. Só não dou certeza que voltarei em 2012 porque o último dia do ano nem sempre está livre. Se for possível, terminarei o ano correndo de novo.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Tchau, 2011. Só falta a São Silvestre

O ano está acabando. Como passou rápido, né? Na verdade, não. Demorou o mesmo tanto de sempre. Não lembrava o que eu havia escrito sobre as corridas de 2010 e alguns planos pra 2011. Sorte que tem os arquivos do blog pra lembrar. Encontrei o que eu queria, coisas que não lembrava. Um dos posts fazia um resumo das minhas corridas de 2010. Nunca tinha corrido tanto e ganhado tantos troféus. Em 2011, queria correr todas as possíveis ou, pelo menos, o mesmo número de corridas. Pois bem, corri tudo o que apareceu pela frente. Foram 32 corridas em 2011, contra 23 em 2010. 6 troféus em 2011, um a mais do que em 2010.

No último post do ano, mencionei a São Silvestre. Vou até colar aqui tudo que escrevi. "Falando nela, na última corrida do ano, em 2011 pretendo estar lá. Quero estar. Vou estar. Já pensei muito sobre isso e defini a estratégia. Abrindo as inscrições, me inscrevo e pago. Depois de pagar não tem como voltar atrás. Ação feita, é só correr. Assim pretendo agir." Foi exatamente isso que eu fiz. Era algo tão certo na minha cabeça que não teve como fugir. As inscrições abriram dia 21 de setembro e eu me inscrevi dia 23, pagando dia 24. Depois, pensei onde ia ficar e como ia ser a viagem. Alguns telefonemas e vários emails e deu tudo certo. Vou correr no último dia do ano.

Por fim, tracei um objetivo, bem simples: correr ou estar preparado para uma meia maratona. O ano de 2011 se mostrou tão bom, tão sensacional, que eu corri 5 meias e ainda fiz 1 Mountain Do em dupla e 1 maratona. Os tempos ainda não foram do jeito que eu queria, mas adquiri resistência pra aguentar tantos quilômetros. Nada é mais tão complicado quanto era lá em junho. Em 7 meses, evoluí de maneira surpreendente. O tempo melhorou, mas dá pra melhorar ainda mais, e as distâncias aumentaram. Pra 2012, a meta é baixar os tempos. Ou seja, treinar mais e participar de menos provas. Acho difícil repetir as 32 corridas deste ano.

Não sei se de São Paulo vou conseguir atualizar o blog. Por este motivo, fiz o post agora, quatro dias antes do ano acabar. Provavelmente, o próximo post será o primeiro de 2012 e falará a respeito da São Silvestre. Talvez sobre a viagem também. Não sei. Na hora eu decido. Fiquem, portanto, com este texto. Feliz ano novo. Vamos correr!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

8ª Corrida do Natal Abraão

A corrida mais legal da qual participei. A que eu mais me diverti, sem dúvida. Começou como uma ideia proposta, lá por novembro, e que foi ganhando corpo e cada vez mais pessoas dispostas a participar. Era uma ideia genial, por assim dizer. Se vestir de Papai Noel para correr a Corrida do Natal, no Abraão, bairro de Floripa, organizada pelo Analto. Evento simples, mas bem conhecido pelos Loucos por Corridas da região. Haveria a corrida tradicional dos adultos, mas o foco principal era nas crianças.
Corrida infantil, Papai Noel (vários, aliás), balas, presentes, tudo pensando nelas. Os mais velhos correriam depois das crianças. Primeiro, quem realmente importa. E a corrida infantil foi um sucesso. Participação de muitas crianças. Muito legal. Depois da corrida delas, alinhamos para a largada, já vestidos de Papai Noel. Estávamos em 7 ou 8, ou algo perto disso. Talvez mais. Torrando no sol das 16:00. Fantasia de Papai Noel no verão já esquenta. Imagina então a fantasia mais barata que tinha na loja. Pior e mais quente tecido.
Largamos. E fomos no ritmo que dava. A intenção não era ser o mais rápido, e sim distribuir balas para as crianças no percurso. E assim foi feito. Vários Papais Noéis (?), com o saco cheio (de bala), dando balas para quem aparecesse pela frente. O melhor de tudo era a reação das crianças. Elas nos viam lá longe e saiam correndo em nossa direção. Elas veem o Papai Noel e já sabem que vem coisa boa. Fizemos muitas delas felizes. Tenho certeza. O resultado da corrida pouco importa. O resultado que vale é a boa ação e satisfação que proporcioamos para os outros e para nós mesmos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Corrida e Caminhada Pela Paz no Trânsito

Começo informando que o texto sobre esta corrida já deveria estar aqui há algum tempo, mas em homenagem aos adiamentos que a corrida teve, resolvi adiar por várias vezes também. Adiei bem menos do que a organização da prova. Finalmente, chegou o dia. De escrever sobre a minha quinta meia maratona. Correr 21 km é cada vez mais fácil. Esta corrida foi diferente, porque eu vinha de uma dor chata na perna e da corrida de Angelina no sábado anterior. O objetivo era um só: completar a prova, sem pressão por tempo, pra justificar a inscrição que já estava paga.

A largada estava marcada para às 7 da manhã. Atrasou um pouco, mas mesmo assim foi muito cedo, no melhor horário para largar. O calor não ia afetar tanto. Neste dia, resolvi tomar Gatorade antes da corrida. Tomei, tomei e tomei. Adivinha? Fiquei com vontade de ir no banheiro. Muita vontade. Fui 3 vezes antes da largada e não foi suficiente. Larguei com a minha dor e com a certeza de que precisaria parar. Fazer xixi (desculpem se é meio nojento) era uma obrigação. A corrida se deu por toda a extensão da Beira Mar. Logo no 1º km, vi um banheiro perto do trapiche.

Foi a melhor visão. Me segurei e segui em frente. Era melhor passar ali na volta, estaria mais tranquilo, sem tantos corredores. O problema era esperar até o 7º km chegar. Agonia foi grande, mas fui seguindo do jeito que era possível. Ritmo bem devagar, sem forçar, fazendo um passeio. Assim foi até chegar o banheiro. Pensa no alívio. Me senti muito mais leve. Pra ter uma ideia do alívio, fiz os 4 quilômetros seguintes em paces assustadoramente rápidos pros meus padrões: 4:50, 4:57, 5:03 e 5:01. Depois disso, voltei ao normal, pensei nas dores e diminui a velocidade.

O percurso estava chegando ao fim e quase não fui incomodado pelas minhas dores. Não fui no meu ritmo normal, mas era necessário ser mais contido. Queria ainda, como último objetivo, terminar os 21 km em até 2:06:00. A ida ao banheiro foi meio determinante pra não conseguir. Terminei a prova em 2:08:19, meu maior tempo em meia maratona. Não fiquei tão mal com o resultado. O importante era terminar sem dores. Essa foi minha 30ª corrida em 2011. Nada mal. Ainda tem a São Silvestre pra fechar o ano da melhor forma possível.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Novos recordes

Outubro e novembro foram intensos. Muitos treinos e corridas. No final de tudo, uma incomodativa dor nas fíbulas. Quase certeza que foi o impacto constante. Muito descanso na primeira metade de dezembro, alongamentos e gelo. Não sei o que funcionou, ou se foi tudo, mas o certo é que as dores sumiram. Fiz um treino leve na quinta-feira e corri no domingo. Bem tranquilo. Correr sem dores é das melhores coisas que existem.

Hoje foi o dia de retomar a planilha de treinos. Decidi que não dá pra ficar pegando leve nos treinos. Morre no treino pra morrer na corrida e ver se abaixa esse tempo. Estava esperando o expediente acabar para correr meus 4 km forte determinados. Aí, de surpresa, aparece uma centena de salgadinhos no trabalho. Comi. E comi mais um monte. Senti que meu treino seria prejudicado. Não podia dar certo depois de tanta coxinha e pastel.

Mesmo com o estômago cheio, fui correr. E me surpreendi. Uma das vantagens de ser lento é que fica mais fácil fazer tempos melhores. Fiz os 4 km em 19:54, meu recorde pessoal. Mais um recorde pessoal. Nunca fiz tantos recordes quanto nesses últimos três meses. Desde outubro, o desempenho só melhora. Devo dizer que o tempo de hoje adquiriu uma importância maior porque corri arrotando coxinha de frango. É meio nojento, mas é verdade. Seguirei treinando. O pace sub 5:00 vai chegar.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

3ª Corrida Rústiva Vale das Graças Angelina

Essa era uma prova já marcada no meu calendário há muito tempo, desde setembro, se não me engano. Tanto é que fui um dos primeiros a me inscrever, tendo a honra de correr com o número 5. Corri lá em 2010, foi excelente, e decidi que ia voltar em 2011. Além de ser uma prova distante de Floripa, do trânsito, era organizada pelo Renato, do Loucos por Corridas. Muita gente ajudou para que a prova fosse realizada e tivesse total êxito, mas quando eu penso na prova de Angelina, o primeiro nome que vem na cabeça é o Renato.

Meu plano pra 2011 era fazer um tempo melhor do que no ano passado. A meta estava traçada desde que me inscrevi. Não foi exatamente como eu queria. Além de ter dores na perna, crescendo progressivamente, uma prova de setembro foi remarcada para 4 de dezembro, um dia depois de Angelina. Era a Corrida Pela Paz no Trânsito. Nessa eu já tinha pago a inscrição pra correr os 21 km. Aí fiquei com a seguinte situação: duas corridas, sábado (10 km) e domingo (21 km). Não seria tão ruim se as dores não estivesse me rondando.

Como seriam duas provas seguidas, o objetivo mudou e não poderia forçar muito em Angelina. Com as dores, tinha que correr ainda mais tranquilo. Pra pelo menos completar dignamente os 21 km do dia seguinte. Assim eu fiz. A largada foi dada na praça de Angelina. Comecei muito, mas muito devagar. Tanto é que no primeiro retorno, lá pelos 3 km, eu estava na frente de uns 10 corredores, no máximo. Senti que já tinha aquecido e que dava pra acelerar. A dor ainda estava ali, mas não tão forte, era suportável.

Continuei meu ritual de aceleração e fui passando vários e vários corredores. Faz muito bem pra autoestima. Não dava mais pra bater meu recorde na prova, mas ainda consegui muitas ultrapassagens. Fiquei de olho no tempo só pra completar a corrida com o pace abaixo de 6:00 min/km. Pelo menos isso eu consegui. Durante a corrida, a dor não se manifestou. Ela geralmente aparece depois, ou quando tem um impacto repentino. O percurso já era conhecido, mas como fazia um ano que não passava por lá, tenho que registrar que é muito bom correr no interior (se é que Angelina é interior), no meio do nada.

A organização da prova foi sensacional. Tudo perfeito. Medalha muito bonita, como vocês podem ver aí em cima, frutas e água na chegada, um kit muito bom, com uma baita camiseta, além de um troféu ignorantemente grande, no melhor dos sentidos. Ainda tinha um jantar depois pros inscritos na corrida. Aí tu se pergunta quanto custou a inscrição. Eis a resposta: 15 reais pra dar coisas que provas que custam mais de 50 reais não dão. Que aconteça mais e mais vezes. O número de participantes em Angelina só aumenta.

Mesmo correndo em ritmo totalmente conservador, sem pretensão nenhuma, a não ser terminar a prova sem dor e no pace estimado, fui surpreendido positivamente com a leitura do meu nome entre os premiados da categoria 20-24 anos. Estava lá, em quinto lugar. Geralmente sou o último da categoria, mas não dessa vez. Eram 8 competindo. Só aí notei que foi fundamental ter aumentado o ritmo no fim. Meu troféu ganhou ainda mais importância. O melhor da minha coleção. Pela forma como veio e também pelo tamanho e imponência. Um troféu de Angelina vale por 2 dos que eu tenho. Vejam na foto e admirem. Em 2012, estarei lá. De novo. Vale a pena.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

5ª Meia Maratona de Blumenau

Chegou o fim de semana. E, quem diria, tinha uma corrida no calendário. Dessa eu não ia participar, mas pessoa influenciável que sou, fui convencido e me inscrevi nos últimos instantes na Meia Maratona de Blumenau. Inscrição feita, era só correr. Treino específico pra prova não fiz. Só o de sempre. Atualmente, correr 21 km é muito menos sofrido do que foi em junho. Preparado, daquele jeito, fomos a Blumenau.

Fomos porque fui junto com o Eduardo. A gente é doido mesmo. Acordei na madrugada de domingo às 3:45 pra seguir toda a minha rotina pré-prova. Partimos às 4:15. Viagem tranquila. Chegamos em Blumenau 6:10. Bem tranquilo, sem maiores transtornos. A maior dificuldade foi dormir cedo no sábado e acordar cedo no domingo. O tempo estava perfeito para correr. A largada, que seria às 7 horas, teve um atraso de meia hora. Mesmo assim, continuava um bom horário para se largar.

O objetivo nessa meia maratona era baixar meu tempo de 1:59:02. Não iria ser fácil, mas era bem possível. Essa ideia tomou mais forma ainda na minha cabeça quando li na divulgação da prova "trecho 90% plano". Me enganaram. Nunca que Blumenau vai ter uma corrida 90% plana. Várias falsas subidas e descidas. As reais eram muito piores. Não devia ter me iludido com o comunicado. Tive que me adaptar durante a corrida.

Comecei a prova bem. E muito rápido. Burro demais. Não era uma prova de 10 km, eram 21. Nos 6 km iniciais, tempo excelente. Fiz em 31:04. Faltavam 15 km e o problema começou aí. Senti que as pernas não iam aguentar o ritmo. Elas são inteligentes, sabem das coisas, diferente do dono. Entre o km 7 e o 16, variei o pace entre 5:31 e 5:43. Caiu, como esperado, mas tava constante. Terminei o 16º km em 1:27:02. Seguindo nesse ritmo, terminaria a prova em menos de 1:55:00, o sonho maior.

Havia um porém em forma de ritmo, que caiu mais um pouco. Foi pra casa dos 6:00 min/km. Coincidência ou não, foi depois do km 16 que tomei meu último gel. De chocolate, horrível, e não tinha água por perto. A boca ficou pastosa. Senti que fiquei mais devagar. Depois de 16 km, pernas sentindo a prova, gel na hora errada, água só no km 18, tudo ajudou a piorar. Tentei me recuperar, mas não dava mais. A cada quilômetro continuava no mesmo ritmo.

Quando passei no km 17, percebi que o sub 1:55:00 era impossível, mas naquele ritmo o recorde viria. Não seria nada exorbitante, mas baixaria o tempo. A água salvadora do km 18 apareceu. Peguei dois copos pra tentar dar um jeito e melhorar. Não deu. Fui me arrastando. Era a única alternativa possível. O ritmo forte do começo cobrou sua conta. Mas esse mesmo ritmo forte me permitiu melhorar o tempo total. Os segundos que ganhei lá no começo foram úteis na quebra do recorde, embora tenham contribuído pra minha quebra.

Pode se dizer que foi o errado que deu certo. Com certeza, não foi a melhor estratégia. Terminei a meia maratona em 1:58:10 e fiz o recorde pessoal, mas cheguei me arrastando. O final dela foi muito mais sofrido do que a última, em Pomerode. Exagerei demais no início. O sobe e desce em alguns trechos colaborou para meu declínio físico. O maior culpado, no entanto, fui eu mesmo. O bom de ter tempos altos é que não é tão difícil fazer novos recordes.

Cheguei morrido. Fazer a curva e ver a chegada, na Vila Germânica, foi a melhor das sensações. O fim que nunca chegava, chegou. Foi difícil e sofrido. Nem um sprint final decente consegui. Nunca uma garrafinha de Gatorade foi tão bem-vinda. Cada vez é mais legal correr uma meia maratona. Pode ser sofrido como foi essa, mas é cada vez mais fácil correr 21 km. Eu me divirto igual. Da próxima vez, adotarei uma estratégia mais sensata.