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terça-feira, 30 de abril de 2013

Track & Field Run Series Beiramar Shopping - 45'46''

Comecei a correr por saúde, vontade de fazer algum exercício físico. Aí, percebi que podia correr mais rápido, podia melhorar meus tempos. E, agora, já não sei se corro pela saúde. Ou só por causa dela. Acho que é também por isso, mas o principal, no momento, é a busca por correr mais rápido e fazer novos recordes pessoas enquanto for possível. O foco atual é o sub 4 horas na Maratona de Porto Alegre. Estou treinando só pensando nisso. As corridas que entram no calendário são todas meios para o fim maior, dia 16/06.

Apareceu, então, uma prova do circuito Track & Field, que eu até tinha o objetivo de participar desde o começo do ano, buscando o sub 45 nos 10 km, como está descrito neste post de janeiro. Aí, apareceu a Maratona de Porto Alegre e o as coisas mudaram um pouco. Aumentei o volume e esqueci, por enquanto, os treinos específicios para as provas curtas. Felizmente, aumentar o volume propicia, de um jeito ou de outro, melhora na performance. E, depois desse prólogo todo, vamos ao que interessa, que é a Track & Field Run Series.

No sábado, aconteceu o Mountain Do Praia do Rosa. No entanto, entre correr 18 km no meio do mato ou correr 10 km forte no asfalto, sempre vou escolher o asfalto. Assim foi feito. Largada às 07:30 e só não foi o clima perfeito porque tinha sol. Nublado estaria ideal. Meu objetivo era o sub 45. Sabia que não ia dar, mas ia tentar para, pelo menos, dizer que tentei. Queria me testar, finalmente, em um corrida de 10 km. A última havia sido dia 02/09, na mesma Track & Field, só que no Shopping Iguatemi e não foi nas melhores condiçõs.

Chegou o dia e eu fui. A largada aconteceu pontualmente e o começo foi meio afunilado. A largada em frente ao Beiramar nos levou para a Beira Mar e enfrentamos um S que segurou o ritmo no começo. Depois, foi só pegar a Beira Mar Norte e sua planitude. Comecei tentando o sub 45, Fiz 4'35'', 4'25'' e 4'26''. Até o 3º km estava abaixo. Foi só. Vieram os outros quilômetros e as parciais mais altas (4'38'' e 4'41''). Melhorei no 6º km (4'29''), mas foi só (7º, 8º e 9º em 4'36'', 4'39'' e 4'43''). No último, tentei o sprint final e só saiu um 4'31''.

Terminei a corrida com 45'46'', novo recorde pessoal. Feliz pelo tempo, mas não totalmente porque o sub 45 não veio. Sabia que não viria, mas achei que pudesse me surpreender. Desde os 47'57'' nos 10 km iniciais da Meia Maratona de Florianópolis pensava ser possível melhorar o tempo. Um ano depois, novo recorde pessoal nos 10 km. Sem treinos muito específicos. Ainda vou tentar o sub 45. É possível, mas não é fácil. Percebi isso ontem. Saiu um sub 46. Enquanto não sai o sub 45, comemoro o 45'46'', a junção dos dois sub envolvidos na história.

Resultado:
  • Geral: 38º de 393
  • Masculino: 36º de 279
  • Categoria 25/29 anos: 4º de 39

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A conversa de sexta e os 10 km

A tarefa de escrever uma vez por semana não está sendo das mais fáceis, mas cá estou eu tentando, entre um treino e outro. Começando pelo que foi importante. Na última sexta-feira, estivemos eu e o Guilherme Preto (Correr Vicia), no hotel Majestic, em Florianópolis, na retirada de kit do 18º Revezamento Volta à Ilha. Não participamos da prova. Nosso objetivo ao ir para o evento era entrevistar o Sérgio Xavier, diretor da Runner's Brasil, para o POR FALAR EM CORRIDA, nosso podcast de corridas de rua.

Lembramos que ele estaria em Florianópolis e entramos em contato via Twitter. Ele foi muito solícito e gentil e se dispôs a passar uma hora do seu tempo falando conosco. Ótima conversa. Toda a entrevista estará no POR FALAR EM CORRIDA #27. No fim, deu uns 30 minutos de entrevista gravada, fora o antes e o depois. Encontrar o diretor da Runner's Brasil!!! Ainda conversamos com o Danilo Balu e com o presidente da Asics, Giovani Decker. Foi uma sexta-feira muito legal, diferente e que eu nunca esperava que fosse acontecer.

Por fim, os 10 km. Domingo haverá a Track & Field Run Series Beiramar Shopping. Vou correr na distância de 10 km e vou tentar alguma coisa abaixo de 50 minutos. Se der. O objetivo era o sub 45. Pode até vir, mas acho bem difícil, devido aos treinos para a maratona. Nem sei em que condições vou correr. Só sei que o percurso é plano e tem duas voltas de 5 km e a largada é cedo, às 07:30. A sexta corrida do ano vem aí. E eu vou lá. Participar, correr, tentar fazer um tempo razoável e voltar aqui para contar como foi.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Track & Field Run Series Florianópolis

Esta foi a quarta prova da Track & Field que participei. Em 2010, 2011 e abril de 2012 estive lá, sempre melhorando meu tempo. Infelizmente, em abril fiz 47:19, o que tornou mais difícil fazer um novo recorde pessoal. Estou treinando para a maratona e fiquei mais devagar. Já não era dos mais rápidos e agora está um pouco pior. Fora isso, várias outras coisas aconteceram. Não é desculpa, até porque sabia que não ia dar. É só informação. Tudo aí no relato da corrida.

Tudo começou na quarta-feira, com um treino de tiros. Voltei morto para casa. Na quinta, o objetivo era um trote leve na grama. Consegui fazer 20 minutos e mais nada. Estava sentindo umas dores ainda remanscentes dos tiros de quarta. Sexta, tudo normal. E mais uma sessão de tiros. Foi complicado. No fim, minhas pernas pediam para parar. Parei, mas só depois de fazer tudo. Aí o sábado foi de descanso das corridas. Das corridas.

Tive um casamento nesse dia. Voltei para casa às 3 da manhã, já no domingo. Precisava acordar às 5. Assim fiz. Achei que ia sentir mais sono e cansaço, mas parecia tudo normal. No casamento, não bebi, até porque não bebo. Por outro lado, eu como. Ah, sim. Como. Muito. E tive alguns efeitos colaterias que não convém mencionar aqui. Enfim, tudo conspirava para a corrida não ter recorde e não ser das melhores da minha vida.

Quando cheguei no local da largada, até me sentia bem. Ficava pensando e lembrando dos tiros, que eu tinha ido bem, feito bons tempos. Sonhava com um desempenho excepcional e um quase recorde nos 10 km. Voltando à realidade, estabeleci que o primeiro objetivo era tentar um sub 50, pra ficar bem comigo mesmo. Se a coisa tivesse fluindo, pensaria em algo melhor. Estava tudo pronto para começar a correr.

Quando foi dada a largada, nos primeiros três, quatro passos, já senti que não era o dia. Algumas dores e outros desconfortos. Vi que seriam 10 km sofridos, inclusive para tentar o sub 50. Mesmo não me sentindo tão bem, consegui manter o pace entre na média de 5:04. A partir do 2º km, coloquei alguns corredores como alvo para tentar me aproximar. Ou pelo menos manter o ritmo. Dar duas voltas no mesmo percurso é muito chato.

Depois da primeira volta, as dores nem estavam mais incomodando. Eu só não tinha vontade e força para fazer algo melhor. Botei na minha cabeça que pelo menos o último quilômetro teria que ser bom, abaixo de 5 min/km. O penúltimo também, se fosse possível. Fiz o 9º km em 4:52 e me animei para o tiro final. Comecei muito bem, mas faltando 400 metros meu ritmo caiu. Ficou um tiro pela metade. Quando vi que estava ficando muito devagar, tentei acelerar de novo.

Entre altos e baixos, oscilações aqui e ali, fiz o último quilômetro em 4:44. Pelo menos isso para salvar o dia. Fico pensando como poderia ter sido melhor se não morresse depois da metade. O tempo final ficou em 50:45. Foi meu segundo melhor do ano em provas de 10 km. Quase sub 50 em um dia em que tava tudo errado. Ficou razoável. Serviu para ganhar mais uma medalha (nem tão bonita assim) e completar a 96ª corrida da minha vida. Rumo à 100ª corrida na Maratona de Santa Catarina.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Track & Field Run Series Florianópolis

O domingo. O dia da corrida. Amanheceu perfeito, tão perfeito que não parecia verdade. Choveu tudo o que tinha que chover à noite. Tempo nublado, sem sol, ideal para correr em percurso plano e ir em busca do tão almejado sub 50. Com essas condições, o recorde também era algo que estava bem ao alcance. Acordei e fui pro Shopping Iguatemi, onde seria a largada. Correr com um objetivo de tempo me deixou bem mais nervoso e ansioso do que o normal.

Sabia que era possível. Os treinos me mostravam que o único obstáculo seria eu mesmo. Então, dessa vez, ia me vencer. Não havia outra saída. Segui o ritual de sempre antes das corridas e me encaminhei até o portal de largada. Não queria perder tempo. Não fiz o alongamento que um profissional puxou e quase não aqueci. Eu queria mesmo era ficar o mais perto possível do portal. O começo foi como planejado. Demorei 3 segundos pra pisar no tapete do chip.

Decidi que, nessa corrida, eu ia atrapalhar os mais rápidos, se fosse o caso, mas não seria atrapalhado pelo pessoal mais devagar. Comecei a correr utilizando meu novo método de não ser tão escravo do relógio. Só olho pro Garmin a cada km, quando ele apita. Corro o intervalo entre esses km's na sensação de esforço, tentando manter o ritmo por conta própria. Faltam alguns ajustes, mas estou me aperfeiçoando para diminuir o nível de escravidão.

Sobre a corrida: deu tudo certo. Nos treinos não tomo água pra correr 10 km. Na corrida também dispensei. Essa distânca já é confortável pra eu correr. O problema era correr mais rápido. Era. Não é mais. Sabia que estava correndo melhor, mas treino é treino. E nos treinos não vou tão no limite. Precisava de uma corrida assim pra me testar. Posso dizer que fui aprovado com louvor no teste. Foi muito melhor do que eu imaginava nos meus sonhos.

De todas as parciais, só 3 foram de 4:50 min/km pra cima. 4:50 (5º km), 4:52 (7º km) e 4:56 (9º km). Todas as outras foram na casa dos quarenta, além de fazer o 1º e o último km a 4:25. No 1º km, a empolgação da largada sempre me faz correr mais. No último, sempre tento correr forte. Se não for a parcial mais rápida, tem que ser uma das melhores. Não achei que estivesse tão inteiro no fim. Estava e nem sabia. Terminei a corrida cansado, óbvio, mas muito bem.

Escrevi, escrevi, escrevi e ainda não falei do meu tempo. Durante a prova, fui calculando em quanto estaria o tempo, de acordo com as parciais. A cada km eu ficava mais animado. Fechei a corrida em 47:19. Um tempo totalmente inimaginável. Não esperava correr desse jeito. Venci o desafio sub 50 da Contra-Relógio com muita folga e bati meu recorde pessoal com sobras (quase dois minutos a menos). Está confirmado. Esse tal de treino funciona mesmo.

sábado, 28 de abril de 2012

Mais uma Track & Field

A prova da Track & Field chegou mais cedo em Floripa. Vai acontecer amanhã (29/04/2012). Nos últimos dois anos que participei, a corrida aconteceu nos meses de setembro (12/09/2010 e 11/09/2011). Seria esse um indício de que podemos ter duas Track & Field em Floripa?  Não sei. Tomara. Será minha terceira participação nessa prova, que é muito boa, mas que aumenta a cada ano o preço da inscrição. Espero que pare nos R$ 86,40 deste ano.

Falando da corrida, que é o que interessa no momento. Em 2010, estava começando a correr mais frequentemente. Participei da Track & Field e fiz meu melhor tempo nos 10 km, 54:39. Em 2011,  já tinha um novo recorde nessa distância. Tinha a expectativa de correr perto ou abaixo de 50 minutos, mas ainda não era o momento. Corri os 10 km em 53:04 e fiquei 46 segundos acima do recorde. Entendi que as pernas não conseguiam fazer mais.

Em 2012, mais treinos e mais treinos, correndo cada vez mais e mais rápido, me sentindo muito bem, chegou a vez de, finalmente, correr uma PROVA abaixo de 50 minutos. Além do desafio pessoal, tem o Desafio da Contra-Relógio 10 km Sub 40 e Sub 50. Me inscrevi no desafio que era possível no momento, o sub 50. Talvez seja a única prova em Floripa com todas as especifidades técnicas necessárias para que o tempo seja aceito pela revista.

Esperava a prova para depois do meio do ano. Veio agora. Tudo bem. Estou pronto e preparado. Domingo é o dia. Tem que ser o dia. Não tenho nem a intenção de fazer meu recorde pessoal nos 10 km, que atualmente é de 49:10. O objetivo é só correr abaixo de 50 minutos e vencer esse desafio proposto pela Contra-Relógio. Se fizer um novo recorde, melhor. A largada é às 7:30, horário ideal para correr. Tudo conspira a favor. O sub 50 é logo ali.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Track & Field Run Series Florianópolis

Arroz de festa. Eis uma expressão que pode definir bem minha participação em corridas. Semana passada, fui em uma com quase 100. Ontem, fui corri a Track & Field, que contou com mais de 1000 participantes. Esta sim pode ser chamada de CORRIDA, de fato. Baita evento. Largada em frente ao Shopping Iguatemi, estacionamento gratuito. Organização, apoio, água, frutas, nada a reclamar nessa parte. Só achei feia a tal da medalha. Que coisa mais sem graça. A do ano passado foi bem melhor. Vejam a foto aí em cima e comprovem a falta de beleza nela.

Dessa vez, não vou me ater a descrever a corrida como um todo. Vai ser um resumo. Ou tentativa. A semana de chuva ficou pra trás e o domingo nos presenteou com um baita sol, ótimo tempo. Ideal para acordar cedo e correr. Nem o fato de eu ter ido a um casamento e ter dormido às 2 horas da manhã, totalizando incríveis 4 horas do sono, me prejudicou na corrida. Com a ajuda do meu primo Jules, que me puxou a prova toda, consegui fazer meu segundo melhor tempo nos 10 km. Queria fazer abaixo de 50, mas ainda não foi o dia. Completei a prova em 53m04s.

O tempo foi bem satisfatório e o resultado também. Na faixa etária, fiquei em 7º de 19. Esse fato foi o que mais me deixou feliz. Sei que nesses eventos com milhares de participantes vem gente que corre pouco ou nem treina direito. Mas foi muito significativo. Fosse uma daquelas provas que premiassem por categoria, ficaria a duas posições do troféu. Depois da maratona, o foco vai ser em abaixar esse tempo nos 10 km. A competição não é com os outros, é comigo mesmo. E eu geralmente perco. Tá errado. 55 corridas no total, 17 no ano (arroz de festa do começo do texto) e contando.
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