quinta-feira, 1 de março de 2012

15ª Corrida dos Carteiros

Corrida dos Carteiros. A segunda corrida do domingo. Lá fui eu. A situação das pernas e a parte física estavam melhores do que eu esperava. Apenas a coxa um pouco dolorida, mas sentia mais quando subia escadas. Pra correr, não parecia haver problemas. Essa corrida teve um bom número de competidores e de alto nível, muito por conta da premiação em dinheiro. 213 corredores concluíram a prova. Poderiam ser mais, se as inscrições não tivessem sido limitadas.

O fim do horário de verão tornou a corrida menos difícil. Ainda estava quente, mas anoiteceu antes e o vento ajudou em alguns momentos. Já que não havia conseguido me segurar na prova da manhã, pouco me importava segurar na prova da tarde. Era correr o que dava, do jeito que fosse possível. Não me senti limitado ou travado. Na hora da corrida, o treino do sábado e a corrida da manhã não influenciaram tanto. Fui no ritmo que pretendia.

Larguei atrás e mesmo assim comecei bem. Passei o pessoal que larga mais na frente e não aguenta correr 1 km e mais uns outros no caminho. O percurso era totalmente conhecido. Correr na Beira Mar de São José é o que mais faço. Não tinha muito mistério. No meu planejamento, pretendia fazer essa prova de 10 km abaixo de 50 minutos, mas o treino e a corrida da manhã mudaram o objetivo. Ainda assim, fechei a prova com pace de 5:07 min/km.

De acordo com o Garmin, o percurso não teve 10 km por 100 m. Novamente, faltou um pouco. Dessa vez, a diferença foi quase mínima. Fazendo projeção de tempo e tal, meu tempo ficou em 51:11. Muito aceitável. Um dia quero que a rotina seja 10 km em menos de 50 minutos. Está cada vez mais perto. Das 4 corridas deste ano até agora, sem contar a Corrida Vertical, três foram na areia e os paces ficaram em 5:07, 5:26, 5:10 e 5:07.

Na areia é um pouco mais cansativo. O maior pace foi em Navegantes, em um calor impossível de viver. Na primeira no asfalto, a Corrida dos Carteiros, o desempenho foi o que deveria ser, com o último quilômetro a 4:52, o mais rápido da prova. Os treinos mostram que estou melhorando. Aos poucos, gradativamente, os tempos ficam menores. Sigo treinando, sigo correndo. Março vai ser um mês quase sem provas. Logo, na teoria, muitos treinos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

16ª Corrida da Pinheira

Já estava tudo certo e programado. Domingo era dia da Corrida dos Carteiros, à tarde, e só. Aí, a internet, essa invenção que merce todos os elogios, me fez descobrir que tinha uma corrida na Praia da Pinheira no mesmo dia, só que na parte da manhã. De graça. Um convite, uma convocação, praticamente irrecusável. Poderia ser loucura participar de duas corridas no mesmo dia. Era. Então eu precisava ir. Falei com o Eduardo, combinamos e fomos os dois loucos pra Pinheira.

Duas corridas no mesmo dia pode ser exagero e tal, mas não é nada de outro mundo. No meu caso, ficou um pouco pior porque no dia anterior, sábado, teve um treino longo em Jurerê e corri 21 km. Foi uma experiência diferente, um tanto cansativa, com reflexo direto nas minhas coxas e panturrilhas. Acordei domingo com dores, mas nada que me impedisse de correr. Chegamos na Pinheira e havia pouca movimentação.

A corrida não foi tão divulgada e não teve muitos participantes. Foi até fácil de contar. 14 corredores lá estavam. Era minha quarta corrida no ano, a terceira na areia (a outra foi a Corrida Vertical). Meu plano inicial era começar devagar e não forçar, já que tinha corrida à tarde também. Quem disse que eu consigo? Comecei forte, mesmo na areia. 6 km não era uma distância assustadora. Poucos participantes aumentam o nível da prova e praticamente te obrigam a correr mais rápido.

Deu a largada e o pessoal disparou na frente. Tentei acompanhar. Consegui por centenas de metros. Voltei ao meu ritmo forte normal, mas distante dos outros corredores. Até que fui constante. Antes do retorno, o vento contra segurou um pouco. A volta, no entanto, com a ajuda do vento, foi recompensadora. Consegui passar dois corredores, impulsionado pelo vento. Faltavam ainda 2 km, mas essa seria minha posição até o fim.

Correr na Praia da Pinheira tem suas desvantagens. A forma da praia é estranha, em arco, tu corre, corre, corre e parece que não chega a lugar nenhum. Pelo menos não tinha sol. Estava um tempo bem agradável. Fechei a prova com pace de 5:10. Na hora da premiação, descobri que tinha outro corredor na minha categoria. E eu ganhei dele. Ou seja, troféu de primeiro na categoria, vencendo de alguém. Muito massa.

A primeira parte do desafio foi cumprida. Acima das expectativas, aliás. Já sabia que não haveria tantos participantes e estava esperando um troféu, mas não o de primeiro lugar, ainda mais ganhando de outro competidor. Fui surpreendido. O tempo ficou na média do que dava pra fazer. O Eduardo também levou um troféu. A corrida da manhã valeu a pena. De graça e troféu. Era só voltar pra casa e descansar pra corrida da tarde.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

4ª Corrida Rústica Navegantes

A corrida de Navegantes não foi como o esperado. As dificuldades com areia da praia, sol e calor já estavam na minha conta pré-prova. Sonhava com um recorde, mas sabia da improbabilidade de acontecer. O que eu realmente não esperava era uma quase insuportável dor na canela a partir do 2º km. Meu ritmo, por ser na areia, estava totalmente dentro do esperado. Não era tão bom quanto na Night Run, mas o sol das 9 da manhã tem lá seus efeitos colaterais.

Consegui um ritmo bem razoável, mas a dor apareceu e começou a aumentar. Com tantos lugares que venho sentindo dor ultimamente, a canela era um dos que (ainda) estava a salvo. Resolveu doer logo no meio da corrida. Diminui o ritmo e mudei o jeito de correr, pra tentar aliviar a dor. Fui assim até o 5º km, quando teve o retorno. A dor diminuiu bastante e pude fazer os 5 km finais em um ritmo mais apropriado e acelerado.

O problema da parte final foi o que o sol ficou mais forte, estava mais calor e eu já estava cansado de correr 3 km de uma outra forma pra ficar sem dor. A soma dessas coisas todas me fez, eu acho, gastar mais energia, me cansar mais. Na volta, fiquei no mesmo ritmo sempre, era quase impossível aumentar a velocidade, o corpo não respondia. Olhava o Garmin e, por mais esforço que fizesse, o ritmo era praticamente igual.

Tenho minhas dúvidas do que pode ter causado a canelite durante a prova. Talvez possa ter sido só azar mesmo. Tem dias em que uma dor aparece e atrapalha o resto. Pode ter sido também por causa da areia e do ritmo forte logo na largada, sem estar devidamente aquecido. Várias alternativas. Só sei que doeu e não consegui desenvolver um ritmo condizente com o que eu gostaria. Bota mais o calor no meio e tem-se o cenário da tragédia.

Com todos os percalços, areia e sol, fechei a prova em um ritmo de 5:26 min/km. E estou achando ruim. No ano passado, uma corrida nesse ritmo era motivo de festa. Os tempos (em todos os sentidos) são outros. O percurso teve mais de 10 km. Meu GPS marcou 10,46. As provas, em geral, erram muito pra baixo ou muito pra cima. Errar o tolerável, cerca de 100, até 200 metros, não acontece. O que temos são esses quase 500 metros a mais.

Seja 10,46 km ou 10 km, certo é que meu desempenho não foi bom. Todos os aspectos que o verão proporciona estavam presentes pra me incomodar. A dor foi um brinde bem desagradável. No fim de tudo, um tempo não tão bom, mas ainda dentro da meta estabelecida durante a corrida, quando as dores me impediram de correr mais forte. Por outro lado, a medalha é bonita, a viagem valeu a pena e o domingo foi excelente. Saldo zerado. Vamos pra próxima.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O melhor recorde de todos os tempos da última semana

Por esses dias escrevi que tinha, finalmente, feito um tempo bom nos 5 km. O que não escrevi é que, pouco mais de uma semana depois, melhorei meu tempo nos 10 km. Corri 10 km em 49:46, ou seja, sub 50. O tempo que eu queria faz tempo. Aí, mais uns dias se passaram e, nos tiros de 1 km, fiz o último tiro em 4:15. Foram 3 recordes em 10 dias. 2012 parece que vai ser um ano bem promissor, no que diz respeito às corridas.

Desde o ano passado eu tinha vontade de melhorar o tempo, fazer esse pace sub 5:00 min/km, tanto nos 5 quanto nos 10 km. Talvez eu ainda não estivesse preparado. Talvez até tenha me precipitado em querer algo tão imediato. Tem que dar tempo pro tempo melhorar. Os treinos começaram a render mesmo a partir de novembro. Senti isso, queria fechar 2011 com os novos recordes, mas não foi possível.

Entendi depois que pouco importava se fizesse o recorde em 2011 ou 2012. Estava fazendo o que precisava: treinando. E notei que, aos poucos, estava conseguindo manter um ritmo mais forte e constante. A Night Run foi prova disso. De repente, consegui fazer 5 km em 24:00 e 10 km em 49:46. No dia que fiz os 10 km abaixo de 50, fechei os 5 km em 24:37, o que me dá a certeza de que meus futuros tempos nos 5 km serão abaixo de 25 minutos.

Quando do recorde dos 10 km, comecei forte e depois dos 5 km controlei o ritmo pra não diminuir muito. Percebi que correr abaixo de 50 é possível, mas ainda preciso melhorar alguns aspectos. No entanto, posso conseguir um sub 50 se a prova for no asfalto. Sobre o tiro de 1 km, tive a experiência de correr quase o tempo todo respirando de uma maneira diferente. Nem sentia que estava respirando. Foi muito desgastante, mas saiu um tiro a 4:15.

O próximo desafio é uma prova de 10 km, amanhã, chamado de domingo, em Navegantes toda na areia da praia. Fosse no asfalto, seria mais fácil fazer um tempo razoável. Como o percurso será só pela areia, tentarei fazer o melhor tempo possível. Fazer um sub 50 é difícil, mas não vou negar que é um sonho. Se conseguir na areia, consigo no asfalto. Sub 50 ou não, vou poder comparar com a Night Run, que também foi na areia. Corre, corre, corre!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Corrida Vertical - Florianópolis

Nada melhor do que acordar cedo em um sábado de manhã pra subir degraus. E foi exatamente o que fiz. Segui todo o ritual de uma corrida normal, talvez nem precisasse tanto. Chegamos no Hotel Majestic e fomos pra uma sala pegar o kit da corrida. A largada atrasou um pouco, mas nada de muito absurdo. Primeiro, subiram as mulheres. Depois, os homens, de acordo com sua categoria.

A prova teve perto de 50 inscritos e 40 concluintes. Foi até mais rápida do que eu imaginava. E foi também bem mais tranquila, achei que fosse mais difícil. Anunciaram 26 andares e 468 degraus. Nas minhas contas, se chegou a 22 andares foi muito. Me poupei no começo pra melhorar no fim, mas a falta de andares me fez chegar com fôlego e pernas sobrando.

Os treinos foram bem piores do que a prova em si. Na prova, é um tiro só, mais fácil do que fazer 5 tiros com intervalo. Minha tática de começar devagar e acelerar na metade não foi bem sucedida. O certo, percebi depois que subi, seria começar na maior velocidade possível, até onde as pernas aguentassem. Penso que o resultado seria melhor. Fiquei um pouco desapontado com meu tempo, que foi de 3:20.

Para efeito de comparação, o campeão fez em 1:36, menos da metade. Esta corrida diferente serviu pra adicionar a subida de escadas na minha rotina de treinamentos. Mais um exercício para as minhas pernas. E também me fez ter vontade de participar da última edição do Circuito Brasil, em dezembro, em Balneário Camboriú. A prova é rápida e só cansa no momento. Vale a pena participar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O tempo melhorou

Dor vem, dor vai, gelo aqui, gelo ali e alguns treinos sem tantas dores. Não sei exatamente quando comecei a me dar conta que podia correr mais rápido. Talvez o Garmin tenha ajudado a controlar o ritmo. Não sei. Mesmo. Em janeiro os tempos ficaram melhores. Fiz a Night Run com pace de 5:07 min/km. Ainda não estava acreditando muito no que eu estava fazendo.

Aí vieram os treinos da semana, subi uns degraus, treinei nas dunas, subi, desci e decidi correr 5 km no domingo, pra realmente ver se era de verdade. O objetivo era fazer 5 km em menos de 25 minutos, finalmente. Algo que me incomodava um pouco desde novembro. Comecei correndo forte pra sentir até onde ia e foi... corri os 5 km em 24:00. Era verdade, corri mais rápido.

O treino de terça-feira confirmou. Foram 3 tiros de 4 km (20:58, 20:15 e 21:07). Desde que comecei a seguir uma planilha, consegui fazer apenas uma vez os 3 tiros (ano passado) e os tempos foram altos. Ou fazia dois bons e quebrava no último. Na terça, fiz um tempo bom nos 3, bem próximos. O objetivo é fazer abaixo de 20 minutos, mas chegar perto já me animou.

Estou acreditando mais no próximo passo: correr 10 km abaixo de 50 minutos. As dores estão mais leves, mas ainda estão rondando. A convivência, por enquanto, tem sido pacífica. Corro menos, os treinos são mais específicos. Está funcionando. Acho que elas não vão me abandonar tão cedo. Se não me impedirem de correr e melhorar os tempos, que assim seja. Sigo correndo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Subindo os degraus

A primeira etapa da Corrida Vertical vai ser realizada em Florianópolis. Uma corrida diferente no calendário. Só subir degraus, no melhor tempo possível. Como quase não gosto de participar de corridas e nunca fiz uma dessas, me inscrevi sem pensar muito. Feita a inscrição, subi os degraus do meu prédio, três vezes, pra ver o que me esperava, e o resultado não foi muito animador. Na última semana, fiz treinamentos mais específicos para essa prova.

Com os treinamentos, sinto que o próximo teste no prédio pode ser melhor. Farei mais três subidas pra ver o que acontece. Imagino que seja uma prova que vai me cansar bastante, mas que vai demorar cinco minutos ou menos. Se correr (caminhar também vale) tudo bem na prova, a recuperação não deve ser demorada. Por ser diferente, vou participar. Aquela brincadeira de criança de subir degraus correndo virou esporte. Depois eu conto como foi.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Night Run Costão do Santinho

Primeira corrida do ano. Parecia que fazia muito tempo que não tinha uma corrida. Na verdade, foram só 3 semanas sem provas. Desde a São Silvestre, só treinos e mais treinos. E melhorando os tempos. E sentindo de novo a dor na fíbula ou ali por perto. Chegou o dia (noite) da Night Run Costão do Santinho. A corrida aconteceu no Costão do Santinho, como fica meio explícito. Provas de 5 e 10 km, trajeto todo na areia, à noite. Fatores que fizeram essa prova ser um pouco diferente das outras, mas muito agradável.
 
Sábado foi um dia quente, eu estava sem vontade nenhuma de sair de casa pra correr. A maior preguiça do mundo. Ainda comi sorvete antes da corrida. Pra completar, a dor na perna só tinha piorado desde quinta-feira. Achei que ia correr com muitas dores. Alonguei até mais do que faço normalmente, pra tentar diminuir. Não adiantou muito. Mesmo assim, decidi que não ia me importar com as dores durante a corrida. Azar da perna, meu também, se começasse a doer. Eu ia correr pra tentar fazer algo perto do meu recorde.

A largada foi dada e ainda havia um pouco de luz natural. Depois de alguns minutos, já era noite e ficou bem complicado de ver onde se pisava. Pelo menos eu sabia que era areia. Menos mal que não encontrei nenhum buraco. As tochas que estavam pelo percurso deixaram o trajeto bonito e tal, mas iluminação mesmo não existia. Era, de fato, uma corrida noturna. E foi muito legal. As condições não pareciam as melhores para fazer um bom tempo. Areia fofa em alguns lugares, tudo escuro, tempo abafado. Só parecia.

Sei lá se foram os treinos ou qualquer outra coisa, mas comecei em um ritmo bom, mesmo sendo na areia. Me surpreendi e senti que as dores foram diminuindo no decorrer da corrida. Fiz os 5 km em 25:08, recorde pessoal na distância. Aliás, bati meus recordes nos 5, 6, 7, 9 e 10 km nessa prova. Por enquanto, o melhor desempenho da minha vida nos 10 km. Ainda vai melhorar. Uma pena que o percurso não teve os 10 km anunciado. No entanto, pelo pace, de 5:07 min/km, bati meu recorde pessoal.

Durante toda a corrida, corri junto com o Robson, da TreineBem. Ele me ajudou bastante em manter o ritmo em alguns momentos da prova. A parte física está boa e as dores vem e vão. O maior problema é a parte psicológica. Por alguma razão inexplicável, diminuo o ritmo no meio da prova, sendo que ainda tenho fôlego e pernas pra continuar. No fim, dei um sprint e fiz pace entre 3:40 e 4:00. Nem consegui olhar pro relógio da chegada e quase esqueci de parar o meu GPS, mas mostra que ainda tinha alguma energia sobrando.

As dores praticamente sumiram durante e depois da corrida. Talvez correndo eu sinta menos dor. Talvez. Deve ter alguma explicação, que eu não sei qual é. Se as dores diminuirem, os treinos podem ser mais intensos. Sinto que tá quase na hora de fazer 10 km abaixo de 50 minutos. Quero esse tempo até a prova da Track & Field, dia 29/04. Os treinos seguem, as dores também. Vamos convivendo assim. Por enquanto, me deixem comemorar meu novo recorde pessoal nos 10 km. Na areia, na praia, à noite. Foi bom demais.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

As 32 de 2011

Caso alguém tenha se perguntado, em algum momento (não aconteceu, eu sei), quais foram as 32 provas que participei em 2011, listarei todas. Lembrando que fiquei parado em fevereiro por causa da lesão no joelho e em março foi a volta gradual aos treinos. A partir de junho, a coisa deslanchou.

06/02/2011 - 14ª Corrida dos Carteiros
20/03/2011 - Meia Maratona de Florianópolis (prova de 5 km)
27/03/2011 - Corrida Rústica Cidade de São José
10/04/2011 - 2ª Corrida Unimed 40 anos
23/04/2011 - Mountain Do Costão do Santinho (octeto masculino)
07/05/2011 - Corrida Rústica Polícia Militar 176 anos
15/05/2011 - Meia Maratona de Balneário Camboriú (prova de 5 km)
22/05/2011 - Corrida Pedra Branca
05/06/2011 - Circuito das Praias - Campeche
19/06/2011 - Meia Maratona de Floripa
10/07/2011 - Corrida Pela Paz - NO Drogas
17/07/2011 - 2ª Volta à Lagoa da Conceição Power Fit
24/07/2011 - 10 Milhas Inplac 37 anos
31/07/2011 - 27ª Meia Maratona de Gaspar
20/08/2011 - Mountain Do Praia do Rosa
04/09/2011 - Corrida da Primavera
11/09/2011 - Track & Field Run Series Florianópolis
25/09/2011 - 2ª Corrida Rústica Beira Mar de São José
02/10/2011 - Maratona de Santa Catarina
08/10/2011 - Corrida Coruja Jurerê Internacional
15/10/2011 - Mountain Do Lagoa da Conceição (dupla masculino)
22/10/2011 - 18ª Mini Maratona Santos Dumont
30/10/2011 - 4ª Meia Maratona Cidade de Pomerode
05/11/2011 - 1ª Volta do Balneário
06/11/2011 - Corrida Rústica 50 anos PRF
13/11/2011 - 1ª Corrida Rústica Vento Sul (A.A.E.I.V.S.)
20/11/2011 - 5ª Corrida Pela Vida
27/11/2011 - 5ª Meia Maratona de Blumenau
03/12/2011 - 3ª Corrida Rústica Vale das Graças Angelina
04/12/2011 - Corrida e Caminhada Pela Paz no Trânsito (21 km)
18/12/2011 - 8ª Corrida do Natal Abraão
31/12/2011 - 87ª São Silvestre

Em 2012, menos provas, tempos melhores. Esse é objetivo. Tenho quase certeza que vou melhorar os tempos. A mesma certeza não se aplica às provas. Vou tentar diminuir, mas não garanto. Começou 2012. Só não pode parar de correr. Lá vou eu.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

87ª São Silvestre

Fui. vi e corri. São Silvestre tá na conta. Minha primeira São Silvestre, que sempre tive vontade de correr. Era um dos meus objetivos como corredor amador. Fiz meia maratona e maratona. Faltava a São Silvestre. Menor em distância, mas do mesmo tamanho em significado. A viagem em si e os dias em São Paulo foram bons demais. A São Silvestre foi a cereja do bolo, embora eu não goste de cereja. Fechou o ano da maneira mais perfeita possível. De alma lavada. E que lavada. Nunca corri com tanta chuva. Quem tá na chuva é pra se molhar. Assim fiz. Sem reclamar. Só diversão.

Cheguei na Avenida Paulista às 15:30 e procurei, junto com o Fernando, um lugar pra ficar o mais perto possível da largada. Lá ficamos, um pouco sentados, maior parte do tempo em pé, até ser dada a largada. No momento da largada, começou a chover. Nunca tinha corrido com tanta gente, seja correndo ou do lado de fora, participando, incentivando e gritando coisas que não conseguia entender. A largada é meio tumultuada, mas nada que eu não esperasse. Aliás, achei que ia ser bem pior do que foi. Devido à posição razoável na largada, demorei só 3 minutos pra passar pelo tapete do chip.

Comecei a corrida em um ritmo forte pros meus padrões. Não achei que ia conseguir correr assim logo no começo. Até o 7º km, consegui um ritmo muito bom. No 8º e 9º km, cansei. No 10º km, voltei ao normal, caindo novamente no 11º km. Chegou o km 12 e 13 e aí o pace subiu muito. Era a tal da subida de Brigadeiro. Sempre ouvi falar da dificuldade dela. Só correndo (ou tentando) pra sentir como é difícil. Nunca odiei tanto um Brigadeiro. Aquilo não para de subir. Menos mal que tinha a descida depois que chegava na Avenida Paulista.

Aproveitei a descida da Brigadeiro pra recuperar o tempo perdido. Não me preocupei com a descida ou com a chuva, que voltou a cair forte. Me larguei e fui do jeito que dava, desviando das pessoas, daquelas tartaruas do chão, de tudo. O único objetivo era correr o mais rápido possível. Desculpa, joelho, desculpa, pernas, mas teve que ser assim. Não me preocupei com o futuro. Só quis descer. Dois dias depois, ainda sinto um pouco de dor nas pernas e panturrilhas. Culpa da subida e descida, mas tudo dentro do previsto.

Fechei a prova com 1:24:23. Tempo excelente, levando em conta as subidas e o grande número de participantes. Não corri sozinho em nenhum momento. Foi muito massa. Nunca corri o percurso antigo, mas gostei muito do atual. Não senti dificuldades, além da Brigadeiro, nem corri travado. Foi bem tranquilo. Em cada subida ou descida, via aquele mar de gente na minha frente. Milhares de pessoas. Sensacional. Gostei muita da São Silvestre. Não tenho do que reclamar. Deixo isso pros corredores mais experientes e profissionais. No meu amadorismo, tudo funcionou bem.

A medalha foi uma das mais bonitas que já recebi. A imensa chuva do final atrapalhou um pouco. Não durante, mas depois da corrida. Muita lama, frio, tudo molhado. Se não chovesse, ou chovesse menos, o Ibirapuera seria um lugar ideal para receber os concluintes. Dizem que São Paulo é a terra da garoa. Foi tanta chuva que nem sei se dava pra organização fazer alguma coisa a respeito. Nada que diminua minha satisfação em participar da prova. Só não dou certeza que voltarei em 2012 porque o último dia do ano nem sempre está livre. Se for possível, terminarei o ano correndo de novo.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...