
De 3 em 3 km, o longão vai aumentando. Sábado passado, pela primeira vez desde a Maratona de Santa Catarina, corri 28 km. Um pouco mais até. Foi o treino mais longo desse período. Optei por um rota alternativa, fazendo um circuito onde não repetia as ruas, embora pegasse algumas subidas. Nas minhas contas, foram 9 subidas. Talvez mais. O objetivo do longão era rodar os primeiros 20 km confortável e progressivo, sendo que elegi os km 6, 12 e 18 para acelerar e tentar fazer um ritmo de maratona sub 4 horas.
O tempo no sábado não foi muito gentil com os corredores. Muito vento. Até acordei às 6 horas da manhã, mas cheguei a pensar em ficar na cama mais um pouco. A Maratona de Porto Alegre me convenceu do contrário. Os primeiros 5 km, com os morros do Abraão e Coqueiros e com o vento, foram mais devagar do que o pretendido. Serviu para aquecer. Depois, o ritmo até que se manteve dentro de uma normalidade. Fui levando desse jeito até o 20º km. A partir daí, dos últimos 8 km, o objetivo era rodar abaixo de 5'40''.
Não estava sentindo dores ou incômodos, mas o cansaço já estava chegando perto das minhas pernas e começando a se apresentar. Correr 20 km e não cumprir o objetivo não era cogitável. O 22º e 23º foram acima porque ainda peguei umas subidas. Ainda escapou um segundo no 26º km (5'41''), mas, no geral, a média dos últimos 8 km foi de 5'35'', o que me deixou satisfeito. Depois de 22 km e 25 km, os 28 km foram tranquilos. Talvez esteja me acostumando com o sofrimento. Talvez. Vou continuar assim que está funcionando.
