quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Podcast #03 - Por Falar em Corrida

Nesta 3ª edição do Por Falar em Corrida, comentários sobre os seguintes assuntos.

Corridas que aconteceram (01:03):

  • Corrida e Caminhada IOT
  • 2ª Corrida Rústica WEG
  • Circuito SESC de Caminhadas e Corridas Joinville
  • GP 5000 Itajaí
  • 1ª Corrida da Primavera dos Perebas
  • Corrida Pela Paz

Calendário de corridas (15:54):

  • Corrida Rotary Solidário
  • Circuito SESC de Caminhadas e Corridas Lages
  • 2ª Corrida Rústica da OAB
  • Maratona de Santa Catarina

Por Falar em Corrida (20:21):

  • Comentários sobre as últimas notícias do mundo das corridas e leitura das mensagens enviadas pelos corredores.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

1ª Corrida da Primavera dos Perebas

Segunda corrida do domingo. A premiação da Corrida Pela Paz demorou muito. Aproveitei bem o almoço, mas depois fiquei quase sem tempo. Quando vi, já eram 15 horas e tinha que sair para a Corrida dos Perebas. Fomos, eu e o Eduardo. Chegando lá, vários corredores que participaram da corrida da manhã também estavam presentes. A inscrição era um quilo de alimento não perecível. Quase 40 corredores largaram.

Meu plano era novamente ficar com o ritmo perto de 5:40 min/km, ainda mais levando em conta os morros do Abraão. O problema dessas corridas com pouca gente, e principalmente essa do Analto no Abraão, é que só vai o pessoal viciado, que corre muito. A distância é de quase 6 km e eles saem muito forte desde o início. Tentei me controlar, mas a gente meio que vai no ritmo deles. No meu ritmo, mas no ritmo deles, entende?

A corrida já começa com uma subida. Achei que ela ia me segurar, mas aí vejo o pace do 1º km e está lá 5:14. Como assim? Muito errado, mas eu estava bem e não achei que estivesse tão abaixo do planejado. Continuei e tentei diminuir. Veio o 2º km e 5:19, com subida no caminho. Aí larguei de vez. Aproveitei a parte mais plana do 3º e 4º km e fiz 5:07 e 5:08, respectivamente. Dispensei o freio de mão e resolvi tentar manter esse ritmo.

O 5º km, com a maior subida do percurso, foi a 5:22. Tudo bem. Faltavam os metros finais, mantive o pace de 5:20 e terminei a prova com 30'42'' (5:15 min/km de pace). Comparando com as últimas provas no Abraão, meu tempo só aumenta. 28'21'' em abril, 29'40'' em maio e 30'42'' agora. Preciso voltar para o sub 30. Talvez em outubro. Fui o 1º na categoria (só tinha eu) e completei a 99ª corrida. Falta uma para a 100ª. Maratona de Santa Catarina vem aí.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Corrida Pela Paz 2012

Primeira corrida do domingo. Largada às 08:30. Dia bonito, perfeito, excelente. Estava também bem quente. Talvez até com muito sol, visto que eu já estava com o rosto vermelho antes da largada. Esquecer do protetor solar dá nisso. Para a primeira corrida do dia, os 10 km estavam previstos para serem rodados em ritmo de maratona. Aquela coisa entre 5:35 e 5:42, pensando no sub 4 horas. 10 km assim é tranquilo. 42 km é que ainda está difícil.

Mais de mil pessoas na Beira Mar Norte para participar ou assistir a Corrida Pela Paz. Encontrei vários amigos. Vários mesmo. Perdi a conta de quem eu vi e conheci ao vivo. Largamos. Dessa vez tinha até chip. No resultado final, contou o tempo bruto e não o líquido. O chip serviu pra quê? Alguém ainda há de responder. Usei o 1º km para medir como estava o ritmo, se muito acima ou muito abaixo do previsto.

Passei a 5:29. Talvez pela empolgação da largada. Tentei me segurar, mas não consegui. Relaxei demais e fiz 5:47 no 2º km. Nos cinco quilômetros seguintes, tive paces de 5:39, 5:49, 5:38, 5:38 e 5:49. Até aí tudo perfeito. Faltavam três quilômetros e era hora de acelerar. Brincar de correr mais forte. 5:18 e 5:24 me aqueceram para o tiro final, que fiz em 4:30. Ainda teve alguns metros a mais e fechei os 10 km em 56:25.

Meu Garmin marcou 310 metros a mais, mas eu realmente tenho dúvida se foi tudo isso. Fiz tanto zigue-zague para desviar das pessoas que acho bem possível ter feito quase todos esses metros a mais. Larguei atrás e tinha bastante gente no caminho, cada um no seu ritmo. Essa escolha tem suas consequências, mas como não era prova para recorde, não me importei. Os 56:25 foram bem dentro do planejado. Corrida 98 foi concluída com sucesso.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

2 em 1 rumo ao 100

Domingo agora, tal do dia 23 de setembro, haverá duas corridas em Florianópolis em horários distintos. A Corrida Pela Paz, no período da manhã, e a 1ª Corrida da Primavera dos Perebas, no período da tarde. Estou em fase final da preparação para a maratona e tenho que fazer 15 km no domingo. Concomitantemente, quero que a Maratona de SC seja a 100ª corrida da minha vida. Logo, o que fazer? Resposta óbvia a seguir.

Decidi participar das duas provas do domingo. Farei 10 km na Corrida Pela Paz e aproximadamente 6 km na Corrida dos Perebas. As duas no ritmo que pretendo correr a maratona ou pouca coisa mais rápido. Serão os últimos testes e ajustes antes da maratona. Assim, faço o que está no planejamento, participo de duas corridas, fico com 99 na minha vida de corredor iniciada lá em 2008 e espero pela corrida 100 na maratona.

Tinha quase certeza que este ano seria o ano da corrida de número 100. Só não sabia bem quando seria, não estava fazendo planos ou escolhendo provas. Estava correndo e esperando o dia chegar. No entanto, depois da Maratona de Blumenau fiz umas contas e vi que dava para fazer a 100ª corrida na Maratona de SC. Corri todas as provas possíveis e parece que vai dar certo. Faltam três para a centésima. Depois de domingo faltará apenas uma.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Podcast #02 - Por Falar em Corrida



Aí está a segunda edição do podcast POR FALAR EM CORRIDA. É só clicar o play e escutar! Quem quiser mandar seus comentários, sugestões, relatos de prova, críticas e qualquer outro assunto que nos ajude a fazer um podcast melhor, pode fazer através dos seguintes meios:

Facebook: https://www.facebook.com/porfalaremcorrida
Twitter: https://twitter.com/falaremcorrida
E-mail: porfalaremcorrida@gmail.com

Nesta 2ª edição do podcast, comentários sobre as seguintes corridas.

1º Bloco - Aconteceu (02:38):
  • 9º Revezamento Volta de São Francisco
  • Track & Field Florianópolis
  • 3ª Corrida Caixa Aniversário de Navegantes
  • Corrida Rústica da Independência
  • 1º Revezamento 24 horas Bela Vista
  • Track & Field Joinville
2º Bloco - Vai acontecer (11:01):
  • 2ª Corrida Rústica WEG
  • Corrida e Caminhada IOT
  • Circuito SESC de Caminhada e Corridas Canoinhas
  • Circuito SESC de Caminhada e Corridas Joinville
  • GP 5000 Itajaí
  • Corrida Pela Paz
  • 1ª Corrida da Primavera dos Perebas
Destaque dos loucos (17:17):
  • Ações e feitos dos loucos nas provas.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Corrida Rústica da Independência

Feriado da Independência. Um baita dia de sol em Floripa. Podia ir à praia. Podia, mas não fui. Uma corrida na sexta à tarde, de graça, na Palhoça, me convidava. E eu prontamente atendi ao chamado. Mais uma prova organizada pela Associação dos Corredores da Palhoça. A distância era de meros 4 km. Ou seja, ideal para eu voltar finalmente a correr uma prova com pace abaixo de 5 min/km. A largada foi na praça central da cidade. Nunca tinha ido lá. Então era tudo novo. O percurso era um mistério.

Corri pela manhã uns 7 km em ritmo de maratona só para continuar em movimento. À tarde é que a coisa ia complicar. Correr 4 km abaixo de 20 minutos era praticamente obrigação. Eu ia me sentir muito mal se nem isso fizesse. Para ter mais algum objetivo, resolvi que era hora de ter um novo recorde nos 4 km. O atual, deste ano ainda, estava em 19:13. Sabia que dava para fazer melhor. Nem que fosse por um segundo.

Apesar de ser de graça, só os loucos de sempre estavam lá. Talvez o feriado tenha tirado algumas pessoas da corrida. Nas contas aproximadas do Eduardo, uns 65 corredores. Meu plano era largar o mais forte possível e fazer um 1º km bom, para administrar depois. A minha parte fiz bem, só que como eram poucos corredores, o pessoal saiu em um ritmo alucinado. Via aquele monte de gente bem na minha frente logo nos primeiros metros.

Fechei meu 1º km em 4:30. muito bom para o que eu queria. O pessoal da frente continuava em um ritmo absurdo. Parei de me preocupar com eles. A disputa era comigo mesmo. Não estou focando muito nos treinos de velocidade e senti um pouco no 2º km. Mesmo assim, aquele 4:41 foi bem recebido. Estava dentro dos planos de recorde. Seguindo rumo ao 3º km, alcancei e ultrapassei alguns corredores. Tem gente que sai muito forte e não aguenta até fim, mesmo sendo só 4 km.

No 3º km, não aguentei o ritmo e fiz 4:55. Ainda apareceu uma ponte no caminho para forçar um pouco mais minhas coxas que já pediam descanso. Como estava sozinho, fiz umas contas e vi que podia correr o 4º km em até 5:06 que o recorde tava garantido. O que me motivou para tentar acelerar um pouco foi um sub 19. Também ia ser legal. Fui e fechei o 4º km em 4:51. Tempo final dos 4 km: 18:57. Nada de excepcional, mas um novo recorde.

Para o momento, foi excelente. Desde 30 de junho não fazia uma prova com pace abaixo de 5 min/km. Aproveitei que eram só 4 km para me sentir bem comigo. A prova teve mais de 4 km, coisa de uns 250/300 metros. Para efeitos de recorde pessoal, contei só até os 4 km, que era o que importava. Tanto é que nos metros finais a mais relaxei e fiz um pace de 5:03. Medalha não teve, mas ganhei um troféu de quarto lugar na categoria. 97ª corrida na conta. Faltam mais 2 e a Maratona de SC. Estou treinando para não fazer tão feio.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Track & Field Run Series Florianópolis

Esta foi a quarta prova da Track & Field que participei. Em 2010, 2011 e abril de 2012 estive lá, sempre melhorando meu tempo. Infelizmente, em abril fiz 47:19, o que tornou mais difícil fazer um novo recorde pessoal. Estou treinando para a maratona e fiquei mais devagar. Já não era dos mais rápidos e agora está um pouco pior. Fora isso, várias outras coisas aconteceram. Não é desculpa, até porque sabia que não ia dar. É só informação. Tudo aí no relato da corrida.

Tudo começou na quarta-feira, com um treino de tiros. Voltei morto para casa. Na quinta, o objetivo era um trote leve na grama. Consegui fazer 20 minutos e mais nada. Estava sentindo umas dores ainda remanscentes dos tiros de quarta. Sexta, tudo normal. E mais uma sessão de tiros. Foi complicado. No fim, minhas pernas pediam para parar. Parei, mas só depois de fazer tudo. Aí o sábado foi de descanso das corridas. Das corridas.

Tive um casamento nesse dia. Voltei para casa às 3 da manhã, já no domingo. Precisava acordar às 5. Assim fiz. Achei que ia sentir mais sono e cansaço, mas parecia tudo normal. No casamento, não bebi, até porque não bebo. Por outro lado, eu como. Ah, sim. Como. Muito. E tive alguns efeitos colaterias que não convém mencionar aqui. Enfim, tudo conspirava para a corrida não ter recorde e não ser das melhores da minha vida.

Quando cheguei no local da largada, até me sentia bem. Ficava pensando e lembrando dos tiros, que eu tinha ido bem, feito bons tempos. Sonhava com um desempenho excepcional e um quase recorde nos 10 km. Voltando à realidade, estabeleci que o primeiro objetivo era tentar um sub 50, pra ficar bem comigo mesmo. Se a coisa tivesse fluindo, pensaria em algo melhor. Estava tudo pronto para começar a correr.

Quando foi dada a largada, nos primeiros três, quatro passos, já senti que não era o dia. Algumas dores e outros desconfortos. Vi que seriam 10 km sofridos, inclusive para tentar o sub 50. Mesmo não me sentindo tão bem, consegui manter o pace entre na média de 5:04. A partir do 2º km, coloquei alguns corredores como alvo para tentar me aproximar. Ou pelo menos manter o ritmo. Dar duas voltas no mesmo percurso é muito chato.

Depois da primeira volta, as dores nem estavam mais incomodando. Eu só não tinha vontade e força para fazer algo melhor. Botei na minha cabeça que pelo menos o último quilômetro teria que ser bom, abaixo de 5 min/km. O penúltimo também, se fosse possível. Fiz o 9º km em 4:52 e me animei para o tiro final. Comecei muito bem, mas faltando 400 metros meu ritmo caiu. Ficou um tiro pela metade. Quando vi que estava ficando muito devagar, tentei acelerar de novo.

Entre altos e baixos, oscilações aqui e ali, fiz o último quilômetro em 4:44. Pelo menos isso para salvar o dia. Fico pensando como poderia ter sido melhor se não morresse depois da metade. O tempo final ficou em 50:45. Foi meu segundo melhor do ano em provas de 10 km. Quase sub 50 em um dia em que tava tudo errado. Ficou razoável. Serviu para ganhar mais uma medalha (nem tão bonita assim) e completar a 96ª corrida da minha vida. Rumo à 100ª corrida na Maratona de Santa Catarina.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Podcast #01 - Corridas em Santa Catarina / Loucos por Corridas

Tenho a imensa satisfação de apresentar o novo projeto deste blog e do blog Correr Vicia. Um podcast sobre o mundo das corridas em Santa Catarina. Com a parceria e colaboração do Guilherme Preto (Blog Correr Vicia), o primeiro podcast foi gravado ontem. O podcast tem o objetivo de informar e comentar sobre os eventos de corridas que acontecem ou ainda vão acontecer no nosso estado.

Para quem nunca ouviu falar, podcast é uma espécia de programa de rádio gravado em mo3 que pode ser ouvido direto na internet ou baixar o arquivo para ouvir no seu mp3 player ou computador. Foi uma experiência nova para nós dois, que não tínhamos muita noção de como fazer ou produzir o programa, mas no fim até que ficou razoável.

Novas edições ainda dependem da aceitação da nossa primeira tentativa. Comentários, sugestões e críticas são muito importantes para que tenhamos "cara-de-pau" para levar o projeto adiante. Ouve aí.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Corrida Rústica Duque de Caxias

Há corridas que você corre para valer, buscando tempo, e há corrida que você vai para se divertir, talvez treinar. A corrida que participei no último domingo se encaixa na parte de treinar e, também, se divertir. Era uma semana só após a maratona e fui com o intuito de tentar manter um ritmo leve no começo, constante. Ritmo de maratona, entre 5:30 e 5:40. Como seriam 8 km, pretendia correr a primeira metade bem tranquilo e aumentar aos poucos na metade final, dando um sprint no último km para este ser o mais rápido da corrida.

Corri um pouco na quinta-feira. Pode se dizer que só no domingo voltei de fato aos treinos e ritmos normais. Antes da largada, fui supreendido pelo Valmir Carvalho, presidente da ACORSJ, solicitando minha ajuda para marcar o percurso porque eu estava usando o Garmin. Medir distância de percurso pelo GPS não é o ideal, mas funcionou bem. Já que quase todo mundo tem GPS, não teve muita variação na distância. Diria até que foi a distância mais perfeita já aferida pela ACORSJ, modéstia à parte, e não aceito reclamações.

A tal da largada foi dada às 9:02. Seria às 9 horas. Ou seja, atraso de 2 minutos. Nunca atrasou tão pouco. Foi uma corrida diferente de todas as outras. Distância exata, largada no horário e, acreditem!, Beira Mar de Floripa com pistas fechada para os corredores. A parte da distância e do horário da largada pode ter sido meio por acaso, mas a Beira Mar fechada teve muito a ver, no meu ponto de vista, com o apoio que o exército deu para a prova. Olhem o nome da prova. Duque de Caxias. Quando tem apoio de outras instituições com mais poderes, as corridas podem fluir.

Essas considerações iniciais precisavam ser feitas. Até porque meu relato da prova em si é muito curto. Vamos aos fatos. Larguei e fiquei no ritmo pretendido. Importante: fui com os alertas do Garmin desligados. Não fazia ideia de que estava tão bem. 5:35, 5:37 e 5:39 foram as parciais dos 3 primeiros km. Constante demais. Milagre, milagre, milagre. E devagar, como eu queria. Chegando perto do retorno, estava me sentindo confortável e, meio sem querer, aumentei o ritmo, fechando o 4º km em 5:22. Já aquecido, não vi problemas em aumentar um pouco.

A volta já foi diferente. Acelerei desde o retorno, pensando em correr abaixo das parciais anteriores e no último km. Coloquei alguns corredores na mira para me motivar e acelerar ainda mais. 5:06, 5:13 e 5:02 foram as parciais do 5º, 6º e 7º km. Foi muito legal passar vários e vários corredores. Estava muito bem, sem dores ou cansaço. Chegando na placa do 7º km, era hora do sprint. E assim foi. Acelerei o que podia. Era um tiro de 1 km, afinal. É sempre mais legal quando o último quilômetro é o mais rápido.

Pensando depois, acho que comecei muito rápido. Lá pelos 500 metros senti que estava diminuindo o ritmo. Não podia. Meu único objetivo era um último km rápido. Fui, acelerei, passei mais vários corredores e avistei o pórtico. Finalmente estava chegando. Não ia aguentar mais muito tempo daquele jeito. Cheguei e parei o relógio. Vi o tempo final, mas não tinha visto a parcial. Estava um tanto ansioso para saber como foi meu tiro de 1 km depois de 7 km de aquecimento. Sabia, pelo menos, que tinha corrido aumentando o ritmo.

Peguei a medalha, umas frutas, água e olhei o Garmin. Último km a 4:24. Muito melhor do que achei que seria. Aí fez sentido aquela parte de não aguentar mais um nesse ritmo. Calculando aqui e acolá, cheguei em tais números: 22:13 (5:33 de média) nos 4 km da ida e 19:45 (4:56 de média) nos 4 km da volta. Ou seja, o split mais negativo de todos os tempos. Tudo bem que fui muito lento no começo, mas o final saiu mais rápido do que o esperado. Deu tudo certo nessa prova. Não me afobei, corri dentro do planejado e terminei muito bem.

Por ter o apoio do exército, a inscrição para os soldados (?) era mais barata e tivemos 409 concluintes. Número muito elevado para as provas de rua aqui em Floripa. Beira Mar estava lotada de corredores, grande parte do exército. Para mim, foi um treino bem sucedido. Agora tenho 95 corridas e farei o possível (leia-se: participar de todas as provas) para que a Maratona de SC seja minha 100ª corrida. Já está tudo programado. Essas provas até a maratona terão cara de treino. Recordes pessoais são bem-vindos, mas não esperados.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

24ª Maratona de Blumenau

Mais uma maratona no caminho. Destino: Blumenau. Fui. Fomos, na verdade. Eu, Renato, Eduardo e Leila para correr e Marta e Egomar, que pegou os kits e nos ajudou durante a corrida, na equipe de apoio. Novamente, acordei cedo, às 3:30 da manhã. Toda a rotina pré-prova feita, saímos de madrugada rumo a Itajaí. Fomos os primeiros a chegar, tanto é que pensamos que estávamos no lugar errado. Com o tempo, todos os corredores foram chegando nos ônibus. Ainda antes das 7 horas largamos para a longa jornada.

Decidi tentar correr junto com o Eduardo e o Renato. Não sou tão rápido quanto eles, mas na maratona, logo no início, talvez o ritmo fosse razoável para seguir. Consegui acompanhá-los até o km 7. Depois, percebi que cometi um erro. Esses 7 km em 37:47 foram muito abaixo do que eu pretendia. Como era início de corrida, não senti nada, estava até bem. Só que, a partir do 8º km, não consegui manter o ritmo e voltei ao que eu pretendia originalmente.

No meu ritmo, corri do km 8 ao 25, com paces variando entre 5:30 e 5:40. Por volta do km 18, acompanhei um corredor e mantive o ritmo que estava começando a cair. Na chegada do km 21, um outro corredor veio mais rápido e fui junto com ele. O ritmo voltou a ficar estável. O problema é que ali no 24º já senti umas dores indesejáveis na perna. Tive certeza que o começo forte estava cobrando o preço. Quando cheguei na placa de 25 km, caminhei para tomar água e gel. Foi bom para descansar um pouco.

Talvez não tivesse alternativa, mas depois dessa parada não consegui mais correr em um ritmo bom. Ainda tentei correr como antes, mas não teve jeito. O pace caiu e ficou rondando os 6 min/km. Até o km 28, mantive uma certa constância, ainda que lenta. Mais à frente surgiu uma pequena subida. Não haveria de ser nada, se já não fosse o 29º km. Ali, com as dores e impossibilidade de manter um ritmo de corrida, decidi fazer um fartlek na maratona.

O percurso teve mudanças de última hora e algumas subidas foram adicionadas. Subidas indesejadas, ainda mais depois dos 30 km. No meu fartlek maratonístico, corria 1'30'' e andava 30''. Tentei manter assim até onde fosse possível, acelerando um pouco mais na parte de corrida. Até o km 35, o ritmo caiu, ficou ruim, mas ainda estava abaixo dos 7 min/km. Nessas subidas e descidas e corridas e caminhadas, passei por um bar e me ofereceram um Coca-Cola. Recusei, obviamente. Se fosse água, talvez aceitasse.

Nessa parte nova do percurso, precisávamos fazer um retorno. Ou seja, eu podia ver em que ponto e como estavam meus amigos maratonistas. Ninguém parecia muito bem. Eu também não estava. Compreensível. A partir do km 36, enfrentei a pior subida, do viaduto, que era em curva. Ali, caminhei demais. Não tinha mais muitas forças. Correr por mais de 2 minutos seguidos era impossível. Quebrei. Mais ainda: morri. A cada vez que olhava para o relógio via meus objetivos se despedindo. Primeiro o sub 4 horas. Depois o sub 4h12'.

Felizmente, cada passo a mais era um pouco menos de distância a percorrer. Foi sofrido. Aquele começo me prejudicou. Lição aprendida para a próxima maratona. Faltou perna, só não faltou vontade de terminar. Como todos os meus objetivos ficaram pelas ruas, só tentava correr mais do que caminhar, ainda que intercalando sempre. A placa de 40 km foi uma das melhores visões que eu tive. Até tentei me animar e correr os últimos 2 km sem parar, mas não dava mais.

Entre corridas e caminhadas, quebradas e morridas, cheguei com 4:16:47, 34 segundos a mais do que no Rio de Janeiro. Não foi a maratona dos meus sonhos, nem o resultado e o desempenho que eu queria, passou longe disso, mas foi o que deu para fazer. Das maratonas que eu fiz, foi a que cheguei mais destruído. No fim de tudo, o importante é que terminei. Erros e acertos serão analisados para que a Maratona de Santa Catarina, em 30/09, seja a melhor das maratonas.

Meus amigos maratonistas concluíram a prova com sucesso. Cansados, como sempre há de acontecer em uma maratona, mas felizes. Passando a linha de chegada, recebemos essa medalha aí de cima. Vou dizer que deu até um desânimo saber que corri 42 km para receber uma medalhinha desse. Não condiz com uma maratona. Por outro lado, a hidratação estava perfeita. Se não houvesse a mudança de última hora, o percuso seria realmente plano e perfeito para recordes. Vamos ver se na Maratona de Santa Catarina sai coisa melhor.

Curiosidades curiosas. Dividi a prova em 6 partes de 7 km, pretendendo correr cada parte em até 40 minutos. Assim, podia imaginar o sub 4 horas. Fui bem até a 4ª parte, ou 28º km. Depois, os piores 14 km da minha vida. Outra: corri toda a maratona e pela primeira vez não fui ao banheiro. Quase 5 horas praticamente. Agora eu sei que aguento. Mais uma, e a última: corri os 30 km da maratona em 2:50:01. Ritmo bom, de sub 4 horas. Para ter ideia de como foi ruim o final, fiz 12 km em 1:26:46 (vergonhosos 7:14 min/km).
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