terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Tchau, 2011. Só falta a São Silvestre

O ano está acabando. Como passou rápido, né? Na verdade, não. Demorou o mesmo tanto de sempre. Não lembrava o que eu havia escrito sobre as corridas de 2010 e alguns planos pra 2011. Sorte que tem os arquivos do blog pra lembrar. Encontrei o que eu queria, coisas que não lembrava. Um dos posts fazia um resumo das minhas corridas de 2010. Nunca tinha corrido tanto e ganhado tantos troféus. Em 2011, queria correr todas as possíveis ou, pelo menos, o mesmo número de corridas. Pois bem, corri tudo o que apareceu pela frente. Foram 32 corridas em 2011, contra 23 em 2010. 6 troféus em 2011, um a mais do que em 2010.

No último post do ano, mencionei a São Silvestre. Vou até colar aqui tudo que escrevi. "Falando nela, na última corrida do ano, em 2011 pretendo estar lá. Quero estar. Vou estar. Já pensei muito sobre isso e defini a estratégia. Abrindo as inscrições, me inscrevo e pago. Depois de pagar não tem como voltar atrás. Ação feita, é só correr. Assim pretendo agir." Foi exatamente isso que eu fiz. Era algo tão certo na minha cabeça que não teve como fugir. As inscrições abriram dia 21 de setembro e eu me inscrevi dia 23, pagando dia 24. Depois, pensei onde ia ficar e como ia ser a viagem. Alguns telefonemas e vários emails e deu tudo certo. Vou correr no último dia do ano.

Por fim, tracei um objetivo, bem simples: correr ou estar preparado para uma meia maratona. O ano de 2011 se mostrou tão bom, tão sensacional, que eu corri 5 meias e ainda fiz 1 Mountain Do em dupla e 1 maratona. Os tempos ainda não foram do jeito que eu queria, mas adquiri resistência pra aguentar tantos quilômetros. Nada é mais tão complicado quanto era lá em junho. Em 7 meses, evoluí de maneira surpreendente. O tempo melhorou, mas dá pra melhorar ainda mais, e as distâncias aumentaram. Pra 2012, a meta é baixar os tempos. Ou seja, treinar mais e participar de menos provas. Acho difícil repetir as 32 corridas deste ano.

Não sei se de São Paulo vou conseguir atualizar o blog. Por este motivo, fiz o post agora, quatro dias antes do ano acabar. Provavelmente, o próximo post será o primeiro de 2012 e falará a respeito da São Silvestre. Talvez sobre a viagem também. Não sei. Na hora eu decido. Fiquem, portanto, com este texto. Feliz ano novo. Vamos correr!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

8ª Corrida do Natal Abraão

A corrida mais legal da qual participei. A que eu mais me diverti, sem dúvida. Começou como uma ideia proposta, lá por novembro, e que foi ganhando corpo e cada vez mais pessoas dispostas a participar. Era uma ideia genial, por assim dizer. Se vestir de Papai Noel para correr a Corrida do Natal, no Abraão, bairro de Floripa, organizada pelo Analto. Evento simples, mas bem conhecido pelos Loucos por Corridas da região. Haveria a corrida tradicional dos adultos, mas o foco principal era nas crianças.
Corrida infantil, Papai Noel (vários, aliás), balas, presentes, tudo pensando nelas. Os mais velhos correriam depois das crianças. Primeiro, quem realmente importa. E a corrida infantil foi um sucesso. Participação de muitas crianças. Muito legal. Depois da corrida delas, alinhamos para a largada, já vestidos de Papai Noel. Estávamos em 7 ou 8, ou algo perto disso. Talvez mais. Torrando no sol das 16:00. Fantasia de Papai Noel no verão já esquenta. Imagina então a fantasia mais barata que tinha na loja. Pior e mais quente tecido.
Largamos. E fomos no ritmo que dava. A intenção não era ser o mais rápido, e sim distribuir balas para as crianças no percurso. E assim foi feito. Vários Papais Noéis (?), com o saco cheio (de bala), dando balas para quem aparecesse pela frente. O melhor de tudo era a reação das crianças. Elas nos viam lá longe e saiam correndo em nossa direção. Elas veem o Papai Noel e já sabem que vem coisa boa. Fizemos muitas delas felizes. Tenho certeza. O resultado da corrida pouco importa. O resultado que vale é a boa ação e satisfação que proporcionamos para os outros e para nós mesmos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Corrida e Caminhada Pela Paz no Trânsito

Começo informando que o texto sobre esta corrida já deveria estar aqui há algum tempo, mas em homenagem aos adiamentos que a corrida teve, resolvi adiar por várias vezes também. Adiei bem menos do que a organização da prova. Finalmente, chegou o dia. De escrever sobre a minha quinta meia maratona. Correr 21 km é cada vez mais fácil. Esta corrida foi diferente, porque eu vinha de uma dor chata na perna e da corrida de Angelina no sábado anterior. O objetivo era um só: completar a prova, sem pressão por tempo, pra justificar a inscrição que já estava paga.

A largada estava marcada para às 7 da manhã. Atrasou um pouco, mas mesmo assim foi muito cedo, no melhor horário para largar. O calor não ia afetar tanto. Neste dia, resolvi tomar Gatorade antes da corrida. Tomei, tomei e tomei. Adivinha? Fiquei com vontade de ir no banheiro. Muita vontade. Fui 3 vezes antes da largada e não foi suficiente. Larguei com a minha dor e com a certeza de que precisaria parar. Fazer xixi (desculpem se é meio nojento) era uma obrigação. A corrida se deu por toda a extensão da Beira Mar. Logo no 1º km, vi um banheiro perto do trapiche.

Foi a melhor visão. Me segurei e segui em frente. Era melhor passar ali na volta, estaria mais tranquilo, sem tantos corredores. O problema era esperar até o 7º km chegar. Agonia foi grande, mas fui seguindo do jeito que era possível. Ritmo bem devagar, sem forçar, fazendo um passeio. Assim foi até chegar o banheiro. Pensa no alívio. Me senti muito mais leve. Pra ter uma ideia do alívio, fiz os 4 quilômetros seguintes em paces assustadoramente rápidos pros meus padrões: 4:50, 4:57, 5:03 e 5:01. Depois disso, voltei ao normal, pensei nas dores e diminui a velocidade.

O percurso estava chegando ao fim e quase não fui incomodado pelas minhas dores. Não fui no meu ritmo normal, mas era necessário ser mais contido. Queria ainda, como último objetivo, terminar os 21 km em até 2:06:00. A ida ao banheiro foi meio determinante pra não conseguir. Terminei a prova em 2:08:19, meu maior tempo em meia maratona. Não fiquei tão mal com o resultado. O importante era terminar sem dores. Essa foi minha 30ª corrida em 2011. Nada mal. Ainda tem a São Silvestre pra fechar o ano da melhor forma possível.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Novos recordes

Outubro e novembro foram intensos. Muitos treinos e corridas. No final de tudo, uma incomodativa dor nas fíbulas. Quase certeza que foi o impacto constante. Muito descanso na primeira metade de dezembro, alongamentos e gelo. Não sei o que funcionou, ou se foi tudo, mas o certo é que as dores sumiram. Fiz um treino leve na quinta-feira e corri no domingo. Bem tranquilo. Correr sem dores é das melhores coisas que existem.

Hoje foi o dia de retomar a planilha de treinos. Decidi que não dá pra ficar pegando leve nos treinos. Morre no treino pra morrer na corrida e ver se abaixa esse tempo. Estava esperando o expediente acabar para correr meus 4 km forte determinados. Aí, de surpresa, aparece uma centena de salgadinhos no trabalho. Comi. E comi mais um monte. Senti que meu treino seria prejudicado. Não podia dar certo depois de tanta coxinha e pastel.

Mesmo com o estômago cheio, fui correr. E me surpreendi. Uma das vantagens de ser lento é que fica mais fácil fazer tempos melhores. Fiz os 4 km em 19:54, meu recorde pessoal. Mais um recorde pessoal. Nunca fiz tantos recordes quanto nesses últimos três meses. Desde outubro, o desempenho só melhora. Devo dizer que o tempo de hoje adquiriu uma importância maior porque corri arrotando coxinha de frango. É meio nojento, mas é verdade. Seguirei treinando. O pace sub 5:00 vai chegar.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

3ª Corrida Rústiva Vale das Graças Angelina

Essa era uma prova já marcada no meu calendário há muito tempo, desde setembro, se não me engano. Tanto é que fui um dos primeiros a me inscrever, tendo a honra de correr com o número 5. Corri lá em 2010, foi excelente, e decidi que ia voltar em 2011. Além de ser uma prova distante de Floripa, do trânsito, era organizada pelo Renato, do Loucos por Corridas. Muita gente ajudou para que a prova fosse realizada e tivesse total êxito, mas quando eu penso na prova de Angelina, o primeiro nome que vem na cabeça é o Renato.

Meu plano pra 2011 era fazer um tempo melhor do que no ano passado. A meta estava traçada desde que me inscrevi. Não foi exatamente como eu queria. Além de ter dores na perna, crescendo progressivamente, uma prova de setembro foi remarcada para 4 de dezembro, um dia depois de Angelina. Era a Corrida Pela Paz no Trânsito. Nessa eu já tinha pago a inscrição pra correr os 21 km. Aí fiquei com a seguinte situação: duas corridas, sábado (10 km) e domingo (21 km). Não seria tão ruim se as dores não estivesse me rondando.

Como seriam duas provas seguidas, o objetivo mudou e não poderia forçar muito em Angelina. Com as dores, tinha que correr ainda mais tranquilo. Pra pelo menos completar dignamente os 21 km do dia seguinte. Assim eu fiz. A largada foi dada na praça de Angelina. Comecei muito, mas muito devagar. Tanto é que no primeiro retorno, lá pelos 3 km, eu estava na frente de uns 10 corredores, no máximo. Senti que já tinha aquecido e que dava pra acelerar. A dor ainda estava ali, mas não tão forte, era suportável.

Continuei meu ritual de aceleração e fui passando vários e vários corredores. Faz muito bem pra autoestima. Não dava mais pra bater meu recorde na prova, mas ainda consegui muitas ultrapassagens. Fiquei de olho no tempo só pra completar a corrida com o pace abaixo de 6:00 min/km. Pelo menos isso eu consegui. Durante a corrida, a dor não se manifestou. Ela geralmente aparece depois, ou quando tem um impacto repentino. O percurso já era conhecido, mas como fazia um ano que não passava por lá, tenho que registrar que é muito bom correr no interior (se é que Angelina é interior), no meio do nada.

A organização da prova foi sensacional. Tudo perfeito. Medalha muito bonita, como vocês podem ver aí em cima, frutas e água na chegada, um kit muito bom, com uma baita camiseta, além de um troféu ignorantemente grande, no melhor dos sentidos. Ainda tinha um jantar depois pros inscritos na corrida. Aí tu se pergunta quanto custou a inscrição. Eis a resposta: 15 reais pra dar coisas que provas que custam mais de 50 reais não dão. Que aconteça mais e mais vezes. O número de participantes em Angelina só aumenta.

Mesmo correndo em ritmo totalmente conservador, sem pretensão nenhuma, a não ser terminar a prova sem dor e no pace estimado, fui surpreendido positivamente com a leitura do meu nome entre os premiados da categoria 20-24 anos. Estava lá, em quinto lugar. Geralmente sou o último da categoria, mas não dessa vez. Eram 8 competindo. Só aí notei que foi fundamental ter aumentado o ritmo no fim. Meu troféu ganhou ainda mais importância. O melhor da minha coleção. Pela forma como veio e também pelo tamanho e imponência. Um troféu de Angelina vale por 2 dos que eu tenho. Vejam na foto e admirem. Em 2012, estarei lá. De novo. Vale a pena.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

5ª Meia Maratona de Blumenau

Chegou o fim de semana. E, quem diria, tinha uma corrida no calendário. Dessa eu não ia participar, mas pessoa influenciável que sou, fui convencido e me inscrevi nos últimos instantes na Meia Maratona de Blumenau. Inscrição feita, era só correr. Treino específico pra prova não fiz. Só o de sempre. Atualmente, correr 21 km é muito menos sofrido do que foi em junho. Preparado, daquele jeito, fomos a Blumenau.

Fomos porque fui junto com o Eduardo. A gente é doido mesmo. Acordei na madrugada de domingo às 3:45 pra seguir toda a minha rotina pré-prova. Partimos às 4:15. Viagem tranquila. Chegamos em Blumenau 6:10. Bem tranquilo, sem maiores transtornos. A maior dificuldade foi dormir cedo no sábado e acordar cedo no domingo. O tempo estava perfeito para correr. A largada, que seria às 7 horas, teve um atraso de meia hora. Mesmo assim, continuava um bom horário para se largar.

O objetivo nessa meia maratona era baixar meu tempo de 1:59:02. Não iria ser fácil, mas era bem possível. Essa ideia tomou mais forma ainda na minha cabeça quando li na divulgação da prova "trecho 90% plano". Me enganaram. Nunca que Blumenau vai ter uma corrida 90% plana. Várias falsas subidas e descidas. As reais eram muito piores. Não devia ter me iludido com o comunicado. Tive que me adaptar durante a corrida.

Comecei a prova bem. E muito rápido. Burro demais. Não era uma prova de 10 km, eram 21. Nos 6 km iniciais, tempo excelente. Fiz em 31:04. Faltavam 15 km e o problema começou aí. Senti que as pernas não iam aguentar o ritmo. Elas são inteligentes, sabem das coisas, diferente do dono. Entre o km 7 e o 16, variei o pace entre 5:31 e 5:43. Caiu, como esperado, mas tava constante. Terminei o 16º km em 1:27:02. Seguindo nesse ritmo, terminaria a prova em menos de 1:55:00, o sonho maior.

Havia um porém em forma de ritmo, que caiu mais um pouco. Foi pra casa dos 6:00 min/km. Coincidência ou não, foi depois do km 16 que tomei meu último gel. De chocolate, horrível, e não tinha água por perto. A boca ficou pastosa. Senti que fiquei mais devagar. Depois de 16 km, pernas sentindo a prova, gel na hora errada, água só no km 18, tudo ajudou a piorar. Tentei me recuperar, mas não dava mais. A cada quilômetro continuava no mesmo ritmo.

Quando passei no km 17, percebi que o sub 1:55:00 era impossível, mas naquele ritmo o recorde viria. Não seria nada exorbitante, mas baixaria o tempo. A água salvadora do km 18 apareceu. Peguei dois copos pra tentar dar um jeito e melhorar. Não deu. Fui me arrastando. Era a única alternativa possível. O ritmo forte do começo cobrou sua conta. Mas esse mesmo ritmo forte me permitiu melhorar o tempo total. Os segundos que ganhei lá no começo foram úteis na quebra do recorde, embora tenham contribuído pra minha quebra.

Pode se dizer que foi o errado que deu certo. Com certeza, não foi a melhor estratégia. Terminei a meia maratona em 1:58:10 e fiz o recorde pessoal, mas cheguei me arrastando. O final dela foi muito mais sofrido do que a última, em Pomerode. Exagerei demais no início. O sobe e desce em alguns trechos colaborou para meu declínio físico. O maior culpado, no entanto, fui eu mesmo. O bom de ter tempos altos é que não é tão difícil fazer novos recordes.

Cheguei morrido. Fazer a curva e ver a chegada, na Vila Germânica, foi a melhor das sensações. O fim que nunca chegava, chegou. Foi difícil e sofrido. Nem um sprint final decente consegui. Nunca uma garrafinha de Gatorade foi tão bem-vinda. Cada vez é mais legal correr uma meia maratona. Pode ser sofrido como foi essa, mas é cada vez mais fácil correr 21 km. Eu me divirto igual. Da próxima vez, adotarei uma estratégia mais sensata.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

5ª Corrida Pela Vida

Seguindo a sequência interminável de corridas todo fim de semana, fui pra mais uma. A 5ª Corrida Pela Vida. Não sei em qual momento começaram essas Corridas Pela Vida, mas devo ter corrida todas as quatro anteriores, ou a maioria delas. Provas de 5 e 10 km, lá na Beira Mar do Estreito, o lugar da moda das corridas atualmente. Tem corrida? É no Estreito. Já conheço trajeto de tanto correr lá. Obviamente, me inscrevi na prova de 10 km. O objetivo era fazer um tempo bom, se possível com recorde pessoal. Meus últimos treinos me davam suporte para pensar mais alto.

O dia amanheceu nublado e até choveu pouco antes da largada. Clima perfeito pra correr. A largada atrasou e foi pouco depois das 8:30. O trajeto era conhecido. Larga no começo da Beira Mar e vai até a entrada da ponte Pedro Ivo. 10 km representava 2 voltas no circuito. Largamos e tentei começar mais contido. Muitos corredores me passavam e eu senti que meu ritmo estava bom, mas parecia devagar. Passei o 1º km a 4:53 e, de fato, eu estava em um ritmo adequado. Os outros é que estavam rápidos demais. Alguns eu passaria mais tarde.

Pra não me alongar demais, vou resumir da seguinte forma: fiz os 2 km em 9:53. Tava bom. A partir daí, nos km's ímpares (3, 5, 7 e 9) fiz pace entre 5:21 e 5:29. Nos km's pares (4, 6, 8 e 10) o pace foi entre 5:01 e 5:13. Digamos que eu recuperava no quilômetro par a lentidão do quilômetro ímpar. Do 4º km em diante, consegui manter uma posição constante na corrida. Dos corredores rápidos lá do começo da prova, passei os que exageraram no ritmo e me mantive sem ser ultrapassado por eles. Alguns outros me passaram, mas compensava com outras ultrapassagens.

Não sei se tinha vento na primeira volta ou não. Só sei que senti muito mais o vento contra na segunda. Ele me segurava e eu queria ir mais rápido. Meu GPS avisou que fiz os 9 km em 46:54. Era praticamente impossível não bater meu recorde de 52:18. Tinha 5:23 pra fazer o último e derradeiro quilômetro. Comecei a aumentar o ritmo, porque, além do recorde, queria fazer o 10º km abaixo de 5:00. Fiz o que pude, enfrentei o vento, passei mais alguns corredores e fechei com 5:02. Aquele esforço final que não fiz tão forte foi determinante pro pace não ficar abaixo de 5:00. Tempo total: 51:54, novo recorde mundial.

Perco a concentração fácil durante a corrida. Dessa vez, tentei ao máximo não me distrar olhando a ponte Hercílio Luz ou como os outros corredores estavam correndo. Nem água eu peguei, em nenhum instante. Não senti vontade, mas acho que da próxima vez vou pegar, nem que seja pra jogar no corpo. Se bem que nessa corrida de domingo, não haveria água na segunda volta. Faltar água é quase como dar um tiro na pessoa. Os que estavam mais atrás não encontraram água. E geralmente são os que mais precisam. A corrida teve chip (só faltou o tapete na largada), marcou o tempo certo, mas deixou faltar o mais fundamental.

Acabou a corrida, fiquei feliz com o tempo e esperei pela premiação. Não que eu achasse que teria alguma chance de ganhar qualquer coisa. Estava de carona e todo mundo ficou pra ver a premiação. Fiquei também. A premiação demorou MUITO tempo pra começar. Foi meio enrolado. Premiaram as categorias dos 5 km e começaram as do 10 km. Como sempre, anunciam de cima pra baixo. Minha categoria atual, 20-24 anos, é a última ou penúltima a ser chamada.

Demora, mas sempre chega. O cara do microfone começou anunciando os 5 primeiros. Falou o quinto colocado e nada do meu nome. Falou o quarto e não me chamou de novo. Nessa hora, já tinha perdido as esperanças. Exceto por uma vez, todas as outras só ganhei troféus porque não tinha mais ninguém na categoria e eu era o último. Então, chamaram o terceiro colocado: "Enio Augusto". Foi muito inacreditável. Eu, em uma corrida de 10 km, ganhei de 2 corredores da categoria. Era algo inédito. Meio surpreso, meio feliz, subi ao pódio para pegar mais um troféu.

Era pra ser só mais um domingo normal de corrida. Correr, encontrar os amigos, se divertir. Acabou que foi o melhor fim de semeana possível. Recorde pessoal e troféu sem ser o último. Minha coleção de troféus está aumentando. Não cabe mais na prateleira. Nunca pensei que isso fosse acontecer. Ou, pelo menos, não esperava que já estivesse lotada em tão pouco tempo correndo. O pace final da prova ficou em 5:12. O objetivo é chegar no pace abaixo de 5:00. Se não for este ano, tenho certeza que não passa de 2012.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

1ª Corrida Rústica Vento Sul

Domingo último, mais uma corrida. Dessa vez, 8 km, ali pela Via Expressa Sul, em Florianópolis. A 1ª Corrida Rústica A.A.E.I.V.S. (Associação Atlética Esportiva Infantil Vento Sul de Florianópolis). Nome grande, pomposo, para uma prova que foi muito legal. Os treinos da semana foram bem produtivos. Alguns recordes pessoais foram batidos. Essa é a vantagem de ser uma tartaruga. Fica mais fácil bater os recordes de qualquer distância.

Não tive o que se pode chamar de boa noite de sono. Fui dormir às 3 da manhã e acordei às 8. Nesse momento, agradeci pela largada ser só às 10 horas. Não é um bom horário, mas devido às minhas condições, foi melhor assim. O tempo ainda colaborou bastante. Nublado, com escassos pingos de chuva. Era perfeito pra correr. Aos poucos, os corredores foram chegando. Infelizmente, compareceram menos atletas do que a prova merecia.

O percurso foi todo pelas vias laterais da Via Expressa Sul (pode chamar de ciclovias também), atravessando a avenida pelas passarelas, sendo este o melhor momento da prova. Duas vezes, inclusive. Foi muito massa passar por cima da avenida. Mesmo com essas duas subidas, meu desempenho foi bem razoável, não caiu muito. A largada foi dada e os poucos corredores saíram em um ritmo absurdo pros meus padrões. Pensei em acompanhar, mas desisti.

Mesmo assim, para minha surpresa, corri o 1º km em 4:52. Achei que estava devagar, mas era uma falsa impressão. Estava no fim da fila e correndo em um ritmo rápido pra mim, mas essa rapidez não era suficiente para sequer chegar perto dos outros. Era estranho. Me esforçava, corri bem e a distância só aumentava. Acho que corro contra alienígenas. Praticamente impossível chegar perto deles. Meus treinos me tornarão um alien.

Fiz o 2º km a 5:02, o 3º km a 5:06 e o 4º km a 5:13. O 2º km foi a primeira passagem pela passarela, com a primeira subida. Ritmo bom. O 5º km foi a 5:17. Já o 6º km, que teve a segunda passagem pela passarela com a última subida, fiz a 5:31, meu pior pace na prova. Aí desci a passarela e coloquei na minha cabeça que só havia mais 2 km's e era o momento de tentar acelerar pra fazer um fim de prova decente, com novo recorde pessoal.

Completei o 7º km a 5:00 e passei um corredor, o único que passei na corrida inteira. O último e 8º km foi a 4:57. Fiquei muito satisfeito com o desempenho, com o tempo, com tudo. Terminei a corrida de 8 km em 40:57, pace de 5:07. Recorde mundial pessoal na distância. Nunca fui tão rápido. E sem tomar água. Todos os treinos e corridas anteriores devem ter ajudado. Fiquei realmente feliz. Correr nesse pace era um sonho impossível tempos atrás.

A melhor parte vem agora. Ter poucos participantes (acho que foram uns 34 ou 35) faz a prova ser muita concorrida. Só vai quem corre muito. Eu faço meu recorde pessoal e fico quase em último. Por outro lado, não há muita concorrência pelos troféus. Como corredor único na minha categoria, ganhei o troféu de primeiro lugar. Azar de quem não foi. Eu fui e trouxe pra casa o inédito troféu. Recorde pessoal e troféu. Não poderia ser melhor.

Diferente de outras provas, essa informou que teria 8 km e teve. Cravado, sem erros. Nunca espero por tanta exatidão, uma margem de erros de metros é sempre tolerável. Mas não, dessa vez foi perfeito. Fora isso, o percurso e a organização foram excelentes. Pena ter poucos corredores participando. Tomara que aconteçam mais vezes provas por este percurso. Foi bem tranquilo, sem problemas. Treinar funciona. Mais recordes virão.

Corrida Rústica 50 anos PRF

Texto com uma semana de atraso. Vamos lá. Corri sábado (05), me decepcionei comigo mesmo, mas doido que sou, fui correr domingo (06) também. Foram 5 km no sábado e 10 km no domingo. A corrida de sábado era a corrida do fim de semana, pra se matar tentando o recorde. A de domingo, em comemoração aos 50 anos da Polícia Rodoviária Federal em SC, serviu mais como um treino, com objetivo de correr bem os 5 primeiros km.

Como tinha prova de 5 km também, o número total de corredores foi maior do que no sábado. O sábado, apesar de só 5 km, exigiu bastante. Logo, domingo era correr forte até onde dava e depois só concluir. Assim fiz. Até o 4º km consegui manter um ritmo bom, até rápido eu diria. Depois caiu. Era esperado. Queria ficar bem até a metade, mas não deu. Nem insisti. Melhor não forçar. A segunda volta do percurso foi só passeio.

A única coisa boa da corrida foi o sprint final. Vi a placa de 9 km e comecei a acelerar. E acelerar. Passei 5 corredores que me passaram na segunda volta. Foi muito bom mesmo. Sobre o percurso: foi na Beira Mar do Estreito, que parece ser o novo lugar para realização das provas(pelo menos enquanto não inauguram e abrem para os carros). Saímos da Beira Mar e passamos embaixo das outras pontes. Percurso diferente, bonito.

Lamento que a distância total, novamente, não tenha sido a dos 10 km programados. Sei lá se é muito difícil marcar a quilometragem, mas se for pra errar, que erre pra mais. Geralmente é pra menos. Esta prova teve 9,58 km. No GPS do Eduardo deu 9,62 km. Logo, não deu 10 km. A medalha foi de acrílico. Prefiro as tradicionais, mas pelo menos a medalha de acrílico era personalizada, como vocês podem ver mais acima.

Esse negócio de correr duas provas em dois dias não é a melhor das ideias, mas planos futuros mostram que esse é o caminho. Se correr as duas sem forçar, vai tranquilo. O resto da semana foi de treinos, tiros pra matar, e expectativa para a próxima prova. Novembro parece ser o mês da evolução desse ser humano, que aqui escreve, no mundo das corridas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Correr e escrever, é só começar

Estava o domingo à toa, vendo a rodada do Brasileiro, quando resolvi abrir o blog e começar a escrever o post da corrida da 1ª Volta do Balneário. Seria só um esboço, ia ficar no rascunho salvo para eu melhorar posteriormente. Essa era a ideia inicial. Aí comecei a escrever, e foi, e foi, e, de repente, o post estava pronto, com 8 parágrafos.

Chego então no ponto que me fez escrever este post. Pra começar a escrever, basta eu começar uma linha, por mais sem sentido que ela seja. O resto do texto vai aparecendo, de um jeito ou de outro. Ontem foi assim, hoje foi do mesmo jeito. E até que não fica tão ruim de entender. Talvez de ler, porque, reconheço, escrevo demais de vez em quando.

Se pra escrever funciona assim, pra correr é a mesma coisa. Vez ou outra, ficar em casa parece a melhor opção. Mas basta botar o pé na rua pra perceber quão bom é correr. Muitas vezes só é preciso começar. E essa pode ser a parte mais difícil. Depois disso, as palavras aparecem e as pernas se mexem. Nem dá vontade de parar. Funciona. Tenta aí.
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