terça-feira, 26 de junho de 2012

42 km à vista

Já estou aceitando o resultado da última meia. Não foi o que eu queria, mas foi o que deu para fazer. Buscando na minha tabela de Excel de registro de tempos, encontrei casos de quase recordes em outras distâncias, que foram igualmente decepcionantes tais qual a Meia de Floripa. Uma vez, faltaram 17 segundos para fazer o sub 25 nos 5 km. Em outra, faltaram 55 segundos para o sub 50 nos 10 km. Pouco depois, bati os recordes dessas distâncias bem batidos, com minutos sobrando. Então acho que pode acontecer a mesma coisa com os 21 km. Tomara. Espero que sim. Tem a Meia Maratona de Gaspar e Pomerode ainda este ano para tentar o sub 1h45'.

Participei de 18 provas este ano, mas nada é tão importante quanto a Maratona do Rio de Janeiro, dia 8 de julho. Fiz 3 meias este ano, com o objetivo de me preparar para a maratona. A Meia de Floripa foi a última das meias e era onde eu queria ser sub 1h45'. Não deu, mas serviu como treino longo. Aliás, além das 3 meias, fiz outros 6 treinos longos até agora. Entenda-se como longos treinos acima de 21 km. Dessa vez, estou me preparando para sofrer com mais dignidade em uma maratona. Tem tudo para dar certo. Ainda pretendo fazer um último longão. Aí é só esperar o dia da corrida chegar. Provavelmente, escreverei de novo a respeito da maratona antes de viajar.

O principal objetivo na Maratona do Rio vai ser terminar bem, somente com o desgaste e dores naturais. Correr o tempo todo durante os 42,195 metros é um desejo. Objetivo de tempo até tenho. São três, dependendo do que acontecer. Terminar a maratona abaixo de 4 horas (um sonho); se não der, terminar com um pace abaixo de 6:00 min/km, ou seja, sub 4h12'; se nem isso eu conseguir, só completar e comemorar mais uma maratona. Tenho esses objetivos, mas vou correr sem preocupação com o tempo. Tanto é que vou desligar os alertas do Garmin. Correrei só na sensação de esforço e cansaço, torcendo para que no fim veja um tempo surpreendentemente positivo no relógio da prova.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Meia Maratona de Floripa

É possível fazer seu recorde pessoal e a prova ser um fracasso? Respondo: sim, é possível. Aconteceu comigo na Meia de Floripa. O objetivo era correr abaixo de 1:45:00. Sinceramente, achei que seria mais tranquilo do que se mostrou durante a corrida. O recorde perfeito que eu queria não veio. Fiz 1:46:39, muito insatisfeito. Melhorar o tempo é sempre bom, mas, nesse caso, ficou em segundo plano devido ao objetivo não alcançado.

O pior de tudo é que eu cheguei completamente morto e exausto. Todo dolorido. Só depois da Maratona de Santa Catarina senti tantas dores nas pernas. Não é aquela dor de lesão, é só cansaço. Normal até, mas fazia tempo que não terminava uma corrida assim. Percebi aí que correr 21 km forte não é fácil. Nos treinos longos para a maratona, passo os 21 km bem tranquilo, sem cansaço, mas com o tempo acima de 1:50:00. Eis a diferença, certamente.

Pensei o que fiz de errado nos 21 km para não conseguir o tempo. Não é nem desculpa. Pode até ser, mas não é. Fui no limite do que dava. Sprint final? Esquece. Olhei para o Garmin e vi que o 1:45:00 tinha ficado para trás. Nem tentei correr mais rápido. Pensei nas próximas meias. Sabia que iria fazer um novo recorde, quase 3 minutos a menos. Então nem forcei. Os segundos não importavam mais, tanto fazia terminar com 36 ou 20. Dava na mesma.

O principal erro, na minha avaliação, foi sair forte demais. Mais forte do que eu pretendia. O ritmo a ser mantido era entre 4:50 e 4:59. Na empolgação da largada, fiz o que não se deve fazer. 1º km a 4:34 e 2º km a 4:39. Já tinha 47 segundos abaixo do pretendido. Meu plano era chegar no 21º km entre 1'30'' a 2'00'' abaixo do pace de 5:00. Assim teria tempo para completar os metros finais do percurso com bastante folga.

Meu corpo sentiu que estava errado. As pernas ligaram o sinal de alerta. O que aconteceu? Minha canela começou a doer. Sabia que a dor era por causa do ritmo forte. Já me aconteceu outras vezes. Quando saio muito rápido, ela reclama. O ideal é aumentar o ritmo gradativamente, aquecer antes, durante a corrida mesmo. Não foi o que eu fiz. Logo, dor. Assim foi até o 5º km. Depois, entramos na Beira Mar e o ritmo raramente ficou abaixo os 5:00 min/km.

Ali eu sabia que as pernas não iam aguentar, já estavam cansadas. A dor na canela passou, mas, enquanto durou, tirou mais um pouco das energias. Controlava mentalmente quantos segundos estava abaixo dos 5:00. Piorava a cada quilômetro. Na volta do percurso, talvez por encontrar vários conhecidos do outro lado, o ritmo aumentou. Nada de expecional, mas melhorou. Continuava controlando o pace e vendo que estava cada vez mais difícil.

Lá pelo km 14, 15, senti que não sentiria por muito mais tempo as pernas. O cansaço estava se manifestando mais acentuadamente. A vontade de parar existia, mas era incogitável. Parar seria um fracasso maior do que não fazer o 1:45:00. A cada quilômetro, o pace aumentava mais alguns segundos. Ainda tinha uma mínima esperança. Quando chegou a vez de voltar pela ponte, a esperança não foi comigo. Ficou antes, pelo caminho.

A subida da ponte foi para matar. Depois de 17 km, ainda tinha uma subida que não terminava nunca. Ali foi o ponto final do sonho. Faltavam 3 km e minhas pernas não se importariam em parar. Estava tudo muito ruim. Eram só 3 km. Tinha que ir do jeito que dava. Tentei me animar, mas não dava mais. Até o sprint final, como falei mais para cima, ficou de lado. Estava só esperando o portal de chegada. Em ritmo moderado, terminei a prova.

Passou só o tempo de chegar a tirar o chip e pegar a medalha para eu ter a noção real da situação. Estava doendo todo e qualquer lugar das pernas, principalmente as coxas. A dor passou o domingo e a segunda-feira comigo. Está diminuindo lentamente. Senti-me como um time que joga em casa, estádio lotado, todas as condições de obter um ótimo resultado e leva dois gols nos últimos minutos. Essa foi minha participação na Meia de Floripa.

Não foi ruim, mas não foi bom também. Esperava fazer um texto em tom mais entusiasmado. Ainda não dá. Nem o recorde pessoal me animou. Rever estratégias e treinar mais. Não há outra opção. Acho que é a primeira vez que não fico tão contente com um recorde pessoal. A organização da prova foi perfeita. Não faltou nada. Só me faltaram pernas. Continuarei em busca do sub 1:45:00. Espero conseguir em uma próxima meia maratona.

sábado, 16 de junho de 2012

Here I go again

Quase um ano atrás, a Meia de Floripa foi minha primeira meia maratona da vida. Agora, será a oitava. Nesse tempo, tudo mudou pra melhor. Meu conhecimento acerca do que envolve correr aumentou. Mais preparado, mais treinando, mais rápido. Em 2011, o objetivo era só terminar. Foi sofrido, sem muito treino, mas completei com pace abaixo de 6:00 min/km, conforme planejado. Corri em 2:01:15 e não consigo esquecer esse tempo. Ficou marcado. A primeira meia foi boa demais.

Continuei correndo. E correndo. E foram mais 6 meias. Este ano, até julho, só duas provas realmente importam: a Meia de Floripa e a Maratona do Rio. As outras 17 provas que participei até agora podem ter sido legais e muito boas, mas não se comparam. Este ano, corri duas meias e melhorei o tempo. 1:54:02 em março e 1:49:16 em maio, já pensando na Meia de Floripa. Se em 2011, queria correr abaixo de 6:00 min/km, em 2012 tem que ser menos de 5:00 min/km. Qualquer coisa que não seja menos de 1:45:00 será um fracasso.

Tenho condições, sei que consigo, mas sempre fico com um pouco de dúvida antes da corrida começar. Na Track & Field foi assim. No fim, o recorde veio, mas até chegar na hora de correr muitos pensamentos me atormentaram. Está tudo certo, mas nunca se sabe o que vai acontecer durante a prova. Essas corridas em que me obrigo a melhorar o tempo me deixam mais ansioso do que o normal. Meia de Floripa, lá vou eu de novo. Em busca do recorde perfeito para o momento. Nada mais importa. Domingo (17/06) é o dia.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Circuito SESC - Tijucas

Com mais essa corrida, fechei 12 fins de semana participando de provas. Desde 18 de março sem parar. Todo fim de semana, se tem corrida, eu vou. Dessa vez, nada de prova por Florianópolis ou São José. Então me mandei para Tijucas, na corrida que abriria o Circuito SESC de Caminhadas e Corridas. A inscrição seria de 10 reais, mas no fim ficou em 3 reais. Preço totalmente excelente e impossível não participar.

Anunciaram que teria percurso de 5 e 10 km. A quadra que eles usaram não concordou muito. Cada volta deu quase 2,25 km. No fim, nem 9 km no que deveria ter 10 km. Pelo menos, quase fechou redondo. Terminei esses 9 km em 44:36. O tempo não foi dos melhores da minha vida, mas era só o que dava para fazer. Antes dessa prova, foram 7 dias seguidos correndo, incluindo um longão de 3 horas na sexta-feira. As pernas reclamaram um pouco.

Fosse para correr em um ritmo devagar, como tem sido nos treinos e nos longos, até acredito que seria tranquilo. Decidi, no entanto, que nas provas tentaria um ritmo mais forte, pra me testar. O objetivo em Tijucas era fazer um pace abaixo de 5:00 min/km. Desde o início percebi que não ia ser muito fácil. O 1º km em 4:36 já me mostrou que era impossível manter esse padrão. A parte de dar 4 voltas na quadra também ajudou a desmotivar.

Somam-se os dias anteriores de treino, a monotonia do percurso, o piso de lajota e estrada de chão e temos o resultado dito anteriormente: fiz o que dava pra fazer. O 2º km ainda ficou em 4:47. Depois, do 3º ao 8º km, a briga foi para manter os 5:00. Missão árdua, mas cumprida. Tentei acelerar no último quilômetro e consegui um 4:57. Era mais do que suficiente. Valeu como treino, valeu como a 17ª corrida do ano concluída.

Mesmo sendo em um lugar de Tijucas que nem o Google Maps sabia onde ficava, achei que teria mais participantes. Talvez a chuva da manhã tenha espantado as pessoas que não gostam de se molhar. Mal sabiam elas que a chuva iria parar e a corrida seria com tempo seco, com o sol saindo timidamente em alguns momentos. Perderam uma prova barata, longe de tudo e bem organizada.

sábado, 2 de junho de 2012

Mais do mesmo

2011 e 2012 foram anos bem interessantes na minha vida de corredor amador. Entre junho de 2011 e abril de 2012 corri todas as distâncias possíveis que um dia imaginei correr quando comecei. E também participei de de provas que sempre quis. 5 km, 10 km, 21 km, 42 km. Mountain Do, São Silvestre, Volta à Ilha. Provas de 5 e 10 km fiz muito, mas as outras todas começaram depois.

Em termos de distâncias e provas, já está tudo realizado. O que falta agora é acrescentar novas provas, em outros lugares, no currículo. Meias maratonas e maratonas fora de Santa Catarina e outras provas mais famosas. Começarei com a Maratona do Rio. Talvez este ano seja só essa prova, com possível São Silvestre mais uma vez. Só vou decidir depois de julho.

No momento, me sinto como aquela equipe que ganha tudo no futebol. Perguntam qual a motivação pra continuar jogando e ganhando. Eles respondem que é ganhar tudo novamente. Minha resposta é a mesma. Sigo treinando e correndo porque quero fazer tudo outra vez. Mais rápido, se possível. Repetir as melhores provas, talvez as piores, fazer novas provas e correr sempre. Havendo dinheiro e pernas, vou no que aparecer e parecer bom.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Corrida e Caminhada da Indústria - SESI

Essa é uma prova que apareceu meio de repente no calendário. Só 5 km. Por que não participar, certo? Ainda mais que era perto, muito perto, de casa. Quando decidi participar dessa corrida, já tinha o objetivo em mente: correr os 5 km em 22:30, manter um pace de 4:30 min/km e fazer meu novo recorde mundial pessoal. Sei bem que 5 km é correria do começo ao fim e ainda não aprendi como correr toda a distância de uma maneira uniforme.

Outra coisa que preciso aprender é sobre meus limites atuais. Eu quero fazer o recorde, quero correr mais rápido e, embora os tempos tenham melhorado muito do começo do ano até agora, ainda não tenho condições de correr 5 km em 4:30 min/km. Talvez até tenha, mas minhas estratégias de prova não funcionaram. Completei a prova com 23:05, meu novo recorde, mas 35 segundos acima do que havia planejado.

Preciso me acalmar e não exagerar. A receita é treinar e treinar. Em algum momento o tempo vai melhorar mais um pouco. Foi assim este ano. De repente, comecei a correr as provas abaixo de 5:00 min/km. Das últimas 8 corridas, só o Volta à Ilha e a Meia Maratona de Balneário Camboriú ficaram acima desse pace. O resultado naturalmente virá. Tenho certeza, mas preciso botar em prática. Fiquei meio decepcionado com o tempo de ontem.

Tentando olhar pelo lado positivo, no começo do ano eu corria 5 km em 25:10. Atualmente, 23:05. Melhorou, mas eu quero mais. Vou redefinir meu objetivo na próxima prova de 5 km. Vou tentar correr abaixo de 23 minutos e ver o que acontece. Mudar a estratégia de prova também é uma boa ideia. Os paces da corrida de ontem praticamente me obrigam a mudar (4:11 / 4:33 / 4:48 / 4:57 / 4:36). Começo muito bem e caio absurdamente km a km.

O calor atrapalhou bastante. A largada seria às 10 horas. Largamos às 10:18, mais ou menos. Todo mundo reclamou do calor. Deveria ser crime largar tão tarde. Posso dizer que depois do 2º km, além da minha estratégia kamikaze, o calor fez efeito. Não rendeu mais nada. Sentia que não tinha forças para muita coisa. Pelo menos estou conseguindo manter o pace abaixo de 5:00, mesmo quando estou me arrastando e morrendo.

Tentei no último quilômetro retomar a velocidade do começo, mas estava difícil demais. Dei o sprint, mas me enganei com a chegada. Ela estava um pouco mais à frente. Aí desanimei e diminuí o ritmo. Quando só pensava em completar a corrida, dois corredores me passaram e meu orgulho não deixou ficar assim. Acelerei, usei as últimas forças que sempre existem (e a gente acha que não), recuperei minha posição e continuei forte até passar pelo portal.

A premiação da prova demorou demais. Muito mesmo. Se a corrida terminou em 25, 30 minutos, a premiação demorou horas. Estavam fazendo sorteios de brindes pra passar o tempo. Inclusive, fui sorteado. Ganhei um par de meias e um squeeze (pior brinde). Parece que a sorte sorriu envergonhada pra mim. Soube mais tarde que a premiação terminou depois do meio-dia. É complicado. Fora esse enorme atraso, a prova foi bem organizada e barata.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Corrida Pedra Branca

Sabe quando você está tomando banho e está embaixo do chuveiro e cai aquela água toda sobre a sua cabeça e corpo? Foi mais ou menos assim que eu me senti na largada da Corrida Pedra Branca no último domingo (20/05). O tempo estava instável, a chuva ia e voltava, meio sem critério, talvez esperando pelo momento em que mais pessoas estivessem propensas a se molhar. Aleatoriamente, caiu o maior temporal do domingo na largada.

Foi A CHUVA. Ficou até meio frio. Pular não adiantava. O barulho da buzina anunciando a largada foi música (bem ruim) para os meus ouvidos. Continuaria a me molhar, mas em movimento fica bem mais fácil encarar a chuva. Por uns 5 minutos, choveu muito. Depois, chuva esporádica, nada comparado ao que aconteceu na largada.  A chuva intermitente formou diversas poças. Inevitável não passar por elas. Meu tênis demorou dois dias pra ficar totalmente seco.

Entre as 3 distâncias disponíveis (3 km, 6 km e 12 km), corri os 12 km pra confirmar aquela suspeita de Balneário Camboriú de que já era possível correr os 12 km abaixo de 1 hora. O percurso consistia em dar 4 voltas em uma quadra (ou algo parecido). Treino quase sempre no mesmo lugar e, vez ou outra, é chato. Na corrida é bem pior. Chaaaaaaaaaaaato passar 4 vezes pelas mesmas ruas. Por serem só 3 km nem demorava tanto. Eu piscava e só piscava mesmo. Minha piscada não demora tanto assim para ser processada.

Consegui o meu objetivo e fechei a prova com pace de 4:45 min/km. O ritmo foi muito bom nos 3 primeiros km's e caiu no decorrer das voltas. Voltei a melhorar nos dois últimos km's, correndo o último a incríveis 4:00 min/km. Aquela dificuldade para respirar no fim da corrida fazia todo sentido. Fiz 3 km's acima de 5:00 min/km, mas foi quando os morros apareciam. Era uma subida só, mas fracionada em duas ou três partes. Um bom treino para as pernas.

Mais um teste feito, mais uma aprovação. Me sinto muito capaz de fazer a Meia de Floripa (17/06) em menos de 1:45:00. 12 km, com 4 subidas pela frente, em menos de 1 hora me deixou mais confiante. Recorde e desempenho à parte, a corrida teve um corredor centenário. O fato mais importante do dia. O Renato chegou a sua 100ª corrida. Tente se imaginar correndo 100 provas ao longo dos anos. Parece muito, né? E é. E ele correu. Parabéns, Renato. Continuarei correndo para também me tornar centenário.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Meia Maratona de Balneário Camboriú

A próxima corrida é sempre a melhor. A próxima corrida era a Meia Maratona de Balneário Camboriú. Sabia do percurso, com o Morro da Rainha pelo caminho. Passaria duas vezes por lá. O tempo final, com certeza, seria prejudicado. Mesmo assim, pensava que dava pra melhorar meu recorde anterior, de 1:54:02. Meus últimos treinos me deram confiança para acreditar que era possível, mesmo com duas subidas durante a corrida.

Como em toda corrida fora de Floripa e com largada cedo, lá fui eu acordar às 4 da manhã, pra sair às 5 e chegar cedo em Balneário. Largamos às 7:35, com o sol, que não foi convidado nem desejado, querendo aparecer. A largada é sempre a parte mais tumultuada. Muita gente, muitos desvios. Correr na calçada foi a melhor decisão. A Avenida Atlântica está em obras e o espaço não era dos maiores. Nada que atrapalhasse meus planos de recorde.

Meu sonho ideal de toda a vida até o momento é correr uma meia maratona em 1:45:00 ou menos. Pensei nisso pra Balneário, mas sabia que não ia acontecer. O Morro da Rainha não ia deixar. Ignorando o fato de ter o morro no caminho, tentei manter o ritmo abaixo de 5:00 min/km enquanto fosse possível e estivesse plano. Os treinos me diziam sim, mas só na corrida pude comprovar que era sim mesmo. Até o km 10 todas as parcias foram abaixo de 5:00.

No 11º km, a primeira subida. Tentei subir trotando. Fui até quando andar era mais rápido e menos cansativo. O pace caiu pra 6:09 e nada podia ser feito. Tudo que sobe tem que descer. E eu desci totalmente descoordenado, com um copo de água em uma mão e uma garrafa de isotônico na outra (pior errado pegar o isotônico). No 12º km, recuperei o pace de antes do morro. Até aquele momento estava no limite pra fechar em 1:45:00.

Em algum momento eu ia cansar. Cansei, mas ainda consegui levar o ritmo entre 5:01 e 5:08 do 13º ao 17º km. No 18º km, o pior pace da corrida no plano. Fiz 5:15, talvez já pensando na volta do morro, a segunda subida que estava chegando. Subi o morro e dessa vez nem tentei trotar. Quando começou a ficar bem inclinado, andei. Sem pressa, confesso. Corri fazendo contas e o novo recorde era certeza, só não sabia exatamente qual seria o tempo.

Calmamente, subi o morro, usei o gel e tomei a água. Já estava no km 20. Fechei o km 19 em 6:38. Ainda fiz uma parte do 20º km no morro e o pace ficou em 5:37. A descida da volta era muito inclinada. Joelhos reclamaram, mas estava no fim. O km 21 ficou em 5:08, culpa já do cansaço de toda a corrida. Não foi dos piores. Os últimos metros foram de aceleração total pensando em fazer o melhor tempo possível.

Só olhei para o relógio durante a corrida a cada 1 km, quando ele apitava. Não tinha ideia de qual seria o tempo ao completar a prova. Acelerei, corri, corri e cheguei. Parei o relógio. Olhei o tempo: 1:49:16. Novo recorde mundial pessoal. Quase 5 minutos a menos do que o anterior e com duas subidas de andar no caminho. O 1:45:00 ainda não veio, mas pelo menos garanti o sub 1:50:00. Se não fossem os morros, o tempo seria ainda melhor.

O importante foi o novo recorde. Era o objetivo. Percebi que consigo manter por vários quilômetros o pace abaixo de 5:00 min/km. A Meia de Floripa, dia 17/06, é a próxima do calendário. Praticamente toda plana, sem nenhum morro pra segurar meu desempenho. Fazer um novo recorde é a única possibilidade aceitável. Acredito que será o momento mais adequado para o sub 1:45:00 nascer. Mais um mês de treinos para o sonho virar realidade.

Deixo aqui a lista dos meus tempos em meias maratonas. Corri 7, mas 2 foram com desempenho acima do recorde da época. Em todas as outras melhorei o tempo. Se eu pudesse dar só uma dica, seria esta: usem o filtro solar. Não, não. Errei. A dica é: treinar funciona.

19/06/2011 - 2:01:15 - Meia de Floripa
31/07/2011 - 2:04:33 - 27ª Meia Maratona de Gaspar
30/10/2011 - 1:59:02 - 4ª Meia Maratona Cidade de Pomerode
27/11/2011 - 1:58:10 - 5ª Meia Maratona de Blumenau
04/12/2011 - 2:08:19 - Corrida e Caminhada Pela Paz no Trânsito
25/03/2012 - 1:54:02 - Meia Maratona de Florianópolis
13/05/2012 - 1:49:16 - Meia Maratona de Balneário Camboriú

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Corrida Rústica Polícia Militar 177 anos

Tem corrida, eu vou. Sábado teria mais uma. 7 km, só pra treinar como estava o ritmo. As últimas corridas davam esperança de que continuaria evoluindo. A corrida era em homenagem ao Eduardo, que fazia aniversário no dia. Dizem também que era porque a Polícia Militar estava completando 177 anos. A primeira hipótese é mais provável. O percurso seria na total e desconhecida Beira Mar de Florianópolis, onde devo ter corrido 284 das minhas 83 corridas.

Esperava fazer um pace parecido ou melhor que o da Track & Field. Porém, tinha um porém. A largada foi às 16 horas, com um sol indecentemente forte. Correr depois do almoço, com sol e calor não era uma conta que favoreceria um bom resultado. Corrida à tarde ainda dá uma falta de vontade absurda. Mesmo com todos esses contras, iria enfrentá-los e tentar, no mínimo, um pace sub 5:00 min/km. Era o único pace aceitável.

Os primeiros 3,5 km foram tranquilos. Estava descansado e sem o sol na cara. Não foi fácil, mas consegui um ritmo legal. O problema maior foi na volta. Pernas cansadas, sol e mais 3,5 pra vencer. Foi sofrido, passou longe de ser uma corrida fácil. Cansou demais, demais. Uma das piores do ano. Cheguei meio ruim. Não desmaiei e terminei a prova com pace de 4:50 e novo recorde nos 7 km. Com todas as dificuldades, um tempo bem aceitável.

O melhor tempo da minha vida até agora na distância me rendeu apenas a 24ª colocação entre 70 corredores na categoria 25-29 anos. Pessoal corre muito e eu preciso treinar pra ficar um pouco mais rápido. Darei tempo ao tempo pra melhorar o tempo. Os treinos e corridas mostram resultados animadores. Recorde nos 7 e 10 km. O próximo desafio é a Meia Maratona de Balneário Camboriú. Espero que com recorde também.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Track & Field Run Series Florianópolis

O domingo. O dia da corrida. Amanheceu perfeito, tão perfeito que não parecia verdade. Choveu tudo o que tinha que chover à noite. Tempo nublado, sem sol, ideal para correr em percurso plano e ir em busca do tão almejado sub 50. Com essas condições, o recorde também era algo que estava bem ao alcance. Acordei e fui pro Shopping Iguatemi, onde seria a largada. Correr com um objetivo de tempo me deixou bem mais nervoso e ansioso do que o normal.

Sabia que era possível. Os treinos me mostravam que o único obstáculo seria eu mesmo. Então, dessa vez, ia me vencer. Não havia outra saída. Segui o ritual de sempre antes das corridas e me encaminhei até o portal de largada. Não queria perder tempo. Não fiz o alongamento que um profissional puxou e quase não aqueci. Eu queria mesmo era ficar o mais perto possível do portal. O começo foi como planejado. Demorei 3 segundos pra pisar no tapete do chip.

Decidi que, nessa corrida, eu ia atrapalhar os mais rápidos, se fosse o caso, mas não seria atrapalhado pelo pessoal mais devagar. Comecei a correr utilizando meu novo método de não ser tão escravo do relógio. Só olho pro Garmin a cada km, quando ele apita. Corro o intervalo entre esses km's na sensação de esforço, tentando manter o ritmo por conta própria. Faltam alguns ajustes, mas estou me aperfeiçoando para diminuir o nível de escravidão.

Sobre a corrida: deu tudo certo. Nos treinos não tomo água pra correr 10 km. Na corrida também dispensei. Essa distânca já é confortável pra eu correr. O problema era correr mais rápido. Era. Não é mais. Sabia que estava correndo melhor, mas treino é treino. E nos treinos não vou tão no limite. Precisava de uma corrida assim pra me testar. Posso dizer que fui aprovado com louvor no teste. Foi muito melhor do que eu imaginava nos meus sonhos.

De todas as parciais, só 3 foram de 4:50 min/km pra cima. 4:50 (5º km), 4:52 (7º km) e 4:56 (9º km). Todas as outras foram na casa dos quarenta, além de fazer o 1º e o último km a 4:25. No 1º km, a empolgação da largada sempre me faz correr mais. No último, sempre tento correr forte. Se não for a parcial mais rápida, tem que ser uma das melhores. Não achei que estivesse tão inteiro no fim. Estava e nem sabia. Terminei a corrida cansado, óbvio, mas muito bem.

Escrevi, escrevi, escrevi e ainda não falei do meu tempo. Durante a prova, fui calculando em quanto estaria o tempo, de acordo com as parciais. A cada km eu ficava mais animado. Fechei a corrida em 47:19. Um tempo totalmente inimaginável. Não esperava correr desse jeito. Venci o desafio sub 50 da Contra-Relógio com muita folga e bati meu recorde pessoal com sobras (quase dois minutos a menos). Está confirmado. Esse tal de treino funciona mesmo.
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