terça-feira, 29 de maio de 2012

Corrida e Caminhada da Indústria - SESI

Essa é uma prova que apareceu meio de repente no calendário. Só 5 km. Por que não participar, certo? Ainda mais que era perto, muito perto, de casa. Quando decidi participar dessa corrida, já tinha o objetivo em mente: correr os 5 km em 22:30, manter um pace de 4:30 min/km e fazer meu novo recorde mundial pessoal. Sei bem que 5 km é correria do começo ao fim e ainda não aprendi como correr toda a distância de uma maneira uniforme.

Outra coisa que preciso aprender é sobre meus limites atuais. Eu quero fazer o recorde, quero correr mais rápido e, embora os tempos tenham melhorado muito do começo do ano até agora, ainda não tenho condições de correr 5 km em 4:30 min/km. Talvez até tenha, mas minhas estratégias de prova não funcionaram. Completei a prova com 23:05, meu novo recorde, mas 35 segundos acima do que havia planejado.

Preciso me acalmar e não exagerar. A receita é treinar e treinar. Em algum momento o tempo vai melhorar mais um pouco. Foi assim este ano. De repente, comecei a correr as provas abaixo de 5:00 min/km. Das últimas 8 corridas, só o Volta à Ilha e a Meia Maratona de Balneário Camboriú ficaram acima desse pace. O resultado naturalmente virá. Tenho certeza, mas preciso botar em prática. Fiquei meio decepcionado com o tempo de ontem.

Tentando olhar pelo lado positivo, no começo do ano eu corria 5 km em 25:10. Atualmente, 23:05. Melhorou, mas eu quero mais. Vou redefinir meu objetivo na próxima prova de 5 km. Vou tentar correr abaixo de 23 minutos e ver o que acontece. Mudar a estratégia de prova também é uma boa ideia. Os paces da corrida de ontem praticamente me obrigam a mudar (4:11 / 4:33 / 4:48 / 4:57 / 4:36). Começo muito bem e caio absurdamente km a km.

O calor atrapalhou bastante. A largada seria às 10 horas. Largamos às 10:18, mais ou menos. Todo mundo reclamou do calor. Deveria ser crime largar tão tarde. Posso dizer que depois do 2º km, além da minha estratégia kamikaze, o calor fez efeito. Não rendeu mais nada. Sentia que não tinha forças para muita coisa. Pelo menos estou conseguindo manter o pace abaixo de 5:00, mesmo quando estou me arrastando e morrendo.

Tentei no último quilômetro retomar a velocidade do começo, mas estava difícil demais. Dei o sprint, mas me enganei com a chegada. Ela estava um pouco mais à frente. Aí desanimei e diminuí o ritmo. Quando só pensava em completar a corrida, dois corredores me passaram e meu orgulho não deixou ficar assim. Acelerei, usei as últimas forças que sempre existem (e a gente acha que não), recuperei minha posição e continuei forte até passar pelo portal.

A premiação da prova demorou demais. Muito mesmo. Se a corrida terminou em 25, 30 minutos, a premiação demorou horas. Estavam fazendo sorteios de brindes pra passar o tempo. Inclusive, fui sorteado. Ganhei um par de meias e um squeeze (pior brinde). Parece que a sorte sorriu envergonhada pra mim. Soube mais tarde que a premiação terminou depois do meio-dia. É complicado. Fora esse enorme atraso, a prova foi bem organizada e barata.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Corrida Pedra Branca

Sabe quando você está tomando banho e está embaixo do chuveiro e cai aquela água toda sobre a sua cabeça e corpo? Foi mais ou menos assim que eu me senti na largada da Corrida Pedra Branca no último domingo (20/05). O tempo estava instável, a chuva ia e voltava, meio sem critério, talvez esperando pelo momento em que mais pessoas estivessem propensas a se molhar. Aleatoriamente, caiu o maior temporal do domingo na largada.

Foi A CHUVA. Ficou até meio frio. Pular não adiantava. O barulho da buzina anunciando a largada foi música (bem ruim) para os meus ouvidos. Continuaria a me molhar, mas em movimento fica bem mais fácil encarar a chuva. Por uns 5 minutos, choveu muito. Depois, chuva esporádica, nada comparado ao que aconteceu na largada.  A chuva intermitente formou diversas poças. Inevitável não passar por elas. Meu tênis demorou dois dias pra ficar totalmente seco.

Entre as 3 distâncias disponíveis (3 km, 6 km e 12 km), corri os 12 km pra confirmar aquela suspeita de Balneário Camboriú de que já era possível correr os 12 km abaixo de 1 hora. O percurso consistia em dar 4 voltas em uma quadra (ou algo parecido). Treino quase sempre no mesmo lugar e, vez ou outra, é chato. Na corrida é bem pior. Chaaaaaaaaaaaato passar 4 vezes pelas mesmas ruas. Por serem só 3 km nem demorava tanto. Eu piscava e só piscava mesmo. Minha piscada não demora tanto assim para ser processada.

Consegui o meu objetivo e fechei a prova com pace de 4:45 min/km. O ritmo foi muito bom nos 3 primeiros km's e caiu no decorrer das voltas. Voltei a melhorar nos dois últimos km's, correndo o último a incríveis 4:00 min/km. Aquela dificuldade para respirar no fim da corrida fazia todo sentido. Fiz 3 km's acima de 5:00 min/km, mas foi quando os morros apareciam. Era uma subida só, mas fracionada em duas ou três partes. Um bom treino para as pernas.

Mais um teste feito, mais uma aprovação. Me sinto muito capaz de fazer a Meia de Floripa (17/06) em menos de 1:45:00. 12 km, com 4 subidas pela frente, em menos de 1 hora me deixou mais confiante. Recorde e desempenho à parte, a corrida teve um corredor centenário. O fato mais importante do dia. O Renato chegou a sua 100ª corrida. Tente se imaginar correndo 100 provas ao longo dos anos. Parece muito, né? E é. E ele correu. Parabéns, Renato. Continuarei correndo para também me tornar centenário.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Meia Maratona de Balneário Camboriú

A próxima corrida é sempre a melhor. A próxima corrida era a Meia Maratona de Balneário Camboriú. Sabia do percurso, com o Morro da Rainha pelo caminho. Passaria duas vezes por lá. O tempo final, com certeza, seria prejudicado. Mesmo assim, pensava que dava pra melhorar meu recorde anterior, de 1:54:02. Meus últimos treinos me deram confiança para acreditar que era possível, mesmo com duas subidas durante a corrida.

Como em toda corrida fora de Floripa e com largada cedo, lá fui eu acordar às 4 da manhã, pra sair às 5 e chegar cedo em Balneário. Largamos às 7:35, com o sol, que não foi convidado nem desejado, querendo aparecer. A largada é sempre a parte mais tumultuada. Muita gente, muitos desvios. Correr na calçada foi a melhor decisão. A Avenida Atlântica está em obras e o espaço não era dos maiores. Nada que atrapalhasse meus planos de recorde.

Meu sonho ideal de toda a vida até o momento é correr uma meia maratona em 1:45:00 ou menos. Pensei nisso pra Balneário, mas sabia que não ia acontecer. O Morro da Rainha não ia deixar. Ignorando o fato de ter o morro no caminho, tentei manter o ritmo abaixo de 5:00 min/km enquanto fosse possível e estivesse plano. Os treinos me diziam sim, mas só na corrida pude comprovar que era sim mesmo. Até o km 10 todas as parcias foram abaixo de 5:00.

No 11º km, a primeira subida. Tentei subir trotando. Fui até quando andar era mais rápido e menos cansativo. O pace caiu pra 6:09 e nada podia ser feito. Tudo que sobe tem que descer. E eu desci totalmente descoordenado, com um copo de água em uma mão e uma garrafa de isotônico na outra (pior errado pegar o isotônico). No 12º km, recuperei o pace de antes do morro. Até aquele momento estava no limite pra fechar em 1:45:00.

Em algum momento eu ia cansar. Cansei, mas ainda consegui levar o ritmo entre 5:01 e 5:08 do 13º ao 17º km. No 18º km, o pior pace da corrida no plano. Fiz 5:15, talvez já pensando na volta do morro, a segunda subida que estava chegando. Subi o morro e dessa vez nem tentei trotar. Quando começou a ficar bem inclinado, andei. Sem pressa, confesso. Corri fazendo contas e o novo recorde era certeza, só não sabia exatamente qual seria o tempo.

Calmamente, subi o morro, usei o gel e tomei a água. Já estava no km 20. Fechei o km 19 em 6:38. Ainda fiz uma parte do 20º km no morro e o pace ficou em 5:37. A descida da volta era muito inclinada. Joelhos reclamaram, mas estava no fim. O km 21 ficou em 5:08, culpa já do cansaço de toda a corrida. Não foi dos piores. Os últimos metros foram de aceleração total pensando em fazer o melhor tempo possível.

Só olhei para o relógio durante a corrida a cada 1 km, quando ele apitava. Não tinha ideia de qual seria o tempo ao completar a prova. Acelerei, corri, corri e cheguei. Parei o relógio. Olhei o tempo: 1:49:16. Novo recorde mundial pessoal. Quase 5 minutos a menos do que o anterior e com duas subidas de andar no caminho. O 1:45:00 ainda não veio, mas pelo menos garanti o sub 1:50:00. Se não fossem os morros, o tempo seria ainda melhor.

O importante foi o novo recorde. Era o objetivo. Percebi que consigo manter por vários quilômetros o pace abaixo de 5:00 min/km. A Meia de Floripa, dia 17/06, é a próxima do calendário. Praticamente toda plana, sem nenhum morro pra segurar meu desempenho. Fazer um novo recorde é a única possibilidade aceitável. Acredito que será o momento mais adequado para o sub 1:45:00 nascer. Mais um mês de treinos para o sonho virar realidade.

Deixo aqui a lista dos meus tempos em meias maratonas. Corri 7, mas 2 foram com desempenho acima do recorde da época. Em todas as outras melhorei o tempo. Se eu pudesse dar só uma dica, seria esta: usem o filtro solar. Não, não. Errei. A dica é: treinar funciona.

19/06/2011 - 2:01:15 - Meia de Floripa
31/07/2011 - 2:04:33 - 27ª Meia Maratona de Gaspar
30/10/2011 - 1:59:02 - 4ª Meia Maratona Cidade de Pomerode
27/11/2011 - 1:58:10 - 5ª Meia Maratona de Blumenau
04/12/2011 - 2:08:19 - Corrida e Caminhada Pela Paz no Trânsito
25/03/2012 - 1:54:02 - Meia Maratona de Florianópolis
13/05/2012 - 1:49:16 - Meia Maratona de Balneário Camboriú

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Corrida Rústica Polícia Militar 177 anos

Tem corrida, eu vou. Sábado teria mais uma. 7 km, só pra treinar como estava o ritmo. As últimas corridas davam esperança de que continuaria evoluindo. A corrida era em homenagem ao Eduardo, que fazia aniversário no dia. Dizem também que era porque a Polícia Militar estava completando 177 anos. A primeira hipótese é mais provável. O percurso seria na total e desconhecida Beira Mar de Florianópolis, onde devo ter corrido 284 das minhas 83 corridas.

Esperava fazer um pace parecido ou melhor que o da Track & Field. Porém, tinha um porém. A largada foi às 16 horas, com um sol indecentemente forte. Correr depois do almoço, com sol e calor não era uma conta que favoreceria um bom resultado. Corrida à tarde ainda dá uma falta de vontade absurda. Mesmo com todos esses contras, iria enfrentá-los e tentar, no mínimo, um pace sub 5:00 min/km. Era o único pace aceitável.

Os primeiros 3,5 km foram tranquilos. Estava descansado e sem o sol na cara. Não foi fácil, mas consegui um ritmo legal. O problema maior foi na volta. Pernas cansadas, sol e mais 3,5 pra vencer. Foi sofrido, passou longe de ser uma corrida fácil. Cansou demais, demais. Uma das piores do ano. Cheguei meio ruim. Não desmaiei e terminei a prova com pace de 4:50 e novo recorde nos 7 km. Com todas as dificuldades, um tempo bem aceitável.

O melhor tempo da minha vida até agora na distância me rendeu apenas a 24ª colocação entre 70 corredores na categoria 25-29 anos. Pessoal corre muito e eu preciso treinar pra ficar um pouco mais rápido. Darei tempo ao tempo pra melhorar o tempo. Os treinos e corridas mostram resultados animadores. Recorde nos 7 e 10 km. O próximo desafio é a Meia Maratona de Balneário Camboriú. Espero que com recorde também.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Track & Field Run Series Florianópolis

O domingo. O dia da corrida. Amanheceu perfeito, tão perfeito que não parecia verdade. Choveu tudo o que tinha que chover à noite. Tempo nublado, sem sol, ideal para correr em percurso plano e ir em busca do tão almejado sub 50. Com essas condições, o recorde também era algo que estava bem ao alcance. Acordei e fui pro Shopping Iguatemi, onde seria a largada. Correr com um objetivo de tempo me deixou bem mais nervoso e ansioso do que o normal.

Sabia que era possível. Os treinos me mostravam que o único obstáculo seria eu mesmo. Então, dessa vez, ia me vencer. Não havia outra saída. Segui o ritual de sempre antes das corridas e me encaminhei até o portal de largada. Não queria perder tempo. Não fiz o alongamento que um profissional puxou e quase não aqueci. Eu queria mesmo era ficar o mais perto possível do portal. O começo foi como planejado. Demorei 3 segundos pra pisar no tapete do chip.

Decidi que, nessa corrida, eu ia atrapalhar os mais rápidos, se fosse o caso, mas não seria atrapalhado pelo pessoal mais devagar. Comecei a correr utilizando meu novo método de não ser tão escravo do relógio. Só olho pro Garmin a cada km, quando ele apita. Corro o intervalo entre esses km's na sensação de esforço, tentando manter o ritmo por conta própria. Faltam alguns ajustes, mas estou me aperfeiçoando para diminuir o nível de escravidão.

Sobre a corrida: deu tudo certo. Nos treinos não tomo água pra correr 10 km. Na corrida também dispensei. Essa distânca já é confortável pra eu correr. O problema era correr mais rápido. Era. Não é mais. Sabia que estava correndo melhor, mas treino é treino. E nos treinos não vou tão no limite. Precisava de uma corrida assim pra me testar. Posso dizer que fui aprovado com louvor no teste. Foi muito melhor do que eu imaginava nos meus sonhos.

De todas as parciais, só 3 foram de 4:50 min/km pra cima. 4:50 (5º km), 4:52 (7º km) e 4:56 (9º km). Todas as outras foram na casa dos quarenta, além de fazer o 1º e o último km a 4:25. No 1º km, a empolgação da largada sempre me faz correr mais. No último, sempre tento correr forte. Se não for a parcial mais rápida, tem que ser uma das melhores. Não achei que estivesse tão inteiro no fim. Estava e nem sabia. Terminei a corrida cansado, óbvio, mas muito bem.

Escrevi, escrevi, escrevi e ainda não falei do meu tempo. Durante a prova, fui calculando em quanto estaria o tempo, de acordo com as parciais. A cada km eu ficava mais animado. Fechei a corrida em 47:19. Um tempo totalmente inimaginável. Não esperava correr desse jeito. Venci o desafio sub 50 da Contra-Relógio com muita folga e bati meu recorde pessoal com sobras (quase dois minutos a menos). Está confirmado. Esse tal de treino funciona mesmo.

sábado, 28 de abril de 2012

Mais uma Track & Field

A prova da Track & Field chegou mais cedo em Floripa. Vai acontecer amanhã (29/04/2012). Nos últimos dois anos que participei, a corrida aconteceu nos meses de setembro (12/09/2010 e 11/09/2011). Seria esse um indício de que podemos ter duas Track & Field em Floripa?  Não sei. Tomara. Será minha terceira participação nessa prova, que é muito boa, mas que aumenta a cada ano o preço da inscrição. Espero que pare nos R$ 86,40 deste ano.

Falando da corrida, que é o que interessa no momento. Em 2010, estava começando a correr mais frequentemente. Participei da Track & Field e fiz meu melhor tempo nos 10 km, 54:39. Em 2011,  já tinha um novo recorde nessa distância. Tinha a expectativa de correr perto ou abaixo de 50 minutos, mas ainda não era o momento. Corri os 10 km em 53:04 e fiquei 46 segundos acima do recorde. Entendi que as pernas não conseguiam fazer mais.

Em 2012, mais treinos e mais treinos, correndo cada vez mais e mais rápido, me sentindo muito bem, chegou a vez de, finalmente, correr uma PROVA abaixo de 50 minutos. Além do desafio pessoal, tem o Desafio da Contra-Relógio 10 km Sub 40 e Sub 50. Me inscrevi no desafio que era possível no momento, o sub 50. Talvez seja a única prova em Floripa com todas as especifidades técnicas necessárias para que o tempo seja aceito pela revista.

Esperava a prova para depois do meio do ano. Veio agora. Tudo bem. Estou pronto e preparado. Domingo é o dia. Tem que ser o dia. Não tenho nem a intenção de fazer meu recorde pessoal nos 10 km, que atualmente é de 49:10. O objetivo é só correr abaixo de 50 minutos e vencer esse desafio proposto pela Contra-Relógio. Se fizer um novo recorde, melhor. A largada é às 7:30, horário ideal para correr. Tudo conspira a favor. O sub 50 é logo ali.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Corrida Rústica 118 anos de Palhoça

Corrida em comemoração aos 118 anos da Palhoça. Só 5 km. De grátis. Assim é irrecusável. Fazia tempo que eu não participava de uma prova de 5 km. Aliás, até em treinos está ficando raro correr 5 km. Distância curta, quase um tiro. Fui com a intenção de me testar, ver o que os treinos estão fazendo comigo. Tudo indicava que podia correr bem, sem problemas.

O sábado começou com chuva leve, mas na hora da largada o tempo estava praticamente perfeito. Nunca corri na Palhoça e não sabia do percurso. Pouco antes de largarmos, avisaram que haveria um morrinho. Preparei o psicológico esperando um morro no caminho, talvez mais. O certo é que a corrida não seria totalmente plana e talvez o recorde que eu queria fazer estivesse ameaçado.

Larguei como se não houvesse amanhã, em um ritmo ainda impossível de manter. O 1º km mostrou 4:15. Muito forte. Tentei continuar perto disso, mas tive alguma dificuldade. Fechei o 2º km a 4:30. Até o momento, bem abaixo do pace de 4:48 do recorde. Estava muito bem. O 3º km foi o pior, a 4:54, e ao final dele já se avistava o primeiro morro. Nada assustador, mas subir sempre quebra o ritmo.

Subia um morro, fazia a curva pra direita, se preparava pra descer e já se via o segundo morro. Sem problemas. A pior parte do morro pra mim, atualmente, é descer. Joelhos e pernas sofrem, mas aguentam. Pelo menos por enquanto. Subindo e descendo, consegui correr o 4º km abaixo de 5:00 e sabia que só faltava menos de 1 km para terminar a prova e bater meu recorde.

Depois da metade do 5º e último km, um pequena subidinha, pra sugar mais um pouco das forças. Senti que caiu o ritmo e alguns corredores me passaram. Não queria deixar. Acelerei, fiz a curva pra direita e estava na reta final. Busquei aquela energia de sempre pro sprint final de sempre. Pace de 3:45 nos últimos metros, mais algumas ultrapassagens e o novo recorde.

Parei o cronômetro e lá estava o novo recorde mundial pessoal. 5 km em 23:09. A evolução continua. É sempre bom fazer um recorde em uma corrida. Parece que tem importância maior. Nos treinos já havia feito 24:00. A vantagem dos treinos é que a distância é sempre 5 km. Nas corridas, às vezes não. Neste dia, tudo deu certo, mesmo com os 3 morrinhos. Acho que posso fazer um tempo melhor. Só não vai ser tão cedo. O foco não é nas corridas de 5 km.

Como curiosidade ou para vocês perceberem como o pessoal corre demais, fiquei em 8º de 9 na minha categoria. Meu melhor tempo, pace de 4:37 min/km, e fiquei lá atrás. Não me importo muito. O que vale é aquela eterna competição entre eu e eu. Os corredores são muito rápidos. Espero um dia chegar perto. Os treinos e os resultados mostram que estou no caminho certo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

17º Revezamento Volta à Ilha

Sério que vocês acham que eu vou conseguir fazer um texto escrevendo sobre tudo o que aconteceu no Volta à Ilha? Sobre as 20 horas que fiquei acordado e sobre as 15 horas em função da corrida? Acham mesmo? Vai ser difícil. Fosse escrever sobre tudo, o texto entraria, possivelmente, no livro dos recordes como o maior de todos os tempos da história do mundo. Tentarei resumir, ser sucinto. Alguns parágrafos, no máximo.

O começo de tudo. Acordei às 3:45 de sábado pra me preparar e pegar a van. Me atrasei uns 10 minutos. Sempre. Fomos pegando todo mundo no caminho para chegar na Beira Mar antes da nossa largada, que seria às 6:15. Todos lá, tiramos fotos para a posteridade e esperamos a largada. Se eu contar, talvez ninguém acredite, mas a largada foi pontualíssima. Deu 6:15 e começou a nossa aventura circuncando a ilha.

19 trechos, 10 corredores, 1 van, 1 carro de apoio e 1 muito fundamental moto. Assim fomos nós. Vai no posto de troca, espera o atleta, chega o atleta, passa a pulseira, vamos pra van e seguimos até o próximo posto de troca. O dia todo nessa função. Se não fosse a moto, teríamos uns 2 ou 3 ou mais problemas na troca de atletas. Felizmente, tivemos 100% de êxito. Não sabíamos da vantagem de se ter uma moto até precisar fazer uso dela.

Corri os trechos 6 e 14, trechos curtos, pouco mais de 5 km, grande parte pela areia da praia. Comprovei que minhas canelas realmente não se dão bem com areia da praia, especialmente a areia dura. Que sofrimento. Mesmo assim, completei os trechos com paces razoáveis. Ainda corri o trecho 19 acompanhando a Carla, nossa última atleta que fecharia o revezamento. 17 km divididos em 3 partes. Gostei.

Terminamos a prova em 12:52:36. Tínhamos até as 20:15 pra chegar e completamos com mais de uma hora sobrando. Foi muito melhor do que o estimado. Dever cumprido. E comprido. Os corredores Loucos no Volta à Ilha: Juciana, Celina, Jany, Jovani, Eduardo, Eu, Marcelo, Renato, Nilton e Carla. Equipe de apoio: Marta, Laura, Luana, Rafaella, Giovane, Delani, Leonardo, motorista da van (não lembro o nome). Espero não ter esquecido ninguém.

Foram dezenas de horas pensando, respirando, correndo o Volta à Ilha. Posso dizer, sem medo de errar, que foi uma das provas mais legais que já fiz. Correr fazendo a volta na ilha é demais. Depois de todo essa diversão que parecia não ter fim, fomos todos pra pizzaria comemorar o sucesso da nossa aventura. Garanto que o dia da prova e tudo o que a envolveu foi, com toda a certeza, muito melhor do que esse texto, essas letras.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

1ª Corrida da Páscoa dos Perebas

Páscoa, domingo, pessoas normais, digamos assim, tem milhares de coisas pra fazer. Eu também tinha. Uma corrida no Abraão, corrida da (vejam vocês) Páscoa. Fiz um treino longo na sexta-feira e havia planejado que domingo seria uma corrida só pra treinar nos morros que tem pelo caminho. Tentaria correr forte, já que não são nem 6 km, mas ainda em condições de correr na segunda.

Preparei tudo e saí de casa. Com um céu cinza demais, aquela chuva que todo mundo sabe que vai cair. E caiu. Exatamente no momento que estava na rua. Fui correndo até o local da largada (2 km de aquecimento não fariam mal). Muita chuva e muito vento foi o que eu encontrei. Felizmente, era mais uma daquelas chuvas de verão do outono. Logo parou, sem prejudicar a corrida.

Por causa do pequeno temporal, a largada atrasou um pouco. Normal. Aconteceu a corrida das crianças e depois lá fomos nós, os adultos. Tinha conhecimento das diversas subidas do percurso e não tinha plano algum de tempo. Era só correr e ver o que acontecia. Quem já correu as provas do Analto sabe que ali no Abraão tem uns morros que diminuem muito o ritmo.

Surpreendentemente, fiz o primeiro km a 4:37. Esbocei um leve sorriso. Aproveitar as descidas foi uma boa ideia. Passada a euforia inicial, precisava me concentrar pra fazer algo parecido, sabendo que não faria nada mais rápido do que aquele primeiro quilômetro. Subindo, descendo, correndo e o 2º km foi a 4:52. Corre mais um pouco e o 3º km igualmente em 4:52.

O retorno foi feito e cheguei ao 4º km com 4:54. Inacreditável. Percebam o que eu estava fazendo. Toda a prova abaixo de 5:00 min/km. Nunca antes na história desse país eu consegui. Durante o 5º km tem um morro, o pior de todos, e, por causa dele, corri a 5:11. Foi ruim, mas era esperado. Só faltavam 800 metros, com uma descida convidativa pra recuperar o tempo perdido.

Aproveitando que não tinha mais subida alguma, fechei com 4:47 e terminei a prova com pace final de 4:53 min/km. Meu melhor pace em provas. Essa foi a maior surpresa. Um inesperado presente de Páscoa. Completar a prova nas subidas do Abraão com esse pace teve um significado ainda maior. Os treinos, só pode ser culpa deles, estão dando resultados. Nunca corri tanto e tão bem.

Esperei a premiação. Nas corridas do Analto é quase certo ganhar troféu. Completando a surpresa de Páscoa, fui o segundo colocado na minha categoria 25-29 anos, dentre 5 corredores. Foi o meu resultado mais expressivo até o momento. Tempo bom e classificação final satisfatória. Seguem os treinos. Quero que esse pace abaixo de 5 min/km se torne constante.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

8ª Corrida Rústica Cidade de Bombinhas

Antes de tudo, começarei antes do começo. Dia anterior, sábado, decidi tentar fazer um treino longo. Saí cedo de casa e corri. Queria algo perto de duas dezenas de quilômetros. O calor e os quatro dias de treinos seguidos da semana pesaram. Consegui correr 17 km. Não foi ruim, mas não foi bom, entende? Como domingo tinha corrida em Bombinhas nem fiquei achando que poderia ter feito mais. Compensaria nos 11 km na praia das pequenas bombas e somaria 28 km em dois dias.

Desde semanas atrás, quando me inscrevi na corrida, me falaram, alertaram, informaram dos morros do percurso. Acreditei, mas não achei que seriam tantos e que dois deles fossem tão íngremes. O percurso era de ida e volta e, obviamente, aquela descida fácil e aliviadora depois de um morro se tornou a parte mais difícil na volta. Já tinha ido a Bombinhas e não lembrava de morros assim. É uma prova muito boa pra testar a tua resistência, tanto física quanto psicológica (escrevi bonito).

Cabe ressaltar também que fui acometido por uma gripe muito da inconveniente durante a semana, desde terça-feira. Como a gripe não me abandonou totalmente, domingo ainda corri com as consequências que a gripe traz. Nesse caso, a única e pior consequência foi o tal do muco nasal (pra não escrever ranho ou catarro e parecer nojento). Em vários momentos da corrida, lá estava eu assoando o nariz enquanto tentava correr no ritmo pretendido.

Toda introdução feita, vamos ao fato, à prova em si. A largada se deu às 9 horas, nas areias de Bombinhas. Eram uns 300 metros de areia, tanto na largada quanto na chegada. Só pra não dizer que foi fácil. E não pense que, por ser abril e já ser outono, a temperatura estava mais amena. Longe, mas muito, muito longe disso. Calor de nem pensar em correr. Lógico que nem passa pela minha cabeça. Somos loucos e vamos mesmo assim.

Apesar de estar sem dores depois dos 17 km do dia anterior, fui com o objetivo de me poupar, correr tranquilo. Se fosse possível, fechar os 11 km da prova em 1 hora. Se não fosse, azar. Só não queria terminar com pace de 6:00 min/km. Largamos. Apesar da empolgação de toda largada, me controlei. Sair muito forte na areia fofa não seria boa ideia. Saindo da praia, já se avistava o primeiro grande morro. Já que não ia correr pra fazer tempo, decidi usar todas as subidas como exercício para as pernas, forçando um pouco mais, jamais caminhando.

Tudo que sobe tem que descer, ainda mais em uma corrida que vai e volta pelo mesmo percurso. Na descida, fui mais calmo e vários corredores me passaram. Segui no meu objetivo. O percurso irregular, com várias subidas, mesmo que pequenas, não era dos mais fáceis. Chegando perto do 4º km, o segundo grande morro. Foi desânimo à primeira vista. Adquiri vontade e acelerei. Nesse momento, passei mais de 10 corredores (talvez). E depois desse morro, não fui mais ultrapassado por ninguém. No restante da corrida, só fiz ultrapassagens. Ponto positivo dessa prova.

O 5º, 6º e 7º km foram na planitude, um sonho de percurso, consegui desenvolver um ritmo mais adequado e mais rápido. O 8º km chegou e com ele veio a volta do morro. Acelerei e subi. Passei mais alguns corredores caminhantes e fui em frente. No 9º km, plano, não tive dificuldades. O 10º foi tranquilo, mas sei lá por qual motivo, o ritmo caiu. Não gostei e no último e 11º km resolvi acelerar as coisas. Mesmo tendo que subir o primeiro morro, BEM INCLINADO, corri bem. Depois de quase morrer no morro, era só descer pelos paralelepípedos e correr pela areia da praia até a chegada.

Meu GPS marcou 11,39 km. Um pouquinho a mais. Corri os 11 km em 1:00:40, quase dentro do que tinha planejado. Eram tantas subidas e morros aterrorizantes que fiquei satisfeito com o tempo. O pace da prova foi de 5:31 min/km. Na meia maratona, corrida anterior, fiz um pace de 5:22 min/km. Os morros justificam ser mais lento em 11 km do que em 21 km. No final da corrida, água, isotônico, melancia, banana, bem diferente da Meia Maratona de Florianópolis, cobrando menos e com uma estrutura menor.

Pela minha memória seletiva, lembro que já fui em Bombinhas há anos, mas tenho certeza absoluta que nunca tinha corrido lá. Corri e gostei. Pretendo voltar nos próximos anos e brincar nesses morros novamente. Foi uma das minhas melhores corridas em termos de não me sentir cansado no final. Talvez por ter mantido um ritmo razoável desde o começo, não tive oportunidade de sentir qualquer dor ou desconforto. Melhor: foi um ritmo progressivo, em que pesem os morros diminuidores de velocidade. Com 17 km no dia anterior. Sobrevivi. Tá bom demais.
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