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terça-feira, 23 de julho de 2013

Programando

Defini alguns objetivos, algumas provas, mas, mesmo com tudo definido, não estou de todo animado. Treinar em Jaraguá está muito difícil. Estou dando meus jeitos, na última semana fiz intervalados e tiros, mas sinto que não chego perto dos treinos de qualidade da Beira Mar. Tudo bem que podiam não ser tão bons assim, mas eram melhores do que os atuais.

Se tenho objetivos, que ao menos me agarre a eles para continuar correndo. Treinar é complicado, mas correr eu consigo, de 5 a 6 vezes na semana. Quando a gripe deixa, sai o longão no fim de semana para lembrar da maratona e das meias que estão por vir. Mudanças podem acontecer, mas, por enquanto, este é o calendário das minhas próximas corridas:

  • 28/07 - Golden Four ASICS São Paulo;
  • 03/08 - Maratona de Revezamento Beto Carrero (dupla com o Eduardo);
  • 22/09 - Corrida Pela Paz NO DROGAS (10 km);
  • 29/09 - Maratona de Santa Catarina (prova de 10 km);
  • 13/10 - Maratona de Buenos Aires;
  • 27/10 - 6ª Meia Maratona de Pomerode;
  • 03/11 - Golden Four ASICS Brasília;
  • 30/11 - 5ª Corrida Rústica Vale das Graças Angelina.

Ainda tem a Corrida e Caminhada Pela Cura dia 11/08, a Corrida e Caminha McDiaFeliz dia 31/08 ea 1ª Meia Maratona de São José dia 15/09, mas essas ainda estão sob análise e, caso eu vá, será só por diversão, talvez treinar, sem pretensão de tempo.

Das provas listadas mais acima, quero bater o recorde pessoal da meia na Golden Four de São Paulo e depois na de Brasília. O recorde pessoal da maratona será buscado na Maratona de Buenos Aires. Em Pomerode, vou acertar contas com essa meia maratona que viu meu primeiro sub 2 horas, mas também proporcionou uma quebra magnífica ano passado. Nela quero o recorde pessoal da prova, correndo sem sofrer.

No Beto Carrero, eu e o Eduardo estabelecemos um objetivo de tempo final para nossa maratona. Vamos tentar. Terei também duas oportunidades de tentar o recorde pessoal nos 10 km na Corrida Pela Paz e na Maratona de Santa Catarina. O problema é ambas serem com uma semana entre si e pouco antes da Maratona de Buenos Aires. Se não der na primeira, pode ser demais tentar na segunda. Bom, no dia vejo a situação. Por fim, Angelina para comemorar entre amigos todo o ano de corridas que passou.

Ninguém vai poder dizer que não me programei. Falta achar um pouco mais de ânimo. Espero que meu Garmin volte nesses meses e que eu também volte logo para Floripa. Enquanto isso, seguimos correndo (a parte fácil), tentando treinar. A foto acima é uma das mensagens que estavam pelo percurso da Golden Four ASICS Porto Alegre 2013.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Aumentando a quilometragem

De 3 em 3 km, o longão vai aumentando. Sábado passado, pela primeira vez desde a Maratona de Santa Catarina, corri 28 km. Um pouco mais até. Foi o treino mais longo desse período. Optei por um rota alternativa, fazendo um circuito onde não repetia as ruas, embora pegasse algumas subidas. Nas minhas contas, foram 9 subidas. Talvez mais. O objetivo do longão era rodar os primeiros 20 km confortável e progressivo, sendo que elegi os km 6, 12 e 18 para acelerar e tentar fazer um ritmo de maratona sub 4 horas.

O tempo no sábado não foi muito gentil com os corredores. Muito vento. Até acordei às 6 horas da manhã, mas cheguei a pensar em ficar na cama mais um pouco. A Maratona de Porto Alegre me convenceu do contrário. Os primeiros 5 km, com os morros do Abraão e Coqueiros e com o vento, foram mais devagar do que o pretendido. Serviu para aquecer. Depois, o ritmo até que se manteve dentro de uma normalidade. Fui levando desse jeito até o 20º km. A partir daí, dos últimos 8 km, o objetivo era rodar abaixo de 5'40''.

Não estava sentindo dores ou incômodos, mas o cansaço já estava chegando perto das minhas pernas e começando a se apresentar. Correr 20 km e não cumprir o objetivo não era cogitável. O 22º e 23º foram acima porque ainda peguei umas subidas. Ainda escapou um segundo no 26º km (5'41''), mas, no geral, a média dos últimos 8 km foi de 5'35'', o que me deixou satisfeito. Depois de 22 km e 25 km, os 28 km foram tranquilos. Talvez esteja me acostumando com o sofrimento. Talvez. Vou continuar assim que está funcionando.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Longo caminho

O ano começa e tudo está devidamente planejado. Corridas, meias, maratonas, objetivos. Tudo. Aí chega uma promoção de passagens de avião e muda tudo. Tudo. Foi assim, de repente, meio sem querer, que decidi participar da 30ª Maratona de Porto Alegre. O Eduardo trouxe a boa notícia da promoção, hesitei um pouco, mas não consegui rejeitar essa ideia. Comprei as passagens e dia 16/06 terei mais uma maratona para tentar o sub 4 horas. Por enquanto, só as passagens estão compradas. A inscrição ainda não foi feita.

Dessa vez, porém, estou fazendo um treinamento que julgo adequado. Mais adequado, penso. Fiz a base durante janeiro e boa parte de fevereiro. Incluí vários treinos de rodagens, corro quase todos os dias e tenho as devidas folgas. Os resultados estão aparecendo. A Meia de Florianópolis foi sub 1h45'. Os treinos de tiro estavam muito bem. E, nas últimas duas semanas, rodei 22 km e 25 km sem sentir tanta dificuldade. O próximo passo é fazer 28 km e ver se o corpo aguenta o ritmo. Esse sub 4 horas não vai ser fácil.

O treino de 25 km, o último longo que fiz, e mais longo do ano até agora, foi tranquilo. Comecei em ritmo confortável nos primeiros 9 km e tentei manter abaixo de 5'40'' min/km depois. Por que 5'40''? Porque é a média que vai garantir o sub 4 horas na maratona, mesmo com as marcações a mais do GPS. O mais legal foi ter fechado a média geral do treino em 5'41''. Acho até que exagerei em alguns quilômetros, indo mais rápido do que deveria, mas estava me sentindo bem. Quero ver o que acontece no treino de 28 km, o que vai doer. Seguimos treinando.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Na teoria, inteiro para a meia

Antes de começar, uma pequena introdução, prólogo, preâmbulo, prefácio e qualquer outro sinônimo que você possa encontrar nos dicionários. Dia 24/03, próximo domingo, acontece a Meia Maratona de Florianópolis. O plano inicial era correr tranquilo para ter uma referência de como estava para a Meia de Floripa em junho. Aí, apareceu a Maratona de Porto Alegre, que acontece uma semana depois da Meia de Floripa, e tudo mudou. A meia sem objetivo virou a meia do ano. Já em março. E é disso que eu falo nas linhas abaixo.

Até o presente momento, quando escrevo este post, estou sentindo-me muito bem, sem dores ou qualquer outro tipo de indisposição. Os treinos estão em dia e me deixam animado. São treinos baseados no meu achismo, empirismo e pesquisa, mas, parece, nada indica que estou no caminho errado. Ou em um caminho tão errado. Em março, foram 19 treinos em 20 dias, com dois treinos longos, alguns de tiros e rodagens, nos mais variados ritmos e terrenos. Diria que estou confiante para a Meia Maratona de Florianópolis.

O único porém é que não tenho nenhuma prova prática de que o sub 1h45', consequentemente meu recorde pessoal, seja tão alcançável. Na teoria, sei que consigo correr abaixo de 5 min/km. Este ano, só fiz isso uma vez e nem chegou a 6 km, na Corrida dos Perebas. De onde vem essa certeza de que pode dar certo? O que já corri em 2012 e os treinos de tiro indicam que é possível. Claro que é tudo na teoria. Afinal, apesar do passado sub 5 min/km, não há garantia de que conseguirei manter tal ritmo durante mais de 21 km.

Domingo e segunda fiz treinos de rodagens em ritmo mais acelerado. Gostei do resultado. Era um teste para ver como as pernas estavam reagindo ao esforço durante e depois de correr. O próximo domingo é o grande dia. Objetivo: o recorde sub 1h45'. Qualquer coisa abaixo disso será frustrante. Por enquanto, não trabalho com a possibilidade de correr acima. Talvez, no dia da corrida, dependendo do que acontecer, mude de ideia. A princípio, só importa o recorde. Conto para vocês semana que vem como foi o sucesso ou desastre.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Cinco dias de folia

Por esses dias, aconteceu isso que vocês chamam de carnaval. Não sou muito afeito a essa data. Muita gente, muito barulho, muito sem graça. Tem quem goste e cada um faz o que tem vontade. Prefiro pular o carnaval correndo. Aproveitei o feriado de carnaval para correr todos os cinco dias, de sábado a quarta-feira. Seria o meu carnarun. Estava programado e definido. Colocar em prática não haveria de ser das coisas mais complicadas. Quase nem gosto de correr. Usei o carnaval como pretexto e continuei meus treinos normais.

Sábado, voltei a correr mais de 10 km em percurso com subidas e descidas. Deu pouco mais 14 km. No domingo, um treino em trilhas, praia e asfalto na Barra da Lagoa com os Loucos por Corridas. Na segunda, o objetivo era voltar a correr por bastante tempo. Corri 2 horas, quase 20 km, e ficou de bom tamanho.. Terça, outro treino na Barra da Lagoa, com o mesmo pessoal de domingo. E, hoje, quarta-feira, último dia de carnarun, uma rodagem leve já pensando nos treinos seguintes. Mais uns 12 km e tanto para completar 66,10 km nesses cinco dias.

Assim foi meu carnaval. Talvez um dos melhores dos últimos tempos. Correndo todos os dias, sozinho, com os amigos, suando no calor de 33ºC, quase morrendo, e tomando, vejam só, até banho de mar. Domingo próximo tenho minha primeira corrida do ano, primeiro teste em que vou correr forte. Quero ver em qual nível de lentidão estou, depois de tantos treinos de rodagens leves e quase nenhum tiro. Baseado nos meus treinos despreocupados com ritmo, percebo que correr não é o problema. Talvez ainda falte velocidade.

Para terminar, não se esqueçam da vaquinha do POR FALAR EM CORRIDA. A vaquinha muge por sua contribuição! Clique na imagem e faça uma vaca feliz.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Janeiro à base de prova

Meus treinos de base seguem firmes e volumosos e ainda vão invadir o começo de fevereiro. Por enquanto, fica só a vontade de participar das corridas. Um dado interessante é que desde que me tornei frequentador assíduo das corridas, o último mês que não participei de nenhuma foi em janeiro de 2011. E antes disso, em maio de 2010. Vejam o ineditismo da coisa. De fevereiro de 2011 a dezembro de 2012, sempre participei, no mínimo, de uma corrida por mês. Mudanças de hábito, treinamento, com alguma contribuição da parte financeira.

Janeiro vai ter seu último dia amanhã e já posso afirmar sem medo de errar: foi um mês sem corridas, totalmente dedicado ao treinamento de base. Rodei centenas de quilômetros em janeiro, conforme mostra a imagem acima. Período de treinos leves e constantes. O objetivo era fechar o mês com 300 km ou mais. Ainda não sei se vai dar certo. Um BRIOSO BRIOCHE de SALSICHA causou um desacordo estomacal. Estragou o treino de terça-feira e prejudicou o de hoje. Faltam 8 km e mais um dia. Se o corpo deixar, tento chegar nos 300 km.

No último sábado, aconteceu a Night Run Costão do Santinho. Não pude ir ao local ver a corrida, talvez trotar pelo percurso e conferir a organização e estrutura do evento. Fiz, então, um treino de manhã na Praia da Pinheira, continuando o período de base, assunto que foi abordado no POR FALAR EM CORRIDA #14 (OUÇAM!), e, no domingo, um longuinho de quase 19 km passeando pelas ruas da cidade. Continuo correndo. Em fevereiro, alguns intervalados e treinos de ritmo vão aparecer. E a primeira corrida do ano também.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Um dia de treino


Corrida no sábado e treino no domingo. Treino com o pessoal do Loucos por Corridas. Treino longo, previamente marcado pelo Facebook. O local de encontro seria a Beira Mar Continental, no Estreito, Florianópolis (localizando para caso alguém lendo esse texto seja de fora). Como não moro tão longe da Beira Mar (pouco mais de 8 km), decidi ir correndo para lá, enfrentando as subidas que tem no caminho e mantendo um ritmo constante.
 

Da Beira Mar, partimos todos juntos, mas com objetivos diferentes. Fiz 5 km e voltei. Fechei em 10 km. Faltava ainda voltar para casa correndo. Voltei, sob o sol do meio-dia. Primeiro dia do mês de julho e calor de janeiro. Foi sofrido, mas enfrentei as subidas da volta e fiz um ritmo bom. Fechei o domingo com 26,20 km. Gostei muito da quilometragem do fim de semana. Somando com os quase 7 km do dia anterior, corri 32,92 km.
 

Posso dizer que foi um treino excelente, com ótimas companhias. Diversão em forma de treino, correndo. Não podia ser melhor. Fiz um longão intervalado, que acabou sendo o meu último treino mais pesado antes da maratona. No meu planejamento, não pretendia fazer mais um treino longo, mas surgiu a oportunidade e não me arrependo. Corri, cansei, suei, me diverti e valeu muito a pena. Treinos em grupo podem ser tão bons quanto treinos solitários.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O melhor recorde de todos os tempos da última semana

Por esses dias escrevi que tinha, finalmente, feito um tempo bom nos 5 km. O que não escrevi é que, pouco mais de uma semana depois, melhorei meu tempo nos 10 km. Corri 10 km em 49:46, ou seja, sub 50. O tempo que eu queria faz tempo. Aí, mais uns dias se passaram e, nos tiros de 1 km, fiz o último tiro em 4:15. Foram 3 recordes em 10 dias. 2012 parece que vai ser um ano bem promissor, no que diz respeito às corridas.

Desde o ano passado eu tinha vontade de melhorar o tempo, fazer esse pace sub 5:00 min/km, tanto nos 5 quanto nos 10 km. Talvez eu ainda não estivesse preparado. Talvez até tenha me precipitado em querer algo tão imediato. Tem que dar tempo pro tempo melhorar. Os treinos começaram a render mesmo a partir de novembro. Senti isso, queria fechar 2011 com os novos recordes, mas não foi possível.

Entendi depois que pouco importava se fizesse o recorde em 2011 ou 2012. Estava fazendo o que precisava: treinando. E notei que, aos poucos, estava conseguindo manter um ritmo mais forte e constante. A Night Run foi prova disso. De repente, consegui fazer 5 km em 24:00 e 10 km em 49:46. No dia que fiz os 10 km abaixo de 50, fechei os 5 km em 24:37, o que me dá a certeza de que meus futuros tempos nos 5 km serão abaixo de 25 minutos.

Quando do recorde dos 10 km, comecei forte e depois dos 5 km controlei o ritmo pra não diminuir muito. Percebi que correr abaixo de 50 é possível, mas ainda preciso melhorar alguns aspectos. No entanto, posso conseguir um sub 50 se a prova for no asfalto. Sobre o tiro de 1 km, tive a experiência de correr quase o tempo todo respirando de uma maneira diferente. Nem sentia que estava respirando. Foi muito desgastante, mas saiu um tiro a 4:15.

O próximo desafio é uma prova de 10 km, amanhã, chamado de domingo, em Navegantes toda na areia da praia. Fosse no asfalto, seria mais fácil fazer um tempo razoável. Como o percurso será só pela areia, tentarei fazer o melhor tempo possível. Fazer um sub 50 é difícil, mas não vou negar que é um sonho. Se conseguir na areia, consigo no asfalto. Sub 50 ou não, vou poder comparar com a Night Run, que também foi na areia. Corre, corre, corre!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O tempo melhorou

Dor vem, dor vai, gelo aqui, gelo ali e alguns treinos sem tantas dores. Não sei exatamente quando comecei a me dar conta que podia correr mais rápido. Talvez o Garmin tenha ajudado a controlar o ritmo. Não sei. Mesmo. Em janeiro os tempos ficaram melhores. Fiz a Night Run com pace de 5:07 min/km. Ainda não estava acreditando muito no que eu estava fazendo.

Aí vieram os treinos da semana, subi uns degraus, treinei nas dunas, subi, desci e decidi correr 5 km no domingo, pra realmente ver se era de verdade. O objetivo era fazer 5 km em menos de 25 minutos, finalmente. Algo que me incomodava um pouco desde novembro. Comecei correndo forte pra sentir até onde ia e foi... corri os 5 km em 24:00. Era verdade, corri mais rápido.

O treino de terça-feira confirmou. Foram 3 tiros de 4 km (20:58, 20:15 e 21:07). Desde que comecei a seguir uma planilha, consegui fazer apenas uma vez os 3 tiros (ano passado) e os tempos foram altos. Ou fazia dois bons e quebrava no último. Na terça, fiz um tempo bom nos 3, bem próximos. O objetivo é fazer abaixo de 20 minutos, mas chegar perto já me animou.

Estou acreditando mais no próximo passo: correr 10 km abaixo de 50 minutos. As dores estão mais leves, mas ainda estão rondando. A convivência, por enquanto, tem sido pacífica. Corro menos, os treinos são mais específicos. Está funcionando. Acho que elas não vão me abandonar tão cedo. Se não me impedirem de correr e melhorar os tempos, que assim seja. Sigo correndo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Novos recordes

Outubro e novembro foram intensos. Muitos treinos e corridas. No final de tudo, uma incomodativa dor nas fíbulas. Quase certeza que foi o impacto constante. Muito descanso na primeira metade de dezembro, alongamentos e gelo. Não sei o que funcionou, ou se foi tudo, mas o certo é que as dores sumiram. Fiz um treino leve na quinta-feira e corri no domingo. Bem tranquilo. Correr sem dores é das melhores coisas que existem.

Hoje foi o dia de retomar a planilha de treinos. Decidi que não dá pra ficar pegando leve nos treinos. Morre no treino pra morrer na corrida e ver se abaixa esse tempo. Estava esperando o expediente acabar para correr meus 4 km forte determinados. Aí, de surpresa, aparece uma centena de salgadinhos no trabalho. Comi. E comi mais um monte. Senti que meu treino seria prejudicado. Não podia dar certo depois de tanta coxinha e pastel.

Mesmo com o estômago cheio, fui correr. E me surpreendi. Uma das vantagens de ser lento é que fica mais fácil fazer tempos melhores. Fiz os 4 km em 19:54, meu recorde pessoal. Mais um recorde pessoal. Nunca fiz tantos recordes quanto nesses últimos três meses. Desde outubro, o desempenho só melhora. Devo dizer que o tempo de hoje adquiriu uma importância maior porque corri arrotando coxinha de frango. É meio nojento, mas é verdade. Seguirei treinando. O pace sub 5:00 vai chegar.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A distância já não assusta tanto

Correr, não parar de correr. Isso é vida. Não sei se já falei aqui, mas vou correr a Maratona de Santa Catarina, que vai se realizar no dia 02 de outubro desse 2011. Foi uma decisão meio repentina, um pouco estúpida e sem noção também. Afinal, venho treinando, mas não era específico pra uma maratona. A oportunidade de correr uma maratona na cidade onde moro também influenciou. Paguei o boleto da inscrição e não tem mais volta. Só me restava treinar um pouco mais, aumentar os treinos longos e ver no que vai dar. O resultado final vocês vão saber no início de outubro.

O fato é que depois de efetuado o pagamento do boleto, já fiz dois treinos longos. Antigamente, treino longo pra mim era passar dos 10 km, correr tipo uns 10,1 km. Isso era a coisa mais longa do mundo. Aí surgiu a meia maratona e o treino longo aumentou pra 15, 16 km. Ainda assim não era o que se podia chamar de looongo. Demorei, mas fiz meu primeiro treino longo. Corri quase sem parar 27 km em 3 horas. Vi que era possível. Basta um pouco de paciência, sem exigir muito do corpo, correr só por correr.

Ontem, mais um longo. Dessa vez, dando a volta ao Centro de Floripa. Pouco mais de 21 km percorridos, mas em um tempo bem razoável. Achei até que corri mais rápido do que o normal para um treino longo. Deve ter sido por correr em grupo. A vantagem de não correr sozinho é que você corre um pouco mais rápido e nem sente tanto. Posso dizer que correr 21 km tá ficando cada vez menos complicado. Não significa que as dores não apareçam logo depois do treino e no dia seguinte, mas parece que meu corpo está se acostumando com a ideia de grandes distâncias.

Não sei mais quantos treinos longos farei. O certo é que a preparação para a maratona segue seu rumo normal na anormalidade de não ter muito tempo pra treinar. Correndo essas distâncias maiores percebi que a maratona vai ser bem complicada. Não que eu achasse o contrário, mas foi, digamos, uma confirmação da teoria. Pra não dizer que tenho certeza, acredito que consiga completar a prova, só não sei em que condições e com qual tempo. O objetivo principal é se divertir correndo durante os 42 km, ou enquanto o corpo permitir. Faltam 16 dias para a maratona.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Treinando na chuva

Chega o 7 de setembro, feriado. Vem o pensamento de correr e fazer aquele super longo, visando a maratona. Aí a pessoa aqui esquece de desativar o despertador automático e acorda às 7 horas, como em todos os dias da semana que não são feriado. Foi ruim, mas acabou sendo bom. Saí pra correr e não estava chovendo, antes das 8 horas ainda.

Nem deu meia hora e a chuva começou. E não parou mais. Pensei em desistir e voltar pra casa, mas tinha que cumprir a meta que me comprometi a fazer: correr 3 horas. A chuva diminuiu. A chuva aumentou. Até parou. Ficou fraquinha. Enfim, fiquei todo molhado, mas foi o melhor dos treinos. Claro que tenho quase certeza que não sairia pra correr se tivesse chovendo.

Sair de casa logo cedo, com o tempo só nublado, foi o que melhor poderia ter acontecido. Pegar chuva no decorrer do treino é aceitável e é até bom. Começar com chuva é complicado. Durante as 3 horas, corri 27 km e descobri dores que nunca tive antes. Descobri também que correr 27 km e gastar mais de 2 mil calorias não significa emagrecer. Maratona vem aí. Se segura!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Intempéries

O tempo em Floripa está uma porcaria. Pra cada 6 dias com chuva tem 1 com sol. Essa proporção não é a ideal. Me tornei, praticamente, um atleta de fim de semana. Durante a semana, as noites são de vento ou chuva. Sobram os sábados e domingos, quando sobram. No último sábado, dei sorte. Tempo nublado, sem vento, adequado para a prática do desporto da corrida. Saí de casa com o objetivo de correr o máximo possível.

Fui para um lado, voltei, fui pro outro, subi vários morros, desci vários outros e, no final de tudo, corri 18 km em pouco mais de 2 horas. O tempo foi até alto, mas não tava muito preocupado com essa parte. Queria erra correr bastante. Os morros do caminho também contribuiram para o tempo elevado. A pior parte foi ter esquecido de levar a minha garrafa de água. Nos últimos 2 km, estava com a boca seca, querendo qualquer gota mínima de água.

Esse treino foi bom para subir morros. No atual momento, não tenho mais pavor dos morros. Quando vejo algum, logo penso, como se fosse uma narração do Galvão Bueno, "pra cima deles!". E me largo no aclive. Prefiro subir do que descer. Meus joelhos reclamam mais na descida. O próximo treino será somente em terreno plano. Quero correr até definhar, o que deve dar, devido ao tempo parado, algo em torno de 10 km.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A difícil decisão de escolher o dia de treinar

Sou uma contradição constante. Se olhar meus posts de meses atrás, de certeza que vai ter um dizendo que correr com vento é uma porcaria e com chuva é bom. Agora já penso diferente. E nem sei se isso realmente é bom. Comecei a treinar com mais frequência. Significa, portanto, que dias de vento, chuva e frio são quase a mesma coisa. Se tem treino em dias assim, tenho que sair pra treinar.

Obviamente, é muito melhor correr com um tempo razoável. Mas nada pode ser feito se o tempo não colabora. Eventualmente dou sorte ao escolher os dias de treinos. Corri na terça-feira e a temperatura e o vento estavam ideias, sendo que estamos no inverno. Hoje, quarta-feira, tem muito mais vento, o que torna tudo mais difícil, desde sair de casa até treinar no esforço máximo.

Com muito vento, muito frio, o treino não rende a mesma coisa. De qualquer forma, sair pra rua e correr é necessário. Pode não ser o melhor dos treinos, mas ainda assim é um treino e, na verdade, é o que importa. Ainda prefiro correr com chuva do que com vento, mas a chuva não pode ser intensa, senão complica tudo. Dos ventos, o que praticamente impede de sair de casa é o vento sul.

Dito todas essas coisas, a conclusão é a seguinte: tem que sair pra correr. Se tudo conspirar a favor, o treino é na melhor das temperaturas. Se tudo der errado, é capaz de ter uma ventania e começar a chover de forma ignorante. Rotina e disciplina são fundamentais para encarar os dias adversos do inverno. Confesso que ainda estou me adaptando a essa situação dos treinos no inverno.

A adaptação é lenta, mas estou bem melhor do que nos anos anteriores. 2011 é o meu melhor ano de treinos e corridas desde que comecei a correr lá em 2008. Os resultados aparecem e não me fazem desistir ou escapar do treino. A motivação só cresce. Já corri uma meia maratona, mas não é o suficiente. Preciso melhorar o tempo, ser mais rápido. Eis o que me motiva mais que todo o resto.

domingo, 17 de abril de 2011

Mole, mole, mole

Quem mora em Florianópolis ou arredores precisa conhecer, nem que seja uma vez na vida, as paisagens e trilhas que a cidade oferece. Ontem, havia um treino na Praia Mole. Corrida na areia mole, fofa, da praia e nas trilhas e morros. Tudo muito cansativo, demorado, mas prazeroso. É algo que você faz e não se arrepende. Até pensa em fazer de novo. Só fica na dúvida se vai querer subir aquelas trilhas de novo. Sabe que o resultado final e os visuais são totalmente satisfatórios, valem a pena, mas sabe também que cansa demais.
O dia começou pouco depois das 6 da manhã, acordar cedo pra correr, na praia, não é tão ruim quanto alguns podem pensar. Trânsito em Floripa é tranquilo e foi rápido pra chegar ao local. Todos alongam e saímos pra correr pela areia da praia. O nome da Praia Mole não é mole à toa, me disseram depois. Areia muito fofa, terrível pra correr. É um ótimo treino, cansa bastante. Foi quase 1 km de sofrimento sob o sol. Depois, trilha, Praia da Galheta, mais trilha, morros, mato, pedras e troncos no caminho. Trajeto deveras complicado.
Correr nesse tipo de terreno é bem complicado. Você começa a correr e, de repente, tem uma pedra no meio do caminho, um tronco saindo do chão, no tamanho certo pra encaixar no teu pé e te fazer cair no chão. No meu caso, trilhas estreitas condicionam meu calcanhar a bater no meu tornozelo. Sou desajeitado, mas não é pra tanto, só acontece nas trilhas muito apertadas. Sempre que a pessoa pensa em começar a correr aparece um obstáculo, que não se faz de rogado pra te derrubar. Aliás, quase torci o tornozelo umas 58 vezes. Felizmente, ficou no quase.
A pior parte dos treinos em trilha é sempre o tornozelo. Durante e depois é o que mais sofre. Faz parte. O visual das praias compensa. As fotos do post estão aí pra provar isso. Coisa bem linda. Se pra ir foi difícil, pra voltar não foi muito diferente. O sobe e desce só inverteu. O caminho seria um pouco pior porque o sol estava mais forte. Passando novamente pela Praia da Galheta, lá estava um homem nu. Nada mais normal. E totalmente desagradável.
Voltar e saber que ainda tinha 1 km de areia mole da Praia Mole não é muito animador. Fui correndo e andando, andando e correndo. Ainda bem que não vou fazer esse percurso no Mountain Do. Quem fizer vai sofrer um pouco. Tá na hora de eu lembrar de passar protetor solar. Não me queimei, mas é muito perceptível a diferença entre meu ombro e minhas costas. É uma camisa regata natural. No Mountain Do, no próximo sábado, lembrarei do protetor solar. Corra, acorde cedo, conheça um pouco mais das belezas naturais de Floripa. Você vai se surpreender. E vai gostar!
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