domingo, 10 de novembro de 2013

Golden Four ASICS Brasília

Correr tem me proporcionado conhecer muitas cidades. A Golden Four ASICS em Brasília foi mais uma dessas corridas que me fez conhecer uma nova cidade. Esta foi minha última prova forte do ano, com algum objetivo. Sei que a Golden Four tem esse mote e, mesmo sem muito treino, fui pensando em um tempo bom. Recorde seria muito bom, mas muito improvável. Em Brasília, fui muito bem recepcionado, tanto pela minha tia que apareceu de surpresa no aeroporto quando pelo Danilo Confessor, grande amigo das corridas.

Para não ser tão sucinto, tenho que agradecer a minha tia e ao Danilo. A primeira por ter me hospedado e ajudado nos transportes e alimentação. Economizei uns 200 reais nisso tudo, sem hotel e restaurantes. O Danilo por ter se disposto a me buscar no aeroporto e ainda me levar na expo. Fez ainda melhor: desviou o caminho e me mostrou por onde passaria o percurso, dando as dicas das subidas e descidas. Saibam vocês que o Danilo Confessor é das pessoas mais prestativas e simpáticas que vocês podem conhecer.

Agradecimentos à parte, vamos ao que não importa tanto: minha participação. Já conhecedor das descidas e subidas, larguei forte para ver até onde aguentaria. Fui bem até os 10 km, passando com 48'30'' mais ou menos. Os problemas, no entanto, começaram lá pelo km 9. A subida tão anunciada e comentada apareceu. E, realmente, na ida, descendo, nem parece que é descida. A volta, porém, percebe-se claramente que era uma descida e agora é uma subida. Subida bem leve, nada íngreme, mas muito constate.

São aproximadamente 5 km subindo. Isso vai minando as pernas. As minhas pernas, pelo menos. Consegui manter um ritmo razoável. Quando a subida terminou, na metade do km 14, achei que ia deslanchar, ou pelo menos voltar ao ritmo antigo. Que nada! Não tive força, condicionamento ou coisa do tipo para aproveitar as descidas. Acredito que errei ao não pega água no posto do km 15, que estava antes do km 15. Achava que teria outro, mas o próximo só veio no km 18. Esses 3 km sem água para refrescar acabaram comigo.

Foram meus quilômetros mais altos. Somando-se a essa falta de água, o sol estava castigando. Desde a largada, mas ficava cada vez pior. Não sei se pegando água teria ajudado. Acredito que seria menos pior. Os últimos 6 km foram sofridos. No km 20 ainda apareceu uma dor na perna esquerda que me fez diminuir o ritmo. Nesse momento, já estava tentando um sub 1h50', mas essa dor deixou tudo em aberto. Não sabia que tempo faria. Nos 500 metros finais acelerei o que foi possível e fechei a prova em 01h50'14''.

Sobre hidratação, relógio e afins. Não tomei gel. Tomaria no km 12, mas preferi focar na subida. Pensei em tomar no 15, mas me confundi e fiquei sem gel e sem água. Peguei água no km 6, 9, 12 e 18. Tomei um mínimo gole em cada, mas o objetivo maior era me refrescar. Corri com o Garmin do meu primo, que me emprestou. Fui com o autolap desativado. Eu apertava no lap a cada placa. Foi uma forma mais real de medir meu desempenho. Curioso que só 2 placas deram a distância de 1 km entre uma e outra.

Corri 3 etapas da Golden Four. Apesar de falarem que Brasília é propícia para recordes, penso que a subida constante de 5 km não contribui tanto para isso. Li vários relatos do pessoal que sentiu nessa parte da prova. Link do Garmin. Das 3, o melhor percurso me pareceu a de Porto Alegre, mas a de São Paulo também foi muito boa. A de Brasília vem logo atrás. Quem quiser fazer meia maratona para 2014, pense na Golden Four. Vale a pena. Eu, daqui, entro em recesso de provas. Correr agora é para se divertir. O foco é no descanso e no treino de base.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Mini Maratona Santos Dumont

Uma semana depois da Maratona de Buenos Aires, fui participar dessa prova gratuita que acontece na Base Aérea de Florianópolis. Não é um lugar com acesso liberado. Então, sempre que possível, tento correr. Ainda mais de graça. Bem convidativo. O percurso é o mesmo de sempre, dentro da Base. Os primeiros quilômetros com subidas e descidas e depois tudo plano, tão plano e sem nada que chega a ser chato. Parece que não termina nunca. É muito fácil ficar sem referências, o retorno demora muito para aparecer.

Queria fazer um teste de velocidade depois da maratona. Talvez não devesse ter tentado correr tão forte, já que tinha feito só duas rodagens leves na quarta e na sexta, mas tentei mesmo assim. Não deu muito certo. Fiz a parte do morro bem e no plano queria manter a média abaixo de 5 min/km. No fim, não deu 10 km como nunca dá e eu não consegui ficar com o ritmo planejado. Terminei com 5'05'' de média, mas satisfeito com o que foi possível fazer. Com meus treinos capengas, não daria para conseguir coisa muito melhor.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Maratona de Buenos Aires

Relato não tão resumido e em tópicos sobre a Maratona de Buenos Aires e minha participação.

Ruas planas e largas.
Exceto entre o km 7 e 10, mais no centro da cidade, onde as ruas são mais estreitas e havia carros estacionados.
Notei duas leves subidinhas, no km 7 e no km 35.
Percurso ideal para recordes.
Passamos por várias atrações turísticas da cidade.

Não me preparei tão bem quanto gostaria.
O maior longão foram 32 km na Maratona de Santa Catarina.
Os longões até não precisavam ser tão longos, mas os treinos do meio de semana ficaram capengas.

Corri a maratona sem relógio, na sensação de esforço.
A saga do Garmin ainda não teve fim.
Sonhava com um sub 4 horas, mas sabia ser improvável.
Foi. Terminei a maratona de 04h20'44''.
Fiz a meia em 1h59'28'', dentro do esperado. A metade final que não foi no mesmo nível.
Não foi ruim, mas podia ser melhor.

Corri sem parar até o km 30, quando fui ao banheiro.
Voltei a correr e fui até o km 35.
Até o km 29 o tempo passou incrivelmente rápido. Nem senti a prova.
Depois do km 35, intercalei corrida e caminhada até pouco antes do km 41.
Dali em diante corri até o fim.
Havia marcadores de ritmo. Vi os de 6 min/km e 6'15'' min/km.

Largada cedo, 07:30. Sem tumultos.
Tempo nublado, com leve garoa. Temperatura podia ser mais baixa, mas estava bom.
Depois de 3 horas de prova, saiu um sol forte.
Demorei 6 minutos para passar no pórtico.
A fila do banheiro me atrasou.

Em várias partes do percurso, música tocando.
Cover do Elvis Presley (não vi, mas ouvi), cover dos Beatles, dois shows de tango, cover do Michael Jackson e do Psy.
Exceto o Psy, todos até o km 15. O Psy estava no km 35.

Havia hidratação a cada 5 km.
No regulamento dizia que haveria a cada 5 até o 25º km. Depois, seria cada 2,5 km.
Não aconteceu isso. Do km 30 ao 35 e do km 35 ao 40, sem água para jogar no corpo, é complicado.
A água em Buenos Aires é MUITO RUIM. Parece soro.
Havia também frutas (bananas e laranjas) no km 21, 30 e 35.
Postos de isotônico intercalados entre os de água, geralmente uns 2 km depois.

Foram mais de 7 mil concluintes.
As provas na Argentina, acredito, ainda estão longe das dos Estados Unidos.
O que vi lá, porém, foi bem superior ao que vi nas maratonas no Brasil.
Mais população nas ruas, staffs alentando, cantando músicas, batucando.
Não havia muita gente na parte mais perto do porto.
Fora isso, sempre tinha algumas pessoas pelo percurso.
Sempre animavam quem passava.
NO TROTECITO, SOLO NO PASSITO.

Da minha parte, vou parar com as maratonas por um tempo.
O treino para a maratona é muito sofrido. Para melhorar o tempo é mais sofrido ainda.Mal treinado, só para passear e concluir, não é algo que me deixa satisfeito atualmente.
Quando houver uma próxima maratona, não sei quando, certamente não será no Brasil.
Nem precisa ser uma das Majors, sendo nos EUA e Europa já vai servir.
Esse assunto fica para bem depois.

Quero focar nas distâncias menores, começando nos 5 km e chegando na meia.
Novos recordes pessoais me interessam.
O próximo desafio, último do ano, é a Golden FOUR ASICS Brasília.
Depois, folga e recomeço de treinos em busca da felicidade.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Corrida Pela Paz 2013

No último domingo, 6/10, aconteceu a 6ª edição da Corrida Pela Paz. Participo desta prova desde 2009. Já são, portanto, 5 participações seguidas. É uma corrida que tem uma boa causa, arrecadação de alimentos, inscrição muito barata, mas não evolui, não melhora. E, não bastasse isso, tal qual 2011, este ano choveu demais no fim de semana da corrida e ela foi adiada em duas semanas. Até a retirada do kit foi tudo tranquilo. O problema se deu mesmo no durante e depois da corrida. Problemas, aliás, que se repetem ano e ano.

Usei a prova como último treino mais forte antes da Maratona de Buenos Aires. Inscrevi-me na prova de 10 km e corri na sensação de esforço, sem relógio. O objetivo era um sub 50, correndo tranquilo, sem exagerar. Fiquei muito surpreso ao passar a linha de chegada e ver o cronômetro da prova com menos de 44 minutos. Mesmo sabendo que não havia corrido 10 km de fato, dei um sprint e me esforcei para ser um sub 44. De fato, fui sub 44, mas não nos 10 km. De acordo com GPS dos amigos, corremos entre 9,13, 9,14 e 9,17 km.

Ou seja, não deu 10 km. E não é um erro pequeno. É MUITO grande. Mesmo sem GPS para comprovar, ainda não estou no nível de fazer 10 km em 44 minutos sem sofrer. Nunca fiz 10 km em 44 minutos. Fiquei sabendo que a prova de 5 km tinha algo em torno de 4,85 km. Outro erro. Na Beira Mar de Floripa, não conseguir medir a distância correta é inadmissível. Se não consegue aferir oficialmente, pega um GPS, vai lá e mede. 5 km de ida e 5 km de volta. Em nenhuma vez que corri a distância deu perto de exata. Ou faltam ou sobram metros.

Fora que a premiação foi desorganizada e demorada. Terminou perto das 12:30, sendo que a corrida acabou antes das 10 horas. Muita bagunça. Faltou também tapete de controle de chip nos retornos. Enfim, tem muita coisa para melhorar. Meu tempo final ficou em 43'42'' e o ritmo foi de 4'47''. Faltaram metros, mas gostei do tempo e do ritmo. Preciso fazer algo em torno de 4'44'' para o recorde na Golden Four, mas isso é coisa para novembro. A expectativa do momento é participar da Maratona de Buenos Aires no próximo domingo, 13/10.

sábado, 7 de setembro de 2013

Agosto 100%

Objetivo cumprido. Meio comprido. Um tanto extenso. Como vocês podem ver na imagem acima, corri em todos os dias do mês de agosto, conforme planejado. E ainda emendei com os últimos quatro dias de julho, que acabou deixando o calendário do Garmin esteticamente bonito, totalmente preenchido. O Guilherme chamou de Schedule Art. Pareceu-me um termo adequado. Além desses 35 dias, fiz o 36º dia seguido correndo pouco mais de 24 km no domingo, dia 01/09. O dia de folga veio, enfim, na segunda-feira.

Corri 252,78 km em agosto. Nos 36 dias seguidos, 318,24 km. A maioria dos treinos foi de corridas leves e confortáveis. A parte de correr foi até fácil. O difícil mesmo era acordar todo dia e correr. Às vezes, nem tinha muita vontade, mas tinha um objetivo. Em quatro oportunidades, corri na chuva. Uma delas com MUITA chuva. O objetivo de 100% em agosto foi o que me fez sair de casa. Disciplina é a palavra, sempre vencendo a falta de motivação.

Depois dos 36 dias, voltei à normalidade, com dias de folga vez ou outra. Correr todo dia não é difícil, mas é um baita desafio. Queria fazer ao menos uma vez e fiz. Não pretendo repetir tão cedo. Talvez nos treinos de base, talvez. Descanso também é treino.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

31 em agosto

A ausência de postagens não significa que estou parado. Significa, sim, que não participei de mais nenhuma corrida desde a Maratona Beto Carrero e estou com a maior preguiça do mundo de escrever sobre assuntos aleatórios relacionados com minha rotina de treinos. Hoje, enfim, tomei coragem. A preguiça ainda está aqui. Talvez o texto tenha dois parágrafos, se muito. Continuo correndo, lendo os posts e eventualmente comentando em alguns blogs. Como ainda não voltei para Floripa, tive que inventar um objetivo para ficar em movimento.

Decidi, portanto, correr todos os dias do mês de agosto. Por enquanto, tudo certo, inclusive em dois dias de chuva e vários de frio. Ainda tem o bônus dos 4 últimos dias de julho. Ou seja, estou correndo todos os dias desde 28/07, quando fiz a Golden Four SP. 27 dias consecutivos correndo é um novo recorde na minha trajetória. Posso dizer que é um baita desafio. Por vezes, tudo dá errado e correr pelo menos 40 minutos não é tão simples. Não sei bem quando a brincadeira vai terminar, mas quero fechar agosto 100%. Faltam só mais 8 dias.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Maratona Beto Carrero

Sempre tive vontade de participar dessa prova, mas o preço e as datas nunca ajudavam. Este ano o preço continuou meio caro, mas, como consegui uma dupla, o Eduardo, e não tinha nada de corridas nessa data nem depois, decidi correr. A Maratona Beto Carrero pode ser feita em dupla, quarteto e octeto. São oito voltas no mesmo percurso, de quase 5 km. A exceção fica por conta da primeira volta, que é maior, com pouco mais de 6 km. Decidimos correr revezando de fato, cada um faria uma volta de cada vez, sem dobrar o percurso.

Era uma forma de esperar menos e não sentir tanto o frio. Esse foi um dos motivos. O outro era que o Eduardo ainda está meio machucado, meio ruim, com dor na perna depois de um tempo correndo. Correr 5 km parecia uma melhor alternativa, tanto para ele quanto para mim, que poderia correr mais forte no começo. Quando montamos a dupla até tínhamos alguns objetivos melhores de tempo, mas minha falta de treino e a lesão dele mudaram os planos. Colocamos como tempo limite sub 3h30'. Parecia bem razoável e alcançável.

Por causa da perna do Eduardo, fiz a primeira volta, que era maior. Consegui terminar abaixo de 30 minutos. Na terceira volta ainda fiz um ritmo bom. Já na quinta volta senti um pouco o cansaço e as dores, que vieram com tudo na sétima e última volta. O que começou com 4'46'' e 4'41'', terminou em 5'13'' e 5'30''. Na última volta eu só queria terminar logo. Não aguentava mais ver a mesma coisa. O vento muito forte e muito frio atrapalhou em alguns pontos do percurso, mas muito mais no posto de troca, quando tínhamos que ficar esperando.

O Eduardo vai contar melhor a participação dele no próprio blog, mas posso adiantar que fez a segunda volta sem dores e em um ótimo tempo. Na quarta, avistei ele de longe no kartódromo e percebi que a dor tinha aparecido. Fiquei meio receoso de ter que dobrar algum percurso ou fazer o resto sozinho porque já estava sabendo que minhas pernas não estavam mais correspondendo. Felizmente, o Advil e sei lá mais o que ajudaram o Eduardo a fazer a sexta e oitava volta em um tempo ainda bom de acordo com as condições, em ritmo constante.

Terminamos a prova em 03h23'06''. Tudo bem que a soma de todas voltas não deu 42,195 km, mas foi legal mesmo assim fazer sub 3h30'. Ficamos em 150 de 337 no geral e em 29 de 48 nas duplas masculinas. Não foi ruim, não foi excepcional, mas ficou de bom tamanho. Correr pelo parque do Beto Carrero foi uma experiência muito divertida. Não estava esperando grande coisa da prova e me surpreendi positivamente. Exceto pelo vento, tudo certo. De repente, volto em 2014. Se voltar, espero estar em melhores condições.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Golden Four ASICS São Paulo

Nem sempre sai tudo do jeito que a gente planeja. Queria correr a Golden Four de São Paulo em menos de 1h40'. Não deu. A largada cedo, o clima perfeito, a prova ideal, tudo conspirava a favor, mas não foi. Passei o domingo meio frustrado comigo mesmo. Várias coisas para pensar, onde errei e tal, mas, a despeito dos treinos capengas e tal (estava assim também na Golden Four Porto Alegre, então não justifica), o fato é que não era o dia. Nem de sub 1h40', nem de recorde. No dia, durante a corrida, é muito desanimador perceber isso, mas faz parte.

Corri novamente sem relógio, me baseando no cronômetro a cada 2 km que a organização da prova disponibiliza. Infelizmente, quando passei pelo km 14 e pelo km 18, os cronômetros estavam apagados. Minha referência sumiu. Comecei a prova bem, mas passei os 10 km acima do esperado (48'30'') e os 12 também, com 58 e alguma coisa. O km 14 fiquei sem saber, mas no 16, passar com 1h18' e tanto me desanimou demais. Fiz os 4 km entre o 12º e o 16º km em pouco mais de 20'. O sub 1h40' e até o recorde começaram a se despedir de mim.

Contas feitas e desânimo estabelecido, adeus corrida. Como estava sem relógio, não sei bem quais foram as parciais, mas corri me arrastando. Terminei a prova com o tempo líquido de 1h46'45''. Demorei 28 minutos ou mais para fazer 5 km. Só aí já dá para ter ideia do desastre no final. O pior é desanimar e diminuir a velocidade. Depois não tem jeito de voltar a correr rápido e ainda começam a aparecer dores do trote. Mantivesse o ritmo, fecharia a corrida em sub1h45', no mínimo. No entanto, sem sub 1h40' e sem recorde, não consegui fazer mais força.

A prova em si foi ótima, eu é que não fui tanto. Acontece. Foi minha pior corrida do ano. Não pelo tempo em si, que ficou razoável, mas pelo desempenho sofrível nos últimos 5 km. Todas as outras corridas que tinha objetivo de baixar tempo, consegui os recordes. O que tirei de bom da prova foi que o sub 50 nos 10 km  já sai naturalmente. Agradecimentos especiais aos meus tios que me buscaram no aeroporto sábado e ajudaram no deslocamento pela cidade. No mais, recomendo a Golden Four ASICS. Em tudo dando certo, estarei em Brasília.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Programando

Defini alguns objetivos, algumas provas, mas, mesmo com tudo definido, não estou de todo animado. Treinar em Jaraguá está muito difícil. Estou dando meus jeitos, na última semana fiz intervalados e tiros, mas sinto que não chego perto dos treinos de qualidade da Beira Mar. Tudo bem que podiam não ser tão bons assim, mas eram melhores do que os atuais.

Se tenho objetivos, que ao menos me agarre a eles para continuar correndo. Treinar é complicado, mas correr eu consigo, de 5 a 6 vezes na semana. Quando a gripe deixa, sai o longão no fim de semana para lembrar da maratona e das meias que estão por vir. Mudanças podem acontecer, mas, por enquanto, este é o calendário das minhas próximas corridas:

  • 28/07 - Golden Four ASICS São Paulo;
  • 03/08 - Maratona de Revezamento Beto Carrero (dupla com o Eduardo);
  • 22/09 - Corrida Pela Paz NO DROGAS (10 km);
  • 29/09 - Maratona de Santa Catarina (prova de 10 km);
  • 13/10 - Maratona de Buenos Aires;
  • 27/10 - 6ª Meia Maratona de Pomerode;
  • 03/11 - Golden Four ASICS Brasília;
  • 30/11 - 5ª Corrida Rústica Vale das Graças Angelina.

Ainda tem a Corrida e Caminhada Pela Cura dia 11/08, a Corrida e Caminha McDiaFeliz dia 31/08 ea 1ª Meia Maratona de São José dia 15/09, mas essas ainda estão sob análise e, caso eu vá, será só por diversão, talvez treinar, sem pretensão de tempo.

Das provas listadas mais acima, quero bater o recorde pessoal da meia na Golden Four de São Paulo e depois na de Brasília. O recorde pessoal da maratona será buscado na Maratona de Buenos Aires. Em Pomerode, vou acertar contas com essa meia maratona que viu meu primeiro sub 2 horas, mas também proporcionou uma quebra magnífica ano passado. Nela quero o recorde pessoal da prova, correndo sem sofrer.

No Beto Carrero, eu e o Eduardo estabelecemos um objetivo de tempo final para nossa maratona. Vamos tentar. Terei também duas oportunidades de tentar o recorde pessoal nos 10 km na Corrida Pela Paz e na Maratona de Santa Catarina. O problema é ambas serem com uma semana entre si e pouco antes da Maratona de Buenos Aires. Se não der na primeira, pode ser demais tentar na segunda. Bom, no dia vejo a situação. Por fim, Angelina para comemorar entre amigos todo o ano de corridas que passou.

Ninguém vai poder dizer que não me programei. Falta achar um pouco mais de ânimo. Espero que meu Garmin volte nesses meses e que eu também volte logo para Floripa. Enquanto isso, seguimos correndo (a parte fácil), tentando treinar. A foto acima é uma das mensagens que estavam pelo percurso da Golden Four ASICS Porto Alegre 2013.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Golden Four ASICS Porto Alegre - 01h41'49''

A melhor corrida, em todos os sentidos, que já participei. Essa foi a Golden Four ASICS Porto Alegre. A organização, o antes, durante e depois, tudo correu do modo mais perfeito. Até o clima ajudou. Largamos com 10ºC ou menos. A neblina fez a largada atrasar dez minutos. Estava MUITO frio. Eu, que corri só de regata, sofri nos primeiros quilômetros. No entanto, só fui sentir os dedos das mãos e conseguir flexioná-los depois da corrida e de ter trocado de roupa. Apesar do frio que passei, acredito que tenha sido fundamental para conseguir meu recorde.

O percurso era praticamente todo plano. Apenas entre os quilômetros 19 e 20 havia uma subidinha cruel para os corredores. Hidratação, para quem gosta e precisa, a cada 3 km, sempre com água e isotônico. O melhor de tudo para mim foi um relógio com o tempo da prova a cada 2 km. Como corri sem relógio, foi fundamental para eu ter noção de como estava o ritmo. O tempo marcado era o bruto, mas olhei bem na largada para ver com quantos segundos havia passado o tapete. Foram 23 segundos de diferença, confirmei posteriormente.

Não lembro direito das parciais, mas sei que comecei mais devagar do que deveria e gostaria. Fui melhorar mesmo depois do 4º km. Quando passei no 8º km é que notei que estava melhor. Passei os 10 km com o tempo de 48'21''. Já estava dentro do planejado e aumentando a velocidade. Aliás, o único tapete de controle estava no 10º km. Havia dois retornos e acredito que deveria ter um tapete em cada retorno. Voltando, a cada 2 km fazia as contas do meu tempo. No 14º km, passamos em frente ao local da chegada. Não gosto muito disso.

Até o km 16 mantive a progressão. Quando passei pelo km 18 me assustei. Tinha a sensação de que estava muito bem, rápido, até passei vários corredores, e, pelas minhas contas, foi o pior pace da prova. Coisa de 2 km em 10'40''. Acelerei mais um pouco e voltou ao normal de antes. O último relógio era no 20º km e ele me mostrou o tempo de 1h37'. Já sabia que o sub 1h40' tinha ficado para trás. Tive essa percepção desde quando passei o km 2 para 10 minutos. No 20º km confirmei de vez. Não chegaria nos pacers de balão azul que corriam para sub 1h40'.

De qualquer maneira, acelerei o que deu e o que não deu, não faço ideia do meu ritmo no último quilômetro, mas foi bem rápido. Passei a linha de chegada com o tempo bruto de 01h42'12''. O tempo líquido era um mistério que só fui descobrir no hotel com a mensagem no celular. Sabia que era menos de 1h42', o que estava muito bom. A confirmação veio. Tempo de 01h41'49''. Novo recorde, baixando em exatos dois minutos o anterior da Meia Maratona de Florianópolis em março. A falta de treinos na semana não atrapalhou tanto.

Ainda acho que tenho várias coisas a melhorar. Correr sem relógio foi legal, mas as parciais me ajudaram. Não fosse isso, pelo ritmo que fiz os primeiros 2 km, acho que ficaria longe do recorde. Acho que preciso forçar mais desde o começo, sem medo de quebrar. Durante a corrida, botei em prática o que faço nos treinos, o mínimo uso de gel, água ou isotônico. Só tomei um gel depois do 14º km e foi nesse posto que peguei a única água da prova, mais para ajudar no gel do que por querer. Nenhum isotônico. Acho eles cada vez mais inúteis. 

Corri boa parte da prova com o Wanderlei de Oliveira. Percebi só no final. Depois de pegar a medalha, cumprimentei e falei brevemente com ele. Fiquei mais fã ainda. Por fim, fazer um tempo que sempre me pareceu impossível anos atrás me motivou a voltar aos treinos, para tentar algo melhor na Golden Four ASICS São Paulo (28/07) e na Golden Four ASICS Brasília (03/11) (as inscrições estão garantidas, faltam as passagens aéreas). Estava meio desanimado depois da maratona. O ânimo voltou. Culpa da Golden Four ASICS.
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