quarta-feira, 28 de novembro de 2012

3º Circuito de Corridas Farmácias Pague Menos - Etapa Florianópolis

O tempo não para, eu não paro e as corridas continuam. Dia 25/11, último domingo, mais uma prova, a 109ª da vida e 39ª do ano. Corrida da Farmácia Pague Menos. Pela divulgação no site e nas ruas, parecia realmente que seria uma prova de primeiro nível. E foi o que aconteceu, desde o momento da retirada do kit sábado até o pós-corrida no domingo. Estrutura sensacional, com suporte aos atletas, além de vários e vários brindes. Fora a medalha muito bonita e as frutas e isotônico.

Havia as distâncias de 1, 5 e 8 km. Fui na de 8 km. Nos últimos dias, fiquei meio desanimado com os treinos. Fim de ano e parece que nada mais rende. Até nunca corri tanto como em novembro, mas as distância não passaram de 12 km. Estou rodando confortavelmente nos treinos e indo para morrer nas provas. Vou levar assim até o fim do ano. Parece-me mais adequado. Não vou forçar nos treinos, exceto os de tiro, e correr o risco de ter algum problema. Desse jeito está dando certo e os resultados nas provas tem sido bem satisfatórios.

Fui com o objetivo de melhorar meu tempo nos 8 km. Largada às 7:30 na Beira Mar Norte plana e com pouco sol era um cenário bem convidativo. Um funil na largada atrapalhou meu ritmo do começo, mas consegui recuperar depois. Fomos 4 km e voltamos 4 km. Ótima sinalização e hidratação, apesar de eu não ter pego nenhuma água. Via de regra, provas de até 12 km não pego água, nem para refrescar. Não sinto tanta necessidade. Fui constante no começo, o ritmo caiu no meio e no fim consegui terminar os 8 km em 38'12''.

Antes da prova, sonhava com um tempo abaixo de 38 minutos, mas não tenho do que reclamar. Fiz o que dava, do jeito que dava e saiu isso. Melhorei meu tempo e sinto que ainda posso melhorar mais. Mesmo correndo forte, terminei me sentindo bem. Preciso fazer alguns ajustes no meio da prova. Senti que desacelerei, meio sem querer. A parte boa é que o pior quilômetro foi a 5:00. Ou seja, abaixo de 5 min/km estou conseguindo manter. O mais ruim é quase bom. Voltei para casa com recorde pessoal e pronto para as próximas corridas.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

2ª Corrida da Primavera dos Perebas

A 2ª edição da Corrida da Primavera dos Perebas aconteceu no último domingo (tal de 18 de novembro). Dessa vez, o Analto passou a corrida para o período da manhã, com largada às 09:30. Esperava que fosse menos quente do que largar às 16:00, mas no verão dá tudo na mesma. Talvez às 9 horas fosse um horário mais humano. Se bem que, com sol, nunca é bom. Gostei da mudança para de manhã. Não sei se vai continuar assim, já que geralmente tem alguma prova para concorrer com essa dos Perebas, que é preterida em relação às outras.

Por 10 reais mais 1 quilo de alimento, lógico que eu fui na Corrida dos Perebas. Como a prova foi matutina, não tive problemas de comer demais no almoço ou correr mais forte em outra corrida. Era só a dos Perebas e o único objetivo possível era melhorar meu tempo nos quase 6 km do percurso. Fácil nunca será, embora este ano esteja conseguindo fazer com frequência tempos em corrida com pace menor do que 5 min/km. No entanto, é sofrido, muitas das vezes. Não seria diferente na Corrida dos Perebas e todos os morros que tem pelo caminho.

Corri até o 5º km tentando forçar o máximo possível e de olho no tempo, sabendo do último e mais desgraçado morro. A folga até que era considerável. O ritmo diminuiu mais por causa do morro e do cansaço do que por vontade própria. Vi que poderia fazer, de repente, um 27'59''. Aproveitei a descida antes da chegada para acelerar, tentei, mas fiquei nos 28'04''. Pelo menos, o recorde pessoal no percurso veio. Era isso que estava planejado. Nas minhas contas aproximadas, a corrida teve 25 concluintes.

Muito pouco, mas um dia a Corrida dos Perebas será grande. Não tem nenhum requinte de luxúria, é só correr em subidas e descidas. Talvez por isso não atraia tantas pessoas, ainda que o preço seja módico. Desafortunadamente, tinha certeza que meu recorde era 28'51''. Voltei para casa e quando olhei o recorde anterior, vi que era de 28'21. Corri a prova toda pensando em um tempo 30 segundos maior do que o verdadeiro. Por sorte, consegui o recorde, mas antes da próxima corrida vou conferir o tempo antes de sair de casa para não ter possíveis erros.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

4ª Corrida Rústica de Balneário Piçarras

Mais uma corrida, mais uma corrida de graça, mais um texto que eu não sei como começar. Aceitem que não sou um bom iniciador de textos. Sábado à tarde, fui para Piçarras, logo aqui do lado de Floripa, coisa de 1 hora de carro. Já que eu faria vestibular da UDESC no dia seguinte e não poderia participar da prova da Track & Field, senti obrigação, mais ainda, de ir a Piçarras correr. Até porque era de graça. As provas sem custos ou com baixo custo muito me interessam atualmente.

O percurso inicial da corrida seria de 8,5 km, mas por forças da natureza, que está querendo tomar de volta o que é dela, a distância foi encurtada para 7 km. Tinha a pretensão de correr o mais forte possível e ver que desastre aconteceria. Correr abaixo de 33 minutos seria bem legal. O tempo estava nublado, pouco vento, até estava bom para correr e ter um bom desempenho. Por algum motivo, depois do 2º km, não consegui mais manter o ritmo. Fui morrendo aos poucos.

Para manter o pace abaixo de 5 min/km foi uma briga daquelas enormes. No último quilômetro, senti até uma queimação ali pela garganta e tal. Deve ter a ver com a respiração. Não era bem o meu dia de correr. No fim, ainda consegui ultrapassar a primeira colocada das mulheres e cheguei pela primeira vez em uma corrida na frente de todas as mulheres. O tempo final dos 7 km ficou em 33'31''. Não foi ruim, porque a média ficou abaixo de 5 min/km, mas já fiz coisas melhores em distâncias maiores.

Sábado não foi a melhor corrida da minha vida, mas pelo menos percebi que, mesmo morrendo, lutando contra a vontade de desacelerar, consegui manter o ritmo abaixo de 5 min/km. Foi difícil, mas deu certo. Até o 3º km, corri sem olhar o Garmin, mesmo ele apitando e querendo atenção. Dali em diante, senti que tinha diminuído o ritmo e resolvi olhar a cada barulho de parcial. Por fim, o mais surpreendente de tudo, ganhei um troféu de 5º lugar na categoria, dentre 7 corredores. Resultado final melhor do que a corrida.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Corrida de Revezamento Unimed em Movimento

Essa corrida já estava marcada há tempos no meu calendário. Convidei meus 3 primos que são irmãos entre eles (entende?) e montamos um quarteto familiar. Tivemos alguns problemas com a inscrição que ganhamos no Facebook, mas no dia a organização foi muito atenciosa e resolveu tudo para nos deixar correr tranquilamente. Aliás, a organização da prova foi excelente, altíssimo nível, poucas provas em Floripa foram assim este ano. Caso eu não lembre de falar como eles foram perfeitos mais embaixo, fica o registro do começo do texto.

A prova podia ser feita sozinho, em dupla ou quarteto. O percurso do individual e duplas era de 8 km e eram necessárias 2 voltas. Quem correu quarteto fazia o percurso de 4 km. Quando pensei em montar o quarteto familiar, a nossa intenção era só se divertir. Até pensamos como seria se ganhássemos e tal, mas sempre levando na brincadeira, já que não parecia algo tão fácil e provável de acontecer. Cada um treinou e se preparou (ou não) do jeito que quis e nos encontramos na Beira Mar Norte no domingo para correr.

Dando nome aos bois. Ou aos primos. Ou aos competidores. Pela ordem do revezamento. Evandro, Enio (eu), Jules e Fernando. Esse era o quarteto e largamos. O Evandro largou, na verdade. Já que seriam só 4 km, minha tática era a mais kamikaze possível. Por kamikaze, entenda-se largar no ritmo mais forte possível e chegar morto no fim do percurso. Ou morrer antes (o mais comum). Se possível, com novo recorde pessoal na distância. Evandro fez a parte dele muito bem e me entregou o chip. Saí como se não houvesse amanhã.

Nessa corrida, estreei meu novo tênis, DS Racer 9 da Asics, muito leve. Gostei bastante. Ainda preciso melhorar minha tática kamikaze. Estou morrendo muito cedo. Parciais de 4:17, 4:34, 4:42 e 4:33. Posso dizer que no começo do segundo quilômetro já estava morrendo, mas era revezamento, eu não queria fazer feio e ainda queria bater meu recorde nos 4 km. No terceiro quilômetro fiz um pace mais alto, mas no último era quase obrigação fazer melhor. Consegui, mas só eu sei como cheguei podre. Passei o chip para o Jules e ele se foi.

O Jules e Fernando ficaram por último porque são os mais rápidos da família. Não sei se passei alguém de quarteto ou não, mas o Jules e o Fernando só passaram. Ninguém passou eles. O Fernando ainda fez o absurdo tempo de 15:08. Fechamos o revezamento com 01h09'13''. Todo mundo chegou bem cansado, mas com a sensação de dever cumprido. Havia boatos, inclusive, de que tínhamos conseguido ficar no pódio, mas sem certeza. Fomos bisbilhotar e perguntar para a organização e descobrimos que ficamos em segundo na categoria quarteto masculino.

Para mim, foi uma baita surpresa. Sabia que meus primos eram rápidos, mas jamais pensei em algo perto disso. Para ter uma ideia, fiz meu melhor tempo da vida nos 4 km (18:10) e fui o pior do quarteto. Esperamos o anúncio da premiação e realmente estávamos lá, em segundo. Correr em família, com dezenas de amigos e ainda ganhar um troféu. Foi um domingo MUITO especial. Houve também um sorteio de kits da Unimed e ganhei. Ainda teve isso. No fim do ano vou fazer uma lista das melhores provas. Essa estará, com certeza, no top 5.

A prova foi muito bem organizada, com hidratação, controle com chip, largada não atrasou, frutas na chegada, separação por baias para fazer o revezamento, evitando tumulto. Dessa vez, nenhuma crítica posso fazer. Talvez por não ter ganho o iPad do sorteio, mas, fora isso, organização impecável. As corridas de Floripa e região podem aprender bastante com esse evento da Unimed. Tomara que aconteça novamente nos próximos anos. Vale a pena. Apesar de ganharmos a inscrição em uma promoção no Facebook, o valor não era absurdo (R$ 60,00). Prova aprovada e recomendada.

 QUARTETO FAMILIAR (ENIO, JULES, EVANDRO E FERNANDO)

 LOUCOS ANTES DA CORRIDA

 ESTREANDO E APROVANDO O DS RACER 9

 FAMÍLIA NO PÓDIO

 LOUCOS DEPOIS DA CORRIDA

LOUCOS POR TROFÉUS

sábado, 3 de novembro de 2012

5ª Meia Maratona Cidade de Pomerode

Corri sábado à tarde (trotei, na verdade) e domingo já havia outra corrida. A 5ª edição da Meia Maratona Cidade de Pomerode. Estive lá ano passado e decidi, meio em cima da hora, ir para lá de novo em 2012. Queria me testar e ver até onde aguentava correndo perto do pace de 5 min/km. Seria o teste para tentar um recorde pessoal ou chegar bem perto dele. Esse era o plano. Acordei às 3:30 e, juntamente com o Eduardo, fui para Pomerode. Chegamos lá com sobras e pegamos o kit com muita tranquilidade.

O dia estava nublado e no começo da manhã tinha até uma neblina. Parecia que o clima seria perfeito para correr. Bom se fosse. A largada era às 8 horas, mas meia hora antes já dava para sentir que a coisa ia ficar feia. Já estava um pouco quente e o medo era que tivesse sol. A parte boa disso tudo é que o sol não deu as caras. Em compensação, foi um dia MUITO abafado por aqueles lados. Com 500 metros de corridas eu já estava pingando de suor. Isso geralmente acontece depois do 4º ou 5º km. Percebi que seria difícil, mas tentei ir até onde pudesse..

Até o km 8 estava bem. Não consegui fazer nenhum pace abaixo de 5 min/km e já desistia aos poucos da ideia do sub 1h45', mas ainda pensava em 1h50' ou coisa parecida. Do km 9 ao 11, ainda mantive um pace legal, abaixo de 5:30. Aí veio o retorno e não aguentei. Minhas pernas não deixavam mais o ritmo constante. Caiu bem caído. Foi até surpreendente fazer pace abaixo de 6 min/km até o 14º km. Do km 15 ao 20, tudo acima de 6 min/km e morrendo. Quando a gente fica contando quanto falta para acabar é porque nada mais vai dar certo.

O tempo abafado quebrou quase todo mundo. A folga de minutos que consegui no começo me ajudaram nesse momento de desaceleração. Fiquei fazendo contas para fechar com pelo menos sub 2 horas. Era o que podia alcançar no momento. Pensei até em bater meu recorde da Meia de Pomerode do ano passado, mas não lembrava exatamente quando tinha feito. Então, forcei no último km, para fazer sub 1h59' e não ficar tão feio. A chegada, enfim, apareceu. Acelerei mais um pouco e fechei a corrida com 1h58'50''.

Mais tarde, vi que o tempo do ano passado foi 1h59'02''. Melhorei meu tempo em 12 segundos. O clima não estava bom para correr e fiquei satisfeito de ter conseguido pelo menos o recorde pessoal da prova. Nunca usei tanta água durante uma prova. E não era para tomar, Eram 2 ou 3 copos jogando na cabeça e não tinha jeito de refrescar. Uma das provas em que o tempo mais atrapalhou. Mais uma meia maratona para a conta. A temporada de meia maratona e maratona acabou. De novo só em 2013. Espero que com melhor desempenho e novos recordes.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

19ª Mini Maratona Santos Dumont

Corrida graça é uma obrigação. Eu estava inscrito na Meia Maratona de Pomerode no dia seguinte, mas não pude deixar de ir na Corrida da Base Aérea. Um sábado muito quente, parecia que a corrida seria um inferno. Menos mal que na hora da largada um tempo bem nublado, com um vento agradável e raros pingos de chuva, se firmou. Ficou mais fácil para correr. Meu objetivo na corrida do sábado era completar os 10 km em ritmo de trote, pensando em morrer em Pomerode, no domingo.

Minha dúvida estava em qual ritmo correr. Na largada, encontrei o amigo Juarez. Ele ia largar só para completar, visto que estava com as dores em todos os lugares do corpo. Decidi acompanhá-lo. Conseguiria manter um pace mais devagar e estável e ainda ajudaria o Juarez a completar a prova dele. Completamos a prova em um ritmo médio de 6:49 min/km. Cheguei muito bem, nem parecia que tinha corrido. Já o Juarez, bom, ele estava exausto, mas completou, isso é o que importa.

A missão de sábado estava cumprida. Corri em um ritmo confortável, preservando-me para a Meia de Pomerode no dia seguinte, e ainda ajudei um amigo a chegar ao fim da prova. A Corrida da Base Aérea foi organizada pela Acorsul. Mais uma vez, excelente. O detalhe é que foi de graça e teve medalhas e troféus para até o quinto da categoria. Corri ano passado e este ano repeti. Ano que vem estarei presente de novo. Corridas assim vale a pena apoiar e participar. Próximo desafio: Meia Maratona de Pomerode.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Mountain Do Lagoa da Conceição

As corridas não param. Sábado último, aqui em Floripa, teve o Mountain Do Lagoa da Conceição, corrida de revezamento. Não sou muito fã de correr fora do asfalto. Evito ao máximo, mas o Marcelo me convidou e novamente formamos uma dupla, tal qual ano passado, só que dessa vez invertemos os percursos. Assim, podemos dizer que já corremos por todos os percursos do Mountain Do. Para mostrar como sou adepto do asfalto, só corri um dia deste ano em trilhas, areias e afins. No dia do Mountain Do. Ou seja, treinado e bem preparado eu não estava.

Eu e o Marcelo repetimos a dupla, mas nosso objetivo era melhorar o tempo, as 8h37' do ano passado. Houve uma mudança de distância no percurso 5 e 6. A princípio, pensamos que a distância total havia aumentado 4 quilômetros. Depois, refazendo as contas, percebemos que apenas tiraram 4 km de um e botaram no outro. Nosso tempo final este ano foi também 8h37'. No começo, ficamos mais contentes, o mesmo tempo com 4 km a mais. Estava perfeito. No entanto, não era bem isso. Ficamos somente com a nossa regularidade, de fazer o mesmo tempo dois anos seguidos.

Sobre a prova. Corri os percursos 1, 3, 5 e 8. Agora já sei como funcionam todos os percursos, quais são os melhores e quais são os piores. No percurso 1, fiquei com a largada. Havia três largadas: 08:00, 08:30 e 09:00. Por sermos honestos e colocarmos nossos melhores tempos dos 10 km no asfalto, fomos colocados na largada dos intermediários. Fiquei incumbido com a parte de largar. Saindo do LIC, consegui render bem no asfalto, mesmo com as subidas. Cheguei nas dunas, areias e o ritmo despencou. Ainda consegui um pace de 06:06, muito morto.

Não tive muito tempo de descansar. Marcelo correu rápido o percurso 2. Mal cheguei na Joaquina e ele já estava me passando o chip. Não consegui descansar direito. Já saí correndo. Ou tentando. Pegar as dunas da Joaquina logo no começo quebra o ritmo. E tinha vento contra. Foi horrível subir engatinhando as dunas com a areia batendo no rosto. Aliás, no percurso 3 o ritmo nunca é constante. Ou até é, constantemente devagar. Muita trilha, subidas. A coisa só fica boa quando pegamos a estrada que leva até a Praia Mole. Ali foram 2 minutos de pace abaixo de 5:00 min/km. Meu momento de maior felicidade.

No percurso 4, as dificuldades são maiores. Marcelo demorou um pouco mais e tive tempo de trocar de meia, tirar areia do tênis e comer o pão com queijo e presunto. Meu próximo percurso, o 5, era da Barra da Lagoa, Projeto Tamar, até a Praia do Moçambique. Esse percurso foi diminuído em 4 km em função de mudança no posto de troca. Corri por um bosque muito bonito, onde o ritmo podia ser mais constante, mas eu ainda sentia as trilhas do percurso 3. Passando o bosque, caí nas areias do Moçambique. Correr naquela areia era impossível. Ainda o mar revoltado, resolveu me presentar molhando meus tênis. Arrastando-me, cheguei ao posto de troca.

Finalmente, teria tempo para descansar. Marcelo dobrou os percursos 6 e 7. É bem pesado fazer isso. Optamos assim para pegar o barco que me levaria à Costa da Lagoa sem pressa. Talvez, no futuro, façamos diferente. Parece que é possível fazer um percurso cada um e não ficar esperando. Peguei o barco e fiquei pouco mais de duas horas na Costa da Lagoa esperando. O bom é que levei o iPhone e tinha 3G naquela área. O tempo não demorou a passar. Tirei várias fotos e atualizei os status no Twitter e Facebook.

Quando Marcelo chegou, sabia mais ou menos o que me esperava. Pouco mais de 12 km, sendo uns 9 no meio do mato. Minhas pernas e braços já estavam cansados, mas lá fui eu. Fiz as contas e achei que o recorde do ano passado era impossível. Nem me preocupei em correr. Sim, eu corria quando podia no meio das trilhas, mas sem aquela pressa toda. Quase me perdi duas vezes, uma por culpa minha e outra por culpa do staff, mas segui em frente, para os lados, pulando, tropeçando. Era trilha, né? Comecei a ver o asfalto e fiquei mais feliz. O Canto dos Araçás era uma realidade.

O problema é que do Canto dos Araçás até o LIC tinha uns bons 3 km e, para piorar um pouco, havia muitas subidas íngremes, que me desanimaram. Já cansado, não hesitei em andar em todas. Atravessando a avenida que levada para o LIC, comecei a correr e dali até o final não pararia mais. No meio do caminho, o amigo Angelo me encontrou e me acompanhou até a entrada do LIC. A partir da entrada, eu e o Marcelo corremos juntos para completar. Nossa surpresa foi das maiores quando vimos o tempo em 09h'07 (o que daria 08h37' no tempo líquido).

No final de tudo, minhas contas estavam erradas e poderíamos ter melhora o tempo em uns minutinhos. O banho de cachoeira do Marcelo, a minha parada para amarrar o tênis, a despreocupação no percurso final. Tudo contribuiu. Pelo menos o tempo foi igual ao ano passado. Teve diferenças de segundos, mas fiquemos com as 08h37' para dizer que foi a mesma coisa. Minhas pernas, as coxas especialmente, e os braços ficaram bem doloridos, mas a nossa missão foi cumprida. E comprida. De novo. Como em 2011.

Participar do Mountain Do é bom demais. Não sou fã das trilhas e do valor da inscrição, mas uma vez na vida qualquer pessoa que corre precisa participar. É bom que seja logo porque o preço só aumenta. Atualmente, para mim, só vale a pena se for em dupla, para aproveitar bem tudo que o evento oferece. Pagar o que se paga, só em dupla. É mais sofrimento, mas é o melhor jeito. E sem muita preocupação com desempenho, logicamente. Já sou lento no asfalto. O intuito é se divertir e confraternizar, seja com os amigos, corredores, fotógrafos ou cachorros. Meu segundo Mountain Do foi assim. Mais abaixo tem umas fotos do evento.





sexta-feira, 19 de outubro de 2012

1ª Corrida das Crianças dos Perebas

Mais uma corrida do Analto. Essa me pegou de surpresa, mas fui igual. Era a segunda corrida do dia. Este ano, é a terceira vez que acontece essa dobradinha de provas no mesmo dia. Com o recorde nos 6 km na parte da manhã, a corrida da tarde, em comemoração ao dias das crianças era só festa, sem objetivo tempo. Aliás, faz algumas Corridas dos Perebas que não consigo correr forte. Sempre tem alguma corrida de manhã ou outra coisa para atrapalhar.

Dessa vez, poucos participantes. Os mesmos de sempre, mas em menor número. Tentei fazer que nem o amigo Eduardo Hanada e contar o número de corredores. Tenho quase certeza que eram 29. As corridas do Analto já são simples, sem toda aquela frescura das provas doas dias de hoje. Pois no domingo à tarde, a polícia não apareceu para ajudar no trânsito. Largamos com o apoio de um ciclista que passava por ali e aceitou acompanhar os corredores.

O que eu queria nessa corrida? Só completar em ritmo constante. Qual ritmo? Não tinha ideia. Esperei ver o primeiro quilômetro para ter noção do que faria. Sem fazer esforço, correndo bem tranquilo, consegui manter o pace (5:33, 5:36, 5:35, 5:32, 5:39, 5:31). Digam se não fui constante? As coxas estavam sentindo ainda o ritmo forte da corrida da manhã, mas mantive o pace, mesmo com as subidas e descidas do percurso.

As crianças ganharam balas, doces, chocolates e tal. Para minha surpresa, os adultos também. Fiquei bem feliz. O tempo de 32:33 foi o de menos. Meu tempo na Corrida dos Perebas em 2012 só aumenta. E a próxima é a de Natal, na qual provavelmente correrei fantasiado de papai noel. Acho que só em 2013 vou conseguir correr forte por lá. Com essa corrida, cheguei em 32 no ano, o mesmo número de 2011. Continuamos correndo.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Corrida&Caminhada Contra o Câncer Balneário Camboriú

Depois de 7 dias parados, descansando da sofrida e decepcionante maratona, retornei aos treinos. Pace alto, todo travado. No decorrer dos dias o corpo foi voltando ao normal. Não tinha nenhuma corrida programada. Faria apenas meus treinos de rodagens. Eis que descobri que haveria a tradicional Corridas das Crianças do Analto, no Abraão. E melhor ainda: ganhei uma inscrição para a Corrida Contra o Câncer. De repente, surgiram 2 corridas no mesmo dia. Obviamente, corri ambas. A corrida da tarde, no Abraão, fica para outro post.

No Facebook, apareceu a oportunidade de ganhar uma cortesia. Mandei email e consegui. No atual momento financeiro, decidi que não vou mais gastar dinheiro com corridas. Vou só nas muito baratas ou de graça e naquelas que já paguei a inscrição faz tempo, mesmo sendo caras. Pode haver exceções, mas espero que sejam poucas, embora me conheça bem. Vou tentar. Além de eu, meu primo Fernando, sua esposa Michelle e nosso amigo Wilson ganharam a inscrição. Fomos os 4 rumo à Balneário Camboriú correr 6 km.

Meu outro primo, Pedro, nos ajudou imensamente e pegou os kits no dia anterior. Meus treinos depois da maratona estão na base de rodagens, bem leves e moderadas. Decidi me testar nesses 6 km. Correria o mais rápido possível, até onde aguentasse, só para ver o tempo que faria. O evento foi bem organizado, com largada no Balneário Camboriú Shopping. Além da corrida de 6 km, havia uma caminhada de 3 km. O percurso tinha 3 km e os corredores davam duas voltas.

Largada marcada para às 8 horas. Para não dizer que foi pontual, largamos às 8:00:15. Acho que é um atraso tolerável, né? Como eram poucas pessoas (140 concluintes), larguei bem na frente e já saí acelerado, como se não houvesse amanhã. Correr abaixo de 30 minutos era o mínimo que esperava de mim. Aquela parte de Balneário era desconhecida para mim. Ruas estranhas, tudo diferente. Não tinha ideia para onde estava indo, só sabia que quando visse o shopping era sinal de que estava chegando.

Passei o 1º km a 4:14. Fiquei feliz. Sabia que não ia manter, mas já me dava uma boa vantagem. O 2º km ficou em 4:26. Gostei também. O ritmo caiu, mas ainda ficou abaixo de 4:30. No 3º km senti um pouco mais e fiz a 4:43. Passamos novamente pelo shopping e já sentia um pouco de cansaço, mas fiz umas contas e percebi que dava pra fazer os 5 km em menos de 23 minutos. Tentei pelo menos manter o ritmo e até que deu certo. 4º km a 4:44.

Faltavam só 2 km. Não me permitiria mais desacelerar. Foi por pouco, mas consegui fazer o 5º km em 4:38 (22:45 no total). Aí era só dar o sprint final (tentar). Não foi bem o que eu estava esperando, mas o 4:27 me deixou satisfeito porque foi abaixo de 4:30. No tempo líquido da prova, 27:17 e novo recorde pessoal nos 6 km. Correr com um pace médio de 4:33 min/km foi uma surpresa daquelas bem positivas. Acho até que se fizesse um meio de prova forçando mais, poderia sonhar com um 26:59. Até porque não me senti passando mal na chegada, como já aconteceu em provas em que corri com ritmo mais forte.

Ficou bom mesmo assim. Corri mais do rápido do que estava programado e o sub 30 ficou pelo caminho. Consegui até ficar em 2º na minha categoria (25-29 anos) entre 4 corredores. A organização da Latin Sports não deixa a desejar. O ponto negativo é o valor da inscrição. Não é todo mundo que está disposto a pagar R$ 70,00 para correr 6 km. O percurso, o trânsito, a sinalização, a hidratação, o pós-corrida, a medalha, tudo muito bom. O único detalhe é esse valor. Inesperada, mas muito bem-vinda, essa foi a minha 101ª corrida.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Maratona de Santa Catarina

A vontade de escrever esse texto é quase nenhuma, mas vamos lá. Chegou o dia da 100ª corrida. A Maratona de Santa Catarina. Nunca me preparei e corri tanto antes de uma maratona. Corri 351,55 km entre o dia depois da Maratona de Blumenau e o dia anterior à Maratona de Santa Catarina (13/08/2012 a 29/09/2012). As condições deveriam ser as mais perfeitas possíveis. Nenhuma dor, nenhum incômodo, nada. Parecia que tinha tudo para dar certo. Aí chegou a manhã da quinta-feira anterior à prova e apareceu, do nada, uma dor na perna direita. Sei lá eu de onde veio, mas ficou ruim até para andar. Fiquei na esperança dessa dor sumir até o dia da maratona ou logo que começasse a correr.

Acordei domingo e senti que a dor ainda estava ali. Restava aquela torcida para a dor sumir durante a corrida. Não sumiu não. Ficou ali até o 21º km. Corri meio mancando, com dores, até a metade da prova mais ou menos. Depois, assim como veio, a dor sumiu, de repente. Eu não tinha mais dores para correr. Menos mal. Já tinha feito muito esforço até a metade da prova e não tinha mais tanta força e disposição para percorrer a metade final no ritmo pensado para a maratona. Não aconteceu nada do jeito que eu queria.

Essa dor apareceu, atrapalhou e foi embora. Não faço ideia dos motivos para ela aparecer. Depois do km 23, 24, foi uma maratona em ritmo muito lento, alternando momento de caminhadas. Já tinha perdido a vontade de tentar fazer um tempo decente. Todos meus objetivos ficaram pelo caminho antes de chegar na meia maratona. Olhava para o relógio, fazia as contas e cada vez estava mais longe. O bom é que cada passo, por mínimo que fosse, a chegada ficava mais perto. Estava longe, mas em algum momento eu ia completar.

Contei em toda a maratona com a companhia do meu primo Fernando, que teve paciência para ficar correndo comigo durante o tempo todo. Ele corre 10 km para 38 minutos. Imaginem a tortura que não deve ter sido. Foi muito legal. A maratona ficou menos chata e talvez caminhasse mais se tivesse sozinho. O km 32 da maratona passa pela Passarela do Samba, local da largada e chegada, e lá tivemos apoio da torcida e amigos. Fiquei mais animado. Até pensei em desistir ali na passarela. O tempo ia ser horrível e o sofrimento só ia aumentar.

Vontade não faltou, mas pensei que era a 100ª corrida e tinha um bolo no final. Não ia deixar de completar minha primeira corrida, ainda mais sendo ela a 100ª. Demoramos mais ou menos 1h25' para fazer os 12 km finais. Calculem aí e vejam em quanto ficou o pace. Para piorar, depois do km 37, tinha o retorno pela Via Expressa Sul. E MUITO VENTO. MUITO. Contra. Foi difícil. O túnel que daria para a Passarela do Samba não chegava nunca. Correndo em ritmo lento e andando, fui me aproximando do túnel.

Finalmente cheguei. O tempo? 4h57'09'', o pior da minha vida. Não me orgulho em nada desse tempo. No Rio e em Blumenau, com diferentes estratégias, fiz 4h16'. Essas quase 5 horas não estavam nos meus planos, não gostei, mas foi o que deu para fazer. Mesmo com tudo isso de ruim, foi legal por ser em Floripa, com vários amigos correndo, sofrendo e completando a maratona e tantos outros na torcida e provas de 5 e 10 km.

Mais abaixo tem umas fotos e o vídeo da chegada. Aliás, outro motivo para terminar a maratona era a chegada. Eu e o Fernando combinamos de dançar Gangnam Style. Então eu PRECISAVA chegar porque a melhor parte e mais divertida da maratona era o final. Ano que vem tento de novo. Espero que sem dores inesperadas.

  

O BOLO

CHEGAMOS

MELHOR FOTO

AMIGOS (alguns dos tantos que estiveram lá)
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