quinta-feira, 5 de abril de 2012

8ª Corrida Rústica Cidade de Bombinhas

Antes de tudo, começarei antes do começo. Dia anterior, sábado, decidi tentar fazer um treino longo. Saí cedo de casa e corri. Queria algo perto de duas dezenas de quilômetros. O calor e os quatro dias de treinos seguidos da semana pesaram. Consegui correr 17 km. Não foi ruim, mas não foi bom, entende? Como domingo tinha corrida em Bombinhas nem fiquei achando que poderia ter feito mais. Compensaria nos 11 km na praia das pequenas bombas e somaria 28 km em dois dias.

Desde semanas atrás, quando me inscrevi na corrida, me falaram, alertaram, informaram dos morros do percurso. Acreditei, mas não achei que seriam tantos e que dois deles fossem tão íngremes. O percurso era de ida e volta e, obviamente, aquela descida fácil e aliviadora depois de um morro se tornou a parte mais difícil na volta. Já tinha ido a Bombinhas e não lembrava de morros assim. É uma prova muito boa pra testar a tua resistência, tanto física quanto psicológica (escrevi bonito).

Cabe ressaltar também que fui acometido por uma gripe muito da inconveniente durante a semana, desde terça-feira. Como a gripe não me abandonou totalmente, domingo ainda corri com as consequências que a gripe traz. Nesse caso, a única e pior consequência foi o tal do muco nasal (pra não escrever ranho ou catarro e parecer nojento). Em vários momentos da corrida, lá estava eu assoando o nariz enquanto tentava correr no ritmo pretendido.

Toda introdução feita, vamos ao fato, à prova em si. A largada se deu às 9 horas, nas areias de Bombinhas. Eram uns 300 metros de areia, tanto na largada quanto na chegada. Só pra não dizer que foi fácil. E não pense que, por ser abril e já ser outono, a temperatura estava mais amena. Longe, mas muito, muito longe disso. Calor de nem pensar em correr. Lógico que nem passa pela minha cabeça. Somos loucos e vamos mesmo assim.

Apesar de estar sem dores depois dos 17 km do dia anterior, fui com o objetivo de me poupar, correr tranquilo. Se fosse possível, fechar os 11 km da prova em 1 hora. Se não fosse, azar. Só não queria terminar com pace de 6:00 min/km. Largamos. Apesar da empolgação de toda largada, me controlei. Sair muito forte na areia fofa não seria boa ideia. Saindo da praia, já se avistava o primeiro grande morro. Já que não ia correr pra fazer tempo, decidi usar todas as subidas como exercício para as pernas, forçando um pouco mais, jamais caminhando.

Tudo que sobe tem que descer, ainda mais em uma corrida que vai e volta pelo mesmo percurso. Na descida, fui mais calmo e vários corredores me passaram. Segui no meu objetivo. O percurso irregular, com várias subidas, mesmo que pequenas, não era dos mais fáceis. Chegando perto do 4º km, o segundo grande morro. Foi desânimo à primeira vista. Adquiri vontade e acelerei. Nesse momento, passei mais de 10 corredores (talvez). E depois desse morro, não fui mais ultrapassado por ninguém. No restante da corrida, só fiz ultrapassagens. Ponto positivo dessa prova.

O 5º, 6º e 7º km foram na planitude, um sonho de percurso, consegui desenvolver um ritmo mais adequado e mais rápido. O 8º km chegou e com ele veio a volta do morro. Acelerei e subi. Passei mais alguns corredores caminhantes e fui em frente. No 9º km, plano, não tive dificuldades. O 10º foi tranquilo, mas sei lá por qual motivo, o ritmo caiu. Não gostei e no último e 11º km resolvi acelerar as coisas. Mesmo tendo que subir o primeiro morro, BEM INCLINADO, corri bem. Depois de quase morrer no morro, era só descer pelos paralelepípedos e correr pela areia da praia até a chegada.

Meu GPS marcou 11,39 km. Um pouquinho a mais. Corri os 11 km em 1:00:40, quase dentro do que tinha planejado. Eram tantas subidas e morros aterrorizantes que fiquei satisfeito com o tempo. O pace da prova foi de 5:31 min/km. Na meia maratona, corrida anterior, fiz um pace de 5:22 min/km. Os morros justificam ser mais lento em 11 km do que em 21 km. No final da corrida, água, isotônico, melancia, banana, bem diferente da Meia Maratona de Florianópolis, cobrando menos e com uma estrutura menor.

Pela minha memória seletiva, lembro que já fui em Bombinhas há anos, mas tenho certeza absoluta que nunca tinha corrido lá. Corri e gostei. Pretendo voltar nos próximos anos e brincar nesses morros novamente. Foi uma das minhas melhores corridas em termos de não me sentir cansado no final. Talvez por ter mantido um ritmo razoável desde o começo, não tive oportunidade de sentir qualquer dor ou desconforto. Melhor: foi um ritmo progressivo, em que pesem os morros diminuidores de velocidade. Com 17 km no dia anterior. Sobrevivi. Tá bom demais.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Meia Maratona de Florianópolis

Domingo geralmente é dia de correr. 25/03 foi o dia de correr na Meia Maratona de Florianópolis. Percuso ideal pra correr e me testar pra Maratona. O tempo colaborou e tivemos um dia nublado, sem sol, com condições quase perfeitas. A água, que eu achava que poderia faltar (já aconteceu ano passado), foi abundante. No fim da prova, quente, mas pelo menos tinha água. Prova plana e com água, tudo que eu precisava pra fazer um treino longo sem me preocupar com nada, só correr.

Tinha um objetivo: melhorar o tempo. A primeira meta era correr em 1:50:00. Consegui manter o ritmo pra esse tempo até o 10º km. Do 11º km até o 13º km, os paces subiram um pouco, mas coisa mínima. A partir do 13, não teve mais jeito. Não consegui mais manter o padrão do começo. Estava correndo do mesmo jeito que no começo da prova, sem me preocupar muito, mas o cansaço apareceu e me fez fazer paces entre 5:31 e 5:55. O 1:50:00 evaporou aos poucos pela Beira Mar.

Consegui correr bem. Até então não tinha conseguido fazer nenhum treino mais longo. Não tenho água e os treinos sempre acabam antes de chegar no 17º km. Na meia maratona, todas as condições estavam favoráveis. Apesar do meu cansaço, finalizei a prova com o tempo bem interessante de 1:54:02. Melhorei meu recorde anterior em pouco mais de 4 minutos. Fiquei satisfeito. Coloquei um tempo bem baixo como meta pra, caso não conseguisse, ainda ficar com uma boa margem pra fazer um novo recorde pessoal.

Aconteceu exatamente assim. Não consegui 1:50:00, mas fiz 1:54:02, distante do 1:58:10. Digamos que fiquei na média. Não sei exatamente se realmente me atrapalhou no resultado final, mas nos 2 primeiros km's não foi possível correr no ritmo desejado. Larguei muito atrás, demorei 2 minutos pra passar pelo tapete do chip. Explico: fui pra fila do banheiro e lá fiquei por 20 minutos. Quando saí, não tinha mais espaço pra ficar na frente. Resultado: tive que desviar de muita gente mais lenta.

Em números, perdi aproximadamente 30 segundos no começo, mas acho que compensei nos km's seguintes. Não foi nada tão absurdo. O que me incomodou mesmo foi ver aqueles 2 segundos no relógio. Por 3 malditos segundos, uma distração qualquer, não corri em 1:53:59. Serve de aprendizado para as próximas meias. Foi um bom treino. Percebi que ainda tem bastante espaço pra evoluir. Os treinos seguem. O 1:50:00 ainda está na mira. Não tenho pressa. Tudo tem seu tempo, meu tempo, meu futuro novo recorde pessoal.

Poderia ainda reclamar da desorganização da prova e tudo o que envolveu o antes, durante e depois. Tantas queixas já li na internet que nem preciso falar mais nada. Só o fato de mencionar que ao fim da meia maratona havia apenas água e BERGAMOTA VERDE é suficiente pra perceber que, em algum ponto, os organizadores se perderam. Já é a terceira edição dessa meia maratona que se diz internacional. Ainda falta bastante coisa pra merecer tal distinção. Sem organização decente, não tem percurso plano e cidade bonita que salvem a prova. Nada mais precisa ser dito. Comemoremos o meu novo recorde!

sexta-feira, 23 de março de 2012

A expectativa

Contei pra vocês que vou correr a Maratona do Rio, em julho? Não? Fiquem sabendo, então. Dessa vez, estou treinando corretamente, sem atropelos. Até lá, participarei de três meias maratonas, a fim de me preparar e perceber quão complicado vai ser a maratona. A primeira será domingo agora, a Meia Maratona de Florianópolis. A expectativa, única possível, é fazer um novo recorde pessoal, atualmente em 1:58:10.

Os treinos e provas de 2012 vão bem. Fiz algumas contas, baseadas nesses treinos e provas e projetei um tempo na minha cabeça. Bem sei que depois dos 12, 13, 14 km, por aí, começa a ficar mais difícil. O plano A estabelece até 37 minutos a cada 7 km. O plano B envolve qualquer tempo menor que o atual recorde. O plano B é bem mais tranquilo de conquistar. Já me vejo em condições de estabelecer um novo melhor tempo.

Na última quinta-feira, corri 7 km no ritmo que eu quero fazer a meia e, meio sem querer, fechei em 35:20, bem abaixo dos 37. Eram só 7 km, faltam os outros 14 km, mas tem uma sobra interessante pro restante da prova, se for o caso. Tenho a tal da expecativa. Muita. Já li em alguns lugares que a expectativa é a mãe da merda. É tanta que eu realmente não sei o que vai acontecer. Vou correr e depois escrevo como foi.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Corrida Rústica Cidade de São José 262 anos

Fazia 3 longas semanas que eu não participava de uma corrida. Da última vez foram duas no mesmo dia. Depois, concursos nos fins de semana e só treinos e mais treinos. Pelo menos os treinos foram produtivos. Já estava com abstinência de corrida. Não via a hora de chegar a Corrida do Aniversário de São José. Demorou, mas chegou o domingo. Prova de 5 e 10 km. Fui na de 10 km. A largada seria no horário nada digno de 9 horas da manhã. No verão, com o sol indecente de quase todo dia, é pedir pra se desidratar.

Seria às 9, mas atrasou, como sempre. Largamos às 9:15, só pra piorar mais um pouco. O percurso era um circuito de duas voltas pela Beira Mar de São José, quase chegando no Centro Histórico. O retorno nos contemplava com uma pequena subida, pra se somar com o sol e complicar mais um pouco a corrida. Tinha planos bem claros, tão claro quanto o domingo: correr a prova com pace de 4:59 min/km. Qualquer tempo igual ou menor que 49:59 me serviria. Havia esperança de que o sol não aparecesse domingo. Ele apareceu pra dificultar o objetivo.

Na largada, saí muito, mas muito forte pros meus padrões. Fiz o 1º km a 4:23. É um absurdo. Não consigo manter esse pace ainda. Senti que tinha feito a pior opção. Ainda consegui fazer o 2º e 3º abaixo de 5:00. A partir daí, não deu mais. O cansaço começou a se manifestar e o sol só piorava. O 1º km muito rápido me ajudou a fechar os 5 km da prova em 24:39. Fossem só 5 km, eu estaria satisfeito. O tempo estaria dentro dos objetivos. Havia, porém, a segunda volta. Passar de novo pelos mesmos locais. Lá fui eu.

Apesar de tudo, fui constante. Vejam as médias do 4º até o 9º: 5:07, 5:14, 5:14, 5:32, 5:19 e 5:13. Exceto por aquele 5:32 sem sentido (o 7º km), os outros foram regulares, embora mais altos do que eu gostaria. Faltava fazer um último km decente pra fechar bem a prova. Não admitia nada acima de 4:59. Era daí pra baixo. Com forças ocultas reservas, talvez guardadas daquele 5:32, fechei o último km a 4:57. Pra minha surpresa, essa prova teve pouco mais de 10 km. Meu GPS marcou 10,2 km. Os metros a mais toleráveis, compreensíveis.

Fica mais fácil pra calcular o tempo de corrida. Usando métodos matemáticas avançados, cheguei ao tempo de 50:54 em 10 km. Foi o meu melhor tempo em provas de 10 km. Ruim não é, mas ainda pode melhorar. Queria fazer 49:59 e perdi 55 segundos na Beira Mar. O sol deve ter ficado com eles. Ainda tenho o que melhorar. Minha atual categoria, 25-29 anos, torna quase impossível ganhar algum troféu. Fico satisfeito com a medalha de participaçção. Vou continuar treinando. Esse sub 50 em prova vai sair em breve.

quinta-feira, 1 de março de 2012

15ª Corrida dos Carteiros

Corrida dos Carteiros. A segunda corrida do domingo. Lá fui eu. A situação das pernas e a parte física estavam melhores do que eu esperava. Apenas a coxa um pouco dolorida, mas sentia mais quando subia escadas. Pra correr, não parecia haver problemas. Essa corrida teve um bom número de competidores e de alto nível, muito por conta da premiação em dinheiro. 213 corredores concluíram a prova. Poderiam ser mais, se as inscrições não tivessem sido limitadas.

O fim do horário de verão tornou a corrida menos difícil. Ainda estava quente, mas anoiteceu antes e o vento ajudou em alguns momentos. Já que não havia conseguido me segurar na prova da manhã, pouco me importava segurar na prova da tarde. Era correr o que dava, do jeito que fosse possível. Não me senti limitado ou travado. Na hora da corrida, o treino do sábado e a corrida da manhã não influenciaram tanto. Fui no ritmo que pretendia.

Larguei atrás e mesmo assim comecei bem. Passei o pessoal que larga mais na frente e não aguenta correr 1 km e mais uns outros no caminho. O percurso era totalmente conhecido. Correr na Beira Mar de São José é o que mais faço. Não tinha muito mistério. No meu planejamento, pretendia fazer essa prova de 10 km abaixo de 50 minutos, mas o treino e a corrida da manhã mudaram o objetivo. Ainda assim, fechei a prova com pace de 5:07 min/km.

De acordo com o Garmin, o percurso não teve 10 km por 100 m. Novamente, faltou um pouco. Dessa vez, a diferença foi quase mínima. Fazendo projeção de tempo e tal, meu tempo ficou em 51:11. Muito aceitável. Um dia quero que a rotina seja 10 km em menos de 50 minutos. Está cada vez mais perto. Das 4 corridas deste ano até agora, sem contar a Corrida Vertical, três foram na areia e os paces ficaram em 5:07, 5:26, 5:10 e 5:07.

Na areia é um pouco mais cansativo. O maior pace foi em Navegantes, em um calor impossível de viver. Na primeira no asfalto, a Corrida dos Carteiros, o desempenho foi o que deveria ser, com o último quilômetro a 4:52, o mais rápido da prova. Os treinos mostram que estou melhorando. Aos poucos, gradativamente, os tempos ficam menores. Sigo treinando, sigo correndo. Março vai ser um mês quase sem provas. Logo, na teoria, muitos treinos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

16ª Corrida da Pinheira

Já estava tudo certo e programado. Domingo era dia da Corrida dos Carteiros, à tarde, e só. Aí, a internet, essa invenção que merce todos os elogios, me fez descobrir que tinha uma corrida na Praia da Pinheira no mesmo dia, só que na parte da manhã. De graça. Um convite, uma convocação, praticamente irrecusável. Poderia ser loucura participar de duas corridas no mesmo dia. Era. Então eu precisava ir. Falei com o Eduardo, combinamos e fomos os dois loucos pra Pinheira.

Duas corridas no mesmo dia pode ser exagero e tal, mas não é nada de outro mundo. No meu caso, ficou um pouco pior porque no dia anterior, sábado, teve um treino longo em Jurerê e corri 21 km. Foi uma experiência diferente, um tanto cansativa, com reflexo direto nas minhas coxas e panturrilhas. Acordei domingo com dores, mas nada que me impedisse de correr. Chegamos na Pinheira e havia pouca movimentação.

A corrida não foi tão divulgada e não teve muitos participantes. Foi até fácil de contar. 14 corredores lá estavam. Era minha quarta corrida no ano, a terceira na areia (a outra foi a Corrida Vertical). Meu plano inicial era começar devagar e não forçar, já que tinha corrida à tarde também. Quem disse que eu consigo? Comecei forte, mesmo na areia. 6 km não era uma distância assustadora. Poucos participantes aumentam o nível da prova e praticamente te obrigam a correr mais rápido.

Deu a largada e o pessoal disparou na frente. Tentei acompanhar. Consegui por centenas de metros. Voltei ao meu ritmo forte normal, mas distante dos outros corredores. Até que fui constante. Antes do retorno, o vento contra segurou um pouco. A volta, no entanto, com a ajuda do vento, foi recompensadora. Consegui passar dois corredores, impulsionado pelo vento. Faltavam ainda 2 km, mas essa seria minha posição até o fim.

Correr na Praia da Pinheira tem suas desvantagens. A forma da praia é estranha, em arco, tu corre, corre, corre e parece que não chega a lugar nenhum. Pelo menos não tinha sol. Estava um tempo bem agradável. Fechei a prova com pace de 5:10. Na hora da premiação, descobri que tinha outro corredor na minha categoria. E eu ganhei dele. Ou seja, troféu de primeiro na categoria, vencendo de alguém. Muito massa.

A primeira parte do desafio foi cumprida. Acima das expectativas, aliás. Já sabia que não haveria tantos participantes e estava esperando um troféu, mas não o de primeiro lugar, ainda mais ganhando de outro competidor. Fui surpreendido. O tempo ficou na média do que dava pra fazer. O Eduardo também levou um troféu. A corrida da manhã valeu a pena. De graça e troféu. Era só voltar pra casa e descansar pra corrida da tarde.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

4ª Corrida Rústica Navegantes

A corrida de Navegantes não foi como o esperado. As dificuldades com areia da praia, sol e calor já estavam na minha conta pré-prova. Sonhava com um recorde, mas sabia da improbabilidade de acontecer. O que eu realmente não esperava era uma quase insuportável dor na canela a partir do 2º km. Meu ritmo, por ser na areia, estava totalmente dentro do esperado. Não era tão bom quanto na Night Run, mas o sol das 9 da manhã tem lá seus efeitos colaterais.

Consegui um ritmo bem razoável, mas a dor apareceu e começou a aumentar. Com tantos lugares que venho sentindo dor ultimamente, a canela era um dos que (ainda) estava a salvo. Resolveu doer logo no meio da corrida. Diminui o ritmo e mudei o jeito de correr, pra tentar aliviar a dor. Fui assim até o 5º km, quando teve o retorno. A dor diminuiu bastante e pude fazer os 5 km finais em um ritmo mais apropriado e acelerado.

O problema da parte final foi o que o sol ficou mais forte, estava mais calor e eu já estava cansado de correr 3 km de uma outra forma pra ficar sem dor. A soma dessas coisas todas me fez, eu acho, gastar mais energia, me cansar mais. Na volta, fiquei no mesmo ritmo sempre, era quase impossível aumentar a velocidade, o corpo não respondia. Olhava o Garmin e, por mais esforço que fizesse, o ritmo era praticamente igual.

Tenho minhas dúvidas do que pode ter causado a canelite durante a prova. Talvez possa ter sido só azar mesmo. Tem dias em que uma dor aparece e atrapalha o resto. Pode ter sido também por causa da areia e do ritmo forte logo na largada, sem estar devidamente aquecido. Várias alternativas. Só sei que doeu e não consegui desenvolver um ritmo condizente com o que eu gostaria. Bota mais o calor no meio e tem-se o cenário da tragédia.

Com todos os percalços, areia e sol, fechei a prova em um ritmo de 5:26 min/km. E estou achando ruim. No ano passado, uma corrida nesse ritmo era motivo de festa. Os tempos (em todos os sentidos) são outros. O percurso teve mais de 10 km. Meu GPS marcou 10,46. As provas, em geral, erram muito pra baixo ou muito pra cima. Errar o tolerável, cerca de 100, até 200 metros, não acontece. O que temos são esses quase 500 metros a mais.

Seja 10,46 km ou 10 km, certo é que meu desempenho não foi bom. Todos os aspectos que o verão proporciona estavam presentes pra me incomodar. A dor foi um brinde bem desagradável. No fim de tudo, um tempo não tão bom, mas ainda dentro da meta estabelecida durante a corrida, quando as dores me impediram de correr mais forte. Por outro lado, a medalha é bonita, a viagem valeu a pena e o domingo foi excelente. Saldo zerado. Vamos pra próxima.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O melhor recorde de todos os tempos da última semana

Por esses dias escrevi que tinha, finalmente, feito um tempo bom nos 5 km. O que não escrevi é que, pouco mais de uma semana depois, melhorei meu tempo nos 10 km. Corri 10 km em 49:46, ou seja, sub 50. O tempo que eu queria faz tempo. Aí, mais uns dias se passaram e, nos tiros de 1 km, fiz o último tiro em 4:15. Foram 3 recordes em 10 dias. 2012 parece que vai ser um ano bem promissor, no que diz respeito às corridas.

Desde o ano passado eu tinha vontade de melhorar o tempo, fazer esse pace sub 5:00 min/km, tanto nos 5 quanto nos 10 km. Talvez eu ainda não estivesse preparado. Talvez até tenha me precipitado em querer algo tão imediato. Tem que dar tempo pro tempo melhorar. Os treinos começaram a render mesmo a partir de novembro. Senti isso, queria fechar 2011 com os novos recordes, mas não foi possível.

Entendi depois que pouco importava se fizesse o recorde em 2011 ou 2012. Estava fazendo o que precisava: treinando. E notei que, aos poucos, estava conseguindo manter um ritmo mais forte e constante. A Night Run foi prova disso. De repente, consegui fazer 5 km em 24:00 e 10 km em 49:46. No dia que fiz os 10 km abaixo de 50, fechei os 5 km em 24:37, o que me dá a certeza de que meus futuros tempos nos 5 km serão abaixo de 25 minutos.

Quando do recorde dos 10 km, comecei forte e depois dos 5 km controlei o ritmo pra não diminuir muito. Percebi que correr abaixo de 50 é possível, mas ainda preciso melhorar alguns aspectos. No entanto, posso conseguir um sub 50 se a prova for no asfalto. Sobre o tiro de 1 km, tive a experiência de correr quase o tempo todo respirando de uma maneira diferente. Nem sentia que estava respirando. Foi muito desgastante, mas saiu um tiro a 4:15.

O próximo desafio é uma prova de 10 km, amanhã, chamado de domingo, em Navegantes toda na areia da praia. Fosse no asfalto, seria mais fácil fazer um tempo razoável. Como o percurso será só pela areia, tentarei fazer o melhor tempo possível. Fazer um sub 50 é difícil, mas não vou negar que é um sonho. Se conseguir na areia, consigo no asfalto. Sub 50 ou não, vou poder comparar com a Night Run, que também foi na areia. Corre, corre, corre!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Corrida Vertical - Florianópolis

Nada melhor do que acordar cedo em um sábado de manhã pra subir degraus. E foi exatamente o que fiz. Segui todo o ritual de uma corrida normal, talvez nem precisasse tanto. Chegamos no Hotel Majestic e fomos pra uma sala pegar o kit da corrida. A largada atrasou um pouco, mas nada de muito absurdo. Primeiro, subiram as mulheres. Depois, os homens, de acordo com sua categoria.

A prova teve perto de 50 inscritos e 40 concluintes. Foi até mais rápida do que eu imaginava. E foi também bem mais tranquila, achei que fosse mais difícil. Anunciaram 26 andares e 468 degraus. Nas minhas contas, se chegou a 22 andares foi muito. Me poupei no começo pra melhorar no fim, mas a falta de andares me fez chegar com fôlego e pernas sobrando.

Os treinos foram bem piores do que a prova em si. Na prova, é um tiro só, mais fácil do que fazer 5 tiros com intervalo. Minha tática de começar devagar e acelerar na metade não foi bem sucedida. O certo, percebi depois que subi, seria começar na maior velocidade possível, até onde as pernas aguentassem. Penso que o resultado seria melhor. Fiquei um pouco desapontado com meu tempo, que foi de 3:20.

Para efeito de comparação, o campeão fez em 1:36, menos da metade. Esta corrida diferente serviu pra adicionar a subida de escadas na minha rotina de treinamentos. Mais um exercício para as minhas pernas. E também me fez ter vontade de participar da última edição do Circuito Brasil, em dezembro, em Balneário Camboriú. A prova é rápida e só cansa no momento. Vale a pena participar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O tempo melhorou

Dor vem, dor vai, gelo aqui, gelo ali e alguns treinos sem tantas dores. Não sei exatamente quando comecei a me dar conta que podia correr mais rápido. Talvez o Garmin tenha ajudado a controlar o ritmo. Não sei. Mesmo. Em janeiro os tempos ficaram melhores. Fiz a Night Run com pace de 5:07 min/km. Ainda não estava acreditando muito no que eu estava fazendo.

Aí vieram os treinos da semana, subi uns degraus, treinei nas dunas, subi, desci e decidi correr 5 km no domingo, pra realmente ver se era de verdade. O objetivo era fazer 5 km em menos de 25 minutos, finalmente. Algo que me incomodava um pouco desde novembro. Comecei correndo forte pra sentir até onde ia e foi... corri os 5 km em 24:00. Era verdade, corri mais rápido.

O treino de terça-feira confirmou. Foram 3 tiros de 4 km (20:58, 20:15 e 21:07). Desde que comecei a seguir uma planilha, consegui fazer apenas uma vez os 3 tiros (ano passado) e os tempos foram altos. Ou fazia dois bons e quebrava no último. Na terça, fiz um tempo bom nos 3, bem próximos. O objetivo é fazer abaixo de 20 minutos, mas chegar perto já me animou.

Estou acreditando mais no próximo passo: correr 10 km abaixo de 50 minutos. As dores estão mais leves, mas ainda estão rondando. A convivência, por enquanto, tem sido pacífica. Corro menos, os treinos são mais específicos. Está funcionando. Acho que elas não vão me abandonar tão cedo. Se não me impedirem de correr e melhorar os tempos, que assim seja. Sigo correndo.
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