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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Maratona de Buenos Aires

Relato não tão resumido e em tópicos sobre a Maratona de Buenos Aires e minha participação.

Ruas planas e largas.
Exceto entre o km 7 e 10, mais no centro da cidade, onde as ruas são mais estreitas e havia carros estacionados.
Notei duas leves subidinhas, no km 7 e no km 35.
Percurso ideal para recordes.
Passamos por várias atrações turísticas da cidade.

Não me preparei tão bem quanto gostaria.
O maior longão foram 32 km na Maratona de Santa Catarina.
Os longões até não precisavam ser tão longos, mas os treinos do meio de semana ficaram capengas.

Corri a maratona sem relógio, na sensação de esforço.
A saga do Garmin ainda não teve fim.
Sonhava com um sub 4 horas, mas sabia ser improvável.
Foi. Terminei a maratona de 04h20'44''.
Fiz a meia em 1h59'28'', dentro do esperado. A metade final que não foi no mesmo nível.
Não foi ruim, mas podia ser melhor.

Corri sem parar até o km 30, quando fui ao banheiro.
Voltei a correr e fui até o km 35.
Até o km 29 o tempo passou incrivelmente rápido. Nem senti a prova.
Depois do km 35, intercalei corrida e caminhada até pouco antes do km 41.
Dali em diante corri até o fim.
Havia marcadores de ritmo. Vi os de 6 min/km e 6'15'' min/km.

Largada cedo, 07:30. Sem tumultos.
Tempo nublado, com leve garoa. Temperatura podia ser mais baixa, mas estava bom.
Depois de 3 horas de prova, saiu um sol forte.
Demorei 6 minutos para passar no pórtico.
A fila do banheiro me atrasou.

Em várias partes do percurso, música tocando.
Cover do Elvis Presley (não vi, mas ouvi), cover dos Beatles, dois shows de tango, cover do Michael Jackson e do Psy.
Exceto o Psy, todos até o km 15. O Psy estava no km 35.

Havia hidratação a cada 5 km.
No regulamento dizia que haveria a cada 5 até o 25º km. Depois, seria cada 2,5 km.
Não aconteceu isso. Do km 30 ao 35 e do km 35 ao 40, sem água para jogar no corpo, é complicado.
A água em Buenos Aires é MUITO RUIM. Parece soro.
Havia também frutas (bananas e laranjas) no km 21, 30 e 35.
Postos de isotônico intercalados entre os de água, geralmente uns 2 km depois.

Foram mais de 7 mil concluintes.
As provas na Argentina, acredito, ainda estão longe das dos Estados Unidos.
O que vi lá, porém, foi bem superior ao que vi nas maratonas no Brasil.
Mais população nas ruas, staffs alentando, cantando músicas, batucando.
Não havia muita gente na parte mais perto do porto.
Fora isso, sempre tinha algumas pessoas pelo percurso.
Sempre animavam quem passava.
NO TROTECITO, SOLO NO PASSITO.

Da minha parte, vou parar com as maratonas por um tempo.
O treino para a maratona é muito sofrido. Para melhorar o tempo é mais sofrido ainda.Mal treinado, só para passear e concluir, não é algo que me deixa satisfeito atualmente.
Quando houver uma próxima maratona, não sei quando, certamente não será no Brasil.
Nem precisa ser uma das Majors, sendo nos EUA e Europa já vai servir.
Esse assunto fica para bem depois.

Quero focar nas distâncias menores, começando nos 5 km e chegando na meia.
Novos recordes pessoais me interessam.
O próximo desafio, último do ano, é a Golden FOUR ASICS Brasília.
Depois, folga e recomeço de treinos em busca da felicidade.

terça-feira, 18 de junho de 2013

30ª Maratona de Porto Alegre - 03h59'41''

Juro que faria um relato mais completo do que os últimos. No entanto, rapaz de sorte que sou, perdi todas as atividades do Garmin. O touch screen já vinha com problemas. Apertei em um lugar e fui levado a outro. Por azar, era o de ELIMINAR TODAS AS ATIVIDADES. Ainda bem que tinha a opção de SIM ou NÃO. Apertei NÃO e o Garmin foi no SIM. Perdi o registro da minha melhor maratona. Logo, o relato vai ser bem simples. Aliás, se alguém souber de algum milagre para recuperar dados deletados do Garmin, avise-me.

Pois bem. Sobre a maratona em si. O planejado sempre foi chegar em Porto Alegre e fazer o sub 4 horas na maratona dita mais rápida do Brasil, praticamente toda plana. Cheguei, corri e fiz. Para quem não quiser ler tudo, o tempo foi de 3h59'41'' e consegui o desejado sub 4 horas. Fomos, eu e o Eduardo, de avião, sábado à tarde para Porto Alegre. Chegamos no aeroporto e havia staffs com plaquinhas da maratona, que nos levaram para a van da organização. A van no deixou na retirada do kit e depois no hotel. Diria que foi impecável.

A organização e tudo que envolveu o antes, durante e depois da prova foram excelentes. Nada a reclamar. Sábado à noite comemos massa (nem sei mais se isso realmente ajuda ou não, mas foi mais por rotina e manter o padrão de sempre). Domingo, era bem cedo e frio e estávamos de pé. Sem o vento da noite anterior, mas com o clima frio, coisa de 10, 11 graus. Para correr, perfeito. Até começar, nem tanto. A largada foi extremamente pontual. A dos homens foi até 5 segundos antes. Mais um ponto positivo para a organização.

Dividi a maratona em 8 partes de 5 km. Em cada parte, o objetivo era manter o pace de 5'37'', o que dá 44'56'', o popular 45 minutos. Fui fazendo as contas mentalmente e consegui ser constante até o km 34. Depois, o ritmo caiu. Dor nos dedos do pé esquerdo e cansaço acumulado nas pernas foram os fatores que identifiquei, mais a dor do que o cansaço das pernas. Ainda fechei a sétima parte abaixo do tempo, mas já sabendo que os últimos 5 km da divisão ficariam acima. E, logicamente, ainda tinha mais 2 quilômetros e 200 metros para terminar.

Nas minhas contas, sabia que o Garmin marcaria um pouco a mais. Era normal e esperado. Nunca vai ser preciso. No km 30, já havia percebido que a distância entre o apito do relógio e as placas da organização estavam distantes. Nesse momento, já comecei a olhar o meu tempo de cada quilômetro quando passava pelas marcações. Passei os 32 km com 3 horas e alguns segundos. Ainda tinha uns 59 minutos para 10 km. Seria muito tranquilo se não fossem os quilômetros finais de uma maratona. A partir do km 34, comecei a controlar ainda mais.

O ritmo caiu, mas, lembro bem, ficou entre 5'44 e 5'50''. Era acima dos 5'37'' planejados, mas abaixo da média de 6 min/km. Os segundos que ganhei até o 34º km me deram alguma margem. Então, rodando abaixo de 6 min/km, ainda tive alguns segundos para me ajudar no objetivo final. Passei o km 35, da marcação da organização, com 3h17' ou quase isso. 42 minutos em 7 km era bem possível, mas nunca esquecendo dos 200 metros finais. Já tinha percebido que ia ser no limite dos limites jamais imaginados antes da corrida começar.

Fazendo meus 5'50'' ou pouco menos por volta, fui aumentando essa margem. Passei o km 40 com 3h47', aproximadamente. Minha memória não é tão boa (até por isso uso Garmin). Sabia que não poderia caminhar um pouco para aliviar a dor chata dos dedos, nem diminuir muito o ritmo. Estava tudo contadinho. Quando a placa de 42 km foi deixada para trás, o relógio marcava 3h58' e uns segundos indesejados. Eram quase 200 metros. Em treino de tiro é fácil, na maratona não. Acelerei o que deu, controlando o relógio, até perceber faria o sub 4 horas.

O tempo bruto foi de 4h01'39''. No líquido, bem controladinho que estava, foi no limite: 3h59'41''. No fim, pensando bem, nem precisava ter acelerado na reta final. Porém, nunca é bom contar com o ovo na cloaca da galinha. No Garmin deu 38 segundos. Deve ter a ver com o fato de eu ter demorado para ligá-lo na largada. 42,195 metros depois, o novo recorde apareceu. E SUB 4 HORAS. O recorde já estava batido, não teria problemas com ele, mas um recorde de quatro horas e um segundo me deixaria bem decepcionado. Felizmente, deu tudo certo.

Imagina se eu tivesse as parciais do Garmin, o textão que ficaria. Sem informações precisas, acabei exagerando nas letrinas. Bom, para finalizar. No km 25, perdi uns 50 segundos no banheiro, fazendo xixi. A bexiga estava cheia e incomodando desde o 9º km. Não atrapalhou no ritmo, mas no psicológico. Até tentei fazer nas calças mesmo, correndo, mas não saiu nada. Descobri que não consigo fazer xixi ao mesmo tempo que corro. Nem com a bexiga cheia. O km 25 foi meu quilômetro mais devagar e único acima de 6 (6'20'') em toda a maratona.

O resumo de tudo é: exceto nos 50 segundos que parei para urinar, corri o tempo todo e não teria nenhum quilômetro acima de 6 min/km se não fosse a parada no banheiro. O sub 4 horas veio. Fiquei MUITO contente e até meio emocionado. Os treinos, feitos por mim mesmo, deram certo. De um jeito ou de outro, acertei em alguma coisa. Ou não fiz tanta coisa errada. Maratona é sofrida, mas eu gosto. Próximo objetivo é correr o tempo todo mesmo, sem parar no banheiro, e tentar bater o novo recorde estabelecido. Acho que uns 3h58' é bem possível.

Para não falar só de mim, antes de terminar, cabe registrar os feitos dos amigos na maratona. O Eduardo fez o sub 4 horas também (3h52'39''), o José Carlos fez uma das suas melhores maratonas com um ótimo tempo (4h11'39'') e o Eduardo Legal fez um baita tempo e seu novo recorde (3h37'29''). Miguel Nakajima, ouvinte do POR FALAR EM CORRIDA, também correu. Só não sei se o tempo dele foi o planejado. De qualquer forma, para mim parece bom (3h44'04''). Parabéns para eles e para mim. Mais informações, no POR FALAR EM CORRIDA.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Longo caminho

O ano começa e tudo está devidamente planejado. Corridas, meias, maratonas, objetivos. Tudo. Aí chega uma promoção de passagens de avião e muda tudo. Tudo. Foi assim, de repente, meio sem querer, que decidi participar da 30ª Maratona de Porto Alegre. O Eduardo trouxe a boa notícia da promoção, hesitei um pouco, mas não consegui rejeitar essa ideia. Comprei as passagens e dia 16/06 terei mais uma maratona para tentar o sub 4 horas. Por enquanto, só as passagens estão compradas. A inscrição ainda não foi feita.

Dessa vez, porém, estou fazendo um treinamento que julgo adequado. Mais adequado, penso. Fiz a base durante janeiro e boa parte de fevereiro. Incluí vários treinos de rodagens, corro quase todos os dias e tenho as devidas folgas. Os resultados estão aparecendo. A Meia de Florianópolis foi sub 1h45'. Os treinos de tiro estavam muito bem. E, nas últimas duas semanas, rodei 22 km e 25 km sem sentir tanta dificuldade. O próximo passo é fazer 28 km e ver se o corpo aguenta o ritmo. Esse sub 4 horas não vai ser fácil.

O treino de 25 km, o último longo que fiz, e mais longo do ano até agora, foi tranquilo. Comecei em ritmo confortável nos primeiros 9 km e tentei manter abaixo de 5'40'' min/km depois. Por que 5'40''? Porque é a média que vai garantir o sub 4 horas na maratona, mesmo com as marcações a mais do GPS. O mais legal foi ter fechado a média geral do treino em 5'41''. Acho até que exagerei em alguns quilômetros, indo mais rápido do que deveria, mas estava me sentindo bem. Quero ver o que acontece no treino de 28 km, o que vai doer. Seguimos treinando.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Maratona de Santa Catarina

A vontade de escrever esse texto é quase nenhuma, mas vamos lá. Chegou o dia da 100ª corrida. A Maratona de Santa Catarina. Nunca me preparei e corri tanto antes de uma maratona. Corri 351,55 km entre o dia depois da Maratona de Blumenau e o dia anterior à Maratona de Santa Catarina (13/08/2012 a 29/09/2012). As condições deveriam ser as mais perfeitas possíveis. Nenhuma dor, nenhum incômodo, nada. Parecia que tinha tudo para dar certo. Aí chegou a manhã da quinta-feira anterior à prova e apareceu, do nada, uma dor na perna direita. Sei lá eu de onde veio, mas ficou ruim até para andar. Fiquei na esperança dessa dor sumir até o dia da maratona ou logo que começasse a correr.

Acordei domingo e senti que a dor ainda estava ali. Restava aquela torcida para a dor sumir durante a corrida. Não sumiu não. Ficou ali até o 21º km. Corri meio mancando, com dores, até a metade da prova mais ou menos. Depois, assim como veio, a dor sumiu, de repente. Eu não tinha mais dores para correr. Menos mal. Já tinha feito muito esforço até a metade da prova e não tinha mais tanta força e disposição para percorrer a metade final no ritmo pensado para a maratona. Não aconteceu nada do jeito que eu queria.

Essa dor apareceu, atrapalhou e foi embora. Não faço ideia dos motivos para ela aparecer. Depois do km 23, 24, foi uma maratona em ritmo muito lento, alternando momento de caminhadas. Já tinha perdido a vontade de tentar fazer um tempo decente. Todos meus objetivos ficaram pelo caminho antes de chegar na meia maratona. Olhava para o relógio, fazia as contas e cada vez estava mais longe. O bom é que cada passo, por mínimo que fosse, a chegada ficava mais perto. Estava longe, mas em algum momento eu ia completar.

Contei em toda a maratona com a companhia do meu primo Fernando, que teve paciência para ficar correndo comigo durante o tempo todo. Ele corre 10 km para 38 minutos. Imaginem a tortura que não deve ter sido. Foi muito legal. A maratona ficou menos chata e talvez caminhasse mais se tivesse sozinho. O km 32 da maratona passa pela Passarela do Samba, local da largada e chegada, e lá tivemos apoio da torcida e amigos. Fiquei mais animado. Até pensei em desistir ali na passarela. O tempo ia ser horrível e o sofrimento só ia aumentar.

Vontade não faltou, mas pensei que era a 100ª corrida e tinha um bolo no final. Não ia deixar de completar minha primeira corrida, ainda mais sendo ela a 100ª. Demoramos mais ou menos 1h25' para fazer os 12 km finais. Calculem aí e vejam em quanto ficou o pace. Para piorar, depois do km 37, tinha o retorno pela Via Expressa Sul. E MUITO VENTO. MUITO. Contra. Foi difícil. O túnel que daria para a Passarela do Samba não chegava nunca. Correndo em ritmo lento e andando, fui me aproximando do túnel.

Finalmente cheguei. O tempo? 4h57'09'', o pior da minha vida. Não me orgulho em nada desse tempo. No Rio e em Blumenau, com diferentes estratégias, fiz 4h16'. Essas quase 5 horas não estavam nos meus planos, não gostei, mas foi o que deu para fazer. Mesmo com tudo isso de ruim, foi legal por ser em Floripa, com vários amigos correndo, sofrendo e completando a maratona e tantos outros na torcida e provas de 5 e 10 km.

Mais abaixo tem umas fotos e o vídeo da chegada. Aliás, outro motivo para terminar a maratona era a chegada. Eu e o Fernando combinamos de dançar Gangnam Style. Então eu PRECISAVA chegar porque a melhor parte e mais divertida da maratona era o final. Ano que vem tento de novo. Espero que sem dores inesperadas.

  

O BOLO

CHEGAMOS

MELHOR FOTO

AMIGOS (alguns dos tantos que estiveram lá)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

3 em 84

Impossível eu sabia que não era. Já vi e li relatos de gente que corre mais maratonas em um período menor e em menos tempo. Recomendável talvez não seja também, mas este ano era o meu ano de maratonas. Decidi em janeiro correr a Maratona do Rio. Pensava no sub 4 horas lá, mas era tudo muito bonito para eu me preocupar com tempo. Do jeito que deu, fiz 4h16'21''. O próximo desafio era a Maratona de Santa Catarina.

Aí, não mais que de repente, vi a Maratona de Blumenau surgir e decidi correr. Lá a tática foi mais kamikaze, um teste que não deu certo. Morri depois do km 28 e aprendi como não se deve iniciar uma maratona. O tempo final ainda ficou em 4h16'47'', quase saindo um recorde pessoal. Pena que realmente não dava para forçar mais. Uma maratona a passeio e a outra quebrando. Sobrou para a Maratona de Santa Catarina.

Maratona do Rio em 08/07. Maratona de Blumenau em 12/08, 35 dias depois. E, agora, Maratona de Santa Catarina em 30/09, 49 dias depois. Assim, chego no título do post: 3 maratonas em 84 dias. Fora toda a preparação anterior para a Maratona do Rio. Ou seja, fiquei boa parte do ano vivendo em função de maratona. Estou aliviado que os treinos terminaram. Falta correr só mais 42 km. Maratona de novo só ano que vem.

Para essa última maratona do ano, quarta no total, decidi ir sem objetivos de tempo. O que eu realmente quero é não andar. Ou andar o mínimo do mínimo possível. Vou largar em um ritmo confortável para que tenha gás no final. O tempo será irrelevante, embora um recorde pessoal seja bem-vindo. Um sub 4 também, mas esse é bem difícil. Vou correr e me divertir, esperando terminar muito bem mais uma maratona (a 100ª corrida da minha vida).

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

24ª Maratona de Blumenau

Mais uma maratona no caminho. Destino: Blumenau. Fui. Fomos, na verdade. Eu, Renato, Eduardo e Leila para correr e Marta e Egomar, que pegou os kits e nos ajudou durante a corrida, na equipe de apoio. Novamente, acordei cedo, às 3:30 da manhã. Toda a rotina pré-prova feita, saímos de madrugada rumo a Itajaí. Fomos os primeiros a chegar, tanto é que pensamos que estávamos no lugar errado. Com o tempo, todos os corredores foram chegando nos ônibus. Ainda antes das 7 horas largamos para a longa jornada.

Decidi tentar correr junto com o Eduardo e o Renato. Não sou tão rápido quanto eles, mas na maratona, logo no início, talvez o ritmo fosse razoável para seguir. Consegui acompanhá-los até o km 7. Depois, percebi que cometi um erro. Esses 7 km em 37:47 foram muito abaixo do que eu pretendia. Como era início de corrida, não senti nada, estava até bem. Só que, a partir do 8º km, não consegui manter o ritmo e voltei ao que eu pretendia originalmente.

No meu ritmo, corri do km 8 ao 25, com paces variando entre 5:30 e 5:40. Por volta do km 18, acompanhei um corredor e mantive o ritmo que estava começando a cair. Na chegada do km 21, um outro corredor veio mais rápido e fui junto com ele. O ritmo voltou a ficar estável. O problema é que ali no 24º já senti umas dores indesejáveis na perna. Tive certeza que o começo forte estava cobrando o preço. Quando cheguei na placa de 25 km, caminhei para tomar água e gel. Foi bom para descansar um pouco.

Talvez não tivesse alternativa, mas depois dessa parada não consegui mais correr em um ritmo bom. Ainda tentei correr como antes, mas não teve jeito. O pace caiu e ficou rondando os 6 min/km. Até o km 28, mantive uma certa constância, ainda que lenta. Mais à frente surgiu uma pequena subida. Não haveria de ser nada, se já não fosse o 29º km. Ali, com as dores e impossibilidade de manter um ritmo de corrida, decidi fazer um fartlek na maratona.

O percurso teve mudanças de última hora e algumas subidas foram adicionadas. Subidas indesejadas, ainda mais depois dos 30 km. No meu fartlek maratonístico, corria 1'30'' e andava 30''. Tentei manter assim até onde fosse possível, acelerando um pouco mais na parte de corrida. Até o km 35, o ritmo caiu, ficou ruim, mas ainda estava abaixo dos 7 min/km. Nessas subidas e descidas e corridas e caminhadas, passei por um bar e me ofereceram um Coca-Cola. Recusei, obviamente. Se fosse água, talvez aceitasse.

Nessa parte nova do percurso, precisávamos fazer um retorno. Ou seja, eu podia ver em que ponto e como estavam meus amigos maratonistas. Ninguém parecia muito bem. Eu também não estava. Compreensível. A partir do km 36, enfrentei a pior subida, do viaduto, que era em curva. Ali, caminhei demais. Não tinha mais muitas forças. Correr por mais de 2 minutos seguidos era impossível. Quebrei. Mais ainda: morri. A cada vez que olhava para o relógio via meus objetivos se despedindo. Primeiro o sub 4 horas. Depois o sub 4h12'.

Felizmente, cada passo a mais era um pouco menos de distância a percorrer. Foi sofrido. Aquele começo me prejudicou. Lição aprendida para a próxima maratona. Faltou perna, só não faltou vontade de terminar. Como todos os meus objetivos ficaram pelas ruas, só tentava correr mais do que caminhar, ainda que intercalando sempre. A placa de 40 km foi uma das melhores visões que eu tive. Até tentei me animar e correr os últimos 2 km sem parar, mas não dava mais.

Entre corridas e caminhadas, quebradas e morridas, cheguei com 4:16:47, 34 segundos a mais do que no Rio de Janeiro. Não foi a maratona dos meus sonhos, nem o resultado e o desempenho que eu queria, passou longe disso, mas foi o que deu para fazer. Das maratonas que eu fiz, foi a que cheguei mais destruído. No fim de tudo, o importante é que terminei. Erros e acertos serão analisados para que a Maratona de Santa Catarina, em 30/09, seja a melhor das maratonas.

Meus amigos maratonistas concluíram a prova com sucesso. Cansados, como sempre há de acontecer em uma maratona, mas felizes. Passando a linha de chegada, recebemos essa medalha aí de cima. Vou dizer que deu até um desânimo saber que corri 42 km para receber uma medalhinha desse. Não condiz com uma maratona. Por outro lado, a hidratação estava perfeita. Se não houvesse a mudança de última hora, o percuso seria realmente plano e perfeito para recordes. Vamos ver se na Maratona de Santa Catarina sai coisa melhor.

Curiosidades curiosas. Dividi a prova em 6 partes de 7 km, pretendendo correr cada parte em até 40 minutos. Assim, podia imaginar o sub 4 horas. Fui bem até a 4ª parte, ou 28º km. Depois, os piores 14 km da minha vida. Outra: corri toda a maratona e pela primeira vez não fui ao banheiro. Quase 5 horas praticamente. Agora eu sei que aguento. Mais uma, e a última: corri os 30 km da maratona em 2:50:01. Ritmo bom, de sub 4 horas. Para ter ideia de como foi ruim o final, fiz 12 km em 1:26:46 (vergonhosos 7:14 min/km).

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Maratona do Rio de Janeiro

(O texto a seguir é extenso. Aqui vai um resumo, caso você não queira ler tudo: cheguei ao Rio de Janeiro sexta à tarde/noite. Passeei o sábado todo, das 9 às 18 horas, conhecendo alguns pontos turísticos do Rio.Ccaminhei muito, chegou a doer a sola do pé. Ideal para quem ia correr uma maratona no dia seguinte. Acordei bem cedo no domingo e fui para a largada. Fui bem até o km 26. Do km 27 ao 31 passei os piores momentos, quando me deparei com a pior subida do percurso. Depois, consegui correr em um ritmo bom, alternando com alguns momentos de caminhada para tomar água. Terminei a maratona em 4:16:13 no tempo oficial. Fiquei bastante satisfeito. Fim de resumo. O texto completo está logo abaixo.)

Decidi que 2012 seria o ano das maratonas. Ou da maratona, desde que fosse bem feita. A primeira, demorando quase 5 horas, sem treinar tanto, ainda me incomodava. Eu precisava correr uma maratona mais dignamente e terminar bem. Melhorar o tempo era consequência e quase uma certeza, já que fazer de novo aquele tempo era muito improvável. Já no fim de 2011 escolhi a Maratona do Rio de Janeiro. As inscrições abriram e logo me inscrevi. Janeiro mal tinha começado e eu já sabia que 8 de julho seria o dia da minha segunda maratona. Só tinha que treinar e treinar.

Janeiro começou devagar, algumas dores apareceram, parecia que não ia dar certo. Fevereiro não foi tão bom, mas a partir de março tudo começou a melhorar. Evolução nítida. Acho que o sofrimento dos dois primeiros meses foi necessário para o treinamento deslanchar. Ou não. Talvez eu tenha feito alguma coisa errada e só fui consertar no terceiro mês do ano. Não sei. O importante é que deu certo. Por linhas meio tortas, mas deu. Incluí na preparação 3 meias maratonas. Em cada uma delas fiz meu recorde pessoal. Além disso, comecei a correr com pace abaixo de 5:00 min/km.

Essa mudança de ritmo nas provas se deu no fim de abril. Um presente de aniversário atrasado, possivelmente. Desde esse momento até a Maratona do Rio, só duas meias e a maratona tiveram pace acime de 5 minutos. Bati meus recordes em todas as distâncias possíveis em que houve corrida. 5, 10, 12, 7, 8, 9, tudo, cada corrida era um recorde novo e a sensação de que estava no caminho certo. Não parecia a preparação ideal, mas estava funcionando. Foram 19 corridas no ano até chegar na Maratona do Rio. E vários treinos longos. Muito mais do que eu havia feito em 2011 antes da Maratona de SC.

O dia se aproximava cada vez mais. Sexta-feira chegou, faltavam dois dias. Viajei para o Rio. De avião. Com conexão, que rima com promoção. Cheguei no Rio. Sexta foi de pizza e descanso. Sábado, um passeio durante todo o dia, andando muito. A sola do pé doeu e a tira do chinelo fez machucados nos meus dois pés. Era uma situação bem interessante para quem correria 42 km no dia seguinte. Dizem que você deve descansar no dia anterior à prova e se alimentar bem. Meio sem querer querendo, fiz o oposto.

Domingo, acordo às 4 da manhã. Alimentação é feita no quarto mesmo, com a comida comprada no dia anterior no mercado. Descendo, descobri que tinha café antes das 6 da manhã, diferentemente do que o cara da recepção havia me informado. Poderia ter comido mais tranquilo e melhor. Saímos, eu o Marcelo, 5 horas rumo ao ônibus da organização que nos levaria para a largada. Conhecedores das distâncias da cidade (não), estávamos na dúvida se iríamos a pé ou de táxi até os ônibus.

Não conseguimos nenhum táxi e fomos a pé mesmo. Nem demorou tanto. 20 minutos ou perto disso. Entramos no ônibus. Depois de pouco mais de 1h30', chegamos no local da largada. Tinha bastante trânsito e o relógio marcava 7:15 quando desembarcamos. Só deu tempo de enfrentar a fila do banheiro. A largada se aproximava. Acredito que alguns corredores chegaram já com alguns minutos de prova. A anunciada e esperada chuva veio no domingo, para meu alívio.

Era uma chuva fina, que ia e voltava. Havia ainda um pouco de vento. Nesses momentos de vento e chuva, lembrei de alguns treinos em Floripa. O bom mesmo é que o sol não apareceu. Penso que seria impossível ter um rendimento razoável se no domingo a temperatura fosse igual sábado. Mesmo com os termômetros marcando entre 17 e 20º C, não sentia frio. No Rio de Janeiro, o frio quase não existe. Foi dada a largada e a chuva estava bem fraca. Saímos na direção oposta do percurso para fazer 1,5 km antes de retornar e seguir rumo ao Aterro do Flamengo.

O problema é que essa chuva inconstante gerou poças ao longo de boa parte do percurso. Pode chamar de frescura, mas não ia molhar o tênis logo no primeiro quilômetro da corrida. Ainda teria mais 41 e vai correr de tênis molhado para ver que agradável. Meu objetivo não era ganhar a prova, era só terminar bem, não tinha motivos para correr feito um louco e passar em todas as poças de água do caminho. Muita gente não se importava com a água. Nem com os outros em volta. Fui desviando e tentando não atrapalhar quem vinha atrás.

Como foi anunciado neste blog, corri com os alertas do Garmin desligados. Saí em um ritmo que não sabia qual era e continuei correndo sem informação. A única noção do tempo que eu tinha no começo era do relógio que a organização da prova disponibilizava a cada 5 km. Olhei o relógio da prova o tempo do meu Garmin e calculei meio por cima e dava uns 2 minutos de diferença. A parte boa de correr sem os alertas é que eu olhava aleatoriamente para o relógio e não tinha muita noção do tempo que eu iria fazer. Não estava a fim de fazer contas no meio da maratona.

Comecei a prova muito bem, com o ritmo variando entre 5:30 e 5:51 até o 22º km. A única exceção foi um 5:57 no 10º km, quando tive que ir no mato esvaziar a bexiga. Voltei muito mais leve e perdi, no máximo, 30 segundos, acho que nem isso. No 23º km, passei pelo primeiro túnel e o Garmin ficou doido. Perdeu o sinal do satélite. Achei o túnel meio abafado e até senti que diminuí o ritmo, mas não a ponto de marcar 8:19. Lembro muito bem que tentei acompanhar um corredora e consegui. Esses 8:19 são muito mentirosos. Enfim, pouco importa para o tempo final.

Eu nunca tinha ido ao Rio de Janeiro, não conhecia nada da cidade e do percurso. Sabia de duas pequenas subidas pelas informações do site da prova. Não sei se vocês conhecem (deveriam), mas saibam que a parte entre a largada, no Recreio dos Bandeirantes, e onde começa a meia, na Barra da Tijuca, é a mais monótona da maratona. Parece que a gente tá sempre correndo no mesmo lugar. Não muda. É muito bonito, sem dúvida, mas até chegar no primeiro túnel, que nos levaria até São Conrado, demora.

Tentei manter o ritmo como estava, só na sensação de esforço, mas só consegui fazer isso até o km 26. A partir do km 27 começava a subida da Niemeyer e eu senti o cansaço. Talvez tenha sido um erro, mas me peguei olhando para o Garmin várias vezes e via que o ritmo de momento oscilava entre 6:30 e 7:00. Desanimou. Foi um erro, certamente, mas na hora não deu para evitar. A paisagem era bonita, mas fiquei tentado a olhar para o relógio e não resisti. O ritmo caiu, mas continuei correndo. Lerdo, devagar, mas sem parar.

A certeza já não é tanta, mas acho que foi pelo km 29 que eu vi o posto de distribuição de Gatorade e não hesitei: peguei dois saquinhos e comecei a caminhar, pela primeira vez na corrida, até tomar ambos. O mais legal é que o pace não passou de 7 minutos. Quando decidi correr de novo, veio a descida que havia de ter depois de subir. É muito pior descer do que subir, ainda mais depois de 29 km. Quando estava entrando no Leblon, passei pela placa dos 30 km, mas o relógio da organização estava fora do ar, talvez por causa da chuva.

Precisei olhar para o Garmin para conferir como estava o tempo depois daquela subida e aqueles paces na estratosfera. Deu pouco mais de 3 horas e o sub 4 horas já era bem impossível, mas fazer sub 4h12' era viável, mas precisaria manter o ritmo, o que já não era tão fácil. Entrei no Leblon e veio um vento contra, daqueles de fazer lembrar a Beira Mar nos piores dias. Um pouco à frente, mais por desencargo psicológico, aproveitei um banheiro químico e esvaziei a bexiga nem tão cheia pela segunda vez. Fato é que fiquei mais leve para correr os últimos 11 km.

Os quilômetros 32 a 34 foram acima de 6, mas no momento da prova parecia bem mais alto. Passei por Leblon e cheguei ao fim de Ipanema. 34 km tinham ficado para trás. Faltavam apenas 8 km. Quase nada. Quase muito. Começou a chover de novo e eu olhei para o Garmin, vi aquele pace acima de 6 minutos e me indignei com a minha lerdeza. Não podia estar tão devagar assim. Treinei pra terminar bem e não sofrer. Agora faltava muito pouco. Decidi acelerar mais e buscar os paces abaixo de 6 minutos, para me sentir bem comigo.

Claro que depois de 34 km, você faz o maior esforço do mundo, acha que está a 5:20 e está a 5:40, mas o que importa é que fiz 5:40 (35º km), 5:44 (36º km) e 5:40 (37º km). Esqueci de mencionar que lá no km 35, entrada de Copacabana, havia bergamotas (mexiricas) e bananas à disposição. Nada peguei, já que não consigo comer enquanto corro, mas achei legal essa iniciativa. Voltando ao final, no km 38 apareceu um posto de água e, satisfeito com os 3 quilômetros anteriores, peguei dois copinhos e andei até fazer uso deles.

No km 39, voltei a acelerar. Um corredor desconhecido me viu e disse "vamos Loucos por Corridas, falta pouco. Começasse a correr agora? Nem tá suado.". Só consegui dizer "vamos". Ele ainda completou "vamos, me puxa, vamos". Extenuado e cansado, tentei. Fiz o km 39 na companhia desse corredor em 5:38, mas olhei o pace e estava a 5:15/5:20 em alguns instantes. Era insano demais depois de tantos quilômetros. Ele não me deixava desacelerar e eu já não queria aguentar mais aquele ritmo. Estava torcendo por um posto de água.

Não foi um posto de água. Foi um de Gatorade, mas servia igual. Aproveitei que ele incentivava todo mundo e deu atenção a outros corredores, fui para o lado, peguei dois saquinhos e andei até tomar o isotônico. Era o último descanso. Vocês podem pensar que essas duas paradas para caminhar no fim foram de preguiça e tal. Pode até ser. Não nego que dava um refresco, mas meus dedos do pé esquerdo estavam doendo muito. Eles nem se flexionavam mais. Essas caminhadas aliviavam a dor e me fazia correr melhor por mais alguns minutos.

A dor diminuía e eu contivuava. Decidi, no entanto, não parar mais a partir daquela parada no km 40. E assim fiz. Acelerando de novo, 5:57 no 41º km e 5:36 no 42º km. Os dedos até começaram a incomodar, mas ali eles já não iam mais me atrapalhar a ponto de andar. É aquela coisa: no final da prova, as dores vão sumindo. Depois da linha de chegada elas voltam duas vezes mais forte, mas não tem problema. Ver a placa de 41 e 42 km me animou muito. Os últimos metros pelo Aterro do Flamengo foram só de felicidade.

O número de pessoas em volta aumentava a cada metro percorrido. Começava a ver as tendas das dezenas de assessorias. Mais um pouco e via as grades que levavam até a chegada. Nesses metros finais nem me importei com nada. Tentei fazer meu único pace abaixo de 5 minutos na prova. Foram poucos metros, mas corri a 4:52 e cheguei bem e inteiro, na medida do possível. Parei o Garmin e estava lá: 4:16:21. Era o tempo que eu queria? Não. Eu estava preocupado com isso? Nem um pouco. Foi a prova que deu para fazer, sem muitas pretensões, em um local totalmente novo.

Mais tarde, descobri que o tempo líquido da prova foi de 4:16:13 e o bruto de 4:19:01. A classifição até saiu, mas devido à chuva parece que alguns chips tiveram problemas e ainda não sei direito como fiquei. Na verdade, pouco importa. É meramente estatístico. O que importa mesmo é que eu completei minha segunda maratona. Melhorei o tempo em 38 minutos, embora a primeira maratona tenha sido de supetão e meio sem preparo (não recomendo). Esse de agora fui mais preparado, mas ainda dava para ter feito mais treinos.

No fim de tudo, os treinos que foram realizados serviram para que eu chegasse ao fim da maratona só com as dores normais da prova. Nada além. O problema maior do pós-prova foi que as pernas assaram (acho que por causa da chuva e do shorts molhado). Fora isso, só dores na coxa, que começaram de forma mais intensa na segunda e só foram completamente embora na quinta. Ainda tenho o objetivo de fazer uma maratona sub 4 horas, mas já aprendi que nem sempre vai dar certo. É um pouco mais complicado do que 21 km. Um dia vai sair.

Por enquanto, me contento em completar bem a prova. Vamos ver se em Blumenau, dia 12 de agosto, o tempo melhora. Admiro esse pessoal que consegue correr abaixo de 4 horas. Fazer 3h30' ou menos, é um negócio muito impensável. Imagina correr 42 km com pace de 5:00 min/km? Consigo esse pace em uma meia maratona, com bastante esforço. Esse foi o relato mais longo de todos os tempos. Se você chegou até aqui, muito obrigado. Haja paciência, vontade e tempo para ler tantos parágrafos. Voltaremos.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O Rio é logo ali


Quando este texto for publicado, provavelmente estarei voando em direção ao Rio de Janeiro. Ou estarei esperando pela no aeroporto em São Paulo. Nos dois casos, o destino final é o Rio. Lá participarei da segunda maratona da minha vida. Todos os treinos foram feitos e agora é só esperar chegar a hora da largada. Não consigo não ficar ansioso. Desde quarta-feira estou pensando na corrida, no trajeto, nos 42 km, em tudo.


Depois da maratona, escreverei por aqui a respeito da prova. Espero que tudo saia como programado. O principal é correr e se divertir. Se o tempo for bom, que seja, mas não é a prioridade. Vou ao Rio de Janeiro para curtir e aproveitar. Serão três dias na cidade maravihosa. A maratona e o Fla-Flu no domingo estão garantido. O resto é surpresa, não sei onde vou nem o que vou fazer. Contarei tudo, na medida do possível, na volta.

terça-feira, 26 de junho de 2012

42 km à vista

Já estou aceitando o resultado da última meia. Não foi o que eu queria, mas foi o que deu para fazer. Buscando na minha tabela de Excel de registro de tempos, encontrei casos de quase recordes em outras distâncias, que foram igualmente decepcionantes tais qual a Meia de Floripa. Uma vez, faltaram 17 segundos para fazer o sub 25 nos 5 km. Em outra, faltaram 55 segundos para o sub 50 nos 10 km. Pouco depois, bati os recordes dessas distâncias bem batidos, com minutos sobrando. Então acho que pode acontecer a mesma coisa com os 21 km. Tomara. Espero que sim. Tem a Meia Maratona de Gaspar e Pomerode ainda este ano para tentar o sub 1h45'.

Participei de 18 provas este ano, mas nada é tão importante quanto a Maratona do Rio de Janeiro, dia 8 de julho. Fiz 3 meias este ano, com o objetivo de me preparar para a maratona. A Meia de Floripa foi a última das meias e era onde eu queria ser sub 1h45'. Não deu, mas serviu como treino longo. Aliás, além das 3 meias, fiz outros 6 treinos longos até agora. Entenda-se como longos treinos acima de 21 km. Dessa vez, estou me preparando para sofrer com mais dignidade em uma maratona. Tem tudo para dar certo. Ainda pretendo fazer um último longão. Aí é só esperar o dia da corrida chegar. Provavelmente, escreverei de novo a respeito da maratona antes de viajar.

O principal objetivo na Maratona do Rio vai ser terminar bem, somente com o desgaste e dores naturais. Correr o tempo todo durante os 42,195 metros é um desejo. Objetivo de tempo até tenho. São três, dependendo do que acontecer. Terminar a maratona abaixo de 4 horas (um sonho); se não der, terminar com um pace abaixo de 6:00 min/km, ou seja, sub 4h12'; se nem isso eu conseguir, só completar e comemorar mais uma maratona. Tenho esses objetivos, mas vou correr sem preocupação com o tempo. Tanto é que vou desligar os alertas do Garmin. Correrei só na sensação de esforço e cansaço, torcendo para que no fim veja um tempo surpreendentemente positivo no relógio da prova.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Minha maratona em números

Depois da ansiedade, euforia e felicidade da maratona, parei com mais calma para olhar meus tempos e parciais de cada quilômetro marcados pelo GPS.

10 km 1:00:55 (6:05 min/km)

20 km 1:05:21 (6:32 min/km) - Total 2:06:16

30 km 1:10:01 (7:00 min/km) - Total 3:16:17

40 km 1:22:57 (8:17 min/km) - Total 4:39:14

2.2 km 0:15:10 (6:53 min/km) - Total 4:54:24

42 km em 4:54:24 (tempo líquido. Na foto acima, da minha chegada, aparece o tempo bruto)

Quase consegui correr no tempo que planejei enquanto tentava dormir nos dias que antecediam a maratona. Dividi a corrida em 4 partes de 10 km. Queria fazer 10 km em 1:00:00, 20 km em 1:05:00, 30 km em 1:10:00, 40 km em 1:15:00 e os últimos 2,2 km do jeito que fosse possível. Desse modo, calculava terminar a prova em 4:45:00. Os últimos 10 km, como era previsto, foram os mais complicados e acrescentaram 8 minutos no meu tempo final.

O mais interessante dessas parciais é que fiz a prova toda no escuro, por assim dizer. Só liguei o aplicativo com GPS no celular e corri. Não me preocupei em ver qual era o meu tempo em cada quilômetro. O máximo que eu via, quando possível, era a distância. Meio sem querer, correndo sem saber o tempo, fiz o ritmo que pretendia. Sinal de que já estou conhecendo meu corpo. Gostei. A próxima maratona será ainda melhor.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Maratona de Santa Catarina

Foram 42 km. 4 horas, 54 minutos e 24 segundos. Aconteceu tanta coisa nesse período, antes e depois, que nem sei por onde começar, por onde acabar. Vai ser o texto mais sem sentido de todos que já escrevi. Minha primeira maratona. Quem diria? Meu sonho se tornou realidade, muito antes do que eu imaginava. Tenho a certeza que escolhi a maratona certa pra fazer minha estreia. Corri com meus primos e amigos e tive apoio da família e de vários amigos, que fiz justamente porque inventei de começar a correr. Não faltou incentivo.

Todo mundo torcendo a favor e os treinos (não muitos, é verdade) não podia dar em outra coisa. Uma prova muito difícil, talvez (quase com certeza) até pior do que nos meus pensamentos, mas concluída com sucesso. A semana anterior foi de muita expectativa e ansiedade. A noite de sábado foi a mais longa de todas. Deitei às 21 horas e ainda estava acordado quando o relógio marcava 22:30. Dormi e acordei às 01:10 da manhã. Dormi de novo, mas acordei novamente às 04:40 e fiquei esperando o despertador tocar.

Os preparativos foram normais como em todas as outras corridas. Sabia que o que estava me esperando era algo bem maior, muito maior, do que qualquer coisa que eu já tivesse feito. Pegar o chip e esperar a largada foi tranquilo. Ir duas vezes ao banheiro em 15 minutos pode ser considerado tranquilo nessa situação. O momento da largada chegou e não tinha mais volta. Já não tinha há quase um mês, lá em 06/09, quando paguei o boleto, mas naquele instante realmente não podia mais desistir. Era largar e correr.

Enfim, largamos. A largada mais esperada da minha vida. 42 km me esperavam e eu não tinha previsão nenhuma pra completar a prova. Fiz várias contas teóricas na minha cabeça nas semanas que antecederam a maratona. Nenhuma delas se confirmou. Nas minhas teorias insanas, não levei em conta o estado do meu corpo e pernas depois do km 30. Mesmo com as imprevisibilidades prevísiveis, se fosse possível, queria terminar em menos de 5 horas. Esse objetivo foi atingido.

Gel, água e Gatorade. Esse foi meu tripé para me manter durante todo o percurso. E aqui cabem elogios e mais elogias à organização da prova. Muitos postos com água e Gatorade. A cada posto, dois copos de água e um de Gatorade. Assim foi até o fim. Minha bexiga não aguentou e no km 35 precisei usar um dos banheiros. Foi a única vez que parei na prova. Das outras vezes que não corri, andei. Corri sem parar até os 27,5 km. Depois foi praticamente um treino fartlek. Andei quase 1 km, do km 36 ao 37, pra pegar fôlego e correr sem parar a partir do km 39.

Falar sobre a corrida e pace e desempenho? Não vai dar, lamento. Foram momentos inesquecíves, mas que não consigo traduzir em letrinhas para formar um texto. São coisas que vão ficar pra sempre na minha memória e, talvez, mais pra frente, consiga externar melhor. Só digo que fiz o 2º km em 5:06. Isso foi uma surpresa. Mais não falo. O desempenho é irrelevante. Completar a minha primeira maratona é muito mais importante. Talvez na próxima maratona me preocupe mais com o tempo.

A chegada. O momento mais emocionante. Na última passagem no túnel, minhas pernas tremeram, foi uma sensação muito estranha. Nem parecia que eu mandava nelas. Dentro do túnel era abafado. Nunca sair de um túnel me fez tão bem. A luz do dia, das quase 13 horas da tarde, o ar fresco, o vento, a visão dos cones apontando para a passarela, onde era a chegada. Faltava muito pouco. Nem sei direito o que fiz na hora, mas as fotos registraram. Até que agi normalmente. Deu vontade de chorar, mas consegui segurar. Melhor sorrir. E completar a tão temida, aguardada e linda maratona.

Sei lá, não vou conseguir lembrar de todo mundo que ajudou e participou dessa conquista. Agradecimentos não faltam. Pra tentar não esquecer ninguém, vamos assim então. Minha família, apesar da minha mãe achar uma loucura (de fato, ela não estava errada), meus primos corredores, Fernando e Jules (culpa deles eu ter começado a correr), a TreineBem (valeu, Robson) e todo o pessoal do Loucos por Corridas do Facebook foram importantes. Preciso também agradecer ao meu corpo, que me aguentou por 42 km. Valeu, corpo. Continuamos juntos. Mais corridas vem aí. Não vamos parar.

sábado, 1 de outubro de 2011

O (ainda) maior desafio de todos os tempos

Pouca gente deve lembrar, mas fiz um post tempo atrás, na véspera da minha primeira meia maratona. Falava a respeito do maior desafio da minha curta carreira de corredor. Uso quase o mesmo título, um pouco modificado, porque agora é que realmente vem o maior desafio de todos os tempos, sem dúvida nenhuma. Serão 42 km. Maratona. Meu sonho de quando comecei a correr.

Parecia tão longe. E, vejam só, é amanhã. Faltam menos de 12 horas pra largada. Espero que seja a primeira de algumas maratonas. Nas próximas pretendo treinar mais. Treinei, mas decidi meio em cima da hora. Posso me preparar melhor. Amanhã vai ser só pra completar, do jeito que for, e me divertir. 42 km por Floripa. Nada mal pra uma primeira maratona.

A preparação foi feita. Falta muito pouco. Quero dormir bem cedo, já que vou acordar às 5 da manhã. Pretendo dormir 8 horas, mas querer não é dormir. A ansiedade pode me atrapalhar o sono. Vou tentar. Dormindo ou não, estarei lá para a largada. Se tudo der certo, completarei a prova em até 5 horas. Ou perto disso. Maratona vem aí e nada mais importa.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A tal da ansiedade

Domingo. Esse é o dia. Essa é a data. Eis o evento: Maratona de Santa Catarina. Minha primeira maratona. A última semana foi a semana mais interminável da minha vida. Uma ansiedade que poucas vezes apareceu antes. Os dias que antecedem uma corrida sempre são tomados de certa ansiedade, mas nada comparável com essa que se faz presente em mim neste momento.

Semana longa, que não passou. Não teve nem um jogo do Grêmio no meio da semana pra me distrair. Só consegui pensar na maratona. Às vezes, nem queria, mas não tinha em mais o que pensar. Pra completar, a maratona resolveu aparecer nos meus sonhos, involuntariamente. Sinal de que alguém está esperando muito o domingo chegar.

Ainda faltam 2 dias. O que eu tinha pra treinar, foi treinado. Nada mais posso fazer. Só descansar e esperar. As horas se arrastam, mas em algum momento a largada vai chegar. Não vejo a hora disso acontecer. Espero por um tempo nublado no dia da corrida. Muito sol e chuva constante são extremos, ambos ruins. 42 km me esperam. Eu vou! E volto pra contar.
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