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domingo, 10 de novembro de 2013

Golden Four ASICS Brasília

Correr tem me proporcionado conhecer muitas cidades. A Golden Four ASICS em Brasília foi mais uma dessas corridas que me fez conhecer uma nova cidade. Esta foi minha última prova forte do ano, com algum objetivo. Sei que a Golden Four tem esse mote e, mesmo sem muito treino, fui pensando em um tempo bom. Recorde seria muito bom, mas muito improvável. Em Brasília, fui muito bem recepcionado, tanto pela minha tia que apareceu de surpresa no aeroporto quando pelo Danilo Confessor, grande amigo das corridas.

Para não ser tão sucinto, tenho que agradecer a minha tia e ao Danilo. A primeira por ter me hospedado e ajudado nos transportes e alimentação. Economizei uns 200 reais nisso tudo, sem hotel e restaurantes. O Danilo por ter se disposto a me buscar no aeroporto e ainda me levar na expo. Fez ainda melhor: desviou o caminho e me mostrou por onde passaria o percurso, dando as dicas das subidas e descidas. Saibam vocês que o Danilo Confessor é das pessoas mais prestativas e simpáticas que vocês podem conhecer.

Agradecimentos à parte, vamos ao que não importa tanto: minha participação. Já conhecedor das descidas e subidas, larguei forte para ver até onde aguentaria. Fui bem até os 10 km, passando com 48'30'' mais ou menos. Os problemas, no entanto, começaram lá pelo km 9. A subida tão anunciada e comentada apareceu. E, realmente, na ida, descendo, nem parece que é descida. A volta, porém, percebe-se claramente que era uma descida e agora é uma subida. Subida bem leve, nada íngreme, mas muito constate.

São aproximadamente 5 km subindo. Isso vai minando as pernas. As minhas pernas, pelo menos. Consegui manter um ritmo razoável. Quando a subida terminou, na metade do km 14, achei que ia deslanchar, ou pelo menos voltar ao ritmo antigo. Que nada! Não tive força, condicionamento ou coisa do tipo para aproveitar as descidas. Acredito que errei ao não pega água no posto do km 15, que estava antes do km 15. Achava que teria outro, mas o próximo só veio no km 18. Esses 3 km sem água para refrescar acabaram comigo.

Foram meus quilômetros mais altos. Somando-se a essa falta de água, o sol estava castigando. Desde a largada, mas ficava cada vez pior. Não sei se pegando água teria ajudado. Acredito que seria menos pior. Os últimos 6 km foram sofridos. No km 20 ainda apareceu uma dor na perna esquerda que me fez diminuir o ritmo. Nesse momento, já estava tentando um sub 1h50', mas essa dor deixou tudo em aberto. Não sabia que tempo faria. Nos 500 metros finais acelerei o que foi possível e fechei a prova em 01h50'14''.

Sobre hidratação, relógio e afins. Não tomei gel. Tomaria no km 12, mas preferi focar na subida. Pensei em tomar no 15, mas me confundi e fiquei sem gel e sem água. Peguei água no km 6, 9, 12 e 18. Tomei um mínimo gole em cada, mas o objetivo maior era me refrescar. Corri com o Garmin do meu primo, que me emprestou. Fui com o autolap desativado. Eu apertava no lap a cada placa. Foi uma forma mais real de medir meu desempenho. Curioso que só 2 placas deram a distância de 1 km entre uma e outra.

Corri 3 etapas da Golden Four. Apesar de falarem que Brasília é propícia para recordes, penso que a subida constante de 5 km não contribui tanto para isso. Li vários relatos do pessoal que sentiu nessa parte da prova. Link do Garmin. Das 3, o melhor percurso me pareceu a de Porto Alegre, mas a de São Paulo também foi muito boa. A de Brasília vem logo atrás. Quem quiser fazer meia maratona para 2014, pense na Golden Four. Vale a pena. Eu, daqui, entro em recesso de provas. Correr agora é para se divertir. O foco é no descanso e no treino de base.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Golden Four ASICS São Paulo

Nem sempre sai tudo do jeito que a gente planeja. Queria correr a Golden Four de São Paulo em menos de 1h40'. Não deu. A largada cedo, o clima perfeito, a prova ideal, tudo conspirava a favor, mas não foi. Passei o domingo meio frustrado comigo mesmo. Várias coisas para pensar, onde errei e tal, mas, a despeito dos treinos capengas e tal (estava assim também na Golden Four Porto Alegre, então não justifica), o fato é que não era o dia. Nem de sub 1h40', nem de recorde. No dia, durante a corrida, é muito desanimador perceber isso, mas faz parte.

Corri novamente sem relógio, me baseando no cronômetro a cada 2 km que a organização da prova disponibiliza. Infelizmente, quando passei pelo km 14 e pelo km 18, os cronômetros estavam apagados. Minha referência sumiu. Comecei a prova bem, mas passei os 10 km acima do esperado (48'30'') e os 12 também, com 58 e alguma coisa. O km 14 fiquei sem saber, mas no 16, passar com 1h18' e tanto me desanimou demais. Fiz os 4 km entre o 12º e o 16º km em pouco mais de 20'. O sub 1h40' e até o recorde começaram a se despedir de mim.

Contas feitas e desânimo estabelecido, adeus corrida. Como estava sem relógio, não sei bem quais foram as parciais, mas corri me arrastando. Terminei a prova com o tempo líquido de 1h46'45''. Demorei 28 minutos ou mais para fazer 5 km. Só aí já dá para ter ideia do desastre no final. O pior é desanimar e diminuir a velocidade. Depois não tem jeito de voltar a correr rápido e ainda começam a aparecer dores do trote. Mantivesse o ritmo, fecharia a corrida em sub1h45', no mínimo. No entanto, sem sub 1h40' e sem recorde, não consegui fazer mais força.

A prova em si foi ótima, eu é que não fui tanto. Acontece. Foi minha pior corrida do ano. Não pelo tempo em si, que ficou razoável, mas pelo desempenho sofrível nos últimos 5 km. Todas as outras corridas que tinha objetivo de baixar tempo, consegui os recordes. O que tirei de bom da prova foi que o sub 50 nos 10 km  já sai naturalmente. Agradecimentos especiais aos meus tios que me buscaram no aeroporto sábado e ajudaram no deslocamento pela cidade. No mais, recomendo a Golden Four ASICS. Em tudo dando certo, estarei em Brasília.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Golden Four ASICS Porto Alegre - 01h41'49''

A melhor corrida, em todos os sentidos, que já participei. Essa foi a Golden Four ASICS Porto Alegre. A organização, o antes, durante e depois, tudo correu do modo mais perfeito. Até o clima ajudou. Largamos com 10ºC ou menos. A neblina fez a largada atrasar dez minutos. Estava MUITO frio. Eu, que corri só de regata, sofri nos primeiros quilômetros. No entanto, só fui sentir os dedos das mãos e conseguir flexioná-los depois da corrida e de ter trocado de roupa. Apesar do frio que passei, acredito que tenha sido fundamental para conseguir meu recorde.

O percurso era praticamente todo plano. Apenas entre os quilômetros 19 e 20 havia uma subidinha cruel para os corredores. Hidratação, para quem gosta e precisa, a cada 3 km, sempre com água e isotônico. O melhor de tudo para mim foi um relógio com o tempo da prova a cada 2 km. Como corri sem relógio, foi fundamental para eu ter noção de como estava o ritmo. O tempo marcado era o bruto, mas olhei bem na largada para ver com quantos segundos havia passado o tapete. Foram 23 segundos de diferença, confirmei posteriormente.

Não lembro direito das parciais, mas sei que comecei mais devagar do que deveria e gostaria. Fui melhorar mesmo depois do 4º km. Quando passei no 8º km é que notei que estava melhor. Passei os 10 km com o tempo de 48'21''. Já estava dentro do planejado e aumentando a velocidade. Aliás, o único tapete de controle estava no 10º km. Havia dois retornos e acredito que deveria ter um tapete em cada retorno. Voltando, a cada 2 km fazia as contas do meu tempo. No 14º km, passamos em frente ao local da chegada. Não gosto muito disso.

Até o km 16 mantive a progressão. Quando passei pelo km 18 me assustei. Tinha a sensação de que estava muito bem, rápido, até passei vários corredores, e, pelas minhas contas, foi o pior pace da prova. Coisa de 2 km em 10'40''. Acelerei mais um pouco e voltou ao normal de antes. O último relógio era no 20º km e ele me mostrou o tempo de 1h37'. Já sabia que o sub 1h40' tinha ficado para trás. Tive essa percepção desde quando passei o km 2 para 10 minutos. No 20º km confirmei de vez. Não chegaria nos pacers de balão azul que corriam para sub 1h40'.

De qualquer maneira, acelerei o que deu e o que não deu, não faço ideia do meu ritmo no último quilômetro, mas foi bem rápido. Passei a linha de chegada com o tempo bruto de 01h42'12''. O tempo líquido era um mistério que só fui descobrir no hotel com a mensagem no celular. Sabia que era menos de 1h42', o que estava muito bom. A confirmação veio. Tempo de 01h41'49''. Novo recorde, baixando em exatos dois minutos o anterior da Meia Maratona de Florianópolis em março. A falta de treinos na semana não atrapalhou tanto.

Ainda acho que tenho várias coisas a melhorar. Correr sem relógio foi legal, mas as parciais me ajudaram. Não fosse isso, pelo ritmo que fiz os primeiros 2 km, acho que ficaria longe do recorde. Acho que preciso forçar mais desde o começo, sem medo de quebrar. Durante a corrida, botei em prática o que faço nos treinos, o mínimo uso de gel, água ou isotônico. Só tomei um gel depois do 14º km e foi nesse posto que peguei a única água da prova, mais para ajudar no gel do que por querer. Nenhum isotônico. Acho eles cada vez mais inúteis. 

Corri boa parte da prova com o Wanderlei de Oliveira. Percebi só no final. Depois de pegar a medalha, cumprimentei e falei brevemente com ele. Fiquei mais fã ainda. Por fim, fazer um tempo que sempre me pareceu impossível anos atrás me motivou a voltar aos treinos, para tentar algo melhor na Golden Four ASICS São Paulo (28/07) e na Golden Four ASICS Brasília (03/11) (as inscrições estão garantidas, faltam as passagens aéreas). Estava meio desanimado depois da maratona. O ânimo voltou. Culpa da Golden Four ASICS.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Domingo é Golden Four

Minha primeira Golden Four ASICS será em Porto Alegre. Vamos eu, o Guilherme e a Juliana, sendo que eu e o Guilherme estaremos representando o POR FALAR EM CORRIDA. Minha pretensão na prova é só fazer meu novo recorde mundial pessoal na meia maratona. Uma meia plana, em Porto Alegre, no inverno, parece perfeita. Sendo ainda da ASICS, que faz as meias para serem rápidas, propícias para recordes, é mais perfeita ainda. Treinei muito pouco depois da maratona. Nenhuma distância maior do que 8 km.

Mesmo assim, até que estou em dia com a planilha. Viagens aqui e acolá não vão me permitir treinar até sábado. Correr só no domingo, na Golden Four. Serão três dias sem correr: quinta, sexta e sábado. Espero que consiga o recorde. Um sub 1h40' será bem-vindo também. Vamos ver no que vai dar. Vou correr sem Garmin, sem celular, sem nada. Meu Garmin morreu e não sei quando ele ressuscita, se é que ressuscita. Também não vou lever o celular. A corrida será na sensação de esforço. Quero ter uma surpresa positiva. A resposta vem no domingo.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Meia de Floripa

O antes dessa prova foi meio desorganizado, com mudança de percurso. Mesmo sem passar pelas pontes, o percurso novo ficou muito bom para fazer tempo. A grande maioria era no plano. Até pensei em correr forte para tentar meu recorde pessoal na meia maratona, acho que seria bem possível, mas preferi continuar com meu planejamento de fazer um treino longo em ritmo confortável, de maratona sub 4 horas, nessa corrida que aconteceu uma semana antes da Maratona de Porto Alegre.

Quis usar a prova mais como um treino. Fiz exatamente o que faço no treino. 21 km sem água e sem gel, correndo em ritmo normal. A única coisa que precisava fazer era fechar a prova em sub 2 horas. Nos longões de 30 km, fiz a meia em 1h57' mais ou menos. Trabalhava com esse número e com o pace de 5'37''. Na corrida, não aconteceu bem assim. Perdi tempo no começo porque era muita gente e exagerei no segundo quilômetro. Depois, consegui manter um ritmo mais estável. Uma vez abaixo de 5 e nada acima de 5'37''.

Ainda assim, oscilava um pouco. Estava sozinho no meio da multidão. Na corrida a gente sempre se empolga. Não conseguia manter um padrão. Por sorte, encontrei a Maristela no km 6 e vim correndo com ela até o km 18. Esses 12 km foram os mais constantes da minha meia maratona. No últimos dois quilômetros, resolvi acelerar o passo para ver como seria a chegada. 20º km em 5'15'' e 21º km em 4'31''. O resultado final foi de 1h55'54' e ficou dentro do esperado. Agora é pensar em Porto Alegre. É logo ali.

sábado, 1 de junho de 2013

3ª Meia Maratona de Balneário Camboriú

Tardo, mas não falho. Ou quase. Demorei mais para escrever este post do que para correr a 3ª Meia Maratona de Balneário Camboriú. Até tenho algum tempo, mas sempre fico com preguiça de escrever. E até de comentar blogs alheios. Só leio. A leitura continua em dia. Estou preferindo ler e correr. Está dando mais resultado. Serei conciso, na medida do possível (vou me esforçar), neste texto. Informações básicas, mas específicas sobre mim. As impressões gerais da prova estão no POR FALAR EM CORRIDA #31.

Sobre a prova, tinha três objetivos, conforme o último post. Consegui o recorde da prova e o sub 1h45'. E quase deu recorde pessoal. Com Morro da Rainha e tudo no caminho. Faltaram 18 segundos. A corrida inteira na sensação de esforço, sem olhar para o Garmin, mesmo com ele apitando a cada quilômetro. Analisando depois, só corri o 1º, 6º, 7º, 9º, 10º, 15º e 16º km acima de 5 min/km. Fiquei meio surpreso com tantas parcias abaixo. O clima ajudou bastante. Acho que meus treinos também. E tenho explicações para cada quilômetro citado.

No 1º km, a largada é bem cheia, congestionada e a avenida não é tão larga. Ainda assim, fiz em 5'01''. No 6º e 7º, era a ida do Morro da Rainha. 5'09'' e 5'06'', respectivamente. Mais rápido do que imaginei. Não caminhei em nenhum instante, mesmo nas duas subidas. No 9º e no 10º km fiz em 5'03'' e 5'04'', quando estávamos já na Praia Brava, em Itajaí. Pensei que estava muito devagar e desanimei nessa parte da prova. Achei que estava correndo a 5'20'' ou mais. Percebe-se que eu não me conheço muito bem ainda.

Por fim, no 15º e 16º km, a volta do Morro da Rainha e 5'23'' e 5'02'', sendo o 15º km o mais lento de toda a corrida. Vale ressaltar que nas descidas aproveitei o que foi possível para recuperar o tempo perdido na subida. Tomando todo o cuidado do mundo com a pista molhada. Parece que deu certo. Melhorei o tempo de 2012 em 5'11' (antes era 1h49'17'')'. A largada na Barra Sul é muito melhor, pois as subidas ficam no meio do percurso e dá para recuperar no plano. Ah sim, meu tempo, se interessar a vocês, foi de 1h44'06''.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Não é prova alvo, mas de repente...

No próximo domingo, dia 19 de maio de 2013, participarei de 3ª Meia Maratona de Balneário Camboriú. Fui em todas as edições. 2011 na prova de 5 km e em 2012 na meia. Em 2013 vamos na meia de novo. Foi em 2011, em Balneário, que decidi que deveria correr uma meia maratona. Vi tanta gente fora de forma, sem porte de corredor, todos eles correndo os 21 km. Senti que era possível eu também conseguir, com algum treino e falta de noção. Àquela época, não estava preparado nem para correr 15 km. No fim, fiz os 21 km da Meia de Floripa em junho.

Sobre a corrida de domingo: os objetivos estão bem claros e definidos. Vou correr no ritmo mais forte possível, mas sem olhar para o relógio. Vou fazer a meia toda sem prestar atenção aos sons do Garmin a cada 1 km. Vai ser na sensação de esforço, no maior esforço possível. Como vou correr sem noção de tempo, não sei o que vai acontecer, mas tenho três planos. Melhorar o tempo de 1h49'17'' de 2012, conseguir o sub 1h45' e, o sonho mais distante, melhorar o recorde pessoal de 1h43'49'', mesmo com o Morro da Rainha.

Meus treinos estão se desenvolvendo da maneira mais ou menos prevista. A Meia Maratona de Balneário Camboriú não é prova alvo. É apenas mais uma etapa rumo à Maratona de Porto Alegre. Como estou mais treinando do que participando de corridas, quero aproveitar a oportunidade para testar minha velocidade nos 21 km até onde for possível. Vou tentar fazer o ritmo mais rápido que puder, mas sem olhar para o relógio não sei bem o que vai sair. Não é prova alvo, mas de repente pode ter alguma coisa boa no tempo final. Ou não.

quarta-feira, 27 de março de 2013

4ª Meia Maratona de Florianópolis - 01h43'49''

Domingo foi o dia! Dia da 4ª Meia Maratona de Florianópolis. Dia de fazer um novo recorde na distância. Já era tempo, já era hora. Apesar das dúvidas e certezas apenas teóricas, tinha que tentar. E conseguir, de preferência. Começou tudo bem cedo, às 04:30 da manhã. Dormi quase 8 horas e fazia tempo que não acordava tão bem, preparado e sem dor para uma corrida. O clima e a largada cedo, às 07:20, ajudaram bastante. Estava nublado e o sol só apareceu na metade final da meia maratona. Posicionei-me bem atrás e larguei.

Usei essa tática para ultrapassar mais gente do que ser ultrapassado, ajudando o psicológico, além de ter uma melhor visão por onde correr. A largada dos 21 km foi antes dos 5 e 10 km, o que facilitou muito a minha vida e acho que a de todos os corredores. No 1º km, ainda passando muitos amigos, todos diziam: "o que você está fazendo aqui atrás? Assim não vai conseguir teu tempo". Não conseguia explicar, apenas continuava correndo e pensando se estava devagar mesmo. Completei o 1º km em 4'42'' e percebi que estava no caminho certo.

Até o 11º km foi tudo como esperado, rodando constantemente abaixo de 5'00''. Importante: correndo tranquilo, sem pressão, fiz os 10 km da meia maratona em 47'57''. CARA, EU FIZ OS 10 KM SEM QUERER E SEM FORÇAR EM QUARENTA E SETE MINUTOS E CINQUENTA E SETE SEGUNDOS!!!, só 27 segundos acima do meu recorde na distância. Com três subidas no percurso por causa dos elevados pelos quais passamos. Estava tudo tão bom e tão fácil. Só me vinha na cabeça que era o dia. Não tinha como dar errado. SIMPLESMENTE NÃO TINHA.

Lógico que nem tudo é perfeito. No meu plano, iria tomar um gel apenas no 11º km. Um staff atrapalhado mais eu descoordenado é igual a não conseguir pegar água. Fiquei segurando o gel aberto na mão até o 14º km, no próximo posto de água. Nesses quilômetros com gel na mão só pensava em manter o ritmo abaixo de 5'00''. O psicológico dizia que tinha dado merda, mas eu seguida. O ritmo subiu mas consegui manter. Completei o 15º km acima dos 5 min/km, mas foi quando tomei o gel e a água. Esse quilômetro acima estava na minha conta.

No km 16 e 17 voltei a rodar legal, mas no 18 deu problemas nas pernas. Sentia que estava fazendo a mesma força do começo da corrida. No entanto, fiz 5'02'', 5'10'' e 5'16''. No 21º e último quilômetro tentei voltar e fiz um suado e sofrido 4'59''. As pernas não aguentavam mais. Fiz os metros finais em 4'22'' só para dizer que corri forte no final. Foi bom para ter uma noção de como estou. Até o 17º km rodei legal abaixo de 5 min/km. Depois, as pernas não aguentaram. Nunca tinha corrido em ritmo de 4'53'' de média por mais de 12 km.

Ah sim, o tempo da meia maratona é o que está no título do post: 1h43'49'' (link do Garmin). Melhorar é MUITO possível. Preciso acertar o problema das pernas depois do 17º km para sonhar com o sub 1h40'. O objetivo do dia e do ano foi atingido. Correr tanto e treinar quase todo dia deu resultado. Em nenhum treino corri no ritmo da meia maratona por mais de 1 km. Só rodagens, treinos longos e tiros. Na hora corrida, foi só começar a correr que o corpo ficou abaixo de 5 min/km com a maior naturalidade do mundo, até me surpreendendo.

A organização da prova foi impecável e a medalha é bonita demais. Do que posso reclamar? Só das minhas pernas no final da corrida. E também da bolha que fez na sola do meu pé esquerdo, ali perto do dedão. Acho que foi a meia somada com o DS Racer, que é mais leve e pode mudar um pouco minha pisada. A decepção da Meia de Floripa de 2012 foi completamente apagada e deixada para trás. De 1h46'39'' para 1h43'49''. Finalmente! Nove meses depois, OI, SUB 1h45'. O foco agora é na Maratona de Porto Alegre, em 16/06, e no sonho das sub 4 horas.

MEU DESPERTADOR NO DOMINGO

quarta-feira, 20 de março de 2013

Na teoria, inteiro para a meia

Antes de começar, uma pequena introdução, prólogo, preâmbulo, prefácio e qualquer outro sinônimo que você possa encontrar nos dicionários. Dia 24/03, próximo domingo, acontece a Meia Maratona de Florianópolis. O plano inicial era correr tranquilo para ter uma referência de como estava para a Meia de Floripa em junho. Aí, apareceu a Maratona de Porto Alegre, que acontece uma semana depois da Meia de Floripa, e tudo mudou. A meia sem objetivo virou a meia do ano. Já em março. E é disso que eu falo nas linhas abaixo.

Até o presente momento, quando escrevo este post, estou sentindo-me muito bem, sem dores ou qualquer outro tipo de indisposição. Os treinos estão em dia e me deixam animado. São treinos baseados no meu achismo, empirismo e pesquisa, mas, parece, nada indica que estou no caminho errado. Ou em um caminho tão errado. Em março, foram 19 treinos em 20 dias, com dois treinos longos, alguns de tiros e rodagens, nos mais variados ritmos e terrenos. Diria que estou confiante para a Meia Maratona de Florianópolis.

O único porém é que não tenho nenhuma prova prática de que o sub 1h45', consequentemente meu recorde pessoal, seja tão alcançável. Na teoria, sei que consigo correr abaixo de 5 min/km. Este ano, só fiz isso uma vez e nem chegou a 6 km, na Corrida dos Perebas. De onde vem essa certeza de que pode dar certo? O que já corri em 2012 e os treinos de tiro indicam que é possível. Claro que é tudo na teoria. Afinal, apesar do passado sub 5 min/km, não há garantia de que conseguirei manter tal ritmo durante mais de 21 km.

Domingo e segunda fiz treinos de rodagens em ritmo mais acelerado. Gostei do resultado. Era um teste para ver como as pernas estavam reagindo ao esforço durante e depois de correr. O próximo domingo é o grande dia. Objetivo: o recorde sub 1h45'. Qualquer coisa abaixo disso será frustrante. Por enquanto, não trabalho com a possibilidade de correr acima. Talvez, no dia da corrida, dependendo do que acontecer, mude de ideia. A princípio, só importa o recorde. Conto para vocês semana que vem como foi o sucesso ou desastre.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Meia no alvo

Foi dada a largada para a Meia Maratona Internacional Caixa de Florianópolis! Com realização no dia 24 de março, a prova oferece aos atletas percursos de 21 km, 10 km e 5 km. Em 2013, o evento marca presença com realização da ABEE e organização da Latin Sports, empresa reconhecida internacionalmente pela realização de eventos já tradicionais no segmento de endurance, como o Ironman Brasil e as Maratonas de Santa Catarina, Curitiba e Porto Alegre.

Começo este post utilizando o texto do site da 4ª Meia Maratona de Florianópolis para informar que esta será minha próxima prova alvo. Com os treinos evoluindo gradativamente, ainda não me sinto totalmente preparado para bater meu recorde na meia maratona. No entanto, é o recorde que vou tentar, só para ver em qual condição e estágio me encontro. Dia 24 de março tentarei sub 1h45' na meia maratona. Um sonho que está na lista de objetivos. Tenho mais uns 10 dias para treinar e buscar esse recorde. Tentar eu garanto.

Além da minha participação em busca do recorde, vale destacar a promoção que o POR FALAR EM CORRIDA está fazendo na página do Facebook para a Meia Maratona de Florianópolis em parceria com a Latin Sports. Duas inscrições serão sorteadas no momento da gravação do POR FALAR EM CORRIDA #20 na quinta-feira, outra no domingo e mais uma na terça feira. Todas pela página do Facebook. Ninguém pode reclamar das chances de participar da corrida DE GRÁTIS. Passa lá na página e concorra. Vale a pena.

sábado, 3 de novembro de 2012

5ª Meia Maratona Cidade de Pomerode

Corri sábado à tarde (trotei, na verdade) e domingo já havia outra corrida. A 5ª edição da Meia Maratona Cidade de Pomerode. Estive lá ano passado e decidi, meio em cima da hora, ir para lá de novo em 2012. Queria me testar e ver até onde aguentava correndo perto do pace de 5 min/km. Seria o teste para tentar um recorde pessoal ou chegar bem perto dele. Esse era o plano. Acordei às 3:30 e, juntamente com o Eduardo, fui para Pomerode. Chegamos lá com sobras e pegamos o kit com muita tranquilidade.

O dia estava nublado e no começo da manhã tinha até uma neblina. Parecia que o clima seria perfeito para correr. Bom se fosse. A largada era às 8 horas, mas meia hora antes já dava para sentir que a coisa ia ficar feia. Já estava um pouco quente e o medo era que tivesse sol. A parte boa disso tudo é que o sol não deu as caras. Em compensação, foi um dia MUITO abafado por aqueles lados. Com 500 metros de corridas eu já estava pingando de suor. Isso geralmente acontece depois do 4º ou 5º km. Percebi que seria difícil, mas tentei ir até onde pudesse..

Até o km 8 estava bem. Não consegui fazer nenhum pace abaixo de 5 min/km e já desistia aos poucos da ideia do sub 1h45', mas ainda pensava em 1h50' ou coisa parecida. Do km 9 ao 11, ainda mantive um pace legal, abaixo de 5:30. Aí veio o retorno e não aguentei. Minhas pernas não deixavam mais o ritmo constante. Caiu bem caído. Foi até surpreendente fazer pace abaixo de 6 min/km até o 14º km. Do km 15 ao 20, tudo acima de 6 min/km e morrendo. Quando a gente fica contando quanto falta para acabar é porque nada mais vai dar certo.

O tempo abafado quebrou quase todo mundo. A folga de minutos que consegui no começo me ajudaram nesse momento de desaceleração. Fiquei fazendo contas para fechar com pelo menos sub 2 horas. Era o que podia alcançar no momento. Pensei até em bater meu recorde da Meia de Pomerode do ano passado, mas não lembrava exatamente quando tinha feito. Então, forcei no último km, para fazer sub 1h59' e não ficar tão feio. A chegada, enfim, apareceu. Acelerei mais um pouco e fechei a corrida com 1h58'50''.

Mais tarde, vi que o tempo do ano passado foi 1h59'02''. Melhorei meu tempo em 12 segundos. O clima não estava bom para correr e fiquei satisfeito de ter conseguido pelo menos o recorde pessoal da prova. Nunca usei tanta água durante uma prova. E não era para tomar, Eram 2 ou 3 copos jogando na cabeça e não tinha jeito de refrescar. Uma das provas em que o tempo mais atrapalhou. Mais uma meia maratona para a conta. A temporada de meia maratona e maratona acabou. De novo só em 2013. Espero que com melhor desempenho e novos recordes.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

28ª Meia Maratona de Gaspar

Passou a maratona. Apesar do frio de Floripa, consegui treinar quase todos os dias antes da Meia Maratona de Gaspar. Devido ao frio, só rodagens variando o ritmo. O frio matou os tiros. Já havia corrido a Meia de Gaspar em 2011. Foi minha segunda meia. Ainda estava aprendendo a correr distâncias maiores. Em 2012, tudo mudou. Já mais experiente e rodado, sabia que correr os 21 km não seria problema. A única coisa que não mudou é a distância entre Floripa e Gaspar. Solução: madrugar e sair às 5 da manhã de casa.

Os treinos para a maratona, tenho essa impressão, me deixaram mais "lento". Meu ritmo "rápido" ficou perdido lá por junho. Parece. Fato é que essas rodagens estão me deixando com dificuldade para correr abaixo de 5 min/km. Mesmo assim, fui para Gaspar pensando em tentar bater meu recorde pessoal (1:46:39). Era bem improvável. Lembrava que o percurso não era totalmente plano. Várias subidas e descidas, daquelas que suas pernas não esquecem depois de 21 km, principalmente se o ritmo for um pouco mais forte.

Se o recorde pessoal mundial não parecia possível, o recorde pessoal da prova era muito viável. Melhorar os 2:04:33 de 2011 era uma certeza. Atualmente, é impossível eu correr uma meia acima de duas horas. Só se der algo errado durante a prova. Foi a minha quarta corrida com os alertas do Garmin desligados. Correr sem aquele apito a cada quilômetro é muito bom, vocês não tem ideia. Por incrível que pareça, ou talvez nem seja tão incrível assim, estou ficando cada vez mais constante sem esse alerta.

Dessa vez, além de correr sem os alertas, ativei o Virtual Partner (como o Guilherme sugeriu nesse post), para ter uma referência e ver até quando estaria perto do recorde. Estou tentando seguir uma ordem cronológica dos fatos, mas estou falhando totalmente. O importante é que tudo aconteceu no domingo e, de um jeito ou de outro, está relacionado. Aparentemente. Em Gaspar, às 7 horas da manhã, estava bem frio. Normal. Perto da largada, já com o sol saindo, o clima ficou mais agradável.

Largamos. O percurso teve pequenas mudanças. Comecei bem. Olhem essas parciais dos 5 quilômetros iniciais e digam se não fui praticamente um relógio. 5:14 / 5:12 / 5:17 / 5:19 / 5:16. Isso só na sensação do esforço. Fiquei feliz quando vi no fim da prova esses ritmos. Ali pelo sexto quilômetro, olhei o Garmin e me vi muito longe do Virtual Partner. Recorde já era muito difícil. Resolvi acelerar até o sétimo quiômetro para sentir qual era a situação (4:54 no 6º e 5:04 no 7º). Tentei manter esse ritmo, mas não foi muito fácil.

Do 8º ao 11º, o ritmo variou entre 5:04 e 5:18. No 11º quilômetro, confirmei que era impossível chegar no recorde mundial. Precisaria correr os últimos 10 km em 48 minutos. Na parte final da meia, improvável demais. As pernas estavam aguentando esse ritmo, mas não creio que me dariam suporte para aumentar o ritmo. Não havia razão para continuar forçando. Relaxei. Do km 12 ao 15, o pace ficou entre 5:27 e 5:37. Não me cansava, mas o tempo demorava mais para passar. Estava sendo um final de corrida meio tedioso.

Fizemos o retorno e pensei em voltar a correr rápido nos últimos 6 km. No 16º e 17º até consegui esse objetivo. Cheguei no 18 e já desanimei de novo. Era muito esforço para nada. O recorde pessoal não dava mais e o da prova estava totalmente garantido. Para exibir minha constância, fui de 5:37 no km 18 e 19. A placa do 20º km não aparecia. O quilômetro mais demorado. O pace ficou em vergonhosos 5:55. A impressão é de ter corrido o dobro sem sair do lugar. Felizmente, o para sempre sempre acaba e avistei a esperada placa.

A chegada se aproximava. Tomei vergonha na cara e acelerei no último quilômetro. Um último esfoço. Precisava? Não, mas criei dois objetivos que estavam interligados: ultrapassar alguns corredores e terminar a meia maratona em menos de 1h53'. Corri a 5:03 o km 21 e acelerei muito nos metros finais restantes. Passei dois ou três corredores e concluí a prova em 1:52:36. Fiquei satisfeito. Tem dia que não é para recorde, é só para completar. Talvez conseguisse um tempo melhor, mas esse aí não ficou ruim.

Recebi essa medalha enorme da foto. Muito bonita. Quero voltar em 2013. Em busca de um novo recorde da prova. O bom de fazer um tempo mais ou menos é que no próximo ano não é para ser tão difícil conseguir um novo recorde. Essa foi a minha 9ª meia maratona, a 22ª corrida do ano e a 92ª da vida. Se ela serviu para alguma coisa, foi para fazer um treino longo que talvez eu não fizesse se ficasse em casa. E também para ver que estou me entendendo com os ritmos. A dependência dos alertas do relógio diminuiu. A tal da liberdade.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Meia Maratona de Floripa

É possível fazer seu recorde pessoal e a prova ser um fracasso? Respondo: sim, é possível. Aconteceu comigo na Meia de Floripa. O objetivo era correr abaixo de 1:45:00. Sinceramente, achei que seria mais tranquilo do que se mostrou durante a corrida. O recorde perfeito que eu queria não veio. Fiz 1:46:39, muito insatisfeito. Melhorar o tempo é sempre bom, mas, nesse caso, ficou em segundo plano devido ao objetivo não alcançado.

O pior de tudo é que eu cheguei completamente morto e exausto. Todo dolorido. Só depois da Maratona de Santa Catarina senti tantas dores nas pernas. Não é aquela dor de lesão, é só cansaço. Normal até, mas fazia tempo que não terminava uma corrida assim. Percebi aí que correr 21 km forte não é fácil. Nos treinos longos para a maratona, passo os 21 km bem tranquilo, sem cansaço, mas com o tempo acima de 1:50:00. Eis a diferença, certamente.

Pensei o que fiz de errado nos 21 km para não conseguir o tempo. Não é nem desculpa. Pode até ser, mas não é. Fui no limite do que dava. Sprint final? Esquece. Olhei para o Garmin e vi que o 1:45:00 tinha ficado para trás. Nem tentei correr mais rápido. Pensei nas próximas meias. Sabia que iria fazer um novo recorde, quase 3 minutos a menos. Então nem forcei. Os segundos não importavam mais, tanto fazia terminar com 36 ou 20. Dava na mesma.

O principal erro, na minha avaliação, foi sair forte demais. Mais forte do que eu pretendia. O ritmo a ser mantido era entre 4:50 e 4:59. Na empolgação da largada, fiz o que não se deve fazer. 1º km a 4:34 e 2º km a 4:39. Já tinha 47 segundos abaixo do pretendido. Meu plano era chegar no 21º km entre 1'30'' a 2'00'' abaixo do pace de 5:00. Assim teria tempo para completar os metros finais do percurso com bastante folga.

Meu corpo sentiu que estava errado. As pernas ligaram o sinal de alerta. O que aconteceu? Minha canela começou a doer. Sabia que a dor era por causa do ritmo forte. Já me aconteceu outras vezes. Quando saio muito rápido, ela reclama. O ideal é aumentar o ritmo gradativamente, aquecer antes, durante a corrida mesmo. Não foi o que eu fiz. Logo, dor. Assim foi até o 5º km. Depois, entramos na Beira Mar e o ritmo raramente ficou abaixo os 5:00 min/km.

Ali eu sabia que as pernas não iam aguentar, já estavam cansadas. A dor na canela passou, mas, enquanto durou, tirou mais um pouco das energias. Controlava mentalmente quantos segundos estava abaixo dos 5:00. Piorava a cada quilômetro. Na volta do percurso, talvez por encontrar vários conhecidos do outro lado, o ritmo aumentou. Nada de expecional, mas melhorou. Continuava controlando o pace e vendo que estava cada vez mais difícil.

Lá pelo km 14, 15, senti que não sentiria por muito mais tempo as pernas. O cansaço estava se manifestando mais acentuadamente. A vontade de parar existia, mas era incogitável. Parar seria um fracasso maior do que não fazer o 1:45:00. A cada quilômetro, o pace aumentava mais alguns segundos. Ainda tinha uma mínima esperança. Quando chegou a vez de voltar pela ponte, a esperança não foi comigo. Ficou antes, pelo caminho.

A subida da ponte foi para matar. Depois de 17 km, ainda tinha uma subida que não terminava nunca. Ali foi o ponto final do sonho. Faltavam 3 km e minhas pernas não se importariam em parar. Estava tudo muito ruim. Eram só 3 km. Tinha que ir do jeito que dava. Tentei me animar, mas não dava mais. Até o sprint final, como falei mais para cima, ficou de lado. Estava só esperando o portal de chegada. Em ritmo moderado, terminei a prova.

Passou só o tempo de chegar a tirar o chip e pegar a medalha para eu ter a noção real da situação. Estava doendo todo e qualquer lugar das pernas, principalmente as coxas. A dor passou o domingo e a segunda-feira comigo. Está diminuindo lentamente. Senti-me como um time que joga em casa, estádio lotado, todas as condições de obter um ótimo resultado e leva dois gols nos últimos minutos. Essa foi minha participação na Meia de Floripa.

Não foi ruim, mas não foi bom também. Esperava fazer um texto em tom mais entusiasmado. Ainda não dá. Nem o recorde pessoal me animou. Rever estratégias e treinar mais. Não há outra opção. Acho que é a primeira vez que não fico tão contente com um recorde pessoal. A organização da prova foi perfeita. Não faltou nada. Só me faltaram pernas. Continuarei em busca do sub 1:45:00. Espero conseguir em uma próxima meia maratona.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Meia Maratona de Balneário Camboriú

A próxima corrida é sempre a melhor. A próxima corrida era a Meia Maratona de Balneário Camboriú. Sabia do percurso, com o Morro da Rainha pelo caminho. Passaria duas vezes por lá. O tempo final, com certeza, seria prejudicado. Mesmo assim, pensava que dava pra melhorar meu recorde anterior, de 1:54:02. Meus últimos treinos me deram confiança para acreditar que era possível, mesmo com duas subidas durante a corrida.

Como em toda corrida fora de Floripa e com largada cedo, lá fui eu acordar às 4 da manhã, pra sair às 5 e chegar cedo em Balneário. Largamos às 7:35, com o sol, que não foi convidado nem desejado, querendo aparecer. A largada é sempre a parte mais tumultuada. Muita gente, muitos desvios. Correr na calçada foi a melhor decisão. A Avenida Atlântica está em obras e o espaço não era dos maiores. Nada que atrapalhasse meus planos de recorde.

Meu sonho ideal de toda a vida até o momento é correr uma meia maratona em 1:45:00 ou menos. Pensei nisso pra Balneário, mas sabia que não ia acontecer. O Morro da Rainha não ia deixar. Ignorando o fato de ter o morro no caminho, tentei manter o ritmo abaixo de 5:00 min/km enquanto fosse possível e estivesse plano. Os treinos me diziam sim, mas só na corrida pude comprovar que era sim mesmo. Até o km 10 todas as parcias foram abaixo de 5:00.

No 11º km, a primeira subida. Tentei subir trotando. Fui até quando andar era mais rápido e menos cansativo. O pace caiu pra 6:09 e nada podia ser feito. Tudo que sobe tem que descer. E eu desci totalmente descoordenado, com um copo de água em uma mão e uma garrafa de isotônico na outra (pior errado pegar o isotônico). No 12º km, recuperei o pace de antes do morro. Até aquele momento estava no limite pra fechar em 1:45:00.

Em algum momento eu ia cansar. Cansei, mas ainda consegui levar o ritmo entre 5:01 e 5:08 do 13º ao 17º km. No 18º km, o pior pace da corrida no plano. Fiz 5:15, talvez já pensando na volta do morro, a segunda subida que estava chegando. Subi o morro e dessa vez nem tentei trotar. Quando começou a ficar bem inclinado, andei. Sem pressa, confesso. Corri fazendo contas e o novo recorde era certeza, só não sabia exatamente qual seria o tempo.

Calmamente, subi o morro, usei o gel e tomei a água. Já estava no km 20. Fechei o km 19 em 6:38. Ainda fiz uma parte do 20º km no morro e o pace ficou em 5:37. A descida da volta era muito inclinada. Joelhos reclamaram, mas estava no fim. O km 21 ficou em 5:08, culpa já do cansaço de toda a corrida. Não foi dos piores. Os últimos metros foram de aceleração total pensando em fazer o melhor tempo possível.

Só olhei para o relógio durante a corrida a cada 1 km, quando ele apitava. Não tinha ideia de qual seria o tempo ao completar a prova. Acelerei, corri, corri e cheguei. Parei o relógio. Olhei o tempo: 1:49:16. Novo recorde mundial pessoal. Quase 5 minutos a menos do que o anterior e com duas subidas de andar no caminho. O 1:45:00 ainda não veio, mas pelo menos garanti o sub 1:50:00. Se não fossem os morros, o tempo seria ainda melhor.

O importante foi o novo recorde. Era o objetivo. Percebi que consigo manter por vários quilômetros o pace abaixo de 5:00 min/km. A Meia de Floripa, dia 17/06, é a próxima do calendário. Praticamente toda plana, sem nenhum morro pra segurar meu desempenho. Fazer um novo recorde é a única possibilidade aceitável. Acredito que será o momento mais adequado para o sub 1:45:00 nascer. Mais um mês de treinos para o sonho virar realidade.

Deixo aqui a lista dos meus tempos em meias maratonas. Corri 7, mas 2 foram com desempenho acima do recorde da época. Em todas as outras melhorei o tempo. Se eu pudesse dar só uma dica, seria esta: usem o filtro solar. Não, não. Errei. A dica é: treinar funciona.

19/06/2011 - 2:01:15 - Meia de Floripa
31/07/2011 - 2:04:33 - 27ª Meia Maratona de Gaspar
30/10/2011 - 1:59:02 - 4ª Meia Maratona Cidade de Pomerode
27/11/2011 - 1:58:10 - 5ª Meia Maratona de Blumenau
04/12/2011 - 2:08:19 - Corrida e Caminhada Pela Paz no Trânsito
25/03/2012 - 1:54:02 - Meia Maratona de Florianópolis
13/05/2012 - 1:49:16 - Meia Maratona de Balneário Camboriú

quarta-feira, 28 de março de 2012

Meia Maratona de Florianópolis

Domingo geralmente é dia de correr. 25/03 foi o dia de correr na Meia Maratona de Florianópolis. Percuso ideal pra correr e me testar pra Maratona. O tempo colaborou e tivemos um dia nublado, sem sol, com condições quase perfeitas. A água, que eu achava que poderia faltar (já aconteceu ano passado), foi abundante. No fim da prova, quente, mas pelo menos tinha água. Prova plana e com água, tudo que eu precisava pra fazer um treino longo sem me preocupar com nada, só correr.

Tinha um objetivo: melhorar o tempo. A primeira meta era correr em 1:50:00. Consegui manter o ritmo pra esse tempo até o 10º km. Do 11º km até o 13º km, os paces subiram um pouco, mas coisa mínima. A partir do 13, não teve mais jeito. Não consegui mais manter o padrão do começo. Estava correndo do mesmo jeito que no começo da prova, sem me preocupar muito, mas o cansaço apareceu e me fez fazer paces entre 5:31 e 5:55. O 1:50:00 evaporou aos poucos pela Beira Mar.

Consegui correr bem. Até então não tinha conseguido fazer nenhum treino mais longo. Não tenho água e os treinos sempre acabam antes de chegar no 17º km. Na meia maratona, todas as condições estavam favoráveis. Apesar do meu cansaço, finalizei a prova com o tempo bem interessante de 1:54:02. Melhorei meu recorde anterior em pouco mais de 4 minutos. Fiquei satisfeito. Coloquei um tempo bem baixo como meta pra, caso não conseguisse, ainda ficar com uma boa margem pra fazer um novo recorde pessoal.

Aconteceu exatamente assim. Não consegui 1:50:00, mas fiz 1:54:02, distante do 1:58:10. Digamos que fiquei na média. Não sei exatamente se realmente me atrapalhou no resultado final, mas nos 2 primeiros km's não foi possível correr no ritmo desejado. Larguei muito atrás, demorei 2 minutos pra passar pelo tapete do chip. Explico: fui pra fila do banheiro e lá fiquei por 20 minutos. Quando saí, não tinha mais espaço pra ficar na frente. Resultado: tive que desviar de muita gente mais lenta.

Em números, perdi aproximadamente 30 segundos no começo, mas acho que compensei nos km's seguintes. Não foi nada tão absurdo. O que me incomodou mesmo foi ver aqueles 2 segundos no relógio. Por 3 malditos segundos, uma distração qualquer, não corri em 1:53:59. Serve de aprendizado para as próximas meias. Foi um bom treino. Percebi que ainda tem bastante espaço pra evoluir. Os treinos seguem. O 1:50:00 ainda está na mira. Não tenho pressa. Tudo tem seu tempo, meu tempo, meu futuro novo recorde pessoal.

Poderia ainda reclamar da desorganização da prova e tudo o que envolveu o antes, durante e depois. Tantas queixas já li na internet que nem preciso falar mais nada. Só o fato de mencionar que ao fim da meia maratona havia apenas água e BERGAMOTA VERDE é suficiente pra perceber que, em algum ponto, os organizadores se perderam. Já é a terceira edição dessa meia maratona que se diz internacional. Ainda falta bastante coisa pra merecer tal distinção. Sem organização decente, não tem percurso plano e cidade bonita que salvem a prova. Nada mais precisa ser dito. Comemoremos o meu novo recorde!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Corrida e Caminhada Pela Paz no Trânsito

Começo informando que o texto sobre esta corrida já deveria estar aqui há algum tempo, mas em homenagem aos adiamentos que a corrida teve, resolvi adiar por várias vezes também. Adiei bem menos do que a organização da prova. Finalmente, chegou o dia. De escrever sobre a minha quinta meia maratona. Correr 21 km é cada vez mais fácil. Esta corrida foi diferente, porque eu vinha de uma dor chata na perna e da corrida de Angelina no sábado anterior. O objetivo era um só: completar a prova, sem pressão por tempo, pra justificar a inscrição que já estava paga.

A largada estava marcada para às 7 da manhã. Atrasou um pouco, mas mesmo assim foi muito cedo, no melhor horário para largar. O calor não ia afetar tanto. Neste dia, resolvi tomar Gatorade antes da corrida. Tomei, tomei e tomei. Adivinha? Fiquei com vontade de ir no banheiro. Muita vontade. Fui 3 vezes antes da largada e não foi suficiente. Larguei com a minha dor e com a certeza de que precisaria parar. Fazer xixi (desculpem se é meio nojento) era uma obrigação. A corrida se deu por toda a extensão da Beira Mar. Logo no 1º km, vi um banheiro perto do trapiche.

Foi a melhor visão. Me segurei e segui em frente. Era melhor passar ali na volta, estaria mais tranquilo, sem tantos corredores. O problema era esperar até o 7º km chegar. Agonia foi grande, mas fui seguindo do jeito que era possível. Ritmo bem devagar, sem forçar, fazendo um passeio. Assim foi até chegar o banheiro. Pensa no alívio. Me senti muito mais leve. Pra ter uma ideia do alívio, fiz os 4 quilômetros seguintes em paces assustadoramente rápidos pros meus padrões: 4:50, 4:57, 5:03 e 5:01. Depois disso, voltei ao normal, pensei nas dores e diminui a velocidade.

O percurso estava chegando ao fim e quase não fui incomodado pelas minhas dores. Não fui no meu ritmo normal, mas era necessário ser mais contido. Queria ainda, como último objetivo, terminar os 21 km em até 2:06:00. A ida ao banheiro foi meio determinante pra não conseguir. Terminei a prova em 2:08:19, meu maior tempo em meia maratona. Não fiquei tão mal com o resultado. O importante era terminar sem dores. Essa foi minha 30ª corrida em 2011. Nada mal. Ainda tem a São Silvestre pra fechar o ano da melhor forma possível.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

5ª Meia Maratona de Blumenau

Chegou o fim de semana. E, quem diria, tinha uma corrida no calendário. Dessa eu não ia participar, mas pessoa influenciável que sou, fui convencido e me inscrevi nos últimos instantes na Meia Maratona de Blumenau. Inscrição feita, era só correr. Treino específico pra prova não fiz. Só o de sempre. Atualmente, correr 21 km é muito menos sofrido do que foi em junho. Preparado, daquele jeito, fomos a Blumenau.

Fomos porque fui junto com o Eduardo. A gente é doido mesmo. Acordei na madrugada de domingo às 3:45 pra seguir toda a minha rotina pré-prova. Partimos às 4:15. Viagem tranquila. Chegamos em Blumenau 6:10. Bem tranquilo, sem maiores transtornos. A maior dificuldade foi dormir cedo no sábado e acordar cedo no domingo. O tempo estava perfeito para correr. A largada, que seria às 7 horas, teve um atraso de meia hora. Mesmo assim, continuava um bom horário para se largar.

O objetivo nessa meia maratona era baixar meu tempo de 1:59:02. Não iria ser fácil, mas era bem possível. Essa ideia tomou mais forma ainda na minha cabeça quando li na divulgação da prova "trecho 90% plano". Me enganaram. Nunca que Blumenau vai ter uma corrida 90% plana. Várias falsas subidas e descidas. As reais eram muito piores. Não devia ter me iludido com o comunicado. Tive que me adaptar durante a corrida.

Comecei a prova bem. E muito rápido. Burro demais. Não era uma prova de 10 km, eram 21. Nos 6 km iniciais, tempo excelente. Fiz em 31:04. Faltavam 15 km e o problema começou aí. Senti que as pernas não iam aguentar o ritmo. Elas são inteligentes, sabem das coisas, diferente do dono. Entre o km 7 e o 16, variei o pace entre 5:31 e 5:43. Caiu, como esperado, mas tava constante. Terminei o 16º km em 1:27:02. Seguindo nesse ritmo, terminaria a prova em menos de 1:55:00, o sonho maior.

Havia um porém em forma de ritmo, que caiu mais um pouco. Foi pra casa dos 6:00 min/km. Coincidência ou não, foi depois do km 16 que tomei meu último gel. De chocolate, horrível, e não tinha água por perto. A boca ficou pastosa. Senti que fiquei mais devagar. Depois de 16 km, pernas sentindo a prova, gel na hora errada, água só no km 18, tudo ajudou a piorar. Tentei me recuperar, mas não dava mais. A cada quilômetro continuava no mesmo ritmo.

Quando passei no km 17, percebi que o sub 1:55:00 era impossível, mas naquele ritmo o recorde viria. Não seria nada exorbitante, mas baixaria o tempo. A água salvadora do km 18 apareceu. Peguei dois copos pra tentar dar um jeito e melhorar. Não deu. Fui me arrastando. Era a única alternativa possível. O ritmo forte do começo cobrou sua conta. Mas esse mesmo ritmo forte me permitiu melhorar o tempo total. Os segundos que ganhei lá no começo foram úteis na quebra do recorde, embora tenham contribuído pra minha quebra.

Pode se dizer que foi o errado que deu certo. Com certeza, não foi a melhor estratégia. Terminei a meia maratona em 1:58:10 e fiz o recorde pessoal, mas cheguei me arrastando. O final dela foi muito mais sofrido do que a última, em Pomerode. Exagerei demais no início. O sobe e desce em alguns trechos colaborou para meu declínio físico. O maior culpado, no entanto, fui eu mesmo. O bom de ter tempos altos é que não é tão difícil fazer novos recordes.

Cheguei morrido. Fazer a curva e ver a chegada, na Vila Germânica, foi a melhor das sensações. O fim que nunca chegava, chegou. Foi difícil e sofrido. Nem um sprint final decente consegui. Nunca uma garrafinha de Gatorade foi tão bem-vinda. Cada vez é mais legal correr uma meia maratona. Pode ser sofrido como foi essa, mas é cada vez mais fácil correr 21 km. Eu me divirto igual. Da próxima vez, adotarei uma estratégia mais sensata.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

4ª Meia Maratona Cidade de Pomerode

O mês de outubro terminou da melhor forma: correndo uma meia maratona. Começou lá no dia 2 com a minha primeira maratona e passou pelo Mountain Do em dupla. Pomerode não é uma cidade exatamente perto de Florianópolis. Acordei às 3:30 de domingo pra me ajeitar e fazer meus rituais e às 4:30 saí de casa. A viagem dura quase nada, aproximadamente 2:30. A largada era às 8:00. Ainda cheguei com 1 hora de antecedência. O tempo estava nublado, ideal para correr. Além disso, o percurso era praticamente todo plano.

A largada foi autorizada e lá fui eu. Tenho mania de pensar em alguma estratégia antes dessas provas maiores. Nessa meia maratona, tinha o objetivo de fazer qualquer coisa abaixo de 2 horas e bater meu recorde pessoal. Eram 21 km e dividi em 3 partes de 7 km. Cada parte deveria ser feita, preferencialmente, em até 40 minutos. Completar 21 km eu sei que consigo. O desafio agora era ter um desempenho melhor, mais linear, ao longo da prova.

A corrida foi 99% em asfalto, dedicado aos atletas. Poucos carros passaram pelo local pra atrapalhar. A volta foi mais pelo acostamento, mas com total segurança. Água bem gelada a cada 3 km. Percurso muito bom. Foram mais de 500 concluintes na meia maratona. Em nenhum momento corri sozinho. Mesmo no final, quando já havia maior dispersão. Outra coisa legal foram os marcadores de ritmo. Tinha de 1:45, 2:00 e 2:15. O que faltou foi um tapete na largada, pra ter controle do tempo líquido. Foi marcado apenas o tempo bruto. Sei o meu tempo líquido porque liguei o GPS quando passei no portal.

Acredito que os treinos longos pra maratona, na casa dos 20 km pra cima, me deram uma base boa para essa meia maratona. As duas anteriores que fiz foram sem tanta rodagem. A primeira foi a primeira, nunca tinha corrido mais de 16 km. Na segunda, algumas dores, e ainda a falta de experiência, não me permitiram uma boa performance. Dessa vez, foi diferente. As placas dos km's apareciam e eu não me sentia cansado. Cheguei nos 10 km e ainda me sentia bem demais. O cansaço ainda estava longe de aparecer.

A volta nem foi tão ruim quanto eu imaginava. Continuei no meu ritmo, mantendo a média linear desejada. Os marcadores de ritmo das 2:00 me passaram, mas me contive. Acelerar ainda no 14º km seria prejudicial para o final da minha prova. As placas dos km's passavam e eu não ficava cansado. Tomei só um gel no 9º km e nem senti necessidade do outro. Ali pelo 17º resolvi que dava pra acelerar um pouco mais. Depois, vi no GPS que as médias por km foram praticamente as mesmas, mas a sensação de esforço parecia maior, provavelmente por ser a parte final da corrida.

De qualquer maneira, passei muitos corredores a partir do km 17. Pelo menos 15 eu deixei pra trás. Meu ritmo não era estupendo, mas era constante e suficiente para passar pelos atletas que já estavam mais desgastados. A cada passo, sentia um pouco mais o cansaço. Mas cada passo pra frente era um pouco menos pra terminar. E assim fui pensando pra não diminuir o ritmo. A placa dos 20 km foi um alívio. Faltava pouco, mas nunca 1 km demorou tanto. Fiz o tempo desse último km na média, mas parecia que não ia acabar.

O asfalto acabou e vieram os paralelepípedos. Pior tipo de piso pra correr. Ainda bem que eram só os 200 m finais. Quando entrei no Pavilhão de Eventos, local da chegada, vi o relógio marcando menos de 2 horas e tive que acelerar um pouco mais. Eram poucos metros pra garantir meu sub 2 horas tão sonhado. Aumentei a velocidade e completei. Tempo bruto de 1:59:37. Parei o GPS, olhei o tempo e a surpresa foi ainda melhor: 1:59:02. Novo recorde pessoal, 2m14s mais rápido do que o anterior. Fiquei muito satisfeito.

Tenho certeza absoluta que os treinos pra maratona, a maratona e o Mountain Do ajudaram muito. Nunca foi tão fácil correr uma meia maratona. Não quer dizer que as pernas não tenham ficado doloridas. Tive dores nas canelas e nas panturrilhas. Tudo dentro do normal. Nada que o descanso não cure. Consegui manter um ritmo constante, inclusive no fim da prova, que foi o que garantiu o recorde pessoal. Completar uma maratona me fez ter outra perspectiva da meia maratona. O próximo objetivo em meias é melhorar ainda mais o tempo. Aos poucos, eu chego lá. Não tenho pressa.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

27ª Meia Maratona de Gaspar

É com certa vergonha pela demora que venho escrever sobre a meia maratona que participei há 11 dias. Demorei tanto pra escrever que não sei se vou lembrar de muita coisa. Nunca mais atraso tanto pra postar sobre uma corrida. A memória já é ruim. Vamos ver o que consigo fazer nas linhas abaixo.

Primeiro de tudo: Gaspar não é uma cidade perto de Florianópolis. Acordei às 4:30 da manhã, a fim de me preparar e esperar a carona. Carona essa dada pelo Eduardo, mais a companhia do Renato e da Marta, corredores e fotógrafa oficial dos Loucos por Corridas. Enfim, acordei bem cedo e o tempo estava daquele jeito invernal. Um pouco de vento, outro pouco de frio e mais um pouco de chuva fina. Perfeito pra dormir. Pra correr também.

Foi minha segunda meia maratona. Dessa vez, já sabia que poderia correr 21 km. Como ainda estava meio afetado fisicamente pelas três corridas seguidas nos fins de semana anteriores, decidi que correria só pela diversão, sem tentar bater meu recorde pessoal. Se acontecesse, tanto melhor, mas não era o objetivo. Como o tempo estava demonstrando, a corrida começou com chuva fina e intensa. No começo da corrida não era o melhor cenário, mas depois ajudou a não sentir calor.

Fui no meu ritmo normal devagar, mas fiquei impressionado com o tanto de gente que me passou. Isso aconteceu, além da minha lentidão, porque tinha uma prova de 6 km também, no mesmo percurso. Aí já viu. Pessoal adoidado correndo pra fazer 6 km em 24 minutos e coisa e tal. Passados os 6 km, as coisas começaram a se normalizar. Continua no pelotão de trás, mas não em último, o que já me servia.

Tentei me concentrar em só correr. Até que estava dando certo. O problema começou lá no 8º km. Algumas pessoas na rua aplaudindo e incentivando me fizeram aumentar o ritmo. É aquela coisa de tentar aparecer e mostrar que tá bem. Muito errado. Gastei muito energia no lugar desnecessário. Me aguentei até o 12º km, o último km com pace abaixo de 6:00 min/km. A partir dali, tudo acima de 6 minutos, exceto no km 18. Por algum motivo que desconheço, fiz abaixo.

Uma das piores coisas nas corridas de rua é a parte de voltar pelo mesmo caminho de onde veio. Pior ainda é ver que mais de 250 corredores já passaram voltando por você e tu ainda está a caminho do 13º, onde se faz a volta. Desanima um pouco. Aí eu chego no lugar que faz a volta e ainda faltam mais 8 km. Cadê o ânimo? Ficou pra trás, mas precisava achar rapidamente. Posso dizer que a volta, os últimos 8 km, foi uma longa espera pela chegada.

Demorou, demorou, demorou, mas cheguei. Firme e forte. Mentira. Meio firme, não muito forte e totalmente cansado. Minhas pernas já se manifestavam. A segunda meia maratona foi mais tranquila porque eu já sabia que ia conseguir, mas mesmo assim foi sofrida porque meu corpo ainda reclama pra fazer 21 km. Aspesctos que vão ser aperfeiçoados para futuras meias maratonas.

Fim de prova, medalha gigante e frutas. Como a prova teve sua largada e chegada no Bela Vista Country Club, havia vestiários para tomar banho. Aquilo foi realmente muito bom. Depois assistimos a premiação e almoçamos. Só faltava mais quase 2 horas de volta pra casa. Uma viagem que valeu a pena. Resultado da meia: 287º de 333 no geral. Bem razoável. Tardei, mas relatei os fatos. Não sei se foi tudo exatamente assim, mas é algo perto disso.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Meia Maratona de Floripa

O grande dia chegou. Meio que já não aguentava mais esperar e treinar. Só consegui dormir até às 5 da manhã de domingo. Ainda fiquei uma hora enrolando na cama até levantar. Segui os procedimentos normais de uma corrida, mas dobrei a parte da alimentação. Seriam 21 km e eu não estava com muita vontade de passar mal e desmaiar. Pegar o kit no sábado, com uma baita camiseta, é bem melhor. Coloquei o número na camisa e o chip no tênis na noite anterior. Tudo preparado pra corrida.

As manhãs de junho foram, até daqui, frias. Esperava frio na largada, principalmente por ser às 7:30. Que nada! Estava o melhor clima do mundo para correr. Temperatura amena e sem vento. Não podia ser melhor. Mais de 3 mil participantes. Foi a melhor corrida que já participei. Por sorte, fiquei na frente, bem perto da largada. Demorei só 17 segundos pra passar no tapete. Os vídeos da largada mostram as milhares de pessoas largando. Não parava mais de aparecer gente.

O processo da largada foi tranquilo. O pior estava por vir. Faltavam só 21 km pra terminar a prova. O objetivo estabelecido era aquele de abaixo de 2:30:00 e tentar abaixo de 2:17:00. Tinha comigo um objetivo oculto de completar os 21 km em menos de 2 horas. Não sabia se seria possível, mas era algo que tinha em mente. A única certeza que eu tinha é que não tinha certeza nenhuma de como meu corpo se comportaria depois do 15º km.

O começo foi tranquilo, com parciais muito abaixo do que eu esperava, todas abaixo de 6:00 min/km, na média de 5:28 min/km. Pensei comigo naqueles 5 km iniciais que não dava pra manter o ritmo até o final. Diminuí o ritmo mas ainda assim fiquei abaixo dos 6:00 min/km. E foi assim durante a primeira metade da prova. Começou a ficar ruim quando a posterior da coxa se manifestou depois do 14º km. Ali foi um momento complicado e faltava boa parte da prova.

Não sei o motivo ao certo, mas a dor passou. Ou esqueci dela. Talvez possa ter sido a água que eu tomei. Talvez as músicas que eu cantava na minha cabeça. Meu repertório se resumiu basicamente a 3 músicas, que fiquei cantando durante 21 km. Ou talvez as pessoas que ficavam na Beira Mar aplaudindo, incentivando. Isso dá um ânimo pro corredor que tá passando as dificuldades usuais. As plaquinhas de quilômetros demoram pra chegar, mesmo mantendo o mesmo ritmo.

Falando no ritmo, ele caiu muito no 18º km. Não é coincidência que tenha sido bem no momento das duas principais subidas. Primeiro foi o elevado, depois a subida da ponte. Além dessas duas subidas, tinha mais uma, lá perto do 20º km, pouco antes de chegar na Beira Mar do Estreito, na reta de chegada. Essas três subidas e o meu cansaço fizeram os paces do km 18, 19 e 20 ficarem acima de 6:00 min/km. Só no último quilômetro consegui fazer o pace abaixo de 6:00 min/km.

Se fosse resumir, diria que o ritmo foi bom até o km 17. Depois o ritmo caiu e recuperei um pouco no final. Sempre corro um pouco mais no último quilômetro. De qualquer forma, correr quase sempre abaixo de 6:00 min/km me proporcionou um baita tempo. Meu recorde na meia maratona. Sim, foi a primeira meia maratona da minha vida. Lógico que seria meu recorde. Só não esperava que fosse um tempo tão bom. Acabei a prova em 2:01:16. De acordo com meu GPS, fiz esse tempo correndo 21,320 km. Os 21 km fechei em 1:59:47. Ou seja, objetivo oculto alcançado.

A felicidade maior do mundo na melhor corrida da história de Florianópolis. Só tenho elogios para a organização da prova. Quero ver alguém reclamar alguma coisa. Foi tudo perfeito. Kit muito bom, prova excelente e percurso sensacional. O percuso foi a melhor parte, sem dúvida alguma. As duas pontes de Floripa, onde só passam carros, tiveram duas de suas pistas reservadas exclusivamente para os corredores. Metade da ponte era nossa, com o melhor visual do mundo. Fiz correndo o trajeto que sempre faço de carro. Sem palavras para descrever, apesar de já ter digitado várias para tentar.

A medalha da meia maratona é muito bonita e foi a que eu mais gostei de ganhar. Treino, dores, esforço, tudo valeu a pena. A classificação ficou final foi essa: 1018 de 1764 no geral e 878 de 1329 no masculino. As dores apareceram domingo, continuam hoje e duvido que sumam até terça. Tá ruim pra subir e descer escadas. É o tipo de dor boa de sentir, passageira. Agora quero fazer outras meias maratonas. Uma maratona é um sonho distante, mas também está nos planos. Não paro mais. Ninguém me segura.
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