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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Golden Four ASICS Porto Alegre - 01h41'49''

A melhor corrida, em todos os sentidos, que já participei. Essa foi a Golden Four ASICS Porto Alegre. A organização, o antes, durante e depois, tudo correu do modo mais perfeito. Até o clima ajudou. Largamos com 10ºC ou menos. A neblina fez a largada atrasar dez minutos. Estava MUITO frio. Eu, que corri só de regata, sofri nos primeiros quilômetros. No entanto, só fui sentir os dedos das mãos e conseguir flexioná-los depois da corrida e de ter trocado de roupa. Apesar do frio que passei, acredito que tenha sido fundamental para conseguir meu recorde.

O percurso era praticamente todo plano. Apenas entre os quilômetros 19 e 20 havia uma subidinha cruel para os corredores. Hidratação, para quem gosta e precisa, a cada 3 km, sempre com água e isotônico. O melhor de tudo para mim foi um relógio com o tempo da prova a cada 2 km. Como corri sem relógio, foi fundamental para eu ter noção de como estava o ritmo. O tempo marcado era o bruto, mas olhei bem na largada para ver com quantos segundos havia passado o tapete. Foram 23 segundos de diferença, confirmei posteriormente.

Não lembro direito das parciais, mas sei que comecei mais devagar do que deveria e gostaria. Fui melhorar mesmo depois do 4º km. Quando passei no 8º km é que notei que estava melhor. Passei os 10 km com o tempo de 48'21''. Já estava dentro do planejado e aumentando a velocidade. Aliás, o único tapete de controle estava no 10º km. Havia dois retornos e acredito que deveria ter um tapete em cada retorno. Voltando, a cada 2 km fazia as contas do meu tempo. No 14º km, passamos em frente ao local da chegada. Não gosto muito disso.

Até o km 16 mantive a progressão. Quando passei pelo km 18 me assustei. Tinha a sensação de que estava muito bem, rápido, até passei vários corredores, e, pelas minhas contas, foi o pior pace da prova. Coisa de 2 km em 10'40''. Acelerei mais um pouco e voltou ao normal de antes. O último relógio era no 20º km e ele me mostrou o tempo de 1h37'. Já sabia que o sub 1h40' tinha ficado para trás. Tive essa percepção desde quando passei o km 2 para 10 minutos. No 20º km confirmei de vez. Não chegaria nos pacers de balão azul que corriam para sub 1h40'.

De qualquer maneira, acelerei o que deu e o que não deu, não faço ideia do meu ritmo no último quilômetro, mas foi bem rápido. Passei a linha de chegada com o tempo bruto de 01h42'12''. O tempo líquido era um mistério que só fui descobrir no hotel com a mensagem no celular. Sabia que era menos de 1h42', o que estava muito bom. A confirmação veio. Tempo de 01h41'49''. Novo recorde, baixando em exatos dois minutos o anterior da Meia Maratona de Florianópolis em março. A falta de treinos na semana não atrapalhou tanto.

Ainda acho que tenho várias coisas a melhorar. Correr sem relógio foi legal, mas as parciais me ajudaram. Não fosse isso, pelo ritmo que fiz os primeiros 2 km, acho que ficaria longe do recorde. Acho que preciso forçar mais desde o começo, sem medo de quebrar. Durante a corrida, botei em prática o que faço nos treinos, o mínimo uso de gel, água ou isotônico. Só tomei um gel depois do 14º km e foi nesse posto que peguei a única água da prova, mais para ajudar no gel do que por querer. Nenhum isotônico. Acho eles cada vez mais inúteis. 

Corri boa parte da prova com o Wanderlei de Oliveira. Percebi só no final. Depois de pegar a medalha, cumprimentei e falei brevemente com ele. Fiquei mais fã ainda. Por fim, fazer um tempo que sempre me pareceu impossível anos atrás me motivou a voltar aos treinos, para tentar algo melhor na Golden Four ASICS São Paulo (28/07) e na Golden Four ASICS Brasília (03/11) (as inscrições estão garantidas, faltam as passagens aéreas). Estava meio desanimado depois da maratona. O ânimo voltou. Culpa da Golden Four ASICS.

terça-feira, 18 de junho de 2013

30ª Maratona de Porto Alegre - 03h59'41''

Juro que faria um relato mais completo do que os últimos. No entanto, rapaz de sorte que sou, perdi todas as atividades do Garmin. O touch screen já vinha com problemas. Apertei em um lugar e fui levado a outro. Por azar, era o de ELIMINAR TODAS AS ATIVIDADES. Ainda bem que tinha a opção de SIM ou NÃO. Apertei NÃO e o Garmin foi no SIM. Perdi o registro da minha melhor maratona. Logo, o relato vai ser bem simples. Aliás, se alguém souber de algum milagre para recuperar dados deletados do Garmin, avise-me.

Pois bem. Sobre a maratona em si. O planejado sempre foi chegar em Porto Alegre e fazer o sub 4 horas na maratona dita mais rápida do Brasil, praticamente toda plana. Cheguei, corri e fiz. Para quem não quiser ler tudo, o tempo foi de 3h59'41'' e consegui o desejado sub 4 horas. Fomos, eu e o Eduardo, de avião, sábado à tarde para Porto Alegre. Chegamos no aeroporto e havia staffs com plaquinhas da maratona, que nos levaram para a van da organização. A van no deixou na retirada do kit e depois no hotel. Diria que foi impecável.

A organização e tudo que envolveu o antes, durante e depois da prova foram excelentes. Nada a reclamar. Sábado à noite comemos massa (nem sei mais se isso realmente ajuda ou não, mas foi mais por rotina e manter o padrão de sempre). Domingo, era bem cedo e frio e estávamos de pé. Sem o vento da noite anterior, mas com o clima frio, coisa de 10, 11 graus. Para correr, perfeito. Até começar, nem tanto. A largada foi extremamente pontual. A dos homens foi até 5 segundos antes. Mais um ponto positivo para a organização.

Dividi a maratona em 8 partes de 5 km. Em cada parte, o objetivo era manter o pace de 5'37'', o que dá 44'56'', o popular 45 minutos. Fui fazendo as contas mentalmente e consegui ser constante até o km 34. Depois, o ritmo caiu. Dor nos dedos do pé esquerdo e cansaço acumulado nas pernas foram os fatores que identifiquei, mais a dor do que o cansaço das pernas. Ainda fechei a sétima parte abaixo do tempo, mas já sabendo que os últimos 5 km da divisão ficariam acima. E, logicamente, ainda tinha mais 2 quilômetros e 200 metros para terminar.

Nas minhas contas, sabia que o Garmin marcaria um pouco a mais. Era normal e esperado. Nunca vai ser preciso. No km 30, já havia percebido que a distância entre o apito do relógio e as placas da organização estavam distantes. Nesse momento, já comecei a olhar o meu tempo de cada quilômetro quando passava pelas marcações. Passei os 32 km com 3 horas e alguns segundos. Ainda tinha uns 59 minutos para 10 km. Seria muito tranquilo se não fossem os quilômetros finais de uma maratona. A partir do km 34, comecei a controlar ainda mais.

O ritmo caiu, mas, lembro bem, ficou entre 5'44 e 5'50''. Era acima dos 5'37'' planejados, mas abaixo da média de 6 min/km. Os segundos que ganhei até o 34º km me deram alguma margem. Então, rodando abaixo de 6 min/km, ainda tive alguns segundos para me ajudar no objetivo final. Passei o km 35, da marcação da organização, com 3h17' ou quase isso. 42 minutos em 7 km era bem possível, mas nunca esquecendo dos 200 metros finais. Já tinha percebido que ia ser no limite dos limites jamais imaginados antes da corrida começar.

Fazendo meus 5'50'' ou pouco menos por volta, fui aumentando essa margem. Passei o km 40 com 3h47', aproximadamente. Minha memória não é tão boa (até por isso uso Garmin). Sabia que não poderia caminhar um pouco para aliviar a dor chata dos dedos, nem diminuir muito o ritmo. Estava tudo contadinho. Quando a placa de 42 km foi deixada para trás, o relógio marcava 3h58' e uns segundos indesejados. Eram quase 200 metros. Em treino de tiro é fácil, na maratona não. Acelerei o que deu, controlando o relógio, até perceber faria o sub 4 horas.

O tempo bruto foi de 4h01'39''. No líquido, bem controladinho que estava, foi no limite: 3h59'41''. No fim, pensando bem, nem precisava ter acelerado na reta final. Porém, nunca é bom contar com o ovo na cloaca da galinha. No Garmin deu 38 segundos. Deve ter a ver com o fato de eu ter demorado para ligá-lo na largada. 42,195 metros depois, o novo recorde apareceu. E SUB 4 HORAS. O recorde já estava batido, não teria problemas com ele, mas um recorde de quatro horas e um segundo me deixaria bem decepcionado. Felizmente, deu tudo certo.

Imagina se eu tivesse as parciais do Garmin, o textão que ficaria. Sem informações precisas, acabei exagerando nas letrinas. Bom, para finalizar. No km 25, perdi uns 50 segundos no banheiro, fazendo xixi. A bexiga estava cheia e incomodando desde o 9º km. Não atrapalhou no ritmo, mas no psicológico. Até tentei fazer nas calças mesmo, correndo, mas não saiu nada. Descobri que não consigo fazer xixi ao mesmo tempo que corro. Nem com a bexiga cheia. O km 25 foi meu quilômetro mais devagar e único acima de 6 (6'20'') em toda a maratona.

O resumo de tudo é: exceto nos 50 segundos que parei para urinar, corri o tempo todo e não teria nenhum quilômetro acima de 6 min/km se não fosse a parada no banheiro. O sub 4 horas veio. Fiquei MUITO contente e até meio emocionado. Os treinos, feitos por mim mesmo, deram certo. De um jeito ou de outro, acertei em alguma coisa. Ou não fiz tanta coisa errada. Maratona é sofrida, mas eu gosto. Próximo objetivo é correr o tempo todo mesmo, sem parar no banheiro, e tentar bater o novo recorde estabelecido. Acho que uns 3h58' é bem possível.

Para não falar só de mim, antes de terminar, cabe registrar os feitos dos amigos na maratona. O Eduardo fez o sub 4 horas também (3h52'39''), o José Carlos fez uma das suas melhores maratonas com um ótimo tempo (4h11'39'') e o Eduardo Legal fez um baita tempo e seu novo recorde (3h37'29''). Miguel Nakajima, ouvinte do POR FALAR EM CORRIDA, também correu. Só não sei se o tempo dele foi o planejado. De qualquer forma, para mim parece bom (3h44'04''). Parabéns para eles e para mim. Mais informações, no POR FALAR EM CORRIDA.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Track & Field Run Series Beiramar Shopping - 45'46''

Comecei a correr por saúde, vontade de fazer algum exercício físico. Aí, percebi que podia correr mais rápido, podia melhorar meus tempos. E, agora, já não sei se corro pela saúde. Ou só por causa dela. Acho que é também por isso, mas o principal, no momento, é a busca por correr mais rápido e fazer novos recordes pessoas enquanto for possível. O foco atual é o sub 4 horas na Maratona de Porto Alegre. Estou treinando só pensando nisso. As corridas que entram no calendário são todas meios para o fim maior, dia 16/06.

Apareceu, então, uma prova do circuito Track & Field, que eu até tinha o objetivo de participar desde o começo do ano, buscando o sub 45 nos 10 km, como está descrito neste post de janeiro. Aí, apareceu a Maratona de Porto Alegre e o as coisas mudaram um pouco. Aumentei o volume e esqueci, por enquanto, os treinos específicios para as provas curtas. Felizmente, aumentar o volume propicia, de um jeito ou de outro, melhora na performance. E, depois desse prólogo todo, vamos ao que interessa, que é a Track & Field Run Series.

No sábado, aconteceu o Mountain Do Praia do Rosa. No entanto, entre correr 18 km no meio do mato ou correr 10 km forte no asfalto, sempre vou escolher o asfalto. Assim foi feito. Largada às 07:30 e só não foi o clima perfeito porque tinha sol. Nublado estaria ideal. Meu objetivo era o sub 45. Sabia que não ia dar, mas ia tentar para, pelo menos, dizer que tentei. Queria me testar, finalmente, em um corrida de 10 km. A última havia sido dia 02/09, na mesma Track & Field, só que no Shopping Iguatemi e não foi nas melhores condiçõs.

Chegou o dia e eu fui. A largada aconteceu pontualmente e o começo foi meio afunilado. A largada em frente ao Beiramar nos levou para a Beira Mar e enfrentamos um S que segurou o ritmo no começo. Depois, foi só pegar a Beira Mar Norte e sua planitude. Comecei tentando o sub 45, Fiz 4'35'', 4'25'' e 4'26''. Até o 3º km estava abaixo. Foi só. Vieram os outros quilômetros e as parciais mais altas (4'38'' e 4'41''). Melhorei no 6º km (4'29''), mas foi só (7º, 8º e 9º em 4'36'', 4'39'' e 4'43''). No último, tentei o sprint final e só saiu um 4'31''.

Terminei a corrida com 45'46'', novo recorde pessoal. Feliz pelo tempo, mas não totalmente porque o sub 45 não veio. Sabia que não viria, mas achei que pudesse me surpreender. Desde os 47'57'' nos 10 km iniciais da Meia Maratona de Florianópolis pensava ser possível melhorar o tempo. Um ano depois, novo recorde pessoal nos 10 km. Sem treinos muito específicos. Ainda vou tentar o sub 45. É possível, mas não é fácil. Percebi isso ontem. Saiu um sub 46. Enquanto não sai o sub 45, comemoro o 45'46'', a junção dos dois sub envolvidos na história.

Resultado:
  • Geral: 38º de 393
  • Masculino: 36º de 279
  • Categoria 25/29 anos: 4º de 39

quarta-feira, 27 de março de 2013

4ª Meia Maratona de Florianópolis - 01h43'49''

Domingo foi o dia! Dia da 4ª Meia Maratona de Florianópolis. Dia de fazer um novo recorde na distância. Já era tempo, já era hora. Apesar das dúvidas e certezas apenas teóricas, tinha que tentar. E conseguir, de preferência. Começou tudo bem cedo, às 04:30 da manhã. Dormi quase 8 horas e fazia tempo que não acordava tão bem, preparado e sem dor para uma corrida. O clima e a largada cedo, às 07:20, ajudaram bastante. Estava nublado e o sol só apareceu na metade final da meia maratona. Posicionei-me bem atrás e larguei.

Usei essa tática para ultrapassar mais gente do que ser ultrapassado, ajudando o psicológico, além de ter uma melhor visão por onde correr. A largada dos 21 km foi antes dos 5 e 10 km, o que facilitou muito a minha vida e acho que a de todos os corredores. No 1º km, ainda passando muitos amigos, todos diziam: "o que você está fazendo aqui atrás? Assim não vai conseguir teu tempo". Não conseguia explicar, apenas continuava correndo e pensando se estava devagar mesmo. Completei o 1º km em 4'42'' e percebi que estava no caminho certo.

Até o 11º km foi tudo como esperado, rodando constantemente abaixo de 5'00''. Importante: correndo tranquilo, sem pressão, fiz os 10 km da meia maratona em 47'57''. CARA, EU FIZ OS 10 KM SEM QUERER E SEM FORÇAR EM QUARENTA E SETE MINUTOS E CINQUENTA E SETE SEGUNDOS!!!, só 27 segundos acima do meu recorde na distância. Com três subidas no percurso por causa dos elevados pelos quais passamos. Estava tudo tão bom e tão fácil. Só me vinha na cabeça que era o dia. Não tinha como dar errado. SIMPLESMENTE NÃO TINHA.

Lógico que nem tudo é perfeito. No meu plano, iria tomar um gel apenas no 11º km. Um staff atrapalhado mais eu descoordenado é igual a não conseguir pegar água. Fiquei segurando o gel aberto na mão até o 14º km, no próximo posto de água. Nesses quilômetros com gel na mão só pensava em manter o ritmo abaixo de 5'00''. O psicológico dizia que tinha dado merda, mas eu seguida. O ritmo subiu mas consegui manter. Completei o 15º km acima dos 5 min/km, mas foi quando tomei o gel e a água. Esse quilômetro acima estava na minha conta.

No km 16 e 17 voltei a rodar legal, mas no 18 deu problemas nas pernas. Sentia que estava fazendo a mesma força do começo da corrida. No entanto, fiz 5'02'', 5'10'' e 5'16''. No 21º e último quilômetro tentei voltar e fiz um suado e sofrido 4'59''. As pernas não aguentavam mais. Fiz os metros finais em 4'22'' só para dizer que corri forte no final. Foi bom para ter uma noção de como estou. Até o 17º km rodei legal abaixo de 5 min/km. Depois, as pernas não aguentaram. Nunca tinha corrido em ritmo de 4'53'' de média por mais de 12 km.

Ah sim, o tempo da meia maratona é o que está no título do post: 1h43'49'' (link do Garmin). Melhorar é MUITO possível. Preciso acertar o problema das pernas depois do 17º km para sonhar com o sub 1h40'. O objetivo do dia e do ano foi atingido. Correr tanto e treinar quase todo dia deu resultado. Em nenhum treino corri no ritmo da meia maratona por mais de 1 km. Só rodagens, treinos longos e tiros. Na hora corrida, foi só começar a correr que o corpo ficou abaixo de 5 min/km com a maior naturalidade do mundo, até me surpreendendo.

A organização da prova foi impecável e a medalha é bonita demais. Do que posso reclamar? Só das minhas pernas no final da corrida. E também da bolha que fez na sola do meu pé esquerdo, ali perto do dedão. Acho que foi a meia somada com o DS Racer, que é mais leve e pode mudar um pouco minha pisada. A decepção da Meia de Floripa de 2012 foi completamente apagada e deixada para trás. De 1h46'39'' para 1h43'49''. Finalmente! Nove meses depois, OI, SUB 1h45'. O foco agora é na Maratona de Porto Alegre, em 16/06, e no sonho das sub 4 horas.

MEU DESPERTADOR NO DOMINGO

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

2ª Corrida da Primavera dos Perebas

A 2ª edição da Corrida da Primavera dos Perebas aconteceu no último domingo (tal de 18 de novembro). Dessa vez, o Analto passou a corrida para o período da manhã, com largada às 09:30. Esperava que fosse menos quente do que largar às 16:00, mas no verão dá tudo na mesma. Talvez às 9 horas fosse um horário mais humano. Se bem que, com sol, nunca é bom. Gostei da mudança para de manhã. Não sei se vai continuar assim, já que geralmente tem alguma prova para concorrer com essa dos Perebas, que é preterida em relação às outras.

Por 10 reais mais 1 quilo de alimento, lógico que eu fui na Corrida dos Perebas. Como a prova foi matutina, não tive problemas de comer demais no almoço ou correr mais forte em outra corrida. Era só a dos Perebas e o único objetivo possível era melhorar meu tempo nos quase 6 km do percurso. Fácil nunca será, embora este ano esteja conseguindo fazer com frequência tempos em corrida com pace menor do que 5 min/km. No entanto, é sofrido, muitas das vezes. Não seria diferente na Corrida dos Perebas e todos os morros que tem pelo caminho.

Corri até o 5º km tentando forçar o máximo possível e de olho no tempo, sabendo do último e mais desgraçado morro. A folga até que era considerável. O ritmo diminuiu mais por causa do morro e do cansaço do que por vontade própria. Vi que poderia fazer, de repente, um 27'59''. Aproveitei a descida antes da chegada para acelerar, tentei, mas fiquei nos 28'04''. Pelo menos, o recorde pessoal no percurso veio. Era isso que estava planejado. Nas minhas contas aproximadas, a corrida teve 25 concluintes.

Muito pouco, mas um dia a Corrida dos Perebas será grande. Não tem nenhum requinte de luxúria, é só correr em subidas e descidas. Talvez por isso não atraia tantas pessoas, ainda que o preço seja módico. Desafortunadamente, tinha certeza que meu recorde era 28'51''. Voltei para casa e quando olhei o recorde anterior, vi que era de 28'21. Corri a prova toda pensando em um tempo 30 segundos maior do que o verdadeiro. Por sorte, consegui o recorde, mas antes da próxima corrida vou conferir o tempo antes de sair de casa para não ter possíveis erros.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Corrida&Caminhada Contra o Câncer Balneário Camboriú

Depois de 7 dias parados, descansando da sofrida e decepcionante maratona, retornei aos treinos. Pace alto, todo travado. No decorrer dos dias o corpo foi voltando ao normal. Não tinha nenhuma corrida programada. Faria apenas meus treinos de rodagens. Eis que descobri que haveria a tradicional Corridas das Crianças do Analto, no Abraão. E melhor ainda: ganhei uma inscrição para a Corrida Contra o Câncer. De repente, surgiram 2 corridas no mesmo dia. Obviamente, corri ambas. A corrida da tarde, no Abraão, fica para outro post.

No Facebook, apareceu a oportunidade de ganhar uma cortesia. Mandei email e consegui. No atual momento financeiro, decidi que não vou mais gastar dinheiro com corridas. Vou só nas muito baratas ou de graça e naquelas que já paguei a inscrição faz tempo, mesmo sendo caras. Pode haver exceções, mas espero que sejam poucas, embora me conheça bem. Vou tentar. Além de eu, meu primo Fernando, sua esposa Michelle e nosso amigo Wilson ganharam a inscrição. Fomos os 4 rumo à Balneário Camboriú correr 6 km.

Meu outro primo, Pedro, nos ajudou imensamente e pegou os kits no dia anterior. Meus treinos depois da maratona estão na base de rodagens, bem leves e moderadas. Decidi me testar nesses 6 km. Correria o mais rápido possível, até onde aguentasse, só para ver o tempo que faria. O evento foi bem organizado, com largada no Balneário Camboriú Shopping. Além da corrida de 6 km, havia uma caminhada de 3 km. O percurso tinha 3 km e os corredores davam duas voltas.

Largada marcada para às 8 horas. Para não dizer que foi pontual, largamos às 8:00:15. Acho que é um atraso tolerável, né? Como eram poucas pessoas (140 concluintes), larguei bem na frente e já saí acelerado, como se não houvesse amanhã. Correr abaixo de 30 minutos era o mínimo que esperava de mim. Aquela parte de Balneário era desconhecida para mim. Ruas estranhas, tudo diferente. Não tinha ideia para onde estava indo, só sabia que quando visse o shopping era sinal de que estava chegando.

Passei o 1º km a 4:14. Fiquei feliz. Sabia que não ia manter, mas já me dava uma boa vantagem. O 2º km ficou em 4:26. Gostei também. O ritmo caiu, mas ainda ficou abaixo de 4:30. No 3º km senti um pouco mais e fiz a 4:43. Passamos novamente pelo shopping e já sentia um pouco de cansaço, mas fiz umas contas e percebi que dava pra fazer os 5 km em menos de 23 minutos. Tentei pelo menos manter o ritmo e até que deu certo. 4º km a 4:44.

Faltavam só 2 km. Não me permitiria mais desacelerar. Foi por pouco, mas consegui fazer o 5º km em 4:38 (22:45 no total). Aí era só dar o sprint final (tentar). Não foi bem o que eu estava esperando, mas o 4:27 me deixou satisfeito porque foi abaixo de 4:30. No tempo líquido da prova, 27:17 e novo recorde pessoal nos 6 km. Correr com um pace médio de 4:33 min/km foi uma surpresa daquelas bem positivas. Acho até que se fizesse um meio de prova forçando mais, poderia sonhar com um 26:59. Até porque não me senti passando mal na chegada, como já aconteceu em provas em que corri com ritmo mais forte.

Ficou bom mesmo assim. Corri mais do rápido do que estava programado e o sub 30 ficou pelo caminho. Consegui até ficar em 2º na minha categoria (25-29 anos) entre 4 corredores. A organização da Latin Sports não deixa a desejar. O ponto negativo é o valor da inscrição. Não é todo mundo que está disposto a pagar R$ 70,00 para correr 6 km. O percurso, o trânsito, a sinalização, a hidratação, o pós-corrida, a medalha, tudo muito bom. O único detalhe é esse valor. Inesperada, mas muito bem-vinda, essa foi a minha 101ª corrida.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Corrida Rústica da Independência

Feriado da Independência. Um baita dia de sol em Floripa. Podia ir à praia. Podia, mas não fui. Uma corrida na sexta à tarde, de graça, na Palhoça, me convidava. E eu prontamente atendi ao chamado. Mais uma prova organizada pela Associação dos Corredores da Palhoça. A distância era de meros 4 km. Ou seja, ideal para eu voltar finalmente a correr uma prova com pace abaixo de 5 min/km. A largada foi na praça central da cidade. Nunca tinha ido lá. Então era tudo novo. O percurso era um mistério.

Corri pela manhã uns 7 km em ritmo de maratona só para continuar em movimento. À tarde é que a coisa ia complicar. Correr 4 km abaixo de 20 minutos era praticamente obrigação. Eu ia me sentir muito mal se nem isso fizesse. Para ter mais algum objetivo, resolvi que era hora de ter um novo recorde nos 4 km. O atual, deste ano ainda, estava em 19:13. Sabia que dava para fazer melhor. Nem que fosse por um segundo.

Apesar de ser de graça, só os loucos de sempre estavam lá. Talvez o feriado tenha tirado algumas pessoas da corrida. Nas contas aproximadas do Eduardo, uns 65 corredores. Meu plano era largar o mais forte possível e fazer um 1º km bom, para administrar depois. A minha parte fiz bem, só que como eram poucos corredores, o pessoal saiu em um ritmo alucinado. Via aquele monte de gente bem na minha frente logo nos primeiros metros.

Fechei meu 1º km em 4:30. muito bom para o que eu queria. O pessoal da frente continuava em um ritmo absurdo. Parei de me preocupar com eles. A disputa era comigo mesmo. Não estou focando muito nos treinos de velocidade e senti um pouco no 2º km. Mesmo assim, aquele 4:41 foi bem recebido. Estava dentro dos planos de recorde. Seguindo rumo ao 3º km, alcancei e ultrapassei alguns corredores. Tem gente que sai muito forte e não aguenta até fim, mesmo sendo só 4 km.

No 3º km, não aguentei o ritmo e fiz 4:55. Ainda apareceu uma ponte no caminho para forçar um pouco mais minhas coxas que já pediam descanso. Como estava sozinho, fiz umas contas e vi que podia correr o 4º km em até 5:06 que o recorde tava garantido. O que me motivou para tentar acelerar um pouco foi um sub 19. Também ia ser legal. Fui e fechei o 4º km em 4:51. Tempo final dos 4 km: 18:57. Nada de excepcional, mas um novo recorde.

Para o momento, foi excelente. Desde 30 de junho não fazia uma prova com pace abaixo de 5 min/km. Aproveitei que eram só 4 km para me sentir bem comigo. A prova teve mais de 4 km, coisa de uns 250/300 metros. Para efeitos de recorde pessoal, contei só até os 4 km, que era o que importava. Tanto é que nos metros finais a mais relaxei e fiz um pace de 5:03. Medalha não teve, mas ganhei um troféu de quarto lugar na categoria. 97ª corrida na conta. Faltam mais 2 e a Maratona de SC. Estou treinando para não fazer tão feio.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O melhor recorde de todos os tempos da última semana

Por esses dias escrevi que tinha, finalmente, feito um tempo bom nos 5 km. O que não escrevi é que, pouco mais de uma semana depois, melhorei meu tempo nos 10 km. Corri 10 km em 49:46, ou seja, sub 50. O tempo que eu queria faz tempo. Aí, mais uns dias se passaram e, nos tiros de 1 km, fiz o último tiro em 4:15. Foram 3 recordes em 10 dias. 2012 parece que vai ser um ano bem promissor, no que diz respeito às corridas.

Desde o ano passado eu tinha vontade de melhorar o tempo, fazer esse pace sub 5:00 min/km, tanto nos 5 quanto nos 10 km. Talvez eu ainda não estivesse preparado. Talvez até tenha me precipitado em querer algo tão imediato. Tem que dar tempo pro tempo melhorar. Os treinos começaram a render mesmo a partir de novembro. Senti isso, queria fechar 2011 com os novos recordes, mas não foi possível.

Entendi depois que pouco importava se fizesse o recorde em 2011 ou 2012. Estava fazendo o que precisava: treinando. E notei que, aos poucos, estava conseguindo manter um ritmo mais forte e constante. A Night Run foi prova disso. De repente, consegui fazer 5 km em 24:00 e 10 km em 49:46. No dia que fiz os 10 km abaixo de 50, fechei os 5 km em 24:37, o que me dá a certeza de que meus futuros tempos nos 5 km serão abaixo de 25 minutos.

Quando do recorde dos 10 km, comecei forte e depois dos 5 km controlei o ritmo pra não diminuir muito. Percebi que correr abaixo de 50 é possível, mas ainda preciso melhorar alguns aspectos. No entanto, posso conseguir um sub 50 se a prova for no asfalto. Sobre o tiro de 1 km, tive a experiência de correr quase o tempo todo respirando de uma maneira diferente. Nem sentia que estava respirando. Foi muito desgastante, mas saiu um tiro a 4:15.

O próximo desafio é uma prova de 10 km, amanhã, chamado de domingo, em Navegantes toda na areia da praia. Fosse no asfalto, seria mais fácil fazer um tempo razoável. Como o percurso será só pela areia, tentarei fazer o melhor tempo possível. Fazer um sub 50 é difícil, mas não vou negar que é um sonho. Se conseguir na areia, consigo no asfalto. Sub 50 ou não, vou poder comparar com a Night Run, que também foi na areia. Corre, corre, corre!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O tempo melhorou

Dor vem, dor vai, gelo aqui, gelo ali e alguns treinos sem tantas dores. Não sei exatamente quando comecei a me dar conta que podia correr mais rápido. Talvez o Garmin tenha ajudado a controlar o ritmo. Não sei. Mesmo. Em janeiro os tempos ficaram melhores. Fiz a Night Run com pace de 5:07 min/km. Ainda não estava acreditando muito no que eu estava fazendo.

Aí vieram os treinos da semana, subi uns degraus, treinei nas dunas, subi, desci e decidi correr 5 km no domingo, pra realmente ver se era de verdade. O objetivo era fazer 5 km em menos de 25 minutos, finalmente. Algo que me incomodava um pouco desde novembro. Comecei correndo forte pra sentir até onde ia e foi... corri os 5 km em 24:00. Era verdade, corri mais rápido.

O treino de terça-feira confirmou. Foram 3 tiros de 4 km (20:58, 20:15 e 21:07). Desde que comecei a seguir uma planilha, consegui fazer apenas uma vez os 3 tiros (ano passado) e os tempos foram altos. Ou fazia dois bons e quebrava no último. Na terça, fiz um tempo bom nos 3, bem próximos. O objetivo é fazer abaixo de 20 minutos, mas chegar perto já me animou.

Estou acreditando mais no próximo passo: correr 10 km abaixo de 50 minutos. As dores estão mais leves, mas ainda estão rondando. A convivência, por enquanto, tem sido pacífica. Corro menos, os treinos são mais específicos. Está funcionando. Acho que elas não vão me abandonar tão cedo. Se não me impedirem de correr e melhorar os tempos, que assim seja. Sigo correndo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Novos recordes

Outubro e novembro foram intensos. Muitos treinos e corridas. No final de tudo, uma incomodativa dor nas fíbulas. Quase certeza que foi o impacto constante. Muito descanso na primeira metade de dezembro, alongamentos e gelo. Não sei o que funcionou, ou se foi tudo, mas o certo é que as dores sumiram. Fiz um treino leve na quinta-feira e corri no domingo. Bem tranquilo. Correr sem dores é das melhores coisas que existem.

Hoje foi o dia de retomar a planilha de treinos. Decidi que não dá pra ficar pegando leve nos treinos. Morre no treino pra morrer na corrida e ver se abaixa esse tempo. Estava esperando o expediente acabar para correr meus 4 km forte determinados. Aí, de surpresa, aparece uma centena de salgadinhos no trabalho. Comi. E comi mais um monte. Senti que meu treino seria prejudicado. Não podia dar certo depois de tanta coxinha e pastel.

Mesmo com o estômago cheio, fui correr. E me surpreendi. Uma das vantagens de ser lento é que fica mais fácil fazer tempos melhores. Fiz os 4 km em 19:54, meu recorde pessoal. Mais um recorde pessoal. Nunca fiz tantos recordes quanto nesses últimos três meses. Desde outubro, o desempenho só melhora. Devo dizer que o tempo de hoje adquiriu uma importância maior porque corri arrotando coxinha de frango. É meio nojento, mas é verdade. Seguirei treinando. O pace sub 5:00 vai chegar.
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